CLB 2008 – Eliminatórias
Com o fim da CLB 2007, é hora de começar a pensar na CLB 2008. Verdade, o ano ainda não acabou, mas já temos uma lista bem grandinha de pré-candidatos — e nossos estimados leitores podem nos ajudar a escolher os dezesseis que terão a honra de disputar a segunda edição do torneio.
A enquete, é bom deixar claro, não tem valor científico nem força de lei: a decisão final sobre os concorrentes, como na primeira edição da Copa, será dos jurados. Mas a opinião do público vai ser um fator importante na hora dessa decisão.
Cada votante pode escolher até dezesseis candidatos, mas atenção: apenas um voto é permitido por computador, então escolha os seus favoritos e vote em todos de uma vez. E, se algum livro estiver inexplicavelmente ausente da lista, avise-nos.
Votação encerrada
Anunciaremos em breve o resultado da enquete e a lista dos livros que participarão da CLB 2008.



Achei que a lista mistura escritores do quilate de Cristovão Tezza e Domingos Pellegrini com outros que todavia são, digamos, iniciantes. Só de olhar a lista dá para perceber tanta disparidade. Já arrisco até a partida final. Mas quero enfatizar que a idéia da copa foi mesmo um prazer para os leitores, que bom que vai acontecer de novo. No tempo certo anunciarei na minha coluna da Tribuna, se vocês concordarem. Gerana Damulakis
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Gerana, a idéia dessa lista é mesmo ser um apanhado da produção literaria de 2007 sem filtros de experiência ou qualidade – a primeira filtragem fica por conta dos leitores mesmo. Por isso, vou acrescentando aos poucos livros que me escaparam ou que foram lançados recentemente.
Quanto à divulgação, não apenas concordo como agradeço muito. Se você puder, divulgue também essa pesquisa, para ela ser mais representativa.
Abraços,
Lucas
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Como sao escolhidos os participantes? Achei que a lista deixou de fora um dos melhores, senao o melhor dos últimos tempos: “Histórias de literatura e cegueira”, do Julian Fuks.
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Válter, todo romance brasileiro lançado em 2007 pode entrar nessa primeira lista. No caso do Fuks, acho que é um livro de contos, não? Se for mesmo, ele infelizmente é inelegível.
Abraços,
Lucas
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Ah, entendido, você tá certo, Lucas. Que a bola role assim mesmo, entao…
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e, a proposito, parabens pela bela iniciativa!
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Valu, Válter, espero que você tenha registrado o seu voto e acompanhe a próxima Copa. Abraços,
Lucas
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E pensar que já tivemos um “boom” de contos & contistas no Brasil, algumas decadazinhas atrás!
Agora, livros de contos são “inelegîveis”!?! Desculpe-me, mas me parece um preconceito bobo.
Gostaria muito de, por exemplo, ver o ótimo “Corações Blues e Serpentinas”, do Lima Trindade, nessa Copa.
Contos não são um gênero que faz parte da literatura? E esta não é uma “Copa da literatura”? Pois então?!?
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Saint-Clair, eu também adoro contos e acho que temos, mesmo, grandes autores de contos no Brasil. Os livros de contos só ficam de fora porque é complicado compará-los a romances, mas seria legal ter uma Copa de contos para acompanhar essa Copa de romances. Quem sabe mais tarde?
Abraços,
Lucas
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Acho uma ótima idéia, Lucas, já que não dá pra paticiparem todos os gêneros juntos. Vou torcer para que esta Copa (a dos romances) faça tanto sucesso que possa dar cria (a Copa de contos).
Abração!
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Eu estava pensando em fazer uma copa da “segunda divisão”, só com livros independentes (onde incluiria o Operação P-2, da Olivia, e o Virginia Berlim, do Biajoni). Mas é legal ver os dois livros com a possibilidde de competir na primeira divisão. Aguardo a seleção final.
Abraço
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Quando será a divulgação dos 16 selecionados?
E afinal…. a Copa 2008 começa quando?
beijinhos…
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Branco, independente também é gente! Ou melhor, romance. Então, tem que entrar na pré-lista. Desejo boa sorte aos livros d’Os Viralata.
Ih, Estela, ainda vai demorar. A lista de jurados ainda não está fechada e precisamos pelo menos esperar o ano terminar mesmo para decidir os selecionados. Se você não quiser perder nada, assine nossos feeds ou nosso envio de textos por email, e aí é só esperar a Copa chegar até você. Abraços,
Lucas
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Achei a ideia otima do C L 2008, pois dá novas chances para nossos escretores.
Espero que continue em 2008.
Meu voto é para “CÃO DE CBELO”
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Celina, é com xis. Sempre digo q a arte é uma forma de escatologia. :•)
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Rato, de Luís Capucho.
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Outra sugestão, livro que acabou de ser editador de verdade: Sexo anal, de Luiz Biajoni. Até onde sei, até o próprio prefere este ao Virgínia Berlim. Tá valendo?
Abraço
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“Editado de verdade”, Branco Leone?!?!? Duas dúzias de exemplares feitos por você mesmo????
Lucas, pelo amor dos céus, jura que não vai me cair nessa! A primeira Copa foi bem legal, não a barateie, não ceda ao populismo blogueiro rastaquera. Se os livros que passaram pela peneira furada das editoras de verdade (que nos últimos anos tão publicando QUALQUER COISA!) já incluem os 80% de lixo que vimos nessa lista aí de cima, imagina o horror que vai ser se você abrir a porta para “escritores” que nem assim conseguem seu espaço e precisam se AUTO-PUBLICAR VIRTUALMENTE!!! Ora nos poupe, né?
Aguenta firme aí, meu amigo. O sucesso que você tá fazendo atrai a ratatuia, mas bem ou mal a Copa já tem um padrão de qualidade que os verdadeiros amantes de LITERATURA esperam ver defendido com unhas e dentes!!!
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É, Lucas, poupe-nos do vexame. Aproveite para tirar também o Luiz Biajoni e a Olivia Maia do corpo de jurados. Blogueiros (ofensa 1) populistas (ofensa 2) e rastaqueras (ofensa 3) — incapazes de passar pela seleção de um Editor de Verdade — (pausa para enxugar as lágrimas de riso) não podem mesmo desempenhar suas funções de jurados com a qualidade que usaram na edição anterior da Copa.
É isso aí, Maria Lúcida! Dá-lhe duro. Não leia, não conheça, não goste. Nada melhor que um bom preconceito para formar um ponto de vista “lúcido”, esclarecido.
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Celina e Mansur, não se esqueçam que vocês podem votar em até 16 livros – mas não se acanhem em declarar o de coração, a caixa de comentários está aqui para isso mesmo.
Branco, como expliquei ao Biajoni por email, seria um pouco forçado considerar o “Sexo anal”, que já foi lançado pela Internet há um bom tempo, como um romance de 2007. Por isso, e só por isso, ele não entra na lista de pré-candidatos. Maria, não tenho certeza de que tudo o que é bom passa pelas editoras “de verdade”, então prefiro deixar a competição aberta a todos os romances, mesmo os autopublicados.
Abraços,
Lucas
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Sugestão: Um rio corre na lua, de Ruy Espinheira Filho, Editora Leitura, 2007.
A lista para votação sumiu?
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Gerana, depois que você vota a lista desaparece para evitar votos repetidos. Mas acrescentei o livro do Espinheira Filho. Abraços,
Lucas
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Acabei lendo apenas dois da lista passada, mas essa eu quero ver se consigo ler muito mais.
(Branco, adorei sua resposta.não é por nada não,mas confundir crítica com crise de tpm é foda.)
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Maria Lúcida, que “lucidez” mesmo a sua, não? Tô pasma! Realmente, não há gente boa sem ser editada, TODAS AS EDITORAS sempre dão chance a todos. Arrã. Mande uma obra sua a alguma delas. Falar que hoje em dia as editoras “de verdade” (como se a do Branco fosse “de mentira”) publicam qualquer coisa… sim, verdade. Livros de auto-ajuda, psicografados e dos gurus do marketing grassam em todas as prateleiras. Biografias de ex amantes de políticos, Ana Maria Braga lançando livro de auto-ajuda, garotas de programa que transformam seus blogs em livros (nada contra a Bruna Surfistinha, ela realmente inovou, mas estamos aqui falando de “literatura”, certo? Pois eu lia o blog dela de vez em quando e não via NENHUMA qualidade literária ali. Além do mais, eu sou revisora de textos e cobraria em euros caso tivesse revisado aquele relato). Muita gente boa é publicada? É. Mas muitas vezes ou conhecem as pessoas certas ou esperaram muito pela famigerada carta dizendo “Gostamos muito do seu livro e vamos publicá-lo”.
Não fale besteiras sem o menor conhecimento de causa, minha cara (ou caro?). Se não quer conhecer novos autores, fique com os clássicos, os russos e romances do século XX (ou os livros que foram editados por “editoras de verdade”, seja lá o que isso signifique). Mas não saia destilando este preconceito ridículo e infundado. Tsc, tsc.
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Se eu soubesse que a lista desapareceria depois do meu voto, teria mais cuidado. Não votei nos 16, votei em poucos títulos e havia alguns que mereciam voto. A pressa foi a culpada. Voto agora no livro de Bernardo Carvalho, o qual, inclusive, li e resenhei: O sol se põe em São Paulo.
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Se não me engano, o livro “Entre as mulheres”, do Rafael Cardoso, é um livro de contos. Por sinal um bom livro.
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Walter, ja vi “Entre as mulheres” sendo apresentado como romance e como livro de contos. Na duvida, achei melhor coloca-lo na lista.
Abraços,
Lucas
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Seria interessante ver a final disputada entre “O Filho Eterno” e “O Sol se Põe em São Paulo”, Os dois (belíssimos) livros que já li da lista – espero ler outros até o final da copa.
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Lucas, o livro A Copista de Kafka, de Wilson Bueno, foi considerado pela APCA – Ass. Paulista de Críticos de Arte – como melhor livro de contos de 2007. Acho melhor exclui-lo da lista…
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Daniel, no site da Planeta o livro é descrito como “uma espécie de romance composto de pequenos textos”, o que, além de não parecer muito apetitoso, deixa a dúvida no ar. Portanto, vale o tratamento dado a “Entre as mulheres”: o livro fica nessa pré-lista e, se for o caso, os jurados decidem se é romance o bastante ou não.
Abraços (e obrigado pelo post sobre a Copa!),
Lucas
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Cássia: eu, de antemão, pensei também na mesma final que você. Cheguei a colocar para o Lucas uma questão sobre o livro de Tezza: como é autobiográfico, ele fica fora da prosa de ficção, passa para outra modalidade. Lembremos que tal mistura pode deixar a avaliação mais complexa. Sei que daí resulta um enorme debate: que toda memória é invenção (José Saramago), que toda invenção é fruto de tudo que se leu, que se viu, que se ouviu (Ricardo Piglia), mas, creio, que seria mais confortável, para os que avaliarão as obras, ter a segurança de que todos os livros são prosa de ficção.
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Entrei pra votar no romance do Ismael Canepelle, “Música para quando as Luzes se Apagam”, que adorei. Acabei votando em outros títulos também, que eu conhecia. Entre os que não vi, acho que deveria ser incluído na lista o romance de estréia de Ana Rüsche, “Acordados”, que foi lançado no início de dezembro pelo Selo Demônio Negro. É um romance de estréia de força impressionante.
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E aí, Lucas?
Fiquei sabendo que meu livro “Contramão” está na eliminatória da Copa de Literatura. Beleza, pensei.
Mas a verdade é que não tenho a menor idéia de como funciona esta Copa – o que não me impede de já estar gostando da idéia…
Me explica aí: quem vota? como vota? tem prêmio prá melhor torcida organizada? no caso de empate, a decisão vai para os pênaltis? o vencedor leva a Jules Rimet prá queimar em casa?
Enfim, estas dúvidas. Em todo o caso, já estou no aquecimento.
O abraço,
Henrique
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Henrique, esse post é o começo da segunda CLB, e para conhecer melhor a idéia sugiro que você passeie um pouco pelo site – um bom começo seria o meu texto no link “Sobre a Copa” – e veja o que rolou na primeira edição, que terminou no começo do mês com a vitória de “Música perdida”, de Luiz Antonio de Assis Brasil. A idéia é um torneio mata-mata em que cada jogo envolve dois livros e é decidido por um jurado que escreve uma resenha justificando a sua escolha. A enquete acima vai servir para ajudar os jurados da CLB 2008 a decidir quais serão os dezesseis finalistas. Para não perder nada, sugiro que você assine o site por email ou feed RSS. E boa sorte para o “Contramão”!
Alberto, fui no site do “Acordados” e vi que o lançamento do livro será dia 18 de janeiro, o que tecnicamente o torna um candidato à CLB 2009. É isso mesmo?
Gerana, acabei de ler “O filho eterno” hoje e acho que ele pode ser classificado como um romance autobiográfico – um pouco como “Por que sou gorda, mamãe?”, da Cíntia Moscovich, que concorreu à Copa passada. Mas a questão pode mesmo pesar na hora de escolher os dezesseis concorrentes.
Abraços,
Lucas
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lucas, eu não li “o filho eterno”, mas já li muito a respeito, trechos, etc, etc. acho que chamar isso de romance autobiográfico já é confundir as coisas. o tratamento que ele dá à história e ao texto faz daquilo, inevitavelmente, literatura.
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puxa, também pequei pela “pressa”, como disse outra colega. votei no rato que já conheço e acho o máximo e peguei alguns nomes para ler e depois votar mais e… sumiu a página.
não vejo muito como erro por pressa, mas bem que poderia haver um aviso no começo da página sobre esse detalhe evitando assim que outros cometam o mesmo erro e deixem de colocar os outros 15 livros na balança.
obrigada, bia clemente.
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Sugestões de presentes literários para o Natal…
Vida Dupla – Rajaa Alsanea. A capa esclarece o tema desta obra: um romance sobre o Oriente Médio hoje, escrito pela saudita atualmente residente nos Estados Unidos Rajaa Alsanea, de 26 anos. O livro, à primeira vista, lembra a trama da série Sex and…
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Olivia, ser um romance autobiografico não impede que um livro seja literatura – vide o “Retrato do artista quando jovem”, que para mim entra na categoria. Acho que é um gênero como o romance policial ou de ficção cientifica. E antes de ler “O filho eterno” eu também pensava nele apenas como um romance ponto, mas o cheiro de biografia – e de ajuste de contas consigo mesmo – é forte demais para passar desapercebido durante a leitura.
Bia, acrescentei um pedaço de frase no texto que apresenta a enquete para evitar que outros deixem de votar em todos os livros que querem. Valeu pela sugestão.
Abraços,
Lucas
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Acho que o Lucas mudou ali, mas ele já tinha escrito: “Cada votante pode escolher até dezesseis candidatos”.
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Romance autobiográfico é diferente de autobiografia pura e simples. Por isso se chama “romance”, que pressupõe um tratamento literário. O Lucas citou muito bem o “Retrato do artista quando jovem”. Há outros exemplos não menos brilhantes, como “O encontro marcado”, do Sabino.
Embora eu considere “O filho eterno” algo mais do que simples autobiografia, achei completamente gratuitas as passagens em que o autor fala das suas experiências de juventude. Acredito que o livro teria mais força caso se ativesse à questão do filho.
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Tamara, também estranhei aquelas passagens sobre a juventude do protagonista de “O filho eterno”, mas me pergunto se isso é um defeito do livro ou apenas uma prova do descompasso entre o seu conteudo e a minha expectativa: o livro vem sendo tratado como um romance sobre a relação entre um homem e seu filho com sindrome de Down, quando na verdade é sobre como essa relação leva o homem a repensar a sua vida. Faz sentido?
Abraços,
Lucas
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Meio atrasado, mas aqui vai mais um pra lista:
Um Silva de A a Z, de Celso Freire (Alpharrabio Edições, 2007)
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Queria parabenizar a iniciativa e a idéia, cheguei a vcs pelo pensar enlouquece, e com este site e os blogs finalmente poderei ter dicas de livros na internet e quais adquiri-los. Gostaria de ver na lista Marçal Aquino e do Stanislaw Ponte Preta. lembrando que o melhor lugar para adquiri livros são os sebos e vcs que ja leram os seus não custa repassá-los para a frente, tem um site muito bom de sebo que é o http://www.estantevirtual.com.br.
abraços,
André Somazz
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para mim o melhor livro de 2007 foi sem dúvida alguma o romance adolescente “Música para Quando as Luzes se Apagam” do Ismael Caneppele. Descobri o livro através de uma resenha escrita pelo Alberto Guzik e entrei de cabeça no universo levemente ácido da narativa.
VOTO NELE!
Parabéns pela iniciativa
Ed Bage
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Lucas: seguramente o romance de Tezza é autobiográfico. A tecla na qual venho batendo é a seguinte: todos nós sabemos, haja vista as entrevistas várias com Cristovão, que ele elaborou o romance em cima de uma verdade da sua (dele) vida. A autobiografia teria outra forma, obviamente. Ao analisar romances de ficção e apenas romances de ficção há que se levar em conta também a história, o conteúdo, e não apenas a forma. Se, entre os romances em questão, existe um que não é romance de ficção (e, insisto, todos sabemos disto) a avaliação contará com uma variante de peso. A questão é anacrônica, ficar discutindo regrinhas para tipos de romances, mas me incomoda saber que não é invenção já que teremos um concurso; ops, uma copa!.
Concordo com você, O filho eterno trata da mudança necessária frente ao problema, como arrancar o que há de melhor de dentro dele para conseguir enfrentar tal fato tão inesperado e isto se dá revendo valores, “repensando a vida”, como você bem disse. Tezza é um mestre nisso, já foi feito em Trapo com excelência.
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Acho Luis Eduardo Matta o melhor escritor de livros de misterio e suspense no Brasil hoje. Por isso o meu voto vai pra “Morte no Colégio”, que é um livro incrível e inteligente, com uma trama de mistério super bem-bolada que envolve o mito de Atlântida com um crime no meio.
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Excelente seleção. ‘Rato’, do Capucho, se destaca. Visceral.
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Deu no JB uma nota sobre a Copa de Literatura 2008.
http://jbonline.terra.com.br/editorias/ideias/papel/2007/12/15/...
Está no final da página.
E boa copa…
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“A versão 2008 da Copa Brasileira de Literatura já tem livros em pré-seleção, aquecendo nos gramados virtuais. A lista apresenta mais de 50 pré-candidatos, entre eles A guerra dos bastardos, de Ana Paula Maia, Rakushisha, de Adriana Lisboa e Reviravolta, de Gustavo Bernardo. A primeira edição da Copa terminou com a vitória de Música perdida, de Assis Brasil. Para escolher os próximos candidatos é só votar em…”
JB online.
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Não sei se já consta na lista, mas quado efetuei meu voto não estava. Trata-se do romance As Horas Podres, do crítico da Veja, Jerônimo Teixeira.
Outra dica interessante seria o romance O Pianista do Silencioso, do jornalista, Carlos Nealdo.
Espero ter contribuído.
Atenciosamnte,
Hugo Emmanuel
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Desculpem, mas houve um grande erro. Pois, As Horas Podres havia sido publicado em 1997, este ano o livro ganhou uma nova edição.
Atenciosamente,
Hugo Emmanuel
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Daniel, também com atraso, acrescentei o livro do Celso Freire à lista. Hugo, o livro do Celso Nealdo também entrou.
Gerana, acho que num romance autobiografico a historia também conta na hora de avaliar a qualidade da obra. E acho que, se “O filho eterno” participar da segunda CLB, essa questão certamente vai voltar a ser abordada.
Estela, muito obrigado pelo link para a noticia do JB, que eu ainda não tinha visto. Sempre bom saber que estão falando da Copa.
Abraços,
Lucas
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Caro Lucas,
acompanhei com interesse e prazer o desenrolar da Copa, mas pude notar (o que você certamente também deve ter notado) que a final acabou sendo um pouco chocha, com quase nenhum jurado muito entusiasmado com os dois finalistas.
Culpa dos livros? Acho que não. Para mim, o problema deveu-se ao regulamento do torneio: com só um jurado para cada disputa, muitos livros que poderiam ter ido muito mais longe acabaram limados precocemente, sujeitos às oscilações de humor e gosto do jurado que por acaso lhes coube.
Claro que sempre há um grau de subjetividade, etc… Mas acho que a Copa ficaria muito mais interessante e emplogante se houvesse, por exemplo, 3 jurados para cada jogo das fases iniciais, 5 para as quartas e oitavas-de-final, 7 para as semi, e 9 (ou todos) para a final.
Claro que daria mais trabalho… Talvez as resenhas pudessem ser mais sintéticas. Afinal, imagino que o grande trabalho seja redigir as resenhas, não ler os livros!
Por outro lado, imagino que os jurados, lendo pelo menos metade dos 16 livros, teriam muito mais condições de opinar.
É isso.
Um abraço, e boa sorte para vocês!
Marco.
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Caro Marco,
Obrigado por ter acompanhado a Copa e pela sugestão. Outras pessoas, nos comentários da Copa ou em privado, disseram mais ou menos o mesmo, mas pelo menos em 2008 a CLB vai continuar com apenas um jurado por jogo. Na minha opinião, parte do interesse da Copa é justamente mostrar como a opinião de uma pessoa sobre um livro depende das “oscilações de humor e gosto” que você mencionou; além disso, acho que uma resenha grande é melhor do que várias resenhas pequenas, pois os resenhistas precisam de espaço para explicar suas escolhas. Por outro lado, haverá uma repescagem para dar a livros eliminados uma segunda chance no torneio. Espero que essa medida diminua a sensação de injustiça que a eliminação precoce de um favorito pode provocar.
Abraços,
Lucas
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Repescagem!
Ou, como diria A Recreativa, “repiscicaptura”.
No caso da copa 2007, ¿teria sido O paraíso é bem bacana?
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Ou Mãos de cavalo.
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Ainda que com imenso atraso, quero parabenizá-lo pela brilhante idéia! Da lista de 2008, já 4 títulos. Vou tentar ler todos até o fim do evento. Muita gente eu ainda não tinha ouvido falar. Penso que esse é um dos principais valores desse evento: tornar conhecidos os autores iniciantes.
Grato por tudo.
Um abraço!
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Olá, pessoal!
Estou escrevendo para que votem no livro “Contramão”, obra do meu querido amigo, o escritor Henrique Schneider.
Aspiro ser jornalista e escritora, e o Henrique me dá a maior força! E é isso que faz um bom escritor, não somente seus bons textos, mas também, o exemplo e o interesse em auxiliar os que estão começando.
Meu recado fica, então, aos amigos internautas, para que nunca desistam de seus sonhos!
Parabéns ao excelente trabalho, ótima maneira de divulgar escitores excepcionais e que não são conhecidos do grande público.
Grata.
Sucesso a todos, e um excelente 2008!
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Mais uma vez os livros de contos ficam de fora. O preconceito de sempre quanto ao gênero…
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Olá, eu gostaria de sugerir um título pra copa de 2008, se ainda der tempo: Jaboc, de Otto Leopoldo Winck, lançado pela Garamond. O livro é do finalzinho de 2006 mas só foi divugado no ano seguinte. É um belíssimo romance de formação, cuja hitória gira em torno de um escritor que, ao tentar escrever um livro, tem que enfrentar os seus fantasmas. É um romance ambicioso, mas creio que bem realizado.
Adriano
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Doutor e Renata, “O paraíso é bem bacana” e “Mãos de cavalo” foram dois exemplos de favoritos eliminados precocemente, mas houve outros – “Bóris e Dóris”, “Memorial de Buenos Aires”, “Vendilhões do templo”. A repescagem, claro, não vai dar uma segunda chance pra todo mundo, mas a possibilidade de uma segunda chance já é algo.
André e Jéssica, valeu pelos elogios. Divulgar escritores pouco conhecidos nem era um dos objetivos da criação da Copa – na verdade, o objetivo principal da criação da Copa era se divertir mesmo – mas é legal ver que isso acontece espontaneamente, sem a gente forçar a barra.
Marcelo, como expliquei acima ao Saint-Clair, os livros de contos ficam de fora por uma questão logística: é complicado comparar um grupo de contos a um romance, por isso preferi fazer a Copa apenas com romances. Mas tanta gente tem vindo reclamar da ausência dos livros de contos que estou pensando em criar uma Copa para eles também. Espero ter tempo para fazê-lo.
Adriano, “Jaboc” ficou de fora da lista por ser de 2006, mas é verdade que ele foi lançado na fronteira entre 2006 e 2007. Não me lembro se ele entrou na lista de pré-candidatos à CLB 2007: se não foi o caso, acho justo que ele concorra a uma vaga na CLB 2008.
Abraços,
Lucas
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MUSICA PARA QUANDO AS LUZES SE APAGAM merece levar a copa!
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Estou tomando conhecimento agora desta Copa de Literatura e já quero parabenizar todos os realizadores pela ótima iniciativa. Também adorei saber que um livro como “Um Silva de A a Z” faz parte da pré-lista para a competição em 2008. A obra – que já tem meu voto – é uma prova de que vale a pena experimentar – e se surpreender – com novos autores, e que pode existir literatura de qualidade muito além dos grandiosos esquemas de marketing.
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Essa Copa vai longe. Estou muito curioso para saber quem serão os competidores, tentarei lê-los todos.
Moutinho, o anfitrião já explicou o porquê da ausência de contos, leia os comentários iniciais antes de acusá-lo de preconceituoso.
PS: Espero que dessa vez não apareça um Eduardo Carvalho para defecar no meio do campo e melar o jogo.
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Parabéns pela iniciativa e, principalmente, por colocar na lista autores novos, como Mayra Dias Gomes com “Fugalaça” e Eduardo Baszczyn, com seu “Desamores”. Foram alguns dos livros mais bacanas que li em 2007.
PS: Quando sai a lista dos escolhidos?
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Valeu pelos elogios, pessoal. Esmir, minha mulher e eu somos fãs dos seus curtas, e aguardamos o longa com ansiedade!
Lucas B., espero fechar a lista de jurados para a CLB 2008 nos próximos dias. Depois vou encerrar a enquete sobre os pré-candidatos e dar um tempo para que os jurados discutam a lista. Como estou preparando as malas para voltar ao Brasil no fim do mês, o processo está um pouco devagar, mas os concorrentes devem ser anunciados mês que vem.
Abraços,
Lucas
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A Corrida do Membro de Ubiratan Muarrek merece destaque, pois além dos inúmeros méritos abre um novo portal na literatura brasileira.
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Meu voto vai para a literatura brasileira de mistério: Luiz Alfredo Garcia-Roza e Luis Eduardo Matta.
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Dois livros da pré-seleção estão resenhados no site Rascunho:
Longe de Ramiro:
http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&modelo=2&...
A Guerra dos Bastardos:
http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&modelo=2&...
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Em vez de Copa, para os contos pode ser feito um concurso culinário: “Melhor Biscoito”. : ) Não sei se por conto unitário ou por livro de contos… o que acham?
Estou escrevendo um livro de biscoitos também.
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O Pianista do Silencioso, de Carlos Nealdo
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A lista é muito boa. Mas acho que vocês deveriam dar mais destaque aos novos escritores como Olivia Maia, Mayra Dias Gomes (com seu muito bom Fugalaça) e Eduardo Baszczyn (com seu ótimo Desamores). São três exemplos de nova e boa literatura… Até quando vamos engolir a mesma panela Cuenca-Galera-Gianetti-e-afins com os gigantescos lobbys da Cia. das Letras e da Ilustrada????
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Ué, não está todo mundo na mesma lista? Ninguém tem menos ou mais destaque aqui.
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Mariana, também acho que o melhor é colocar todo mundo em pé de igualdade. Dar mais destaque a novos escritores pode até passar a idéia contrária, de que eles são “dente-de-leite” e precisam de um espaço especial de divulgação antes de entrar na turma dos “grandes”. A lista final de concorrentes à Copa vai depender dos jurados, mas espero que nela se misturem nomes mais e menos conhecidos: se for o caso, todo mundo vai sair ganhando.
Estela, valeu pelos links. Simone, tem algum link prum biscoito que a gente possa provar?
Abraços,
Lucas
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Meu voto vai para o excelente livro de Carlos Nealdo “O Pianista do Silencioso”, uma das leituras mais agradáveis que já fiz. O livro é muito bom e nos leva a uma realidade que, nós nordestinos, tanto conhecemos. Além disso, fala do romantismo tocante do cinema mudo, o que nos faz lembrar as pantomimas maravilhosas do incrível Chaplin.
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Se a lista final vai depender dos jurados, o que estamos fazendo aqui?
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Sim…. isto quer dizer que a lista não depende dos votos?
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Ricardo e Estela: como dito no texto apresentando a enquete, a decisão final sobre os 16 livros que vão participar da Copa pertence aos jurados. Por dois motivos:
- Os jurados vão ter que ler os livros, e é justo que eles leiam algo que eles pelo menos acham que vai ser bom.
- Apesar das nossas precauções, é simples para uma pessoa votar repetidas vezes nesta enquete. Sinceramente não acho que a Copa seja importante a ponto de alguém querer trapacear, mas é bom ter a rede de segurança dos jurados depois da enquete.
Como também foi dito no texto acima, a opinião dos leitores, apesar de não ser definitiva, tem o seu valor: ela serve de ponto de partida para a discussão dos jurados, e provavelmente vai fazer com que livros que poderiam passar em branco sejam discutidos – ou, inversamente, que livros teoricamente bem cotados sejam deixados de lado. O voto não decide, mas importa muito.
Abraços,
Lucas
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Que legal essa idéia da Copa. Andei lendo as resenhas do certame anterior e a maioria me pareceu bastante inteligente e bem embasada. O bacana é que vocês não revelam apenas novos escritores, mas também novos resenhistas. Antonio Marcos Pereira e Rafael Rodrigues me causaram ótima impressão. Já outros… Bom, deixa pra lá. E já que este espaço se converteu em arena comercial, gostaria de abrir o voto dos meus três favoritos: O filho eterno, Toda terça (meu preferido…) e Longe de Ramiro. Esse último, aliás, não recebeu apenas a crítica bocó lá do rascunho, que alguém aí em cima assinalou. Uma passeadinha pelo Google revela resenhas melhores e mais competentes.
Parabéns pela iniciativa, enfim. Acompanharei de perto a próxima edição!
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Bela iniciativa, pra CLB 2008!
Recomendo e voto: “Contramão”, do Henrique Schneider. É indispensável!
Abraços.
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Meu voto foi para “Contramão” do meu amigo do coração Henrique Schneider.
Além de uma maravilhoso cronista está se revelando um escritor talentoso. Seu livro anterior, “O Grito dos Mudos” é fantástico, prendendo a atenção do início ao fim, assim como o atual. O texto é muito bem escrito e se consegue ler numa pegada. Eu o li na praia, e todos meus amigos que estavam lá quiseram ler.
Aproveiter para deixar meu voto também para o Z.Rodrix, cuja Trilogia do Templo li inteira (3 volumes). O trabalho de pesquisa dele é incrível, dando a “estória” uma conotação de “história”.
Ambos merecem.
Ao Henrique, como já disse a ele, parabéns!
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Estou votando no Livro Contramão de Henrique Schneider por se tratar de literatura bem ao meu gosto. Uma obra de leitura facil, embora de texto bem elaborado, agil e que prende a atenção do leitor o tempo inteiro. O melhor livro dos que ja li do autor.
Paulo Pioner
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Rumenigge Dantas está trabalhando muito esses dias…
Sobre os contos, não acho que se trate de preconceito, apenas de critério comparativo. Talvez uma copa de contos, valendo o livro ou contos diferentes (um autor poderia concorrer com ele mesmo), seria interessante…).
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Como ninguém ainda citou “O Amor Não Tem Bons Sentimentos”, de Raimundo Carrero, serei eu o primeiro a indicá-lo nos comentários. Entre Nelson Rodrigues e William Faulkner, Carrero escreveu um dos monólogos mais perturbadores e instigantes dos últimos anos. Pra mim, tem que ser presença obrigatória na próxima Copa.
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entro para votar no excelente livro do Ismael Caneppele Música para quando as luzes se apagam. uma visão profunda sobre a adolescencia e os seus percalços.
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Voto em “Desamores”, do escritor Eduardo Baszczyn. Um livro que caiu em minhas mãos, por acaso, como um presente, e que me surpreendeu. A trama tem cara de filme. Dos bons. (E tudo já começa bem, com uma orelha muito boa do Fabrício Carpinejar).
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Espero que os votos e comentários realmente sejam importantes para a decisão dos jurados ou de nada vale (e seria uma democracia ilusória) essa votação…
“Contramão”, de Henrique Schneider, é algo que desperta o desejo da descoberta pelo que virá a seguir; você inicia sem ter vontade de parar… e “o destino”… o coisinha cruel…e não pára por aí…o final, como gosta o escritor… é surpreendente, inesperado.
“Ninguém escapa a seu destino…” é parte da narrativa do Oriente Médio que faz parte da orelha desta beleza!
É formidável!!!
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Também acho que toda essa votação e os comentários deixados aqui devem ser levados em conta. Li ali em cima uma resposta dizendo que os jurados vão ler os livros que “ELES ACHAM QUE VÃO SER BONS”. Como assim?????? Se isso for realmente algo sério, alguma coisa está errada. Agora, se não passar de uma brincadeira dos criadores, tudo bem. Leiam os livros que “acham que vão ser bons”. (Escolham pela capa? foto da orelha? tipo e letra?).
Só acho que se os jurados não levarem em conta a votação e os comentários deixados aqui, a Copa não deveria ser dilvulgada. Deveria ser apenas um passatempo e diversão de um pequeno grupo e ficar restrita a um encontro na mesa de bar.
Meus votos?
Fugalaça – Mayra Dias Gomes
Toda Terça – Carola Saavedra
Desamores – Eduardo Baszczyn
Rato – Luis Capucho
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Viviane, nada de ilusões: o processo de escolha dos livros realmente não é democrático, já que os jurados vão escolher o que quiserem. Mas a discussão aqui nos comentários é a mais democrática possível: o resultado da enquete vai ser publicado e poderá ser comparado à lista de 16 concorrentes escolhida pelos jurados.
Ricardo, como está escrito no texto que apresenta a enquete, “a decisão final sobre os concorrentes, como na primeira edição da Copa, será dos jurados. Mas a opinião do público vai ser um fator importante na hora dessa decisão.” Os outros fatores que os jurados levarão em conta serão, espero, mais significativos do que a capa ou a foto da orelha do livro: a qualidade, verificada ou reputada, do livro e da obra do autor e os comentários sobre o livro na imprensa e na Internet, por exemplo.
Abraços e obrigado pelos votos,
Lucas
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And The Oscar go to…….
“CONTRAMÂO” de Henrique Schneider!!!!!
Literatura brasileira de muito com gosto, de fácil compreensão, apesar de me chamar atenção nas palavras bem elaboradas.
Viajei com o personagem do começo ao fim e, como é costumeiro do autor, a viagem continua mesmo depois do fim, pois cabe a cada uma de nós imaginar o que segue…..
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Lucas,
Muitos dos autores da lista não tiveram assessorias da Cia. das Letras, da Record e da Rocco por trás dos lançamentos. Portanto, ir pela quantidade de comentários sobre o livro na imprensa ou na Internet é um caminho equivocado, não?
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Ricardo, é verdade. Espero que haja na lista final um equilíbrio entre obras mais e menos conhecidas. O principal interesse desta enquete, para mim, é justamente esse: descobrir quais livros intrigaram ou impressionaram os leitores da Copa apesar de terem recebido pouca atenção da mídia.
Abraços,
Lucas
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Caro Lucas,
Parabéns pela iniciativa. Infelizmente não temos tempo para ler tudo o que gostaríamos de ler, e nossas escolhas, na maioria das vezes, são pautadas pelas recomendações de amigos e resenhas divulgadas pelas mídias. O simples fato de aproximar nomes pouco conhecidos dos leitores, já é uma forma de premiar a literatura brasileira. Muitos eu não conhecia e farei questão de ler.
Acompanhei com muita atenção a discussão sobre os limites e características de romances, biografias e contos. Sem dúvida nenhuma, um debate da maior importância, principalmente quando se trata de avaliação e premiação estabelecidas através de comparações. Por outro lado, como leitor, penso que a categorização rígida dos gêneros, que não é mais uma preocupação dos autores, torna-se cada vez mais difícil.
“Um Silva de A a Z”, de Celso Freire, é um desses livros. A narrativa mistura cantiga popular e poemas, em capítulos que mais parecem, em alguns momentos, contos e, em outros, crônicas. Essa estrutura narrativa nos coloca diante da alma do personagem: “Ouçam o que eu digo e dêem valor! Eu sou assim: vulneravelmente complexo…”. É um livro que recomendo.
Sejam bem vindos os “novos” escritores e suas novelas-romances-contos-poemas…
jb cardoso.
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Como vocês levarão em conta os comentários, faço questão de deixar meus votos públicos para que incluam “novos” escritores que precisam ser conhecidos pelos excelentes trabalhos:
DESAMORES – Eduardo Baszczyn
TODA TERÇA – Carola Saavedra
FUGALAÇA – Mayra Dias Gomes
A GUERRA DOS BASTARDOS – Ana Paula Maia
O resultado da enquete vai ser divulgado?
Quando sai a lista?
Abraços e parabéns pela iniciativa.
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Diego e JB, obrigado pelos votos. Diego, o resultado da enquete vai ser divulgado junto com a lista dos 16 concorrentes. A lista deve sair no mês que vem.
Abraços,
Lucas
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O livro “Um Silva de A a Z”, de Celso Freire reúne o real e o imaginário por meio de palavras simples e de uma imagem que cada um cria do seu modo!
Uma viagem repleta de prazer pelo abecedário da vida!
Eu votei nele e recomendo a todos…
É uma sugestão de ótima leitura.
obs: e como disse o JB, logo acima, que sejam bem-vindos os bons e novos escritores brasileiros!
Abraço,
Paula Renata
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Meu voto é para “Contramão” do Henrique Schneider. Li o livro logo na semana do lançamento e mais uma vez fui surpreendida por uma leitura leve, que me levou ao mundo completamente complexo e, talvez, maluco de Otavio Augusto. Vale a pena fazer essa viagem. Parabéns pela iniciativa!
Um abraço,
Juliana
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Olá.
Fiz a besteira de interromper minha votação, pois havia lido alguns dos livros pré candidatos da pré seleção dessa Copa e achei justo que deveria terminar de votar apenas quando tivesse lido a todos. Só depois descobri que a lista desaparece. E assim, só tive tempo de anotar alguns titulos concorrentes. A maioria acabou ficando de fora da minha lista de leitura. Existe alguma forma de rever a lista de pré seleção?
Parabenizo a todos por esta competição, esta caixa de Pandora com nomes consagrados, ilustres desconhecidos (pelo menos desta que vos escreve) e escritores que buscam seu lugar ao Sol.
Curioso que alguns leitores levantaram a lebre e se queixaram de que a decisão final será de acordo com o gosto dos jurados; que sobrarão “os livros que eles acham que serão bons”. Tudo bem, de primeira também achei estranho, mas, quer saber? Entrei no espírito do jogo e conclui que o objetivo já foi alcançado:apresentou a todos um grande leque de possibilidades, de livros provocadores , de autores que criam expectativas, novidades de nomes velhos e experiências de nomes novos. No fim, todos saem ganhando.
Um abraço.
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Lucas,
pena que eu só tenha descoberto esta copa depois de encerrada a votação. Eu escolheria Dante no Inferno, de Rubens Costa, um romance policial muito forte, bem nordestino (um noir-destino), impossível de largar após o primeiro parágrafo.
Achei muito divertida a idéia da copa. Fiquei curiosa em saber como foi o processo de indicação dos livros. Foram as editoras?
Abr,
Tamar
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Bom, já que não é possível disputar uma Copa sem vestir a camisa, mando o link da resenha do meu livro, Olhos Baixos, publicado agora em Janeiro na revista Rascunho, pra quem se interessar:
http://rascunho.rpc.com.br/index.php?ras=secao.php&modelo=2&secao=25...
Obrigada, abraços!
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Também fiquei curiosa: como foi feita esta lista com os pré? Indicação das editoras? Dos jurados? Amigos?
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Tamar, um mero leitor como eu, sem nenhuma ligação com editoras, indiquei um livro e entrou na lista.
O Lucas deve explicar melhor como chegaram as indicações. Provavelmente, de várias fontes.
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Desculpem a demora em responder, essas últimas semanas foram de mudança de Paris para o Rio.
Patricia, infelizmente a enquete já foi encerrada, então não é mais possível votar. A lista com os livros que vão participar da Copa está sendo fechada e será anunciada em breve.
Maria Helena, muito obrigado pelo link e sucesso para “Olhos baixos”!
Tamar e Mariana, a lista veio de pesquisas por revistas, suplementos e sites literários, além de indicações dos leitores (como o Daniel observou) e dos jurados. Nessas duas primeiras Copas, nenhuma editora entrou em contato comigo para pedir que um romance concorresse ao prêmio.
Abraços,
Lucas
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Meu voto é para A GUERRA DOS BASTARDOS, de Ana Paula Maia. A literatura dessa moça enfim supera não só atinge um nível técnico de excelência que poucas mulheres têm atingido, como supera o dos marmanjos. E violência e miserê são elementos de que ela trata com um estilo impiedoso e, ao mesmo tempo, sem precisar apelar. Tem até algo dificílimo de encontrar nas letras pátrias: humor negro.
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Lucas, acho que deveria haver 2 categorias – conto e romance -, e não que contos deveriam competir com romances…
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Lucas, cheguei agora. Entendi o processo. Só queria saber como são escolhidos os jurados…
O site é uma d e l í c i a. Adorei!
Um abraço mineiro.
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