Copa de Literatura Brasileira

Resultado da enquete

Antes de a primeira edição da Copa de Literatura Brasileira começar, fizemos uma enquete para saber do público qual livro seria o vencedor. Foram 57 votos, o que não é muito mas é mais do que esperávamos.

1 – Mãos de cavalo, de Daniel Galera (Cia das Letras) – 10 votos

2 – Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves (Record) – 9 votos

3 – Memorial de Buenos Aires, de Antonio Fernando Borges (Cia das Letras) – 8 votos
As sementes de Flowerville, de Sérgio Rodrigues (Objetiva) – 8 votos

5 – O movimento pendular, de Alberto Mussa (Record) – 5 votos

6 – Os vendilhões do templo, de Moacyr Scliar (Cia das Letras) – 4 votos

7 – Bóris e Dóris, de Luiz Vilela (Record) – 3 votos
Pelo fundo da agulha, de Antônio Torres (Record) – 3 votos
Por que sou gorda, mamãe?, de Cíntia Moscovich (Record) – 3 votos

10 – O segundo tempo, de Michel Laub (Cia das Letras) – 2 votos

11 – O adiantado da hora, de Carlos Heitor Cony (Objetiva) – 1 voto
O paraíso é bem bacana, de André Sant’Anna (Cia das Letras) – 1 voto

13 – Corpo estranho, de Adriana Lunardi (Rocco) – 0 votos
Leda, de Roberto Pompeu de Toledo (Objetiva) – 0 votos
Música perdida, de Luiz Antonio de Assis Brasil (L&PM) – 0 votos
O que contei a Zveiter sobre sexo, de Flávio Braga (Record) – 0 votos

O meio de campo está um pouco embolado, mas dá para distinguir claramente quatro favoritos e quatro azarões. Pessoalmente, me surpreendeu a posição de Um defeito de cor, que só pelo tamanho intimida um pouco. Será que o calhamaço tem fôlego para uma competição curta como a Copa? Também estava esperando uma melhor posição de O segundo tempo, justamente por ser um livro de leitura mais rápida — ou talvez, tolamente, porque o romance fala de futebol.

Os prognosticadores podem se interessar também pelos resultados da votação interna que definiu os 16 concorrentes à Copa. Dos 15 jurados, 12 enviaram listas com os 16 romances brasileiros de 2006 que eles gostariam de ver na Copa, e os romances mais votados foram os escolhidos.

10 votos – Mãos de cavalo, O movimento pendular, As sementes de Flowerville, O segundo tempo

8 votos – Bóris e Dóris, Memorial de Buenos Aires, O paraiso é bem bacana, Os vendilhões do templo

7 votos – Corpo estranho, Um defeito de cor, Música perdida, Pelo fundo da agulha, O que contei a Zveiter sobre sexo, Por que sou gorda, mamãe?

6 votos – O adiantado da hora, Leda

Essa segunda votação não quer dizer muita coisa (como se a primeira quisesse): muitos jurados votaram no escuro, sem ter lido os pré-concorrentes e se baseando em resenhas, conselhos ou no faro mesmo. Mas ela confirma o favoritismo de Mãos de cavalo e As sementes de Flowerville e o status de azarão de Leda — além de explicar por que a colocação ruim de O segundo tempo na votação popular me surpreendeu.

Mas, e aqui a metáfora do esporte é irresistível, essa história de favoritismo acaba quando o jogo começa. O que vai fazer a diferença nessa Copa é o talento do escritor e a qualidade do livro — e o que passa pelas cabeças dos nossos jurados. A bola rola semana que vem.

Lucas Murtinho

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