CLB 2008 – Lista de concorrentes
O público votou e os jurados também, e já temos a lista de concorrentes à Copa de Literatura Brasileira 2008:

O amor não tem bons sentimentos, de Raimundo Carrero (Iluminuras)

Cão de cabelo, de Mauro Sta. Cecília (Língua Geral)

Contramão, de Henrique Schneider (Bertrand Brasil)

O dia Mastroianni, de João Paulo Cuenca (Agir)

Era no tempo do rei, de Ruy Castro (Alfaguara)

O filho eterno, de Cristovão Tezza (Record)

A guerra dos bastardos, de Ana Paula Maia (Língua Geral)

Os insones, de Tony Bellotto (Companhia das Letras)

Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi, de Cecília Giannetti (Ediouro)

Maisquememória, de Marcelo Backes (Record)

Na multidão, de Luiz Alfredo Garcia-Roza (Companhia das Letras)

Rakushisha, de Adriana Lisboa (Rocco)

O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras)

Sonho de uma noite de verão, de Adriana Falcão (Objetiva)

Toda terça, de Carola Saavedra (Companhia das Letras)
A lista acima, determinada pelos jurados, é quase igual à lista dos 16 romances mais bem votados na enquete feita com os leitores do site da Copa. Há apenas duas diferenças: O amor não tem bons sentimentos e Na multidão entraram no lugar de Música para quando as luzes se apagam, de Ismael Caneppele (Jaboticaba), e O pianista do Silencioso, de Carlos Nealdo dos Santos (Edufal). O resultado completo da enquete está abaixo.
Nosso time de jurados, como você pode ver na coluna à esquerda, também mudou. E você pode conferir quem vai apitar que jogo na tabela da CLB 2008.




[...] 17 3 2008 por Alessandro Martins · Sem comentários Acaba de ser divulgada a lista dos concorrentes da Copa de Literatura Brasileira 2008. [...]
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Em princípio, dizia-se que o objetivo da copa seria – além de premiar bons livros – furar o bloqueio das editoras comerciais. Nesta segunda edição, o que se viu, no entanto, foi uma enxurrada de editoras comerciais (mas não é à toa que há links para elas neste site). Bom, tenho acompanhado há um bom tempo esta copa, inclusive as explicações de seu organizador, que fazia questão de informar aos frequentadores da isenção do torneio – salvo o voto do público não valer absolutamente de nada, mas apenas para nortear os jurados. Fato comprovado o argumento ao sair a lista dos jogos. Não conheço os dois autores que ficaram de fora mesmo tendo sido bem votado. Aliás, nem os li. Mas acho injusto que eles tenham sido preterido – mais uma vez cai por terra a proposta da copa. É como se a opinião do leitor de nada valesse, e os organizadores quisessem empurrar goela abaixo os produtos das grandes. Lamentável. Como já se disse aqui, o resultado desta copa nada mais é do que uma grande Ação Entre Amigos.
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Carlos Eduardo, não sei onde você leu que o objetivo da Copa é furar o bloqueio das editoras comerciais, mas não é o caso. Até porque na minha opinião esse bloqueio não existe. O objetivo é falar de livros interessantes, lançados por “editoras comerciais” – seja isso o que for – ou não.
A enxurrada de “editoras comerciais”, se existe na lista final, existia também na lista dos leitores: não é mudando dois livros de uma lista de dezesseis que vai surgir uma enxurrada onde não havia uma. E a lista dos jurados foi suficientemente similar à do público para confirmar que o voto popular influenciou a escolha dos concorrentes.
Sobre os links para os sites das editoras, há uma inversão no seu raciocínio: eles foram incluídos no site porque as editoras estão participando da Copa, e não o contrário. Se os livros do Cannepele e do Nealdo dos Santos estivessem concorrendo à Copa, haveria links para a Jaboticaba e a Edufal também.
Finalmente, convido-o a ler as resenhas da última Copa, que em alguns casos incluiram críticas bastante pesadas aos livros participantes. E também a acompanhar a próxima Copa e ficar de olho em jurados que pareçam excessivamente bondosos com os concorrentes. Espero que a gente convença todos os nossos leitores dotados de imparcialidade e bom senso de que estamos aqui para falar o que achamos desses livros, não para favorecer a editora tal ou o autor fulano.
Abraços,
Lucas
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CEP, vc tá tão errado q parece inútil tentar explicar por quê. Toda frase nesse teu comentário contém uma interpretação errônea, nefelomante, mesquinha e passivamente cínica do processo todo. Menos, menos.
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Caro Doutor Plausível,
O que é mais mesquinho: comentar assinando o próprio nome – sem medo de errar e assumindo o erro, caso haja – ou um jurado que não tem coragem de assinar o próprio nome para julgar nominados?
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Caro Clovismário Hörschbarf,
Vide longo debate sobre o assunto na CLB 2007 — apenas um debate entre outros 607.386 sobre o tema distribuídos pela internet.
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grande lista, será uma ótima copa.
:>)
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Confesso que fiquei aliviado ao perceber que, mesmo tendo sido bem votado, o pseudo-romance de Ismael Caneppele, Música Para quando as Luzes se Apagam, ficou de fora da lista dos concorrentes.
Pelo menos a equipe que coordena a Copa ainda possui alguma noção da diferença entre a Alta Literatura e Lixo pop adolescente produzido por esse jovem e incensado autor. Um livro que nada acrescenta às Letras Nacionais JAMAIS mereceria figurar nessa Seleção.
Que o pseudo Fenômeno Pop Rock Adolescente Ismael Caneppele continue de fora do círculo dos bem letrados e dos bem intencionados para com a nossa Cultura.
E que viva a Literatura Brasileira! A Verdadeira.
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Nossa, parece briga de gangue! Mas é uma copa, como a de futebol. A paixão, naturalmente, ajuda a temperar os julgamentos. Boa sorte aos organizadores. Os participantes, se tiverem bom senso, ficarão satisfeitos só pelo fato de terem conseguido escrever um livro.
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Nossa adorei os livros,principalmente os dois do primeiro jogo:O Amor Não Tem Bons Sentimentos de Raimundo Carrero e O Sol Se Põe Em São Paulo de Bernardo Carvalho.
Detalhe:dia 17 de abril Bernardo Carvalho virá a Recife para dar uma palestra a convite de Raimundo Carrero na Universidade Federal de Pernambuco.
Ney Anderson
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Olá.
Muito bom. A competição está interessantíssima. Acho que, na verdade ,não se trata de uma competição. Acho também que os organizadores não pretendem que seja uma competição. É como uma lição de casa prá quem gosta de literatura. Já tinha comentado antes que todos saem ganhando com a Copa. Vejo por mim que acabei conhecendo autores novos e descobri que todas essas histórias estão doidas para serem interpretadas das mais variadas maneiras.
Até a própria Copa é vista de maneiras diferentes. É só prestar atenção nessa babel de comentários dos leitores e torcedores. Parabéns aos que não foram selecionados para os jogos; comecei a ler a lista dos pré participantes justamente por aqueles que não foram adiante!Eles valem cada linha que escreveram.
Um abraço.
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Eu aposto totalmente no Rato (Luís Capucho, Rocco) porque gosto de anti-heróis e esse personagem é todo misturado de sonhos de ser um dia. Cheio de admiração pura pelo elemento humano em seu cotidiano ainda que esvaziado, habita seu universo intrínseco muito de singeleza, tesão, negligência, minimalismo, preguiça, ambições, expectativas, devaneios, desejos, misérias, lucidez e locura. Coisas tão humanas, tão verdades, tão conflitos. O Rato resgata um pouco do imortal Macunaíma – contemporâneo, urbano, não menos interessado, nem menos interessante.
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Luís Capucho
RATO
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