Oitavas de final

Jurado: Jonas Lopes
Cão de cabelo é o primeiro romance de Mauro Sta. Cecília. Antes o carioca já havia escrito dois volumes de poesia, uma peça e, sobretudo, letras de música — letras para canções de Barão Vermelho e Roberto Frejat (como as insuportáveis “Por você” e “Amor pra recomeçar”; Frejat, aliás, comparece com um comentário algo bizarro na contracapa, comparando a forma do texto ao trato de Michael Jordan com a bola de basquete…). Na orelha, a colega de editora Ana Paula Maia relata que Sta. Cecília pediu a ela que escrevesse a apresentação, dizendo: “Pega leve, esse é meu primeiro romance.” Ana Paula comenta que ele, no entanto, não pegou leve. Pois é. Não pegou leve no lugar-comum, o grande protagonista de Cão de cabelo. É difícil passar por qualquer página do livro sem tropeçar num clichê dos grandes, desses de fazer cair um leitor que passeia desatento pelas páginas.
A começar pela história em si. Lelo Costa, o narrador, está afundado na miséria moral em um quarto, numa “ressaca monstro”. Quer apenas “garantir o álcool cicatrizante de cada noite”. Além da sua decadência, faz referência à canção que o transformou em celebridade, o hit que deu a Lelo os 15 minutos de fama, reportagem na televisão, matéria na Veja, liderança nas paradas de sucessos (“passamos na época até o rei Roberto Carlos”). O país inteiro, ele adverte, cantou a sua música, “do porteiro à dondoca”. O nome da música? “A chave do teu coração”. Pois Lelo não gosta de rock – o que por um lado até diminui o lugar-comum da história, que tem um tremendo potencial para Meu nome não é Johnny do morro; o seu negócio é a música brega, romântica, de Odair José e Waldick Soriano. Ele se diz um “apreciador de canções”.
Começam, em um flashback, as lembranças da ascensão e queda de Lelo Costa. Você já ouviu coisa parecida antes. Menino favelado, mãe empregada doméstica “dos bacanas” (“coitada da mamãe, uma sofredora”), não conheceu o pai. Conseguiu bolsa em uma escola particular, graças à patroa da mãe. No colégio, evidentemente, sofreu preconceito dos colegas endinheirados, que olhavam para ele com desconfiança. Lelo larga os estudos, vai trabalhar em um banco e logo começa a namorar uma colega. Até que reencontra um amigo de infância, que voltou músico do interior. Juntos, compõem em poucas horas (ah, a ficção…) a canção que transformaria suas vidas. Quincas Espírito Santo, um conhecido ídolo pop, grava “A chave do teu coração”. Lelo e seu parceiro Beto recebem uma fortuna de direitos autorais, pela execução nas rádios e na propaganda de uma loja de móveis populares. Vem a inevitável decadência: drogas, mulheres, orgias, gastos inúteis, desagregação familiar. Daria um filme nacional de segunda categoria.
Justiça seja feita, Cão de cabelo tem qualidades. Mauro Sta. Cecília conseguiu encontrar uma voz interessante para seu narrador, um discurso coloquial que soa extremamente verossímil e também natural, não-forçado, o que é difícil. E o livro flui com bastante rapidez. Só que os méritos não apagam a força dos clichês. Dá para fazer um levantamento deles. O clichê do artista “simples”: “é música pra gente humilde que come costela, dobradinha, torresmo, lingüiça, bebe cachaça”. O clichê do sonho de ascensão social: “pode parecer bobagem, mas eu queria fazer Direito para ajudar a melhorar o mundo, que fosse mais justo, essas coisas”. O clichê do bon vivant: “passei longos anos sem nada, nada, nem ninguém. De repente, duas meninas legais ao mesmo tempo. Legais e que gostavam de sexo, porra.” O clichê do pobre guloso: “porque almoço de pobre, quando é festa, além de gostoso, tem sempre quantidade”. Tem até o clichê politicamente incorreto: “ainda bem que eu tinha aprendido a comer de palitinho e até a gostar de peixe cru, com Marta, que adorava tudo do oriente, menos pau pequeno”. E, claro, nenhum desses clichês é dito com ironia.
Sta. Cecília finaliza Cão de cabelo com um tom trágico que contrasta com o restante do livro. Não convence a forma como a trajetória de Lelo Costa caminha para a decadência. Pois se o autor encontrou a voz de seu narrador, a caracterização é rasa, superficial. Como se um bacana (para usar a linguagem de Lelo), sentado no boteco da Zona Sul, olhasse para o morro e resolvesse mimetizar a vida de um favelado. Não convence.
Cristovão Tezza é o oposto do seu adversário. É um escritor experiente, com três décadas de carreira nas costas. Recorrendo à metáfora futebolística da Copa de Literatura, é como se Tezza fosse um clube de considerável tradição, com um ou outro título no currículo, enquanto Sta. Cecília seria o time pequeno que acaba de subir da segunda divisão e vai brigar, sem muito sucesso, para não cair. Tezza passou por duros anos de aprendizado, tanto que renega seus primeiros trabalhos. Por certo, ele foi melhorando com o tempo. Seus romances mais antigos, mesmo o cultuado Trapo, carecem de coesão e maturidade, pecam pela indecisão entre a linguagem culta e a coloquial, carregam um quê de maldito que soa a rebeldia sem causa. Tezza, porém, evoluiu até atingir sua melhor fase.
Que começou em 1998, com Breve espaço entre cor e sombra, permeado por digressões sobre artes plásticas e variações de pontos de vista. Nele, o escritor trocou a emoção dos primeiros livros por uma abordagem mais cerebral. Manteve a fórmula em O fotógrafo, de 2004. A vocação ensaística (o pano de fundo da história é a eleição presidencial de 2002) se aprofunda, a trama se adensa (o romance se passa em apenas um dia) e os pontos de vista se multiplicam (Tezza é um dos principais especialistas brasileiros na obra do teórico da polifonia literária Mikhail Bakhtin). O filho eterno é seu melhor livro porque mais equilibrado: pela primeira vez emoção e técnica aparecem em doses iguais.
Em O filho eterno, Tezza também enfrenta pela primeira vez em sua obra um fantasma antigo: o seu filho Felipe, que nasceu com síndrome de Down. A chegada de Felipe não ocorreu no momento mais adequado. Cristovão era um marmanjo de quase trinta anos que ainda penava para encontrar um caminho na vida. Não terminara o curso de letras e nunca tinha trabalhado com carteira assinada. Sonhava em ser relojoeiro em uma pequena cidade do Paraná, ao mesmo tempo em que trabalharia na sua ficção. Publicara um livro que agora detestava, enquanto escrevia outros e recebia cartas de rejeição de editoras. Manuscrito na gaveta, ele partia para a próxima, sem saber muito bem onde nem como. E então, nesses tempos de incerteza, surge um filho com Down. Ou “mongolismo”, como se dizia na época.
O risco era enorme: o resultado do livro poderia ser um relato piegas do filho que fez o pai deixar as trevas e ver o quanto a vida é bela — ele é que ainda não percebera. Não é o caso. O filho eterno é amargo, pessimista, desencantado. O narrador é cruel: com Felipe, com o mundo e principalmente consigo mesmo. Tezza declarou em entrevistas que o seu modelo de narrativa foi Juventude, livro de memórias de J. M. Coetzee. Como o sul-africano, o brasileiro apela para uma prosa seca e distanciada na terceira pessoa, cedendo lugar em algumas digressões para a primeira, confundindo as duas vozes. Fora Coetzee, outras duas influências perceptíveis: Thomas Bernhard (o austríaco está na epígrafe), pelo mau humor e a raiva, e, naturalmente, Kenzaburo Oe, cuja obra-prima autobiográfica A questão pessoal também fala de um pai que rejeita o filho defeituoso.
A rejeição a Felipe é brutal — o narrador chega a desejar a morte do filho, como uma forma de salvação para a sua vida. Ele vê Felipe como uma aberração que tira da sua vida a normalidade. Debate consigo o conceito de normal e anormal — a idéia do anormal, do errado, incomoda-o. E incomoda porque não consegue aceitar a si próprio. Despreza a sua situação financeira, envergonha-se por depender do salário da esposa, lamenta não conseguir publicar os livros que se acumulam na gaveta, pena por fracassar na tentativa de ensinar ao filho qualquer coisa. Naquela criança relativamente inútil espelha-se um pai que se considera um fracasso (palavra repetida dezenas de vezes no texto). Para aceitar Felipe, precisava se aceitar. Quando começa a fazer isso — perceber que o emprego de professor em uma faculdade pública não é uma vergonha para seu espírito contestador e que seus romances começam a ser publicados e a repercutir —, torna-se o que a sociedade costuma imaginar como pessoa normal. Pode agora assumir os sentimentos pelo rebento, de quem depende emocionalmente — um sumiço de Felipe quase o leva a loucura. Essas mudanças não vêm acompanhadas de um afrouxamento moral — o que faz de O filho eterno tão bom. O pai continua cínico e cético como no passado. Deixa, contudo, o “seu Nietzsche” na infância. Como o menino que não entende definições como “hoje”, “amanhã” ou “semana que vem”, vai apenas viver o que vier.

O filho eterno
de Cristovão Tezza



Parabéns pela resenha! Tezza tinha tudo para se enredar na pieguice, mas deu um chapéu, matou no peito e botou no ângulo.
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“Como criticar o crítico de um livro que não li?”, foi a primeira coisa em que pensei ao terminar de ler a resenha de Jonas Lopes. Mas logo lembrei-me de que aqui na CLB muitas resenhas servem exatamente como referências ou sinais a indicarem livros cujos jurados acreditam que valem a pena ou aqueles outros que, segundo eles, merecem distância.
A(s) resenha(s) acima me surpreenderam porque me parecem tremendamente díspares em qualidade, em sinceridade, em imparcialidade. E não estou me referindo aos compreensíveis elogios ao vencedor e às inevitáveis críticas ao derrotado, mas à maneira como as falhas desse segundo foram apresentadas.
Repetindo a última frase na resenha de “Cão de Cabelo”, não convence. Sei que é muito subjetivo – e até que ponto seria de outra forma? – mas achei sua resenha tola, preconceituosa, superficial. Alguns exemplos de clichês mencionados pelo jurado só o são (ou seriam) se o contexto do texto em volta o confirmassem. E como não senti sinceridade em sua análise, tenho dúvidas de que esses clichês sejam tão abundantes assim.
A minha impressão é que houve muita má-vontade, muita necessidade de enfatizar supostas fraquezas de Cão de Cabelo a fim de enfatizar a vitória de Filho Eterno. Como se isso fosse necessário…
O pior de tudo, repito, foi minha sensação de que Cão de Cabelo foi lido de forma preconceituosa: referências depreciativas à canções cujo autor foi letrista, comentários jocosos sobre o texto na contracapa, ironia em cima do pedido (“Pega leve, esse é meu primeiro romance”) do autor à editora, etc, etc, etc… Ao que parece, ao se deparar – antes mesmo do romance em si – com detalhes tão merecedores de ironias e críticas, o livro havia sido condenado ao escárnio, faltando apenas pinçar aqui e ali pequenas frases que (supostamente) confirmariam sua mediocridade.
E para reforçar ainda mais minhas suspeitas de que houve má-vontade, basta ler a resenha de O Filho Eterno: equilíbrio, ponderação, análise, tudo o que faltou na primeira parte do comentário.
O que me faz pensar: Jonas Lopes é um só? Ou o Jonas preconceituoso, superficial teria lido Cão de Cabelo e o Lopes sereno, analítico, discreto, preciso, leu O Filho Eterno?
Definitivamente, não convence.
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Não existe opinião sem conceitos prévios (preconceitos). Ele leu O Filho Eterno com preconceito também. O problema acontece quando o texto desenvolvido não quebra o nosso preconceito. O Claudio Faria tinha uma expectativa da resenha (baseada em preconceitos) que não foi quebrada. Preconceito nunca é superficial quase sempre é profundo e subconsciente.
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Além de divulgar o que há de melhor na literatura brasileira, a Copa cumpre outra função também: evidenciar o sangue curto e o ego inflamado do círculo de leitores, escritores e críticos. É curioso: o evento tem o tom leve, de brincadeira (a própria idéia de uma “copa”, nos moldes de um evento futebolístico…), mas os comentários dos leitores têm o peso de verdades, do distanciamento acadêmico, do dedo em riste e do tom professoral. É como se o que estivesse em jogo (perdoem-me a expressão futebolística, para aqueles quêm vêem isto aqui com seriedade demais) fosse a inteligência de cada leitor, a “verdade” sobre o que há de melhor da literatura brasileira. Aliás, muitos até reclamam quando o crítico faz associações com o futebol – afinal, literatura é coisa séria demais, não se brinca com isto, nem mesmo em um evento que se chama “copa de literatura”…
De minha parte, assim como o narrador de O Filho Eterno, desconfio das chances de acharmos um sentido para o que nos cerca – inclusive na “verdade” estética. Gosto muito do tom cético de O Filho Eterno. E, assim como o resenhista Jonas Lopes, mesmo sem ter lido “Cão de Cabelo”, o clichê me incomoda – as frases selecionadas não são injustas, são apenas uma amostra de como o livro simplesmente é.
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[O comentário #13726 será citado aqui]
O meu único preconceito é a de que a resenha seja imparcial. E, na minha opinião, o exemplo acima não transmite essa imparcialidade.
Não me reconheço no comentário do Marcos Bonfim quando ele menciona “dedo em riste” e “tom professoral”, apesar de concordar que isso ocorre muito por aqui. Mas absolutamente não tenho essa pretensão. Ao contrário: deixo bem claro SEMPRE de que trata-se apenas da minha opinião, de minhas impressões – e é claro que posso estar errado, ou é compreensível que outros não concordem.
E basta ler o que escrevi para constatar que não fui contra o resultado do “jogo”. Até porque deixei bem claro em minha primeira frase que eu não li o livro.
Ocorre que aqui – e em todos os jogos da Copa isso fica bem claro – emite-se opiniões sobre as resenhas em si, mesmo que não tenhamos lido os livros. Apenas emiti minha impressão sobre a resenha, só isso.
Não gostei da resenha de Cão de Cabelo: achei-a superficial, preconceituosa, e depreciativa ( e não, como deveria ser: crítica). Gostei da resenha de O Filho Eterno: consistente, ponderada, analítica.
Simples assim.
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Cláudio, como a resenha vai ser “imparcial”? Isso não existe, ainda mais em algo tão subjetivo como Literatura. Todo crítico é sempre parcial, porque cada um tem um determinado grau de leitura, gosta mais de determinados autores, prefere um determinado gênero literário a outro. Seus gostos, suas leituras, vão ditar o tipo de crítico que ele vai ser e vão o tornar parcial. Acho importante cobrar coerência, apuro, atenção, detalhamento… mas imparcialidade é impossível.
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[O comentário #13729 será citado aqui]
Eu ia dizer isto, mas gaguejei.
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Também eu vi um preconceito contra Cão de cabelo, mas achei q o Jonas além de confirmar sua pré-valoração tbm justificou plenamente essa confirmação. Não podendo citar o livro todo, escolheu bem o q citou.
Claro q alguém pode chiar, “¿e daí, os clichês? Alguma lei contra?” Também não há lei contra jogador perna-de-pau; mas põe perto de um craque pra ver o q acontece.
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Não tinha a intenção de comentar nada sobre o resultado. E meu livro concorreu com um dos favoritos. Mas o excelso Jonas Lopes, seja ele quem for, antes mesmo de ler o livro , já decidira que não havia gostado de Cão de cabelo. O preconceito é flagrante logo nas primeiras linhas de sua resenha (?). De cara ele vai atacando minhas músicas, a orelha, depoimento na quarta-capa, o que vier pela frente. Em vez de criticar, sua intenção é claramente destruir. Meu livro é fruto de um trabalho sério e foi publicado por uma editora nova que vem se destacando no mercado. Se sou um “time da segunda divisão”, o que é Jonas Lopes? Um árbitro de várzea? Um soprador de apito de pelada de rua? Esperava uma crítica, ainda que desfavorável, mais perspicaz e menos tendenciosa. O favorito da partida, que não tem nada com o fato, não precisava disso. Mas não contava com um Jonas Lopes no caminho. Ao querer ridicularizar, Jonas Lopes quem fez o papel ridículo.
PS: Como se não bastasse um Jonas Lopes, também há um Doutor Plausível. O que é isso? Quem são essas pessoas tão abalizadas? Que Copa de Lliteratura é essa?
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Mauro Sta Cecília,
Não é só o amor que não tem bons sentimentos. A literatura tb não. O meio literário é um dos mais preconceituosos que existe. Ela é fascita no pior sentido da palavra, pois o que não se encaixa é condenado a morte, mas o escritor bom sempre renasce das cinzas. Bons amigos na literatura não são os teus melhores amigos, mas aqueles que te preparam para o pior ou que jogam no lixo um trabalho que tu demorou cinco anos para construir mesmo antes de editar ( a mais-valia que se f…). A Copa de Literatura não veio salvar a literatura, mas abrir uma canal de discussão das principais obras lançadas no país e a tua é uma delas e isto deve ser a coisa mais importante para ti, o resto tem que sair na urina.
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[O comentário #13732 será citado aqui]
Mauro, repare que você reclama do preconceito do Jonas Lopes para em seguida desqualificar um jurado simplesmente porque ele usa um pseudônimo peculiar.
Não me entenda mal: acho perfeitamente aceitável que um fulano que se identifica como Doutor Plausível seja visto com desconfiança. Eu mesmo desconfiei do sujeito antes de ler o seu blog e a sua resenha na primeira Copa, uma das melhores publicadas por aqui. Quer dizer, o Doutor Plausível começou com uma imagem desfavorável mas provou que ela não era verdadeira.
Por isso, acho que o importante não é saber se o Jonas Lopes tinha preconceitos contra ou a favor do livro antes de começar a lê-lo. Essa é uma questão boba, porque todos sempre temos preconceitos antes de fazer qualquer coisa – conhecer uma pessoa, ver um filme, ler um livro. O que importa é se o preconceito embaçou a leitura, se ele impediu que o resenhista julgasse o conteúdo do livro. O Claudio Faria e você acham que sim; o Marco, o Marcio, o Doutor Plausível e eu achamos que não. Para o bem ou para o mal, Jonas Lopes justificou sua opinião sobre Cão de cabelo. Claro que, sendo a opinião negativa, o autor não vai gostar, mas é a vida.
Abraços,
Lucas
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Não conheço Jonas Lopes e não li Cão de cabelo. Até concordo que o resenhista tenha se excedido inicialmente e que Mauro Sta. Cecília tenha se incomodado. Mas o fato de o autor do livro ter demorado cinco anos para escrevê-lo não é garantia de nada. Literatura não é só fruto de um esforço e de boas intenções. Além disso, e daí que o livro foi “publicado por uma editora séria que vem se destacando no mercado”? Sinceramente, isso não diz absolutamente nada sobre a qualidade literária do texto.
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É covardia a resenha. Porque já se sabia do favoritismo do livro de Tezza tanto no embate da Copa quanto em outros prêmios – Jabuti e Portugal Telecom. Até mesmo um deles acabou se confirmando: o Jabuti. O resultado dos jogos insinuam um caminho – quando um resenhista elogia demais um livro e dá a vitória a outro, pode-se desconfiar muito das regras envolvidas no julgamento. O livro de Ana Paula Maia sem dúvida é superior ao de Cuenca, no entanto, as razões que levaram a vitória não se restringem meramente as qualidades literárias de um livro que não recebeu indicação nenhuma a quaisquer das premiações tradicionais – Jabuti, Telecom, Associação de Criticos em São Paulo. Outro fato é que deveria se adotar o critério dos julgadores se identificarem – procedendo de fato a reclamação, mesmo que raivosa de Mauro, contra o Dr. Plausível. Afinal são pessoas envolvidas em uma seleção séria de um vencedor e de um evento que se quer com caráter igualmente inquestionável em suas decisões. As criticas deveriam não conter apenas as tendências de gosto pessoal do resenhista – portanto, o grupo poderia ser mais objetivo em suas análises sobre os livros, apontando as falhas de modo asseptico. O que mostraria mais profissionalismo da parte de todos. Lembro que ano passado aqui existiu um episódio lamentável – Pelo Fundo da Agulha. A resenha poderia dizer tudo o que disse de modo elegante, mas perdeu-se pela paixão pelo autor de Boris e Doris, mesmo este sendo de fato superior em sua execução literária que o primeiro citado. Lucas Murtinho deveria ser um mediador mais atento e sensivel a questões como essa, sem pender para lado nenhum, ou se preferir manter um nível ético que preserve tanto os autores quanto os criticos envolvidos que tem carreira fora desse espaço e opiniões veiculadas por outros canais de imprensa – sejam estes virtuais ou impressos. Lucas ou gosta do oba oba, dos convescotes politicos literarios ou é um gozador quando faz comentários como o que estão aqui ou aquele que foi feito a época do lamentável episódio, se regozijando como pode ser lido por qualquer um que der um google no jogo aludido. Espero que com isso a transparência e o profissionalismo façam morada nesse espaço para evitarmos que as pechas de ressentidos ou comprometidos com qualquer outra coisa que não a literatura não atrapalhe o desenvolvimento de um trabalho tão interessante.
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Lucas,
Eu vou sugerir um torneio de qualificação para a CLB:
Por exemplo:
Eu escrevi um livro ” Pelo encravado “. Para o “Pelo encravado” entrar para a CLB ele tem que enfrentar o seu maior adversário: ele mesmo. Convida-se um crítico para fazer uma resenha a favor (mesmo que ele seja contra) e outro crítico para fazer uma resenha contra(mesmo que ele seja a favor). Depois disso caberá aos comentaristas e ao Juri selecionar aqueles que vão participar do embate.
Acho que seria legal e produtivo, embora muito trabalhoso.
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O comentário de Marco é interessante. Uma eliminatória para saber quais livros participarão da CLB, tornando a escolha democrática e transparente. Evitando egos feridos – isto acatando as sugestões de um profissionalismo maior, identificação dos envolvidos, suas qualificações – acadêmicos ou se profissionais de cultura – escrevendo sobre cultura constantemente e quais os canais para lê-los. Abrindo precedentes para discussões melhores. E, principalmente, um responsável em gerir as discordâncias, sensível a ambos os aspectos : a critica honesta, e não grosseira e invejosa; e, a atenção ao quesito literatura – se é bem executado ou não o livro. Independente de o cara é pedreiro ou faxineiro ou compositor ou motorista.
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Almeida Junior:
- Dizer que o jogo entre “O filho eterno” e “Cão de cabelo” é covardia me parece um insulto muito maior ao livro de Mauro Sta. Cecília do que qualquer coisa escrita pelo Jonas Lopes. Antes do começo desta segunda Copa, alguns comentaristas sugeriram a criação de um torneio alternativo para livros de editoras independentes. Sou contra: publicados por editoras independentes ou não, escritos por autores consagrados ou não, romances são romances, e não faz sentido colocar este ou aquele na mesa das crianças. O mesmo princípio vale aqui.
- Declarar que o livro X é sem dúvida superior ao livro Y me parece estranho, e é certamente incompatível com o espírito da Copa -(o que não é desdouro nenhum, como se verá mais adiante). A Copa foi construída para mostrar como um mesmo livro pode suscitar reações e apreciações diferentes, não para definir se um livro é melhor do que o outro – até porque tal definição não existe. Portanto, uma análise mais asséptica ou objetiva não combinaria com a Copa: a idéia é mesmo mostrar a subjetividade das opiniões de cada jurado. Há quem prefira, como eu, resenhas sóbrias, ponderadas e justas; mas parte da graça da Copa está, a meu ver, nos diferentes estilos dos resenhistas.
- A escolha do Doutor Plausível de usar um pseudônimo não afeta a qualidade das suas resenhas, por isso não entendo as reclamações sobre ela.
- Nossas intenções são menos ambiciosas, e certamente menos nobres, do que você supõe. A Copa não é exatamente séria e certamente não é nem pretende ser inquestionável. Ela foi criada para divertir os participantes – leitores, resenhistas ou concorrentes – e para estimular discussões sobre literatura. Promessas de objetividade, seriedade e inquestionabilidade provavelmente não seriam cumpridas e por isso não foram nem aventadas.
- Sobre o oba oba e os convescotes políticos literários, acho que esqueceram de mandar o meu convite. Mas agradeço os conselhos e admoestações e me permito retribuir a gentileza: a CLB é um prêmio literário sem valor intrínseco algum, criado num espírito de leveza que você talvez repudie. Nesse caso, o mais simples – e digo isso com a maior boa vontade possível – é deixar a Copa de lado e acompanhar prêmios mais tradicionais e mais sérios, como os que você mesmo citou. Sua ausência será sentida mas compreendida. Por outro lado, se você preferir continuar por aqui, a caixa de comentários permanece aberta para críticas, elogios e sugestões.
Abraços,
Lucas
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Lucas,
Chamo de covardia, porque o livro já estava premiado. Portanto, o jogo – a sua decisão – estava comprometida. Mesmo que o livro de Mauro fosse superior. Acho que isso não mudaria a opinião do resenhista.
Quanto a seriedade da Copa – você mesmo o disse – é para divertir. Então é algo próximo ao farsesco. É uma pena, confiava muito em todos que estão aqui.
Dr. Plausível é alguém de opinião. Mas precisava ser reconhecido. Imagine todo esse anonimato não é bom. Mas como a coisa está carnavalizada no mau sentido. Está correta sua atitude em defendê-lo.
Continuarei a prestigiar a Copa.
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Eu tenho a impressão de que a copa é mais de resenhas do que de romances. Talvez fosse interessante atribuir pontos aos Juízes. Quem sabe Três juízes por partida (um árbitro e dois bandeirinhas)?
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Verdade, Marco, na área de comentários a CLB vira uma CRB – o que faz parte da graça. Quanto aos três juízes, mais de uma pessoa já sugeriu essa mudança, mas acho que ela tiraria justamente a importância da subjetividade de cada opinião, algo que a Copa pretende celebrar. Verdade que a final é apitada por todos os jurados, mas isso é mais para o organizador não ficar com a palavra final só para ele.
Abraços,
Lucas
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Lucas,
Gostaria de deixar uma sugestão aqui para a próxima Copa.
Sugiro que os livros que forem para repescagem voltem à disputa em uma etapa anterior às semifinais. Claro que estamos falando de livros e não de times ou seleções, mas me parece injusto que um concorrente que tenha ido para a repescagem volte lá na frente, a um passo da final, dependendo da avaliação de apenas mais um jurado e sem ter ganho sua única “partida”. Ele hoje concorre com outro que já passou por dois adversários – talvez até mesmo por esse que está voltando. Não parece nada, mas ao voltar nesse estágio ele pode tirar o lugar de algum concorrente “melhor”.
Fico me questionando também se a votação para a repescagem não ficaria melhor após o término da 1ª fase (ou oitavas-de-final), com a Copa já iniciada e após todos os participantes terem sido avaliados. Digo isso porque ao imaginar uma resenha no qual os dois concorrentes sejam considerados excelentes, é possível que nós que estamos acompanhando, desejemos uma melhor sorte para aquele que foi derrotado. Do jeito que está hoje, há livros com torcida organizada, cujo voto foi movido por simpatia, parecendo ter havido uma “campanha”.
Sei que minha sugestão não impediria que isso ocorresse novamente, mas ao menos haveria uma maior concentração de votos em livros que realmente participam, evitando que estes votos sejam “perdidos” por terem sido usados para livros que não chegaram até à Copa.
No mais você está de parabéns. A CLB chegou para ficar.
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Fosse eu um escritor publicado, e fosse eu um escritor com um livro na copa, jamais esperaria explicação ou retratação por qqer coisa dita aqui. A copa é um bate-papo. Seria pra mim tal como uma chance única de me transformar numa mosca e entrar na sala dos jurados do Jabuti &c, ouvir um idiota me elogiar, ouvir um gênio me xingar, ou vice-versa. Não me furtaria ao privilégio e agradeceria a fadinha q me transformasse na mosca. Não decreto ou prescrevo essa atitude pra ninguém, mas quero crer q se alguém exercita a atitude oposta, talvez seja pq não se deu conta do privilégio.
Não sei quem são Lucas Murtinho, Jonas Lopes, Luciana Araújo, Felipe Charbel, Carol Bensimon, &c. Soam bem, esses nomes; parecem pseudônimos; na internet são personas, não pessoas; não os procurei na lista telefônica (devem ter muitos xarás). Uma de minhas personas na internet chama-se Amônio Plausível. insistência pelo anonimato da pessoa por trás dessa persona indica q preza pouco a notoriedade pessoal e seus diversos benefícios a longo prazo.
Até mesmo, juntando os dois parágrafos acima, acredito q os escritores concorrentes se beneficiariam muito mais com as discussões aqui (e seria um privilégio bem maior) se todos os jurados se pseudonimassem.
Jonas, perdão pelo aparte.
PS: Achei ótima a sugestão do Cláudio Faria.
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[O comentário #13744 será citado aqui]
Almeida Junior, acho que você está dando importância demais às premiações literárias. Por que o fato de O filho eterno ter ganhado o Jabuti o colocaria num patamar tão superior a ponto de sua participação na Copa ser vista como uma covardia? O Jabuti reflete a visão literária de um punhado de jurados que pode ou não coincidir com a visão dos jurados individuais da Copa. Pelo fundo da agulha, que como você mesmo lembrou foi execrado pelo Eduardo Carvalho na Copa passada, também venceu o Jabuti.
Existe uma margem razoável entre a diversão e a farsa. Toda literatura – toda arte – é, afinal, uma diversão no sentido amplo do termo: um objeto que busca desviar a nossa atenção da realidade para que o apreciemos e reajamos a ele. Por isso a seriedade excessiva a meu ver não se encaixa muito bem em discussões literárias ou artísticas.
O que dá ensejo a uma digressão que vem passeando pela minha cabeça há um tempo. Na minha vida real, quando meu nome não é um pseudônimo usado na internet para falar de literatura, trabalho na área de venda de energia elétrica de uma grande empresa. Por causa em parte do meu trabalho dois projetos de mineração vão existir em regiões do Pará onde as linhas de transmissão ainda não chegaram. Não sei se todos os leitores cuja vida não é totalmente dedicada à literatura sentem o mesmo, mas essa outra ocupação me ajuda a ver como levar discussões sobre livros e autores a sério é leviano.
O Doutor Plausível, por exemplo, foi virtualmente apedrejado por alguns comentaristas (e, é verdade, defendido por outros) por ter sugerido que Machado de Assis não foi um escritor tão grande como dizem. Discordo do Doutor, mas em nenhum momento me passa pela cabeça que existe algo de fundamentalmente errado com ele por causa dessa opinião, e é difícil para mim entender como alguém é capaz de se estressar com uma opinião contrária à sua no âmbito de um assunto tão banal quanto a literatura.
Alguém pode perguntar: se você acha que a literatura é tão banal assim, por que organizar uma Copa de Literatura e dedicar boa parte do seu tempo a ela? A resposta é boba e simples: porque gosto. Faço isso como poderia ver um filme ou, claro, ler um livro. Vem daí a leveza e a descontração que caracterizam a Copa e que parecem incomodar e mesmo ofender muita gente. Mas acho que as prioridades estranhas não são as minhas.
Abraços,
Lucas
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[O comentário #13747 será citado aqui]
Antes de tudo, obrigado, Claudio. Espero que você esteja certo e que esta seja a segunda de muitas Copas.
A repescagem, muito criticada por alguns leitores e mesmo por alguns jurados, deve mesmo passar por uma reformulação ou até ser cortada da próxima Copa. Uma possibilidade em que acabei de pensar é que os livros repescados disputem entre si uma vaga numa fase extra – que, digamos, quatro dois oito livros eliminados na primeira fase disputem uma vaga numa fase anterior às semifinais, ou algo parecido. Mas não sei como operacionalizar isso matematicamente – sair da simplicidade do sistema atual me parece mais complicado do que deve ser de verdade. Enfim, algo a se pensar.
Abraços,
Lucas
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Um pseudônimo escreve pela internet, sem que saibamos seu nome, ou se é preto, se é bonito, se é mesmo do sexo masculino, e expressa sua opinião desmistificadora de obra consagrada, de escritor panteônico. Dá explicações balizadas, inteligentes, mostra erudição admirável, dá-nos, na gratuidade do saber trocado, a chance de aprendermos algo novo no mar das mesmices e, ao invés de agarrarem a oportunidade, mal o deixam completar seu raciocínio, já lhe lançam na cara virtual uma onda de protestos, que caem na injúria pessoal, chamam-no de presunçoso, de arrogante, para baixo. Deus, o cara está expressando uma opinião, tão apenas!! Que enorme dificuldade temos de deixar falar as idéias. As idéias puras, sem nos desapegarmos das crostas da emoção que, com o tempo, nos tornam impermeáveis ao novo, até que ao fim da vida, velhos na velhice, acabamos sábios para uma roda que apadrinhamos. Espero que, para que a copa continue interessante, oponham às idéias a única coisa que pode calar as idéias. Idéias.
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“Alguém pode perguntar: se você acha que a literatura é tão banal assim, por que organizar uma Copa de Literatura e dedicar boa parte do seu tempo a ela? A resposta é boba e simples: porque gosto. Faço isso como poderia ver um filme ou, claro, ler um livro. Vem daí a leveza e a descontração que caracterizam a Copa e que parecem incomodar e mesmo ofender muita gente. Mas acho que as prioridades estranhas não são as minhas.”
Caro Lucas,
Me desculpe se não combinamos em nossas ambições para elevarmos o grau cultural de uma parcela da população que se intitula intelectual. A necessidade da transparência e o profissionalismo podem existir em brincadeiras ou diversões – algumas empresas conceituadas em informática hoje nasceram de despretensões levadas à sério por um grupo de amigos. Isto não é espaço para digressões dessa natureza. Como você mesmo disse em seu comentário : porque gosto – é algo narcisico como todos os bons prazeres, mas que se aproveitados com engenho pode resultar em intenções mais ampla como um jornal ou um site com os colaboradores. Uma revista virtual onde a tônica seja a avaliação da literatura contemporânea. O Dr. Plausível e o Eduardo seriam ótimos como resenhistas constantes dessa nova produção, acentuando nesse lugar tendenciosidades – isso propositalmente – para atrair público e divertir tanto o leitor conservador quanto o autor que se denomina genial.
A Copa não é banal. Acho que existe um potencial que pode ser explorado e não se concretiza porque não existe postura – tanto do organizador quanto dos participantes. É claro que a intenção é lúdica, não serei um xiita, e termina por aqui minhas intervenções de quem vê uma seriedade a todo momento contradita pelo organizador e vê um pólo de pensamento crítico alternativo a mesmice de cadernos culturais e suplementos bichados impressos por todo o país.
Parabéns para todos os que trabalham nesse espaço. E espero que a final seja justa. Estarei acompanhando.
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A repescagem é ótima. Dá chance a um bom livro de uma revisão critica segundo novo julgamento.
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O livro do Bernardo Carvalho é finalista de todos os prêmios literários brasileiro. Carrero não. Outra demonstração de que Nelson de Oliveira agiu em razões pessoais. Ele é muito ressentido porque perdeu importãncia na literatura. Se bem que ele também é meio burro.
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Quá quá quá, a última figurinha que me chamou de “meio burro” tinha seis anos (foi no pré-primário). Provavelmente essa é a idade mental do Jeremias. Afinal, Jemê, como alguém pode perder algo que nunca teve nem faz questão de ter: prestígio na literatura?!
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Adorei O Filho Eterno.
Não li Cão de Cabelo,
portanto me abstenho de concordar com o que disse Jonas Lopes.
Mas vejo uma diferença óbvia entre Sta. Cecília e Tezza:
não acredito que Tezza tivesse a desfaçatez de vir aqui reclamar do arbítrio do jurado, advogando em causa própria…
Lamentável.
Difícil manter a curiosidade pela obra depois desta resenha E do comportamento ´endossante´ do autor desclassificado…
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[O comentário #13732 será citado aqui]
Adorei O Filho Eterno.
Não li Cão de Cabelo,
portanto me abstenho de concordar com o que disse Jonas Lopes.
Mas vejo uma diferença óbvia entre Sta. Cecília e Tezza:
não acredito que Tezza tivesse a desfaçatez de vir aqui reclamar do arbítrio do jurado, advogando em causa própria…
Lamentável.
Difícil manter a curiosidade pela obra depois desta resenha E do comportamento ´endossante´ do autor desclassificado…
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