Copa de Literatura Brasileira

CLB 2008 – Repescagem

Alguns leitores já repararam numa novidade na tabela da CLB 2008: após as semifinais do torneio, haverá uma rodada de repescagem. E para decidir que livros terão direito a essa segunda chance contamos novamente com a participação do público: os dois livros mais bem votados nesta nova enquete retornarão para disputar uma vaga na final da Copa com os vencedores das semifinais. Vote no seu favorito e ajude-o a ganhar mesmo se algum jurado irritante estiver no meio do caminho.

Qual concorrente da CLB 2008 merece uma segunda chance na repescagem?
O amor não tem bons sentimentos, de Raimundo Carrero (Iluminuras) – 49 votos
Cão de cabelo, de Mauro Sta. Cecília (Língua Geral) – 90 votos
Contramão, de Henrique Schneider (Bertrand Brasil) – 14 votos
O dia Mastroianni, de João Paulo Cuenca (Agir) – 25 votos
Era no tempo do rei, de Ruy Castro (Alfaguara) – 1 voto
O filho eterno, de Cristovão Tezza (Record) 38 votos
A guerra dos bastardos, de Ana Paula Maia (Língua Geral) – 43 votos
Os insones, de Tony Bellotto (Companhia das Letras) – 4 votos
Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi, de Cecília Giannetti (Ediouro) – 7 votos
Maisquememória, de Marcelo Backes (Record) – 7 votos votos
Na multidão, de Luiz Alfredo Garcia-Roza (Companhia das Letras) – 7 votos
Rakushisha, de Adriana Lisboa (Rocco) – 16 votos
Rato, de Luís Capucho (Rocco) – 153 votos
O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras) – 18 votos
Sonho de uma noite de verão, de Adriana Falcão (Objetiva) – 7 votos
Toda terça, de Carola Saavedra (Companhia das Letras) – 26 votos

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32 comentários

    Votar num livro que terá direito à repescagem antes mesmo de sua eliminação?!? Não deveríamos escolher entre os ELIMINADOS na primeira fase? Pobre de mim, não entendi!

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  • Clara, minha explicação rápida pode ter ficado confusa mesmo. Os dois livros “repescados” serão os mais votados entre os que já foram eliminados – porque, claro, os que não foram eliminados já estão na fase da repescagem. Pense na enquete como um seguro: se o seu favorito for eliminado antes da hora, ter sido bem votado pode lhe dar uma segunda chance.

    Abraços,

    Lucas

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  • “rato” na veia. o capucho faz mais do que se entregar ali. isso é literatura viva. e olha que li grande parte dos concorrentes.

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  • “RATO” NA CABEÇA! MARAVILHOSO!! CAPUCHO SUPERANDO-SE E SURPREENDENDO-NOS CADA VEZ MAIS……

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  • Quero votar no “Rato”.
    Audacioso e surpreendente, mais um trabalho brilhante de Luís Capucho.

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  • É, também ñ entendi ñ. Até por quê acho q. todo livro merece uma chance. Ñ digo pobre de mim, mas tb. ñ entendi. Enfim, votei no q. li e gostei. Abraços.

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  • Por que não dá uma chance também a quem teve uma excelente votação na fase eliminatória, mas não foi classificado entre os 16?

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  • Quando as partidas terão início?

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  • Que coisa lamentável são as escolhas de títulos na literatura brasileira… Duplos sentidos ginasianos, expressões sem sentido, aliterações vulgares e por aí vai. Sem contar que “O Rato”, “Maisquememória” e, claro, “Sonho de uma Noite de Verão” remetem diretamente a outras obras, ou seja, estão faltando aos autores brasileiros contemporâneos eufonia e originalidade. Lo que mal empieza…

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  • Interessante esse comentário sobre os títulos…

    Acompanhei a primeira Copa e fiz uma constatação desalentadora: a quase totalidade dos livros daquela edição poderiam ser considerados como “fracos”, ou na melhor das hipóteses, “passáveis”.

    Obviamente que expresso apenas minha opinião, mas sinceramente não vi nenhuma obra que houvesse “arrebatado” os jurados, ou ao menos merecido elogios efusivos de uma significativa parte deles ou dos visitantes. Não me vi, após a Copa, desejando ler qualquer dos livros concorrentes, à exceção de “Mãos de Cavalo” – o qual não li ainda, mas lerei.

    Nessa nova lista ao menos deparo-me com livros que antes mesmo da Copa e por tudo que li a respeito me despertam interesse, como “O Filho Eterno” (começarei em breve), “Rakushisha” (idem), “Era no Tempo do Rei”, e outros poucos.

    E me pego pensando: quando tornaremos a ler um romance nacional realmente “marcante”, referência no fututo da literatura brasileira que se faz hoje? Essa situação deve-se à falta de ousadia, à falta de competência, ou tão somente é reflexo da literatura despretensiosa (nesse caso, no mal sentido da palavra) atualmente praticada?

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  • Bemveja, você é hilário. Dos livros, apenas conhece os títulos e é disso que reclama. Se soubesse apenas as cores das capas, reclamaria das cores. Se apenas o número de páginas, reclamaria do número de páginas. Se soubesse de um livro apenas que contém mais a vogal O do que as outras, reclamaria que não faz sentido nenhum, visto que essa não é a vogal mais comum em português.

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  • Hebe, não faça gracinha, apenas comentei o que me parece óbvio, pior foi neguinho ano passado ter comentado, criticado e dado nota a livros que não leu. Se eu ler algum desses, pode deixar que comentarei, sem ufanismos, sem corporativismos e sem o ouvido de lata que assola vários dos autores brasileiros contemporâneos.

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  • Para mim Rato não deveria constar entre os competidores, é “algo” muito ruim. Está mais para um folhetim de sacanagem e auto-afirmação gay do que para literatura. Não sou contra escritores homosexuais, sou contra escritores ruins.

    Podem até argumentar que ele foi bastante votado e que muitos o estão indicando. Schopenhauer responde à esses: “Quanto às obras ruins, nunca se lerá pouco quando se trata delas; quanto às boas, nunca elas serão lidas com freqüência excessiva.”

    1 abraço.

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  • A meu ver o livro Rato de Luís Capucho é literatura sim, pois que o fato de ele possuir elementos pornográficos e de ser um livro afirmativo sobre homossexualidade não diminue em nada as suas qualidades literárias.
    Dizer que, por isso, Rato não seja literatura é uma visão preconceituosa, retrógrada e de pouco entendimento.
    Viva a literatura!

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  • Cada um com seu gosto, Maria.

    Vc tem direito de achar ele bom e eu tenho direito de achar ele um lixo. Não pretendo mudar sua opinião assim como vc não irá mudar a minha. Mas um escritor que diz simplesmente ir botando no papel o que sai de sua cabeça, que não usou técnica literária nenhuma para escrever o livro e que talvez lá pelo seu trigésimo livro aprenda a fazer isso deixa os leitores mais exigentes decepcionados.

    Só para constar: do meu ponto de vista, a visão preconceituosa, retrógrada e de pouco entendimento é a sua. Mas isso não quer dizer que desconsidere a sua opinião.

    1 abraço.

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  • Então, tá bom, meu querido.
    Fique com sua exigência da velha técnica, que eu fico com a minha de talento e beleza.
    abraços.

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  • Sinto o mesmo que Bemveja quanto aos títulos. E concordo com Claudio Faria pois que também me faço as mesmas indagações sobre a literatura brasileira. Mas vamos acompanhar a copa: leremos e opinaremos. E trocaremos idéias, o que será, de resto, divertido.

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  • Na boa, a copa nem começou e já tem um esquema de repescagem? Por que isso me soa, novamente, a cartolagem?

    Afinal, toda boa copa é igualzinha ao futebol?

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  • Cartolagem seria se inventassem a repescagem depois de iniciado o campeonato, oras.

    Mas toda copa é igual mesmo, todo mundo tem certeza que tem algo sinistro por trás…

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  • Quero votar no livro do Luiz Capucho.
    Ele é originalíssimo, avant garde, enfim tudo que eu gosto.

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  • Estou com o ”Rato”, do Luís Capucho até o fim!

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  • Há data marcada para a coisa seguir ou não?

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  • Eu esperava mais do Bernardo de Carvalho. O sol se põe em são paulo é fraco. O narrador não me convence, se justifica demais. Algumas coisas me incomodam com o uso constante de trenzinho de verbos (verbos em salva de 3 e 4, um atrás do outro) e uma narrativa ruminante que vai e volta. Não sei. O que vocês acham?

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  • Li o Rakushisha, da Adriana Lisboa e… não sei. Há passagens belas, delicadas, com um clima que evoca a atmosfera zen japonesa. Belas imagens, silêncios e vazios. Algumas frases de pura poesia – e não somente as de Basho e outros, mas várias da própria Adriana.

    O que achei fraco foi o prório cerne da história. A ida dos dois quase-desconhecidos ao Japão me pareceu um pouco descabida. Nem tanto pelo convite e sua aceitação súbitas, mas… se a questão era transportá-los ao Japão, o motivo me pareceu meio forçado. A ida dele, mais do que a dela, apesar de profissionalmente, a dele se justificar. Mas ele foi, voltou… e daí?

    Sou apenas um leitor, e não crítico. E como leitor, achei o livro com altos e baixos. Sem arrependimento por tê-lo lido, mas também sem saudade ao terminar.

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  • Li mês passado o livro Lemniscata: o enigma do Rio e gostei. Apesar de seguir o estilo best-sellerista de Dan Brown, ele é uma diversão melhor dq uns 2 ou 3 livros da Copa. Pena q na sugestão de repescagem não entrem livros novos…

    1 abraço.

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  • CONVITE:

    Mil desculpas, por invadir seu blog, mas convido você a visitar a Editora Biblioteca24×7, que comercializa obras pela internet (edição on-line e impressa) e buscar, na seção de ERÓTICOS, esta obra:

    LUA QUEBRADA

    Um romance entre o professor e sua aluna. Banal? Não o jogo de sedução e erotismo de Lua Quebrada. Além de todas as convenções, do alto grau de entrega e do encontro de dois mundos tão diversos, há um sutil jogo de poder entre os protagonistas que põe em cheque a relação entre homem e mulher, entre tesão e amor e, principalmente, entre a razão das convenções sociais e o desafio de quebrá-las em nome de um sentimento ao mesmo tempo tão irracional e tão humano quanto a velha e boa paixão.

    Autor: Isaias Edson Sidney

    Publicação da Biblioteca24×7.

    ISBN: 978-85-61590-45-1

    Só disponível pela Internet, no endereço abaixo:

    http://www.biblioteca24×7.com.br (ÁREA, à esquerda, clique em : ERÓTICO).

    LUA QUEBRADA: PARA INCENDIAR SUA IMAGINAÇÃO!

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  • adorei vô eu te adoro

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  • “Toda Terça” é muito bom.

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  • Conheci a Copa há pouco tempo e logo em seguida peguei o “Rato” pra ler, diante da afirmação de vários que aqui comentaram. Sinceramente não entendi tanto alarde sobre esse livro, não tem vigor nem profundidade, mais que efêmero, é banal.

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  • os insones, de toni belloto, da de 10 em qualquer outro livro desta copa. eh uma literatura ousada, criativa, bem escrita. eu diria que eh mesmo surpreendente para um roqueiro — sem preconceito, porque ha tantos roqueiros que escrevem livros. no quesito roqueiro, acho-o ate melhor do que a cecilia gianetti, que se nao me engano eh roqueira. isso pelo que leio dela na folha, porque jamais leria aquele livro dela. belloto ganha ate mesmo do bernardo cavalho, cujo livro tem um personagem que eh roqueiro, mas que ele diz que nao eh autobiorafico (li isso dias atras numa entrevista dele para um blog).

    coragem, belloto!!!!

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  • “RATO”, de Luís Capucho, não pode ficar de fora! É pungente e apresenta, sim, ótima literatura.

    Não acredito no rótulo “Literatura Gay”, mas na ótima linguagem lá apresentada, o que aponta para uma construção textual que desafia o limite entre o erótico e o pornográfico (um nó social) e mostra um autêntico narrador-personagem à procura de sua própria face.

    Portanto, “RATO” é – sim – ótima literatura brasileira contemporânea!!!

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  • Acho que O Sol se Põe em São Paulo merece uma segunda chance.

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