Jurado: Luiz Biajoni
Difícil imaginar, na lista dos livros desta Copa, dois títulos tão díspares quanto Música perdida e As sementes de Flowerville. E em vários aspectos.
Música perdida conta a história, de forma bastante linear, do Maestro Mendanha e de sua grande composição, perdida-e-achada, no Brasil, durante boa parte do século XIX.
Luiz Antonio de Assis Brasil está em seu ambiente histórico, bastante seguro do enredo que quer narrar: sabe seu começo, seu meio, seu fim — percebe-se que é um romance estruturado.
Apresenta a bagagem de mais de 20 livros e a maioria dos grandes prêmios de língua portuguesa, inclusive o Machado de Assis e o Jabuti.
Tecnicamente impecável, coloca-se como narrador onisciente e elegante, mostrando ao leitor que o que ele está a ler é, além de uma bela história, uma história bem contada, com labor, suor, empenho e um toque de inspiração, digamos, “musical” — já que é impressionante como sua prosa pede uma leitura em voz alta.
A capa do livro — um tanto frouxa, no geral — traz bela foto em preto-e-branco das mãos do maestro Bruno Walter, enquanto ouvia uma gravação nos estúdios da Columbia, em 1959.
A epígrafe cita Shakespeare no original: “If music be the food of love, play on.”
As sementes de Flowerville se passa em um futuro não muito distante, onde as pessoas ainda ouvem Franz Ferdinand. De forma recortada, com flashbacks e trechos de um caderno de anotações de uma das personagens, o livro conta a história do envolvimento entre alguns cidadãos de Flowerville, amplo condomínio fechado de altíssimo padrão, e de Nova Esplanada, um lugar que não deu certo.
Sérgio Rodrigues estréia em romance lidando com a difícil realidade projetada no futuro, parecendo não saber como vai conduzir a dúzia de personagens que vão aparecendo aos poucos.
Aparecido na Internet, o autor parece ter uma urgência que não merece burilo. E faz citações pop cansadas, meio incríveis para um futuro… Quem restará, num futuro imediato, que terá assistido a National Kid?
Sérgio foge do papel de narrador, botando parte da história na boca ou em escritos de outros personagens. Seria válido, mas soa artificial demais. Os trechos do diário da personagem Nora são mais interessantes — não apenas por conterem certa poesia — que todo resto na narrativa rasinha do autor. Por que não assumir essa voz e escrever a história toda assim?
A capa do livro, atraente e bacanuda, mostra lábios pop prestes a abocanhar um pênis-código-de-barras que traz, óbvio, o preço do livro. A capa moderna é de Marcelo Curvello e Vanessa Feierabend.
A epígrafe cita o Sandman, de Neil Gaiman, traduzido: “Um de vocês está com meu elmo; minha máscara de puro sonho. Eu mesmo o forjei, com os ossos de um deus morto.”
Repararam como são diferentes os dois livros?
Bem, devem ter reparado também, na forma como mostrei as diferenças, que achei o Música perdida melhor, não?
Pois é — e fiquei um pouco infeliz com isso.
Gostaria muito de escolher um jovem romancista estreante, dizer que Sérgio Rodrigues escreveu um livro do caralho.
Gostaria de dizer que, pô, romances históricos estão por fora — ainda mais pseudo-eruditos, tratando de música clássica!
Gostaria de dizer: “Ei, Luiz Antonio, fique com o seu arcadismo, nós queremos no-vi-da-de!”
Mas não posso, sinceramente, dizer nada disso.
Apesar do livro de Assis Brasil não ter os elementos que me chamam a atenção em um romance (a crítica social e sexual, a ironia…), não posso desconsiderar o deleite de deslizar por suas páginas muito suaves, descortinando essa história simples e sensível do grande personagem que o autor criou — baseado na história real do maestro que criou o hino Rio-Grandense.
Já o romance de Sérgio Rodrigues, li com custo — mesmo tendo cem páginas a menos que o outro.
O clima inicial me agradou e podia apostar que seria tudo muito bom. Mas existe um excesso de bons personagens que ali estão aparentemente apenas por uma boa anedota. Um livro que tenha apenas uma grande boa história (como é o caso de Música perdida, que não tem subtramas) vale muito mais a pena que um livro com muitas histórias a serviço de uma única anedota — como é o caso de As sementes de Flowerville.
Abro, por acaso, os livros numa página, a 85, e transcrevo, com idéia de dar uma dimensão da análise primeira, sobre o domínio e estilo:
Ele estava sentado à sombra, no degrau da igreja do Carmo. O calor subia do empedramento da Rua Direita e formava zonas oscilantes de cores e formatos. O suor escorria pelas costas, encharcando a camisa. Deteve o olhar num escravo que vendia fumo em rolo. O escravo tinha uma obstinação serena, como se soubesse que mais cedo ou mais tarde venderia todo seu tabuleiro.
Música perdida
A repórter de TV vem caminhando até ele com um sorriso de dentes tão perfeitos e alinhados que parecem riscados por um arquiteto. Os olhos verdes são como faróis ferozes. Victorino Peçanha sabe o nome dela: Amanda Jones. Sabe mais, embora, claro, isso possa ser só um boato.
As sementes de Flowerville
Entenderam?
Assis Brasil escreve, enquanto Sérgio Rodrigues compara, aponta, usa figuras de linguagem, tenta ser wit e engraçado ou misterioso — ou qualquer outra coisa. Com isso, enterra a literatura e, nesta comparação, perde feio.
Aponto então o livro de Luiz Antonio de Assis Brasil como o vencedor dessa peleja, citando Samuel Johnson: “O que é escrito sem esforço é geralmente lido sem prazer.”
E prazer é quase só o que importa em se ler.

Música perdida
de Luiz Antonio de Assis Brasil

O resultado do jogo 14 foi justo?
Sim – 54 votos
Não – 47 votos

Comentários de Lucas Murtinho
Repararam como é a segunda vez que As sementes de Flowerville é apresentado como o oposto do seu adversário? No jogo 12, apitado por Jonas Lopes, o outro livro era O paraíso é bem bacana e o comentário foi o mesmo. Mas algo me diz que isso não quer dizer que Música perdida e O paraíso é bem bacana são o mesmo tipo de livro.
Uma palavra, aliás, sobre Música perdida. Antes da Copa, eu nem sabia que o livro existia; quando ele foi escolhido como um concorrente, achei que seria uma vítima pouco chorada da primeira fase do campeonato. Mas ele bateu com autoridade e folga três adversários temidos, contrariando os prognósticos dos próprios jurados que o declararam vencedor. Rafael Rodrigues, jurado do jogo 11, adora Luiz Vilela e desconfia de romances sobre músicos, mas deu Música perdida contra Bóris e Dóris. Luiz Biajoni, neste jogo, queria escolher um romancista jovem e não encontrou no livro de Assis Brasil os temas que lhe interessam na literatura, mas deu Música perdida contra As sementes de Flowerville. E Olivia Maia, no jogo 3, começou a leitura do livro achando que seria mais fácil gostar do adversário, O segundo tempo, mas Música perdida ganhou mesmo assim. Depois que dois dos romances que eu considerava favoritos foram eliminados — Mãos de cavalo no jogo 1, Memorial de Buenos Aires no jogo 10 — escrevi que não daria mais palpite sobre o resultado da Copa, mas que se dane: apesar de Um defeito de cor ser bem mais badalado, para mim o favorito da final é Música perdida.
Resta, antes de passar a bola aos leitores, três observações: insurjo-me contra a qualificação de Sérgio Rodrigues, jornalista de longa data, como “aparecido na Internet”; a pedido do Biajoni, dirijo os leitores interessados a essa resenha de Fabrício Carpinejar sobre Música perdida; e lembro a todos que na final os quatorze jurados têm direito a voto e entro na disputa para desempatar em caso de sete a sete. Semana que vem, se tudo der certo, o vencedor da brincadeira.



























26/11/07 - 8:33 am
Ótima resenha, Biajoni. Eu também estou apostando, a partir de agora, no Música Perdida.
Apesar de não ser a minha praia falar sobre composições, instrumentos musicais e a música em si, consegui sentir a música no ar da mesma forma que senti os aromas em O Perfume de Patrick Süskind.
Agora, já que você indicou a resenha do Carpinejar para leitura, gostaria de saber se concorda com ele no caso de enxugar palavras ser um defeito. Eu, particularmente, aprecio leituras sem suplérfluos.
1 abraço.
{ Comentar }26/11/07 - 8:35 am
Ops, erro de “digistração”: por favor leia-se supérfluos.
{ Comentar }26/11/07 - 10:57 am
bem, devo dizer que não gosto de floreios em romances, Jefferson. música perdida podia ser ainda um tantinho mais curto, eu acho. por outro lado, a concisão de sementes de flowerville, com seus muitos personagens interessantes, parece apenas sintoma de pressa, pouca paciência com a trama.
um abraço.
{ Comentar }:>)
26/11/07 - 11:16 am
Gostei do resultado. Muito.
Eu já acho que o Música perdida poderia ser até mais longo. Mas isso deve ter relação com a vontade de que o livro não acabe. Mas, no fim, o tamanho é perfeito.
Assim como As sementes de Flowerville. Para mim ficou, hum, no ponto. Se tivesse mais páginas, ou menos, perderia a graça.
E aproveito o comentário para, claro, divulgar novamente a entrevista na Revista Malagueta. Hoje foram publicadas as respostas de Daniel Galera e Milton Hatoum. Sexta foi a vez de João Paulo Cuenca e Sergio Faraco.
{ Comentar }26/11/07 - 11:57 am
Uau. Não esperava isso.
Apesar de eu ter visto vários problemas em aSdF, foi um livro q me fez pensar e rir; e apesar de MP ter lá suas qualidades, pra mim entrou por um olho e saiu pelo outro. Achei este um livro de altos e baixos, com muitos apartes inteligentes e sensíveis mas também cheio de frases perfeitamente escritas porém sem um pingo de substância.
Os trechos citados são típicos. Pra mim, MP a toda hora sai por tangentes inócuas sem nenhum propósito temático. Não se pode dizer q o escravo simboliza, ou mostra, ou constrasta com, qqer traço do protagonista. Parece só uma cena q o autor imaginou numa quarta-feira qqer, q teria sido completamente outra cena se ele a tivesse escrito no sábado. Se pensamos na “obstinação serena” de quem “mais cedo ou mais tarde venderia todo seu tabuleiro” como o oposto do Mendanha – q nem era obstinado, nem sereno, nem tinha ambição de vender todo seu tabuleiro – pode-se até imaginar algum propósito na cena. Mas o Mendanha, e o próprio livro, fica ali olhando mas não enxergando, assobiando Haydn.
Já o aSdF, até num paragrafozinho, mostra uma estrutura q espelha o resto do livro: os olhos verdes aparecem em outro lugar da história, há palavras tópicas como ‘arquiteto’ e ‘boato’, há uma aliteração feliz em ‘faróis ferozes’, uma mensagem subliminar no contraste entre os nomes.
Nada disso, claro, me faz ou faria desrespeitar a escolha do Biajoni. Cada jurado tem suas prioridades e prerrogativas. Esta copa me mostrou uma coisa: há mais tipos de leitores q tipos de livros e, dada a discordância radical entre as opiniões, parece q o vencedor útlimo vai acabar levando a taça por pura sorte (ie, de passar por resenhistas q o aprovaram), como aliás acontece a toda hora no futebol.
{ Comentar }26/11/07 - 12:50 pm
Fiquei quietinho até agora, só acompanhando os “jogos”. Mas como agora eram dois livros que já li, sinto-me obrigado a dar os meus 2 cents. Gostei muito dos dois livros. “As Sementes de Flowerville” é um livro ousado, inovador e bastante interessante. Era um dos meus favoritos, ao lado de “Mãos de Cavalo”. Mas ao ler as críticas sobre “Música Perdida” resolvi comprar o livro. E o livro é primoroso. Como já foi comentado, é um livro de estrutura convencional, mas com muito conteúdo. E muito bem escrito. Dificilmente encontramos livros tão bons como este.
Gostaria de ler “Um Defeito de Cor” para comparar, mas é o tipo da empreitada inviável a quem trabalha o dia todo e só pode ler um pouquinho no antes de dormir.
Mais um comentário: tentei ler “O Paraíso é Bem Bacana”, mas não consegui. Parece ser exatamente o contrário do que representa “Música Perdida”. Não consegui me concentrar ao ler aquilo…
{ Comentar }26/11/07 - 12:50 pm
grande plausível, woody allen está certo, boa parte nessa vida é mesmo sorte… existe claro, o gosto do crítico e o acaso que bota esse ou aquele livro em sua mão. estava em um debate uma vez, no itaú cultural, com manuel da costa pinto, falecido joão alexandre barbosa, miguel sanches neto, etc… e não sei qual deles disse que recebia muito livro para resenhar, especialmente de novos autores, e que era comum meter a mão na pilha e tirar um por puro acaso… a essa sorte – ou azar – do escritor devemos somar o estado de espírito do crítico naquele dia de leitura, a disposição dele em escrever uma crítica ao livro e de encontrar espaço para colocar a resenha, jornal, revista, site… uma série de fatores, vai dizer?
{ Comentar }:>)
no nosso caso, acredito que a sorte contou também, mas menos igualmente (ora, o que eu quero dizer com isso?). música perdida tem uma história melhor, personagens desenvolvidos de maneira melhor, melhor unidade, é melhor escrito que o sementes de flowerville. não é um livro engraçado – no sentido anedótico – como sementes; mas a copa é de literatura, não de piadas. aliterações até são bem-vindas, ainda mais num livro pop, mas parece que já cansou… ou não?
…
a cena escolhida a esmo tenta justificar exatamente as diferenças que me levaram a escolher um ao invés do outro. embora, claro, entendo que tem gente que sempre vai preferir engenheiros do hawaii a chico buarque.
:>*
26/11/07 - 1:38 pm
Doutor, quanto mais leio o que você escreve sobre “Flowerville” mais me convenço que a sua moeda tinha duas caras.
Abraços,
Lucas
{ Comentar }26/11/07 - 2:11 pm
HAHAHAHA
Lucas,
Na verdade, não. Corpo Estranho também tem seus bons momentos; é feito de percepções sólidas. O sorteio foi por uma dúvida genuína. Entre outras coisas, achei q nenhum dos dois conseguiu ou quis ou pensou em ou tentou sair da zona de conforto de seu público – os 5% q preferem seu estilo dentre os 5% q lêem no Brasil.
O gol q aSdF marcou em criatividade CE igualou em sensibilidade – nenhuma das duas -dades foi assombrosa, mas houve.
{ Comentar }26/11/07 - 2:46 pm
“Aparecido na internet” revela a perigosa ignorância do juiz.
{ Comentar }26/11/07 - 3:11 pm
Justíssimo o resultado. Dos livros selecionados para a Copa que pude ler, Música Perdida foi o que mais me impressionou, pela qualidade da narrativa, pelo tratamento dos personagens, por não ser “cool”, por buscar a justa medida, o equilíbrio. Não o considero uma obra-prima, mas trata-se certamente de um livro cativante. Já o Sementes, não me pegou, por um problema de atmosfera. O livro não cria uma ambiência, uma pre-condição instituída no próprio texto, geralmente nas primeiras páginas. É como se os personagens não fluíssem, não tivessem um pano de fundo. Outro problema que notei diz respeito à linguagem do livro, muito esperta, muito wit, como notou Biajoni na resenha, querendo ser inteligente de forma descolada. Não que isso seja um mal. Mas é preciso muito engenho para tanto. A frase de Samuel Johnson citada pelo resenhista diz tudo.
Dr. Plausível: tangentes inócuas em Música Perdida? O livro é milimetricamente medido – inclusive, evita um erro comum a romances históricos, o excesso de referências. O Sementes tem um problema seríssimo, no meu entendimento: a história não anda por si, é como se ela fosse empurrada. Outra coisa: por que o livro tem que ser engraçado? Por que tudo tem sempre que ter alguma graça?
{ Comentar }26/11/07 - 4:32 pm
Não li “Música Perdida”, mas, pelos trechos selecionados pelo resenhista-juiz (ou será juiz-resenhista?), fiquei achando que era exatamente o contrário. O instigante, o surpreendente, está em “Sementes”. Aliás, o livro do Sérgio é isso aí. Um esforço de sair da moldura, que revela saudável inquietude. Com os naturais descompassos – tanto para o excesso como para a escassez, como no antigo regulador. “Música” deve ter uma história sensacional, pois o modo de narrar, pelo trecho selecionado, é para lá de quadrado.
{ Comentar }26/11/07 - 5:00 pm
Desculpem, faltou o complemento: (…) Com os naturais descompassos (…) de um primeiro romance.
{ Comentar }26/11/07 - 5:44 pm
José, permita-me discordar de você.
Narra fora dos padrões não significa narrar bem e narrar de forma “quadrada” não quer dizer narrar mal.
Ian McEwan, por exemplo, narra de uma forma muito mais pro “quadrado” do que pro “fora dos padrões” e é um escritor incrível. Um romance não tem que ser revolucionário, tem que ser um bom romance.
Eu gostei de Sementes (não por ele ser “fora do padrões”, mas por ser bom) e não li Música, mas fiquei com vontade.
Quanto à crítica em si. Pô, chamar o Sérgio Rodrigues de “aparecido na internet” foi a maior mancada da Copa.
{ Comentar }26/11/07 - 7:15 pm
Marcio,
Reli a notinha que escrevi. Acho, modestamente, que concordamos. Você não concorda?
Incluo na concordância sua menção ao “aparecido na Internet”.
Agora, só para um pouquinho de provocação: você diz que gostou do “Sementes” por ser bom. Concordo também. Mas, fico imaginando se gostaria de alguma coisa por ser ruim.
Abrs.
{ Comentar }26/11/07 - 7:26 pm
Concordo com Marcio.
{ Comentar }26/11/07 - 7:36 pm
José,
não gostaria de algo por ser ruim. Mas também não passaria a gostar de algo que é mediano só porque foge dos padrões (o que não é o caso de Sementes, que fique claro), nem deixaria de gostar de algo que é bom só porque é “quadrado”.
Enfim, era só pra botar uma lenhazinha na fogueira.
Abs
{ Comentar }27/11/07 - 10:21 am
stephen, obrigado.
o marcio me defendeu do josé paulo kupfer mas ressalta, assim como a maria, o fato de eu ter colocado na resenha, sobre sérgio rodrigues, “aparecido na internet” – e eu fiz questão de deixar isso, mesmo contrariando o organizador lucas murtinho. e explico o porquê:
penso que mesmo sendo jornalista de longa data e tendo publicado um livro de contos, não conseguiria emplacar seu “sementes” caso não tivesse um site literário, um trânsito e visibilidade grande na internet. não por falta de mérito, devo dizer. mas sim justamente pela novidade e ousadia que o romance apresenta. o “aparecido na internet” soa pejorativo para ouvidos puristas, mas eu dou graças a deus que isso aconteça, que sérgio (como outros) consiga divulgar seu trabalho e conseguir aval para lançar por uma editora forte um livro tão importante.
o “aparecido na internet” foi também para criar (mais um ) contraponto com assis brasil.
uma provocaçãozinha? pode ser.
{ Comentar }mas garanto que não foi ignorância.
:>)
27/11/07 - 10:41 am
Pois é, como eu já tinha dito ao Biajoni nos bastidores e repeti em público no meu primeiro comentário, também não gostei do “aparecido na Internet”. Mas o trecho que vem depois, da “urgência que não merece burilo”, ajuda a explicar o que o Bia quis dizer e aborda de leve uma questão manjada mas interessante: a Internet torna o autor mais apressado, o texto menos trabalhado? Não sei se Sérgio Rodrigues está acompanhando essa discussão, mas pelos seus comentários anteriores aqui na Copa acho que ele diria que não é o seu caso: ambicionar a economia de meios perfeita (http://copadeliteratura.com/quartas/jogo12#comment-557) e um controle total do texto (http://copadeliteratura.com/oitavas/jogo4#comment-266) não combinam com falta de burilo. Mas quem tem blog e escreve livros – o próprio Bia, a Olivia – tem algo a dizer sobre o assunto? Escrever na Internet muda o estilo de um autor?
Abraços,
Lucas
{ Comentar }27/11/07 - 12:42 pm
A gente percebe a qualidade do resenhista quando ele fala da capa do livro.
{ Comentar }27/11/07 - 12:57 pm
Stephen,
Sempre digo q it takes all sorts to make a world mas ainda fico impressionado – ¡sem ironia alguma! – com o fato de q o mesmo livro pareça “milimetricamente medido” pra uns, mas pra outros pareça descuidado e turvo; fico impressionado q, por exemplo, no linque à resenha do Carpinejar (lincado nas considerações do Lucas) o nome Dalton Trevisan seja sequer mencionado.
Preciso lembrar q respeito bastante a aprovação ao MP, embora nem tanto o próprio livro. E só escrevo o q segue pra constar. São só questões. Nenhuma agressividade.
Do descuido vou falar em minha resenha semana q vem; da turvidez, falo agora, aproveitanto novamente o parágrafo citado pelo Biajoni. Coincidentemente, esse trecho foi um dos q me incomodou qdo li o livro.
Note a “obstinação serena” do escravo, “como se soubesse” q venderia tudo mais cedo ou mais tarde. Parece “bonito” e “bem escrito”, mas as idéias não fazem sentido juntas.
Obstinação tem a ver com ‘querer’, não com ’saber’.
A frase diz q “saber q venderá tudo mais cedo ou mais tarde” indica ou sugere uma obstinação do escravo.
Ele já sabe q venderá tudo e, portanto, ¿fica obstinado?
ou então
Ele é obstinado e, portanto, ¿já sabe q venderá tudo?
¡Ué!
Além de tudo isso, em se tratando de um escravo, ¿não é insólito dizer q ele está “obstinado” por vender algo q certamente não lhe trará lucro algum? Se essa insolitez faz sentido, se existe algo de especial nesse escravo ou nessa cena, ¿o q é? e ¿e qual relevância tem essa insolitez na história do Mendanha?
Só brincando: ¿Será q o autor não terá querido dizer “indiferença estóica”?
“O escravo tinha uma indiferença estóica, como se soubesse que mais cedo ou mais tarde venderia todo seu tabuleiro.” Ah, agora faz sentido.
Vc há de me perdoar se, mesmo estando eu errado, fico com a impressão de q muitos leitores ficam “olhando sem enxergar, e assobiando Haydn.”
{ Comentar }27/11/07 - 12:58 pm
Biajoni,
{ Comentar }Vou te dizer outro motivo por q eu não esperava esse resultado. Lendo teu livro Sexo Anal vejo q vc tem um ouvido super aguçado pra diálogo, uma escrita natural q flui como a fala, uma preferência pelas inter-relações humanas mais q pelo discurso descritivo. Aí vc vem e elogia ¿o diário de Nora?, ¿escrito com a óbvia inspiração e talvez o intuito de satirizar o formalismo vazio de escritores levemente desmiolados como a própria Nora? ¿E sugere q o SRodrigues deveria ter “assumido essa voz e escrito a história toda assim”? Juro q vi vc ali renegando teu próprio estilo. A menos q Sexo Anal tenha sido uma produção anômala, não consigo entender.
27/11/07 - 1:05 pm
Caro Lucas, lamento mas dessa vez sou obrigado a passar. Entrar na discussão equivaleria a reconhecer no argumento uma qualificação mínima que, diante do que foi exposto, como alguns comentaristas apontaram, não dá pra reconhecer.
O que não invalida a vitória de Assis Brasil, um escritor sério que está de parabéns. Foi legal brincar na Copa, e torço para que ela se firme e se aprimore no ano que vem.
Um abraço.
{ Comentar }27/11/07 - 2:09 pm
Doutor, não quis o autor usar um oxímoro, de modo a produzir um efeito próximo à fugaz impressão passada pela personagem? Não é justamente o contraste dos adjetivos que consegue aí, e apenas ele, captar a idéia? O que acha? Ainda: apesar de escravo, não teria o sujeito que acabar um serviço forçado, movido pela ameaça do castigo, senão o completasse?
{ Comentar }Estas indagações não sei se procedem. Mas o que tenho certeza de ser um fato é que Sérgio Rodrigues é um campeão, de uma forma ou de outra. Com o primeiro livro já atinge este efeito, e respeito, de tanta gente boa????? Se isto não for um começo promissor, não sei o que é.
27/11/07 - 2:28 pm
Rodrigo, obrigado, mas permita-me uma correção: “As sementes de Flowerville” é meu primeiro romance, não meu primeiro livro. Longe disso – é o quarto. O primeiro foi “O homem que matou o escritor” (Objetiva, 2000), de contos. Na creche da literatura brasileira contemporânea, sou praticamente um Matusalém. Um abraço.
{ Comentar }27/11/07 - 3:31 pm
lucas, escrever na interent não muda o estilo do autor… e eu acho mesmo que o bom autor adapta seu estilo à história que quer contar. uma coisa que podemos considerar é que a internet muda o leitor, que quer talvez informações mais rápidas, habituado que está a blogs e textos curtos… sei lá.
{ Comentar }:>)
anônimo covarde (uau, pelo menos é FRANCO), falar da capa do livro aqui, assim como transcrever as epígrafes, é para mostrar como os dois livros são diferentes. um aponta para o clássico, outro para o pop.
:>/
sérgio, assim como em outros jogos dessa copa, houve quem concordasse, quem discordasse e quem achasse o juiz um filho-da-puta. é comum botar a culpa no juiz.
27/11/07 - 3:41 pm
inexorável dr. plausível:
penso que cada livro mereça um tipo de escrita. meu livro SEXO ANAL é uma novela pulp ágil, de cortes cinematográficos, exigia diálogos rápidos, sempre apenas entre duas pessoas para que não houvesse debates… ping-pong, manja? as cenas também são assim, ping-pong. já se você ler meu outro livro, VIRGÍNIA BERLIM, vai ver que a narrativa fluídica, na primeira pessoa, tem até o que você talvez chame de “formalismo vazio” – embora eu tenha LUTADO FEROZMENTE contra isso. hehehe…
{ Comentar }…
percebo, depois de alguns comentários aqui (recebi até e-mails interessantes!) que o sérgio teve uma grande intenção de concisão, e talvez ele devesse deixar com que os personagens respirassem mais… nem bem simpatizamos ou antipatizamos com eles e – pum! – eles desaparecem. a fragmentação das vozes também me causou desconforto e vi mais honestidade na escrita do personagem nora do que na narrativa do autor. não renego nenhuma narrativa pop, desde que ela esteja a serviço da história.
27/11/07 - 5:08 pm
Eu li Sementes de Flowerville e acho que a narrativa pop está a serviço da história.
E concordo plenamenta que prazer é quase só o que importa em ler, por isso gostei do Sementes…aliás, gostei de “faróis ferozes” assim que li, curioso que seja evocado como algo que não funciona.
Tenho quase certeza, porém, que Musica Perdida é um excelente livro, li outros do autor e o admiro muito. Não me surpreenda que ganhe, sem deméritos nenhum para o perdedor.
Não diria que o juiz é um filho-da-puta, mas inverteu algumas faltas, provavelmente sem influir no resultado da partida.
abraços
{ Comentar }27/11/07 - 5:32 pm
Caramba, de onde tiraram a palavra “burilo”, citada aqui por dois comentaristas? Burilar é o ato de trabalhar com o buril, uma ferramenta parecida com o cinzel e o formão. Faltou buril…
{ Comentar }Li e gostei do livro do Sérgio, apesar de achá-lo excessivamente cruel (tá, sei que não é uma avaliação estritamente literária). Música Perdida parece, pela soma dos comentários, interessante, sem ser uma obra prima.
A Copa aponta para uma derrota da modernidade perante a forma clássica? Vitória da tradição sobre a invenção? Seja qual for o resultado, será motivo de considerável reflexão para escritores e aspirantes, dentro e fora da Internet.
27/11/07 - 6:21 pm
RSampaio,
A falta de sentido q apontei é sobre juntar ‘obstinação’ e ‘como se soubesse’. O oxímoro usado (”obstinação serena”) é bom em si, mas ali ele ficou com o papel de distrair o leitor, q fica com a impressão de q algo ãã “bonito” foi dito mas sem na verdade se dar conta de q nada de substância foi dito.
De qqer modo, é também estranho dizer q um escravo tinha uma “obstinação serena”.
“Meu dono me mandou ficar aqui plantado com este tabuleiro de fumo, senão ele me arranca a pele a chicotadas; mas apesar de forçado, tenho dentro de mim a firme resolução de cá permanecer numa calma contemplação até tudo vender, pois tenho a certeza de que o conseguirei – não sei exatamente quando.”
Não funciona. A cena poderia até ter sido usada pra sublinhar a alienação do Mendanha perante a injustiça do q ele tinha pela frente, mas não foi. E tem várias coisas do tipo no livro.
Mas na verdade, só tou brincando. Não é tão importante. Só achei o parágrafo citado do MP bem inferior ao citado do aSdF. Talvez se o Biajoni não tivesse colocado exemplos colhidos “por acaso”…
{ Comentar }27/11/07 - 7:29 pm
Daniel fala em derrota da modernidade. Eu diria que a vitória de LAAB é uma vitória da modernidade sobre a falida pós-modernidade. Se bem que no fim das contas acho essas categorias uma bobagem. A vitória de Música Perida, para mim, é a vitória do bom gosto, do equilíbrio, do “burilo”, no sentido de artesanato – o que vejo como “milimetricamente medido” e o Dr. Plausível como excesso.
Percebo, muitas vezes, uma preocupação demasiada com o novo, como se tal categoria em si validasse um livro. Ele é bom porque é inovador, porque a narrativa é fragmentada, porque usa referenciais pop, etc etc. Tudo isso é tão velho… Atual, para mim, é não dar bola pra isso e valorizar a expressividade em detrimento das fôrmas – ou seja, atual é ser velho.
{ Comentar }27/11/07 - 7:43 pm
Sobre a questão do Lucas: escrever na internet muda o estilo do autor?
A internet impõe algumas exigências, sobretudo brevidade e concisão. Mas não vejo aí um elemento condicionante: internet, logo descuidado. Não mesmo. Nunca aprendi a escrever “eh” ou “AsSiM”. O bom da internet é a velocidade da resposta, o contato com o público durante o processo criativo. Mas isso só é possível no caso de um projeto feito na internet e para a internet.
Quando li As Sementes, não me veio a cabeça o fato de o autor ser blogueiro – aliás, o todoprosa é excelente, sou leitor assíduo. Pensei, isto sim, em questões bem formais como: dificuldade de criar uma ambiência (na minha opinião, o problema central do livro), personagens pouco interessantes, excesso de frases de efeito, elementos sem sentido (por exemplo, Pessanhah Tower? aqueles clichês ditos em inglês? parece coisa de novela das oito…).
{ Comentar }27/11/07 - 7:57 pm
Stephen, seu penúltimo comentário me fez pensar na frase do Chico Buarque: “Nem toda loucura é genial, nem toda lucidez é velha.”
Muita coisa para comentar. Sérgio, valeu pela presença, e parabéns pelo sucesso do livro aqui na Copa – por ter chegado nas semifinais, mas sobretudo pela polêmica que sua eliminação provocou. Daniel, o Firefox até me indicou que “burilo” estava errado, mas é o tipo de palavra que se não existe precisa passar a existir. Doutor, concordo com o Rodrigo S: o “como se soubesse” tem a ver com a serenidade, não com a obstinação. Verdade que aquele trecho de um modo geral não acrscenta muito à história, mas é uma passagem bonita, e às vezes a beleza se justifica sozinha. Tinha mais, mas aqui do outro lado do Atlântico está tarde.
Abraços,
Lucas
{ Comentar }27/11/07 - 9:39 pm
hmmm, “falida pós-modernidade”.
{ Comentar }acho que por isso escrevi que fiquei um pouco triste com a derrota de sérgio.
:^/
28/11/07 - 12:20 am
Doutor, entendi.
Sérgio, vai me desculpar, mas quem já se meteu a escrever romances (eu já, dezenas de vezes) sabe que escrever um é diferente de escrever tudo mais. São necessários talentos muito específicos, um fôlego inato, uma noção de tempo e espaço incríveis, uma dianóia, como chamou Aristóteles, ou o corpo pensante do livro, que precisa ser algo diferente, inovador e distribuído em todo o trabalho com muiiiita sabedoria. Neste sentido, você é um iniciante. Te admiro, cara. Acertar assim, de primeira! Não pare, tenho certeza de que será um grande escritor. Acho que esta Copa teve este mérito: enalteceu trabalhos de qualidade, de vencedores e vencidos. Ganhadores, sempre.
{ Comentar }28/11/07 - 11:05 am
ufa, li tudo.
{ Comentar }28/11/07 - 11:10 am
realmente, a resenha mais fraca da copa. e olha que a concorrência não é mole. ‘rasinha’ para usar uma palavra que o autor parece gostar.
o prêmio tiro no pé foi garantido quando o cara bota um trecho de cada livro e fica evidente para todo mundo que sabe ler que o ‘perdedor’ é melhor.
e ele ainda diz: ‘entenderam?’ hilário.
a idéia da copa é bacana, mas esse clima teen de ‘porrada porrada’ que contaminou parte dos juízes dá uma preguiça….. parece que os caras, ao sair do anonimato, passaram a se achar umas celebridades. menos, pessoal.
{ Comentar }28/11/07 - 11:41 am
Sei não, Paloma. O Bia não é exatamente “anônimo” e sua resenha não foi “porrada porrada”: ele não gostou do romance do Sérgio e disse isso com franqueza, mas sem exagerar nem partir para o pessoal.
Sobre os dois trechos, também não vi nada de errado no de “Flowerville”, mas entendi o que o Bia viu. E ele explica logo depois do “entenderam?”: o tom de Assis Brasil é neutro e to the point, enquanto Rodrigues busca o duplo sentido ou a graça, e o Bia não achou essa busca bem sucedida. Dizer que “fica evidente para todo mundo que sabe ler” que tal trecho é melhor ou pior que outro é não entender que o mesmo trecho pode ser lido de formas diferentes por diferentes pessoas – a principal idéia por tras dessa Copa.
Abraços,
Lucas
{ Comentar }28/11/07 - 12:37 pm
e eu gostei do “sementes”, achei que podia ser melhor.
e devo dizer que gosto do sérgio, leio o blog, tenho amigos que são amigos dele… nunca tinha lido o assis brasil, nem sabia de onde ele era.
e tem gente que vê complô em tudo, deusulivre.
{ Comentar }28/11/07 - 1:50 pm
opa seu juiz, essa história de complô é comigo? nunca pensei uma coisa dessas, juro. o problema que eu vejo no seu texto é outro.
e vc diz que gostou do ’sementes’! agora está sendo hipócrita, não? ou então suas dificuldades de expressão são maiores do que eu pensava.
pela sua resenha entendi que vc odiou o livro. até aí tudo bem, sou obrigada a confessar que não li o dito cujo para discutir o mérito. o problema é a sua incapacidade de explicar porque pensa assim de forma coerente, articulada. ‘entenderam?’ sinto muito, mas não. eu queria entender mas não entendi nada.
foi isso que chamei de ‘porrada porrada’ viu lucas? (depois que você explicou com as suas palavras, aliás, entendi um pouquinho.) cascudos avulsos, uma coisa meio sem compromisso com a realidade (’jovem’ e ‘aparecido na internet’, o sergio rodrigues!). feito aquele outro lá que chamou o antonio torres de escritor mixuruca, assim sem mais. o autor de ‘essa terra’. eu hein…
o gosto pessoal faz parte da brincadeira, tá bom. mas o crítico tem que procurar filtrar isso pelo racional, por conhecimentos objetivos e também por uma certa humildade, senão, por que perder tempo com essas coisas?
tenho uma amiga que acha que o problema da literatura brasileira é que ninguém fala mal de ninguém, que tem que partir para a porrada mesmo. ela está adorando a copa. eu discordo. o que falta para mim são leituras honestas e bem informadas, conversas civilizadas. falta o pessoal falar a mesma língua. o texto do ‘nem tão anônimo bia’ só aumenta a babel.
enfim, cada qual né… mas já falei demais, desculpem o mau jeito.
{ Comentar }28/11/07 - 10:51 pm
Gostei da resenha, seu Biajoni. Li os dois livros e concordo com quase tudo. Morri de vontade de gostar do “Sementes” também, mas o canteiro gorou – não dá para gostar do novo em detrimento do quadrado sem ter como. Só discordo numa coisa: achei os diálogos da Nora justamente os mais chatos – meio Clarice-de-Beauvoir-no-centro-acadêmico, até tinha marcado duas frases: “(…) eu morreria esmagada por esse súbito acesso de atenção do mundo em mim.” e “feto desovado pelo servente da clínica de aborto no lixão do mundo”. E o começo do livro é tão promissor que dá uma dor no coração ver isso… a linguagem é bem-trabalhada na maioria dos trechos… mas o enredo, ô.
{ Comentar }29/11/07 - 12:48 am
Caro Biajoni,
Quero que saiba que não concordo com Paloma. Receio que eu e ela tenhamos trocado emails sobre o jogo que você apitou, e falamos de minha decepção com o resultado. Mas não aprovo o comentário que ela fez aqui, disse isso a ela e digo agora a você. Respeito qualquer leitura que se fizer do meu romance, boa ou má, isso é um direito que não se discute. E todas terão razão em um ponto ou outro, com certeza. Resta a qualquer um que se diga escritor observar todas, e ir melhorando.
Um abraço,
Sérgio
{ Comentar }29/11/07 - 11:20 am
tá desculpada, paloma.
{ Comentar }realmente humildade é importante.
…
sérjão, espero tomarmos uma dia desses.
:>)
01/12/07 - 10:51 am
Aparentemente o doutor Plausivel vai dar vitória do conteudismo amorfo sobre o “formalismo vazio”
{ Comentar }01/12/07 - 3:42 pm
HAHAHAHA ¿Deu pra notar?
{ Comentar }03/12/07 - 3:51 pm
todo seu tabuleiro – errinho de português chaaato
{ Comentar }11/12/07 - 10:07 am
Vai uma rapidinha porque vou postar sobre os livros e não quero me repetir. Resumindo: gostei de ambos, li com prazer.
{ Comentar }Mas concordo com sua avaliação, Música Perdida é sedutor na medida em que as buscas e os fantasmas do maestro começam a tomar conta da narrativa. Fiz o que costumo fazer ultimamente: reli na sequencia.
Apesar de ja´ter o hábito da releitura,comecei a fazer isso há algum tempo: reler na sequência tem suas delícias, mas isso eu conto quando postar.
Por hora : voto na música.