Copa de Literatura Brasileira

Semifinais

O dia Mastroianni jogo 13 Toda terça

Jurado: André Sant’Anna

Toda terça, de Carola Saavedra, e O dia Mastroianni, de João Paulo Cuenca, são livros excelentes. Toda terça só poderia ter sido escrito por Carola Saavedra e O dia Mastroianni só poderia ter sido escrito por João Paulo Cuenca e isso é que é bom. Aliás, boa literatura é isso: quando um autor diz aquilo que só poderia ser dito por ele mesmo, quando um autor revela seu mundo interno e externo para nós, leitores, quando um autor mostra pra gente que existe um mundo para cada pessoa. E o melhor de ler literatura é justamente visitar mundos diferentes do nosso.

Estou de acordo com Jean-Luc Godard, quando afirma, em JLG por JLG, que a cultura é inimiga da arte, que a arte é uma expressão única, individual (claro, pode haver também criações coletivas e tal, mas estou falando de outra coisa), e que, ao ser observada/usufruída/apreciada, deve, necessariamente, causar o impacto do nunca visto. Por sua vez, a cultura, que hoje serve ao mercado e ao culto da celebridade, segue a trilha do reconhecível, das ditaduras formais: “um bom livro não pode ser longo demais para não cansar o leitor”, “as frases tem que ser curtas”, “o que interessa é contar uma boa história”, “os autores devem se comunicar com o público leitor” e demais idiotices culturais.

Carola Saavedra, em Toda terça, não só nos apresenta seu mundo individual e único, como também o descreve com uma linguagem individual e única, usando a pontuação como elemento literário e não como regra a ser cumprida. O livro trata do encontro, na Alemanha, de pessoas com várias nacionalidades, especialmente de latino-americanos e alemães. Carola vive na Alemanha, conhece aquele mundo e tem, nitidamente, as preocupações de seus personagens. Há um enredo, uma construção, no livro. Mas isso é o de menos. O que faz Toda terça ser um livro tão bom é que Carola, do jeito único dela, faz a gente entrar naquele universo, ficar pensando naquelas propostas filosóficas, sexuais, propostas de encontros multiculturais e acaba entrando em um outro universo. Ou seja, é entretenimento artístico da mais alta qualidade, pra gente, que vive reclamando do entretenimento cultural de baixa qualidade da televisão, do cinema comercial, do Paulo Coelho etc.

O João Paulo Cuenca, em O dia Mastroianni, da mesma forma. Quer dizer, de forma diferente. O dia Mastroianni é um livro menos profundo do que Toda terça. É um livro vazio. É um livro porra-louca. É um livro que não quer dizer nada. Uns caras, na Europa, saem pelo mundo encontrando gente estranha, fazendo porra-louquices, bebendo, trepando, de vez em quando aparece uma consciência do João Paulo Cuenca reclamando do livro numa espécie de metalinguagem porra-louca. É a vida sendo vivida, é arte sendo escrita. O que mais gosto em O dia Mastroianni é que o João Paulo Cuenca escreve improvisado. Tenho a impressão de que ele não ficou lá, todo angustiado, tentando escrever o troço mais espetacular da face da Terra. O João Paulo Cuenca foi, foi escrevendo e pronto. E a minha leitura do livro dele foi assim também. Eu abria o livro no ônibus e ia lendo, eu abria o livro na espera do médico e ia lendo, antes de dormir, eu ia lendo o livro do João Paulo Cuenca e pronto. Foi bom pra mim.

É isso a minha resenha? É isso: achei Toda terça e O dia Mastroianni livros do caralho!

O que não é do caralho é o jeito que os resenhistas, críticos, essas porra, escrevem no jornal; essa falta de generosidade; esse troço tacanho de ficar julgando a arte alheia segundo os próprios critérios culturais. É impressionante a quantidade de resenhas elogiosas que gastam a maior parte de seu espaço apontando os defeitos dos livros, como se elogiar demais alguma coisa fosse sinal de puxassaquismo, ou fazeção de média, ou falta da tal cultura. São uns mesquinhos mesmo esses filhos da puta. Viva a literatura do caralho!

Mas alguém tem que ganhar o jogo, né? Então, vai o João Paulo Cuenca. Por quê? O dia Mastroianni é melhor do que Toda terça? Não, não é. É que eu estive com o João Paulo Cuenca, no começo do ano, num evento literário lá em Portugal, e a gente deu umas voltas por Povoa do Varzim e por Lisboa e batemos uns papos e ficamos amigos e tal. A Carola deve ser gente boa também, mas eu não a conheço pessoalmente.

É só isso tudo.

Mas alguém pode insistir e dizer que estou fazendo isso para ficar bem com todo mundo.

Sim, eu estou fazendo isso para ficar bem com todo mundo. Eu acho muito bom ficar bem com todo mundo.

O dia Mastroianni
O dia Mastroianni
de João Paulo Cuenca

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250 comentários

    porra! sensacional! do caralho!

    resenha boa é assim, mostra logo de cara o que é tacanho e o que não é, o que merece ou não ser lido.

    fiquei em dúvida em qual categoria os livros resenhados se encaixam, mas em compensação tive a certeza de que andré sant’anna é um dos que não merecem leitura, mas nunca mesmo.

    valeu andré sant’anna! do caralho!

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  • disse tudo.

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  • Caramba, deu até saudade da polêmica do starbucks. Pensando bem, nao deu saudade nao.
    Mas na metáfora futebolística recorrente acho que agora é a hora em que o alambrado vai cair, empurrado pelos hooligans.

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  • hahaha. que bosta.

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  • Bom, ele gostou dos dois, mas conhecia o Cuenca, que é do caralho. É o critério do caralho. OK.

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  • Resenha ruim pra caralho.

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  • É, alguém tem que aparecer de alguma forma. Achei a resenha mal escrita, os argumentos infantis e não dá para entender do que falam os dois livros com tão pouco assunto. Parece até que o “resenhista” leu dois resumos e jogou qualquer bobagem no texto.

    Minha opinião :)

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  • Fui.

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  • UIII!!!!!!!!!

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  • Rapaz, chama o Alex Castro de volta!!! Ou o Nelson de Oliveira.
    Mas pelo menos esse aqui escancarou: escolhe os amigos! Esse texto é meio ginasial, não? Daquelas salas de inclusão.

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  • Bem, acho que essa vai ser a resenha que mais vai gerar polêmica, pois motivos para isso não faltam — descrição superficial e medíocre dos livros, critério de desempate duvidoso (eu ia dizer antiético mas isso soa politicamente correto demais), e, ainda, uma “crítica” chorosa às resenhas dos jornais (por falta de generosidade!?, será que o resenhista ficou traumatizado com as críticas malvadas dirigidas a ele?, coitadinho), as quais, admito, no geral são um lixo, mas que, se fossem como o resenhista deseja, seriam ainda piores. E é assim que se crítica uma coisa que merece ser criticada, mas por uma razão completamente equivocada. O ASS vive falando sobre isso…

    Acho que essa resenha foi pior que a do Nelson de Oliveira, porque pelo menos o Nelson não tinha escrito muito, e, portanto, não se comprometeu tanto.

    Vou acompanhar avidamente os comentários — vem muita diversão por aí.

    E, além da diversão, essa resenha contribuiu muito para sanar a curiosidade que eu tinha quanto aos livros do André Sant’Anna.

    Por isso que a CLB é legal. E, apesar de tudo, ainda tem uma resenha boa de vez em quando, como a do Dr. Plausível. Também tenho expectativas quanto as do AMP, do Sérgio Rodrigues e do Lucas, na final.

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  • Uau.

    Isso é triste, muito triste. Um lado meu acredita que seja a literatura perdendo a vergonha de ser o que é: um compadrismo deslavado e… burro.

    Triste, muito triste.

    Não que alguém se importe.

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  • Lucas, gosto da idéia da Copa, mas volto ano que vem. Melhor sorte para nós todos.

    Fui!!!
    Jatobei!!!

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  • O André Santana não foi aquele cara que chorou que nem bebê quando perdeu num dos jogos da Copa passada? Acho que, se o cara mostrou toda esta imaturidade, não deveria ser escolhido como crítico. Até porque sua presente resenha soa como ressentimento. Lucas, quando escolher alguém, não veja apenas o aspecto de conhecimento ou talento do eventual resenhista. Quando falamos em crítica, em pontos de vista divergentes, pensamos em homens que entram na disputa (da Copa ou da vida) para ganhar ou para perder. E não levam a bola para casa no meio do jogo, se estiverem perdendo.

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  • Engraçado que livro do Cuenca pode até ser um livro bom, não sei, mas teve a sua vitória prejudicada pela resenha.

    Você pode chamar os críticos fdp, falar é muito fácil, André, mas um cara como Jerônimo Teixeira teria feito um texto muito melhor que o seu.

    Esse paradigma da “porra-louquice” com palavrão e atitude – estilo Bressane, ou Terron – no fundo leva a nada. É papo de boteco, de preguiçosos.

    Concordo com os outros comentários, a Copa é ótima e ajuda a expor algumas verdades.

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  • Escuta, dá para colocar o próximo texto agora mesmo?

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  • Se o livro do Cuenca é bom, eu até agora não li nenhum argumento convincente.

    E eu acho muito bom ler argumentos convincentes.

    Li um trecho do livro na internet e não gostei.

    Já do livro do Marcelo Backes, por exemplo, o trecho disponível no site dele é muito bom. Embora aquele escolhido pela resenhista para justificar a sua derrota seja, de fato, péssimo.

    Isso me faz pensar que provavelmente há apenas um romance competitivo nesta Copa e é o do Tezza. Os outros vem vindo aos trancos e barrancos, passado de fase ora pela fraqueza dos adversários, ora pelo favorecimento do juiz amigo.

    Que pena! Mas poderia ser pior, poderia não haver o livro do Tezza, ou então O Filho Eterno concorresse contra o livro do Cuenca e o André fosse o jurado. Daí, o Cristóvão até pode ser boa gente, mas não gostar de cerveja, ou então, puta-que-o-pariu, tudo isso é ducaralho! Sacou?

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  • Resenha mais divertida da Copa. “Sim, eu estou fazendo isso para ficar bem com todo mundo. Eu acho muito bom ficar bem com todo mundo”. Isso é ótimo! Na dúvida, a favor dos amigos.

    Sabe, comparar livros e decidir qual é o melhor é uma coisa meio estapafúrdia. Isso não tem nada a ver com crítica literária. As resenhas da Copa não são trabalhos críticos, porque elas partem da premissa do Highlander: só poder haver um. Elas são pretextos para falar de livros. A vitória, nesse caso, é um detalhe. Zagallo estava certo. Dar a vitória a alguém é quase contrangedor.

    Ao mesmo tempo, é comum lermos aqui: “a Copa é uma grande brincadeira”. Essa resenha foi uma grande brincadeira. Logo, ela é coerente com o espírito da Copa.

    Silogismos à parte, volto a dizer que me parece pouco importante dizer quem ganhou, ou definir regras claras par ao jogo. Tudo é um pretexto para falar de livros. E a resenha do André Sant’Anna me trouxe uma boa chave para a leitura do livro do Cuenca: uma estética da porra-louquice retorcida em si mesma, ou, ou que me parece ainda mais radical, uma estética pau-no-cu-do-mundo. Não sei se isso me agrada ou não, mas é algo a levar em conta.

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  • “Eu gosto de textos bons. Textos bons inspiram argumentos bons. Eu gosto de argumentos bons. A boa literatura é isso: textos bons que geram argumentos bons. Eu gosto de boa literatura.”

    Pronto, agora peguem isso aí que eu escrevi em 20 segundos, multipliquem por 10 e façam pequenas variações. Aí vocês terão o texto desse André Santanna.

    Alguém ainda quer discutir a pertinência mental disso. Agora, vejamos: enquanto Santanna faz isso na ficção, para por exemplo, representar um deficiente mental é uma coisa. Se ele repete em texto não-ficcional, significa que a cabeça dele funciona assim mesmo…

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  • ¡Vixe santa na jeba!

    Nem ligo muito pros palavrões, &c. Mas tirar do campeonato um livro do caralho como Toda terça em favor de um livro do pipiu como Dia Mastroianni, e por esses motivos…

    Imperdoável.

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  • “Livro pipiu”. Isso foi engraçado.

    Na boa, Felipe, o texto do André nem serve como piada.

    Inclusive, o autor aproveita para passar a sua ideologia sobre como devem ser resenhas e críticas. Eu já vi esse pessoal reclamando várias vezes: eles ficam irritados até com as resenhas positivas que ousem apontar aqui e ali alguns defeitos.

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  • Terrível. Essa resenha é um total desrespeito aos que acompanham a Copa, aos que a levam a sério mesmo cientes de seu caráter lúdico (ou ludopédico, como diria o Xico Sá). Tão descabido é o argumento final, de um cinismo tão idiota e tão ingênuo em seu pretenso combate à hipocrisia, que julgo até que o texto todo mereceria um comentário do Lucas.
    Proponho aqui a pergunta ao nosso sensato curador: Lucas, isso vale? Em alguma medida, isso não justifica na mosca a crítica e a deserção do Vinícius Jatobá? Não digo que seria preciso desautorizar a “resenha” do André Sant’anna, mas ao menos fazer uma manifestação de repúdio a essa atitude patética do sujeito.
    É isso, fica como sugestão, pra que a Copa preserve a respeitabilidade que merece e que tem adquirido com os outros bons textos.

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  • JOGO 13 = FAIL

    Eu já li o Corpo Presente do Cuenca e na época o livro não arrebatou, mas achei satisfatório.

    Já a Carola, eu nunca li.

    Mas, pelo que andei vendo nas resenhas aqui da Copa e nos blogs internet afora, o livro da Carola me pareceu muito mais atraente. Enfim.

    O mais engraçado dessa partida nem foi a resenha, mas a conclusão do Milton Ribeiro, lá no comentário 6.

    E, parafraseando o Velho Branco (comentário 12), vou acompanhar avidamente os comentários — vem muita diversão por aí.

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  • E três comentários sobre o livro do Cuenca necessários para contradizer a resenha:

    1) Os personagens não estão na Europa, como diz o resenhista. É Brasil, e, se nem isso foi assimilado, sinal de que o livro foi mal lido.

    2) O livro não é do tipo “porra-louca”, pra levar a sério o conceito cunhado. É pretensioso, quer dizer algo, não quer se limitar a tirar sarro e ferir convenções, embora possa ser verdade que só atinge isso (se muito).

    3) O livro, com toda a certeza, não é do caralho.

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  • Como é que o cara que quer ficar de bem com todo mundo escreve uma resenha destas?

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  • “O livro trata do encontro, na Alemanha, de pessoas com várias nacionalidades, especialmente de latino-americanos e alemães. Carola vive na Alemanha, conhece aquele mundo e tem, nitidamente, as preocupações de seus personagens. Há um enredo, uma construção, no livro. Mas isso é o de menos. O que faz Toda terça ser um livro tão bom é que Carola, do jeito único dela, faz a gente entrar naquele universo, ficar pensando naquelas propostas filosóficas, sexuais, propostas de encontros multiculturais e acaba entrando em um outro universo.”

    Quem leu o Toda Terça sabe que essa descrição sobre o livro é ridícula. O resenhista passa no texto desagradáveis sinais de infantilismo.

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  • A ideologia “dos cara” é a seguinte:

    1- Você tem que elogiar o livro deles ou então você é um idiota cultural, conservador, ligado ao sistema. Se o texto parece ser bem ruim, isso é intencional, eles estão zombando da literatura boa, aceita. (Como devemos aceitar essa péssima resenha, pois há inteligente jogo de ironia).

    2 – Você tem que elogiar, mas completamente, nada de fazer um balanço e ser honesto com o leitor da resenha. Elogie 100% e cala a boca. Não seja mesquinho.

    (Os próximos vêm de coisas que li nos blogs “dos cara”)

    3 – A academia tem que parar de estudar Machado de Assis e falar sobre eles, afinal eles são do caralho.

    4 – Devemos montar programas com dinheiro público para financiar “os cara”. Afinal sem dinheiro não se faz porra nenhuma e os livros “dos cara” injustamente não têm muitos leitores. Aí tem que vir o estado, porra.! Pode ser Rouanet, Petrobras cultural (A Simone Campos aqui da Copa é uma das beneficiárias), mas cadê o meu? “Os cara” se acham um patrimônio cultural.

    5 – Porra.

    6- Vai questionar, fdp? Olha que eu falo palavrão!

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  • Excelente comentário, Bufão! Diz tudo. Encerra a questão – para mim (dizer que encerra a questão para todo mundo, já seria um comentário do Santanna).

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  • eu gosto dos livros do andré. principalmente o último. mas ficção é uma coisa, resenha é outra coisa. em falei mal do alex castro e do nelson de oliveira; um com a metafísica do cafezinho para fugir dos argumentos e o outro com a metafísica da vingança macarrônica para não explicar a escolha de um autor para o outro autor; ambos se entregaram nos comentários, podem ver.
    mas essa resenha do andré foi completamente tosca e a mais terrível de todas. não mostrou nem os defeitos nem as qualidades de ambas as partes, não mostrou nada. ele apenas falou de si mesmo e de sua visão sobre a crítica brasileira de forma bem genêrica(coisa que eu não concordo, existem excelentes resenhistas e críticos-os maiores exemplos é o antônio marcos, a simone campos e o doutor plausível que fazem parte da copa). e a escolha pelo livro do cuenca foi outro erro( andré, você nem precisou dos comentários para se entregar, se entregou na resenha mesmo).
    a saavedra merecia ter avançado muito mais.
    e eu torço para que andré escreva apenas ficção.
    grande abraço para todos.

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  • Caro Dr. Plausível,

    Lembra-se do que comentei a este respeito? Acho que deve razão.

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  • Isto é para relembrá-lo. Ainda aposto em no placar em que insisti. E vamos ver se a coisa é ou não como dizem que o outro tinha dito e muitos afirmaram que não. Como disse anteriormente, aguardo o final da Copa.

    “Dr Plausível disse:
    23/10/08 – 4:35 pm 29
    Mariel,
    Sei não. Li Toda terça e O dia Mastroianni. Os dois vão disputar o jogo 13. Toda terça é obra de gente adulta. O Mastroianni vencendo, fico muito chocado.

    { Citar este comentário } { Comentar } “

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  • E este comentário…

    Claudio Faria disse:
    23/10/08 – 4:23 pm 27

    “Mariel Reis:

    Se o Jatobá está correto ou não é melhor esperar o resultado da Copa. Minha aposta é a seguinte e a deixo registrada aqui;

    Cristovão Tezza – Filho Eterno – vencedor da Copa;
    JP Cuenca – O Dia Mastroianni – segundo lugar da Copa.

    Se isso for contrariado, quebrei a cara; falei demais e pimba paguei por tornar público. Caso não, entreolhem-se…”

    E se não for esse o resultado você poderá dizer que ia ser, mas como você descobriu essa trama sórdida, resolveram mudar o resultado…

    ai, ai…

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  • [O comentário #14260 será citado aqui]

    Todo jogo/brincadeira precisa de regras. E essas regras têm de ser levadas muito a sério para que a brincadeira aconteça. Do contrário, o pacto entre quem brinca é rompido e ninguém acredita mais na tal brincadeira. Pelo que entendi, as regras não foram combinadas entre os resenhistas e o público, para estes a resenha tem de avaliar com distanciamento cada obra, e para aqueles qualquer argumento, incluindo o da camaradagem, vale. E a confusão se armou. Uns acham que estão roubando, outros acham que tem gente que não sabe brincar. A falha, a meu ver, está na organização, que, por não entender bem o tipo de regulamentação que tem de haver antes de qualquer brincadeira (até mesmo de Comandos em Ação), deixou livres demais os resenhistas e desinformados demais os leitores. Perdemos todos.

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  • De piada sem graça o mundo tá cheio, não precisamos de mais uma.

    Ansioso pelo próximo embate e pela próxima resenha. Essa aí tá longe de ser do caralho.

    Na minha opinião, “Toda terça” levava essa, mas vou fazer o que se não sou amigo da Carola?

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  • Essa resenha é como o pavilhão vazio da Bienal. Claro, tem gente que acha o pavilhão vazio coisa de gênio, um retrato do bla..bla..bla, uma jogada ousada sobre yadayadayada. Eu só tenho saudades de quando vinham Munch, Bacon, Goya. Isso era coisa de gênio.

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  • Hã?!?!?!?!

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  • [O comentário #14265 será citado aqui]

    Válter, em alguma outra discussão por aqui escrevi que sou bastante laxista em relação aos comentários, e raramente encontro motivos para apagar um. Aplico a mesma filosofia, com talvez ainda mais radicalidade, às resenhas. E um laxismo justifica o outro: o resenhista pode escrever o que quer porque depois os comentaristas vão poder escrever o que quiserem sobre as resenhas.

    Sobre a relação entre a resenha do Sant’Anna e a decisão do Jatobá, eu diria, em jargão estatístico, que há correlação mas não há causalidade. A decisão do Jatobá foi tomada antes de a resenha do Sant’Anna ter sido entregue a mim; a resenha do Sant’Anna foi escrita antes de a decisão do Jatobá ter sido anunciada aos jurados. É mais do que tentador estabelecer conexões entre uma e outra, mas acho que seria improcedente fazê-lo.

    Abraços,

    Lucas

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  • “O dia Mastroianni é melhor do que Toda terça? Não, não é.

    Regra N°23.749-B de Calvinball: quem perde ganha.

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  • Quem perde ganha é uma ótima saída.Abraços

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  • Lucas,

    Isto a de convir que é tentador, não? Porque tanta farra em cima de Jatobá quando o entreguismo estava sendo mesmo armado? E, como então, tudo mirabolantemente se encaixa, isto é, os motivos de deserção do Jatobá e a sinuosa curva desta função. Como você mesmo me disse certa feita: a Copa de Literatura não é mesmo uma coisa séria, é uma bincadeira que faço para me divertir. Mas, me parece, isto com todo o respeito, que se divertem é as suas custas.

    “Lucas, isso vale? Em alguma medida, isso não justifica na mosca a crítica e a deserção do Vinícius Jatobá?” Válter.
    Resposta de Lucas Murtinho:”Sobre a relação entre a resenha do Sant’Anna e a decisão do Jatobá, eu diria, em jargão estatístico, que há correlação mas não há causalidade. A decisão do Jatobá foi tomada antes de a resenha do Sant’Anna ter sido entregue a mim; a resenha do Sant’Anna foi escrita antes de a decisão do Jatobá ter sido anunciada aos jurados. É mais do que tentador estabelecer conexões entre uma e outra, mas acho que seria improcedente fazê-lo.”

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  • eu acho que o conceito de baixa literatura ou alta literatura é bem estranho. o que é alta literatura? o que é baixa literatura? cada um tem seu conceito. eu mesmo prefiro o livro da saavedra por achar que existe uma prosa melhor e um mundo mais consistente. mais não acho que esse universo é maior ou melhor que o universo e o livro do cuenca. apenas o universo de saavedra me agrada mais dentro das minhas perspectivas do que é literatura. eu acho que os comentários deveria funcionar dessa forma, não? já que o resenhista não construiu argumentos convincentes, nos é que deviamos argumentar e levar a coisa adiante. falar somente sobre o resenhista e a sua falta de senso crítico é perda de tempo e espaço.
    quem leu cuenca?
    quem leu saavedra?
    quem é melhor? e por que?
    abraços.

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  • Acho que o André errou: eu faria mais média com a Saavedra, que é bem bonita. Deixe a cerveja tomada em Portugal no passado, invista no futuro.

    Agora falando sério, acho que o Issac (coment. 42) tem razão. Eu li apenas o Toda Terça e já falei mais longamente das minhas impressões nos comentários da partida 10. É um livro bem consistente e interessante, que não faria feio na final da Copa.

    Já sobre O dia Mastroianni, eu só li alguns trechos e alguns comentários, assim não posso julgar. Mas fica a questão básica da Copa: as duas obras se jogam em direções completamente diferentes, então como se faz uma decisão entre as duas? Quem leu os dois livros, por favor, se manifeste.

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  • Entendo sua postura, Lucas, e eslareço que não defendia qualquer tipo de censura ao resenhista. Só sinto que o cara teria feito maior serviço à Copa (teria levado a coisa mais a sério) se tivesse se declarado inapto pra avaliar os livros. Inapto por duas razões: 1) por ser amigo de um dos concorrentes; 2) por se mostrar tão contrário ou tão reticente ao princípio da Copa de que entre dois livros, por razões variáveis até o infinito, se pode escolher um melhor.

    É claro que não é desejável controlar o que resenhistas e comentadores escrevem, mas me parece que valeria uma declaração oficial, a posteriori e sem qualquer intenção de anulação, de que essa atitude do cara não é incentivada pela organização.

    Sobre o André, alguém disse antiético. Eu digo antiético e desleal, com você e com todos nós.

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  • O que desaponta é ver que o que todo mundo acha que é o grande problema da literatura brasileira- que é esse jogo de comadres, essa grande ação entre amigos onde se pode ser um imbecil mas que quem tem padrinho não morre pagão, essa puxação de saco, confete e rasgação de seda com incompetentes eleitos por hereditariedade ou simpatia, a ausência de valoriação do mérito ou do cuidado com o que se faz, uma inversão entre o que é valor literário e do que é valor de auto propaganda- é verdade.

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  • Lucas

    Estamos todos estranhando suas posições e, por isso, creio, está suscitando uma infinidade de mal entendidos. Um: colocar livros da repescagem para jogar no fim do campeonato, é como colocar o Corinthians para jogar com o São Paulo, Grêmio ou quem ficar para final na primeira divisão. Dois: referendar o voto do Jatobá, apesar de ele ter chamado o jogo (dirigido por você) de jogo de comadres, é uma falta de personalidade imperdoável, caso você não concorde com ele. Três: defender um resenhista que criticou grande escritora e nem se deu o trabalho de mostrar as razões favoráveis ao livro vencedor. Quatro: dizer que é laxista com qualquer comentário, referindo-se a outro resenhista que está dizendo claramente que, de fato, a Copa é marmelada. Talvez, deve ser muuuuito amigo dos resenhistas, e não quer perder a amizade, creditando o referido resenhista a fazer o mesmo com os amigos. Se não é o caso, deveria se insurgir contra eles com mais vigor, com mais veemência e, até, com um tanto de indignação, procurando encontrar novo juiz, quando você tem em mãos muita gente inteligente que já leu os livros há tempos. Sugestão: na próxima Copa, se houver, tenha sempre um segundo resenhista na manga.

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  • Polli,

    embora tenha me divertido muito com a resenha, discordo do resenhista em relação à equiparação dos livros. Desde o início tenho dito que Toda Terça me pareceu um livro muito bem construído, cativante e inteligente, com personagens que, mesmo meses depois da minha leitura, permanecem presentes. Já o livro do Cuenca não me acrescentou nada. Mesmo levando em conta a tal da estética da porra-louquice a que o Andre Sant’Anna faz referência, não mudo meu juízo. O livro, pra ser sincero, me irritou profundamente. Achei bobo e totalmente pretensioso em seu falso desejo de despretensão, com alguém já disse aí embaixo. Um livro que, ao fim, me fez perguntar: “então é isso? Ah tá…”.

    Isso é uma coisa. Outra é me lamentar porque Toda Terça perdeu. Como um livro pode perder? Dane-se quem ganhou. Faça-se como fez o Dr. Plausível na última Copa: decida-se com a moedinha. Pra mim não importa. Se todos os resenhistas jogarem a moedinha, vai dar no mesmo, tanto faz.

    Todos os prêmios literários são desprezíveis, menos os que dão dinheiro. Esses, pra mim, continuam desprezíveis, mas para os autores agraciados devem ser bem interessantes. De que vale o Premio Jabuti? O Nobel? A CLB? Bom é ler livros, falar deles. Preferencialmente com álcool e petiscos. Ou escrever sobre livros, isso também é bom. Discutir argumentos (ou a falta deles), debater criticamente.

    Sobre a resenha: reli agora e gostei mais ainda. Algumas passagens são muito boas:

    “boa literatura é isso: quando um autor diz aquilo que só poderia ser dito por ele mesmo, quando um autor revela seu mundo interno e externo para nós, leitores, quando um autor mostra pra gente que existe um mundo para cada pessoa”.

    “…ao ser observada/usufruída/apreciada, deve, necessariamente, causar o impacto do nunca visto”.

    “O dia Mastroianni é um livro menos profundo do que Toda terça. É um livro vazio. É um livro porra-louca. É um livro que não quer dizer nada”.

    “São uns mesquinhos mesmo esses filhos da puta. Viva a literatura do caralho!” –> Belano chamando o crítico para duelar em Detetives Selvagens. Como um autor pode gostar de críticos?

    “Mas alguém tem que ganhar o jogo, né? Então, vai o João Paulo Cuenca. Por quê? O dia Mastroianni é melhor do que Toda terça? Não, não é.” Por que um livro tem que ser melhor que o outro? Por que tem que sobrar apenas um?

    “Mas alguém pode insistir e dizer que estou fazendo isso para ficar bem com todo mundo. Sim, eu estou fazendo isso para ficar bem com todo mundo. Eu acho muito bom ficar bem com todo mundo”. Ãlguém é capaz de não rir dessa passagem?

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  • Felipe, oi,

    Eu tive essa mesma impressão sobre Toda Terça, até pelas lacunas propositais deixadas pela autora, é um livro que funciona mesmo fechado, após a leitura. Do outro lado, (sendo mesquinho?), eu achei a sua prosa inflexível por vezes, burocrática em certos pontos. Mas nada grave. A Saavedra já está com um livro novo, Flores Azuis, certamente darei uma olhada.

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  • Cara, eu leio essa copa desde a outra e essa foi a pior resenha, mas a mais divertida. Espero que continue assim. Parabéns pro André. E pro JP Cuenca que escreveu um livro muito bom. O toda terça eu não li. Agora deu vontade.

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  • “Isso é uma coisa. Outra é me lamentar porque Toda Terça perdeu. Como um livro pode perder? Dane-se quem ganhou. Faça-se como fez o Dr. Plausível na última Copa: decida-se com a moedinha. Pra mim não importa. Se todos os resenhistas jogarem a moedinha, vai dar no mesmo, tanto faz.”

    ok, não há como não concordar com isto. Mas um livro “ganhar” porque foi escrito pelo meu amigo e o outro “perder” porque nao foi… sei lá.

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  • Rodrigo Sampaio, é mais fácil fazer do que responder quatro questões num comentário, por isso vou deixar as três primeiras temporariamente de lado – mas podemos retomá-las mais tarde – para falar da premente questão da marmelada.

    Sim, a Copa é marmelada. Não porque está tudo planejado para um livro ganhar: não é o caso, e acho que quem frequenta o site e lê todas as resenhas e comentários com imparcialidade concordará comigo. Alguns sugerem, ou parecem sugerir, que a Copa é uma ação entre amigos para o João Paulo Cuenca ganhar. Mas não conheço o Cuenca (embora tenha ficado com inveja da viagem a Povoa do Varzim) e acho que o mesmo pode ser dito da maioria dos resenhistas – dois dos quais já escreveram, nesta caixa de comentários, críticas bem contundentes a O dia Mastroianni. E, se a Copa fosse uma conspiração para levar o Cuenca à final, convenhamos que o André Sant’Anna poderia ter inventado uma desculpa melhor do que um encontro em Portugal para declarar o amigo vencedor. (Essa, alguns hão de se lembrar, é mais ou menos a defesa da personagem de Sharon Stone em Instinto selvagem. Mas os paralelos acabam aqui, porque no filme ela é a assassina mesmo.)

    A Copa é marmelada porque, como o Felipe Charbel lembrou no comentário 47, não importa quem ganha. Verdade que esse é um conceito esquisito para um prêmio literário. Mas espero que tenha ficado claro para todos os frequentadores do site que a Copa é um grande MacGuffin, uma desculpa para conversar sobre livros. Por isso não me incomoda tanto assim o critério usado pelo Sant’Anna para escolher o vencedor do seu jogo – assim como, na Copa passada, não me incomodei quando a excelente resenha do Doutor Plausível terminou com uma disputa no cara-ou-coroa para ver quem passaria às quartas de final.

    Pelo contrário: o uso desses critérios serve para expor o que muitos prêmios tentam esconder. Quem duvida que prêmios literários pretensamente sérios não sejam de vez em quando julgados por pessoas que não lêem os livros concorrentes, ou lêem mas não conseguem se decidir e recorrem a um subterfúgio qualquer, ou votam no escritor mais camarada? Na Copa tudo isso acontece diante do público – e embora essa escancaração possa ser deprimente, como diz a Juliana no comentário 45, penso que a informação há de ter sua utilidade, e que todo conhecimento adquirido tem seu valor.

    O que não quer dizer que eu aprove a resenha do André. Também achei ela divertida, mas por trás da imensa coragem de dar a cara à tapa e dizer que escolheu como vencedor o livro do amigo está a covardia de não analisar de verdade os dois concorrentes. Ninguém ligou para o cara-ou-coroa do Doutor Plausível porque antes dele vinha um texto sério e inteligente sobre os livros que lhe coube analisar; não foi o que aconteceu nesta resenha. (Válter, acho que esse parágrafo não vale como a declaração oficial que você pediu no comentário 44, mas espero que ele o deixe satisfeito mesmo assim.)

    Enfim, acho que o melhor a fazer é seguir o conselho do Isaac no comentário 42 e falar sobre os livros do jogo. Embora uma alternativa também interessante seja morder alguma das iscas que Sant’Anna deixou no seu texto, que antes de ser engraçado ou vergonhoso, dependendo do freguês, é provocativo pacas. Compadrio, cultura vs. arte, despojamento artístico, critérios de leitura e de crítica e a fina arte de ficar bem com todo mundo: a resenha pode ser ruim, mas assunto é o que não falta.

    Abraços,

    Lucas

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  • Este comentário do Lucas me fez entender pela primeira vez, desde o ano passado, o que é realmente a Copa. Sem ironia.

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  • Lucas, falou e disse.

    Gostei especialmente dessa passagem: “Também achei ela divertida, mas por trás da imensa coragem de dar a cara à tapa e dizer que escolheu como vencedor o livro do amigo está a covardia de não analisar de verdade os dois concorrentes”.

    Acho até que ele analisou bem O Dia Mastroianni. Não vejo o que pode ser dito sobre o livro além do que foi dito (espero que o Sérgio Rodrigues me desminta, porque até agora pouco se falou de fato sobre O Dia Mastroianni). Mas realmente o André não disse nada sobre Toda Terça (que, concordo com o Polli, é meio burocrático em certos momentos). Esse é, disparado, o ponto mais fraco fraco da resenha. Ainda assim, o texto levantou questões interessantes e pertinentes, inclusive o critério do “na dúvida a favor do amigo”, que, acredito, é um dos critérios centrais nos prêmios literários (inclusive, talvez, sem o “na dúvida”). No mais, concordo plenamente contigo. Esse texto, aliás, poderia ser a chamada da próxima Copa.

    abs, Felipe.

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  • Mariel Reis,

    Me temo que no me haya entendido.

    Citei a frase do André Sant’Anna:

    O dia Mastroianni é melhor do que Toda terça? Não, não é.

    e imaginei q ele usou a regra N°23.749-B de calvinball, q reza “quem perde ganha.”

    Mas quem não entendeu fui eu, teu raciocínio. Vc diz ter previsto q a final será entre Cuenca e Tezza, e Tezza ganha. Mas ¿disse isso baseado em quê? ¿Leu todos os livros, conhece o gosto e o caráter de todos os jurados, baseou-se nisso pra fazer uma tabulação de todos os jogos e pimba, Tezza na cabezza?

    Achei difícil um livro de gente grande como Toda terça não chegar à final. Claro, eu não contava q o André ia dar uma de Chapolin Colorado (“¡¡Não contavam com minha astúcia!!”)

    Respeito mas não perdôo essa.

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  • Adorei a franqueza na decisão. Todo prêmio literário, ao fim e ao cabo, leva em consideração a simpatia. Ele reconhece o valor do outro livro, não precisou fazer uma diatribe a respeito de Toda Terça para, com isto, engrandecer o vencedor. Gostei muito.

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  • Ha. A melhor coisa da Copa. Um lixo como resenha. Arte. Devia ser publicado.

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  • Lucas,

    Essa é a primeira e última vez que me manifesto aqui. Primeiro, você não respeita meu pedido de saída da Copa e expõe meu nome rasurado na página para todos o verem (e despertar a curiosidade, claro). Depois, passa por cima da minha vontade de não ter meu nome envolvido com a Copa e escreve uma ‘resenha’ em que me pinta, publicamente, como uma pessoa desequilibrada. E, num ato misterioso, me envia essa resenha antes para que a lesse e soubesse o que me esperava. E agora, para terminar, afirma que não conhecia os resultados e minha decisão foi anterior quando você mesmo escreveu na tal ‘resenha’ que tínhamos conversado pessoalmente e por telefone. Afirmar que não conhecia os resultados quando foi justamente esse o motivo que me fez sair da Copa? Sei os resultados até a final. Você sabe disso. Você mesmo me contou, “pessoalmente e por telefone”. Ou vai ficar sustentando que não sabia de nada? Lucas, vou pedir mais uma vez: me esqueça. Eu não sou importante. O importante são os bons livros, e você os negligenciou.

    Passar bem,

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  • Leia melhor, Jatobá. Ele disse que a resenha não estava pronta. Não que o resultado não tivesse sido decidido.

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  • já que ninguém quer discutir livros, não quer discutir o valor de cada livro, eu vou resaltar o valor da resenha do andré como uma maravilhosa ficção e um grito de liberdade contra essa merda toda chamada juíso correto ou incorreto. uma ficção e ao mesmo tempo uma carta de protesto contra e qualquer prisão. eu disse que a resenha dele foi mais tosca que as resenhas do nelson de oliveira e a resenha do alex castro. pois eu retiro o que eu disse. e peço desculpas ao nelson e ao alex. a resenha do andré não foi uma resenha, foi uma ficção que fez todo mundo se perguntar o que é bom ou ruim e de que forma devemos julgar isso. o que ele disse é que qualquer julgamento é estúpido, imbecil e indecente. e fez isso criando uma ficção sobre amizade e camaradagem. caso ele estivesse em portugal com a saavedra ao invés do cuenca a vitória seria dela, e isso é completamente humano, completamente honesto, completamente correto consigo mesmo. o andré deu a cara para bater e fez algo fabuloso.
    eu já gostava dos livros, agora gosto da sua visão de mundo e o modo como ele vê essa coisa imensa e sem limites que é a literatura, essa coisa sem limites e que não merece limites por que qualquer limite é estupidez, não é literatura.
    um grande abraço para o andré.
    por sua coragem.

    e uma abraço para todos. todos nós estamos aqui pela literatura, todos estamos no mesmo barco e a burrice e a inteligência está em todos ao mesmo tempo.
    tudo é válido.
    um abraço.

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  • Poxa, Jatobá, você detona o esquema com trem andando e queria que o cara guardasse segredo? Meio difícil.

    Você diz “O importante são os bons livros, e você os negligenciou.” O que você queria que ele fizesse? Cancelasse os jogos quando o resultado não fosse o que ele (ou você) quisesse? Isso é autoritarismo esquerdinha (ou direitinha, tanto faz) que aparece em você sempre.

    Mas achei uma pena você ter saído. Diz aí a sua opinião sobre o Toda Terça e O Rato. Sério.

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  • André Sant’Anna, vc disse:

    “boa literatura é … quando um autor diz aquilo que só poderia ser dito por ele mesmo, quando um autor revela seu mundo interno e externo para nós, leitores, quando um autor mostra pra gente que existe um mundo para cada pessoa. E o melhor de ler literatura é justamente visitar mundos diferentes do nosso.”

    Hmm.

    Sorry, não compactuo. A maior parte da literatura ruim se encaixa nisso aí q vc diz: autores auto-inflados com uma bomba no próprio umbigo levando o leitor por uma viagem fosca, desnorteada e obsessiva pelo mundo “diferente” de suas platitudes internas e externas. Literatura boa é exatamente o oposto: autores conscientes de sua humanidade e trivialidade mostrando ao leitor o q ele já sabia sobre si mesmo, e forçando uma repensada mais profunda e estruturada sobre a humanidade comum a todos.

    Pense em qqer grande escritor – isto é, qqer escritor q rende décadas e séculos de conversa SOBRE O Q ELE ESCREVEU – e verá q é disso q se trata.

    Ou seja, vc não tá um pouco errado; vc tá totalmente errado.

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  • Dr. Plasível,

    Vc merece um aplauso, pelo comentário 61.

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  • Ops!

    É Dr Plausível.

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  • eu continuo com o andré: ele não fez uma resenha. utilizou o espaço para escrever um protesto. um protesto a favor da liberdade. uma carta. uma ficção. uma carta para a liberdade de qualquer um escolher qualquer coisa a qualquer hora e ter a possibilidade de mudar de opinião a hora que quiser.
    liberdade=literatura.
    (não se deve ler o que ele fez como uma resenha. deve-se ler como uma cartada de mestre, uma boa ficção. nesse momento ele deve estar rindo de todo mundo. e com razão. ninguém entendeu nada.)

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  • Lucas, parabéns pela paciência;

    Alguém consegue achar graça do diferente, da provocação?
    Acredito que o objetivo do André [se é que se precise de] foi mais que atingido.

    Bom senso, alguém?

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  • Pobre Lucas! Teve uma boa idéia, mas se esqueceu de que esta idéia envolveria xavantes como o Jatobá e este André S., cujo maior talento é ser filho de escritor.

    Duvido que haja uma terceira copa.

    O lado bom disso tudo é que, para quem tem olhos de ver, a Copa é uma importante fonte para se entender como funciona o mundo literário brasileiro. Se é que se pode chamar isso de “literário”, num sentido mais alto.

    Lucas, parabéns pela coragem e pelo apreço que você tem pela liberdade própria e alheia.

    abs

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  • [O comentário #14301 será citado aqui]

    Vinicius, apenas para esclarecer: quando nos falamos por telefone pela última vez nem eu sabia qual era o resultado do jogo do André – até porque foi naquele dia que você me anunciou o resultado do seu jogo. Mas me lembro de que você previu com acurácia qual seria o voto do André, e disse que ele votaria no Cuenca por razões extra-literárias – no que você estava, é claro, absolutamente certo. Mas não entendi por que, no email em que você disse que não queria participar da Copa, todos os resenhistas foram postos no mesmo saco.

    A rasura no seu nome foi mesmo para atiçar a curiosidade dos leitores: não tenho desculpa para isso, nem acho que deveria ter. Os motivos que me levaram a escrever um texto comentando a sua saída da Copa estão explicados no próprio texto. E não sei o que há de misterioso em ter enviado o texto para você antes de ele ser publicado: queria que você o comentasse, corrigisse ou respondesse. Você preferiu não o fazer.

    Abraços,

    Lucas

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  • Pô, Lucas, na boa, se eu tivesse algum poder, OBRIGARIA seus pais a escreverem um livro intitulado COMO EDUCAR UM FILHO.

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  • [O comentário #14305 será citado aqui]

    Doutor, sei não. Na verdade, desconfio de toda fórmula para explicar o que é boa literatura – até porque, pois é, a lista de autores e livros que se encaixam na definição varia de pessoa para pessoa. Mas deixando de lado a fuga pela tangente, a “repensada mais profunda e estruturada sobre a humanidade comum a todos” não equivaleria, pelo menos em casos extremos, à visita de “mundos diferentes do nosso”? O nosso mundo sob um ponto de vista radicalmente diferente não seria, de certa forma, um mundo novo?

    Agora, como quase sempre quando falam de gênio em literatura, penso em Pynchon. E acho que se poderia descrever o que ele faz na sua obra das duas formas: trata-se tanto de um mundo novo (e paranóico, obsessivo, delirante, violento, hilário) quanto de uma visão muito distorcida, mas ainda assim válida, do nosso mundo. Ou não?

    Abraços,

    Lucas

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  • [O comentário #14312 será citado aqui]

    Tiago, por um adiantamento bacana – e desde que eu esteja legalmente protegido da fúria dos pais desavisados que seguirem meus conselhos – escrevo o que você quiser.

    Abraços,

    Lucas

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  • Aqui[O comentário #14315 será citado aqui]

    Não, Lucas, você não: SEUS PAIS. :)

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  • [O comentário #14316 será citado aqui]

    Eita. Achei que você queria que meus pais me obrigassem a escrever um livro. E estava achando a idéia natural – para você ver como respeito minha ascendência.

    Abraços,

    Lucas

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  • Algumas constatações:
    1) Lucas Murtinho ou toma calmante, ou é mesmo um gentleman;
    2) é estranho ver como as pessoas acham que a “vida literária brasileira” deveria ser diferente da “vida brasileira”. Ela não é…
    3) Vinícius Jatobá se acha, quando todo mundo sabe que ele apenas é especialista em puxar sacos. Ou seja: é da mesma estirpe que o resto. Dependendo de para quem ele telefona, é um cordeirinho;
    4) metafísica do cafezinho é um negócio genial. Tiraram esse Isaac da Bíblia;
    5) eu não deveria perder tempo com essa bobeira toda, mas ela diverte muito a gente.

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  • E aqui vão meus dois centavos sobre tudo isso que está aí. Penso que alguns jurados, nomeadamente Nelson de Oliveira e André Sant’anna, não levaram a Copa a sério. Sim, OK, a Copa é uma brincadeira, OK. Mas brincadeiras também devem ser levadas a sério.

    Apenas pra abusar da comparação e torná-la absolutamente insuportável, imagine o futebol que você joga no fim-de-semana. Se um sujeito entendesse que tudo aquilo não passa de brincadeira e que portanto ele pode brincar de baixar o calção de todo mundo, o que aconteceria com ele? Na minha terra um chato desses seria expulso a pontapés e nunca mais jogaria em time nenhum ali. Não porque o futebol que você joga no fim-de-semana deixou de ser brincadeira, mas porque o sujeito não sabe brincar.

    Pois foi exatamente isso que fiquei pensando depois de ler as não-resenhas de Nelson de Oliveira e de André Sant’anna: esses aí são sujeitos que não sabem brincar. Dois Joselitos.

    Eu ouço o que eles têm a dizer sobre os livros que leram e não sinto vontade nenhuma de conversar. Foram dois textos covardes vindos de teclados de pessoas que certamente poderiam ter feito muito mais do que isso aí. Fico então me perguntando por que diabos toparam participar da brincadeira. Toparam apenas pra bagunçar? São ficcionistas sérios que não levaram a sério a brincadeira de ler dois livros e dizer de qual gostaram mais e por quê. Só posso lamentar que uma coisa dessas tenha acontecido num país onde quase não há espaço pra conversar sobre literatura; as pessoas não deveriam avacalhar os poucos que existem. Engana-se quem acha que a Copa é um sitezinho onde dá pra escrever qualquer coisa, que ninguém vai ligar. Posso estar errado, mas desconfio que a Copa conta com mais leitores do que muito autor sério por aí.

    Felizmente há esperança, porém: chance zero de os próximos resenhistas virem pra cá com patacoadas.

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  • Espero que venha a terceira edição da Copa. O Lucas está de parabéns por tudo: pela classe, pela iniciativa, pela insistência.

    Na 1ª edição teve um jurado que simplesmente disse que leu apenas as primeiras páginas de um livro e que foram suficientes para que ele soubesse que era uma merda. Ou seja, não fez o que era esperado: ler o livro até o fim. Os palhaços da vez são o André e o Jatobá, desrespeitando cada um a seu modo aqueles que confiaram neles.

    Mas que eles percam e a Copa vença. Essas babaquices não denigrem a Copa. Denigrem a eles – que não devem nem ligar para esse tipo de coisa.

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  • Comentário do tiago a.:

    “Posso estar errado, mas desconfio que a Copa conta com mais leitores do que muito autor sério por aí. ”

    Conta com mais leitores do que, por exemplo, André Sant’anna e Nelson de Oliveira.

    Se bem que você se referiu a autores sérios…

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  • ISTO É DOSE PARA LEÃO:

    “Mas me lembro de que você previu com acurácia qual seria o voto do André, e disse que ele votaria no Cuenca por razões extra-literárias – no que você estava, é claro, absolutamente certo.” Lucas Murtinho.

    ENTÃO, SE JÁ SE CONHECIA ONDE O RATO SE ESCONDIA – ISTO SEM TROCADILHOS – SABIA O QUE SE PODERIA PREVER, POR QUE ISTO FOI ACONTECER? POR QUE NENHUMA ATITUDE FOI TOMADA PELO ORGANIZADOR? INTERFERIR PARA DAR A ILUSÃO DE PARTIDAS JUSTAS, PORQUE SÉRIAS É QUE NÃO SÃO.

    PODE SE TER MENSALINHOS NA LITERATURA, MAS NÃO DESTA FORMA DESAVERGONHADA. POIS, ESTE É O BRASIL. DEPOIS EU É QUE SOU PORTUGUÊS.

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  • Caros,

    Enquanto minha resenha não vem (o que fazer, se já tinha me comprometido?), gostaria de explicar por que considero a Copa 2008 um fracasso. Divertida, pode ser, num sentido meio espírito-de-porco. Mas um desperdício e uma tristeza.

    Não é de hoje que o clima por aqui andava beirando o das torcidas organizadas, mas o fator decisivo para o bolo solar foi a não-resenha dadaísta de André Sant’Anna. Ao investir corajosamente contra uma cidadela imaginária, desconstruir o que está em farelos há décadas, ela ganha leituras como a de Isaac, entre tantas semelhantes – “todo julgamento é estúpido, tudo é válido, viva a liberdade total etc”.

    Topei participar da Copa porque via nela um belo fórum para provar – democraticamente, mas provar – justo o contrário. A saber:

    1. Que precisamos reaprender a julgar, reencontrar uma linguagem comum para debater mérito. Devemos isso a nós mesmos e principalmente aos leitores. O preço do fracasso é a irrelevância.

    2. Que a arte vista como mera auto-expressão é um excelente ganha-pão para terapeutas e apresentadoras louras de TV. Para artistas, é o beijo da morte.

    3. Que existem, óbvio, fundamentos que alguns dominam, outros dominam mais ou menos e outros não passam sequer perto de vislumbrar. Nem todo mundo é escritor.

    4. Que o discurso crítico é algo que, idealmente, deve ser desenvolvido muito acima da rede de alianças e amizades (ou inimizades!), por mais difícil que isso seja na prática.

    5. Que a divergência continuará existindo, mesmo porque as estratégias para se chegar à meta serão sempre inumeráveis – como as próprias metas, aliás. O papel decisivo da subjetividade está garantido, sobretudo na “disputa” entre livros de qualidade semelhante. Mas isso não tem nada a ver com anomia babaca.

    Como pode ver qualquer um que acompanhe isso aqui, a balbúrdia chegou a um ponto em que essas pretensões iniciais parecem definitivamente derrotadas. “Perdeu, perdeu.” Reconhecer a derrota é parte fundamental do jogo.

    Mas continuo achando que a idéia era boa. Quem sabe um dia.

    Abraços.

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  • Lucas,
    O q “mundos diferentes do nosso” significa pro AS’A me parece muito diferente do q o q significa pra vc. Ele circunscreveu apenas o mundo *do autor* em “BOA literatura”. Não é tão ruim dizer q o “autor mostra … q existe um mundo para cada pessoa”, se é q o q ele quis dizer foi q “cada pessoa tem um mundo próprio justificável” (q não fica claro pela frase esquisita dele). Mas no contexto ali, tá óbvio pra mim q as palavras do AS’A procuram legitimar o valor de qualquer livro, contanto q esteja publicado.

    Ora, todos nós sabemos q o caminho q vários autores (não todos) fazem entre a caneta e a livraria não é uma corrida de obstáculos apenas estéticos: há empurrõezinhos e empurrõezões de amigos e parentes. O mundo literário comercial é uma concorrência acirrada e às vezes maldosa entre vários círculos de amigos e famílias. O objetivo é vender, ganhar a vida vendendo livro. Além disso, a literatura compete com outras formas de arte e entretenimento mais atraentes e menos trabalhosas.

    Então, tá claro q pro AS’A TODO livro é, em princípio, “do caralho” (e acho q a maioria aqui consegue vê-lo numa festa, refestelado num sofá polpudo, segurando uma bebida, erguendo o queixo e postulando “esse livro é ¡do caralho!”); e tbm tá claro pra mim q, sendo a “boa” literatura aquela em q “um autor revela seu mundo interno e externo para nós … mundos diferentes do nosso”, então nada mais fundamental q um autor (ou crítico…) q acredita nisso promova, de todos os métodos e formas à mão, sua singularidade como atrativo especial, como valor agregado ao produto – e a forma q ele aproveitou aqui ao ser convidado foi ignorar regras tácitas porém fundamentais na confecção de uma simples resenha e na ética de um juízo de valor.

    Dentro da Copa, defendo a prerrogativa do jurado AS’A de usar *qqer* critério – a beleza da capa, o peso do livro, o tamanho da letra. Calvinball rules. Mas ¿Mastroianni e Toda terça igualmente “do caralho”? ¿Não é óbvio q essa nivelamento aconteceu pq o resenhista tem um idéia insustentável do q constitue “boa literatura”?

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  • Sérgio,

    Também dá pra pensar que a Copa foi um sucesso ao revelar que o rei está nu e perdeu a vergonha de andar com suas vergonhas (sic) à mostra pelas mercearias da vida.

    Em terra de Terron e Sant’Anna, quem tem um Todoprosa e o Lucas como MC é rei (não o que está nu -afe!).

    Abs

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  • Concordo com o Sérgio – “continuo achando que a idéia era boa”, concordo com o tiago a. – quem baixa o calção dos amigos nem pelada merece jogar, inviabiliza a pelada. E concordo com quem disse que o Lucas é um bom organizador para um projeto como esse, capaz de dinamizar de maneira muito sagaz as tensões e conflitos inerentes ao comentário sobre literatura nesses moldes em que ele é proposto aqui.

    Agora, achei a resenha do caralho (hahaha) – e totalmente diferente da do Nelson.

    A ser levada a sério e de maneira totalmente literal, a resenha do AS põe um problema: exibe o critério final de seleção como sendo o do personalismo e da aliança. Evita qualquer juízo de valor “estético” ou “funcional”: não fala de livros (e acerta quem diz que nem dá pra saber mesmo se o AS leu os livros ou se só deu uma olhadinha – coisa que o já mencionado Teixeira, com quem o AS tem uma rusga longeva e, creio, legítima, faz à farta), mas cuida de falar de relações pessoais e quejandos. Só que – e aí vai o interesse – a resenha DIZ QUE seu critério decisório foi personalista. E aí? Como julgar isso agora? Isso achei bom.

    Vejam que não foi isso que o Nelson fez – ele simplesmente não argumentou nada, desprezou a situação de expressão e colóquio – contra, como bem mostrou tiago a., princípios de atuação do comentarista de literatura expostos pelo proprio Nelson. Enfim, desprezou isso aqui – e, no entanto, talvez “pra ficar bem com todo mundo”, participou. Sua participação insípida permitiu inclusive que uma voz anônima dissesse que ele, qua desafeto do BC, o dispensou de cara por isso. Devo dizer que eu, como leitor interessado do BC, acreditava na continuidade do livro dele na Copa – mas o Nelson, com sua criteriologia que não foi em nada menos pífia que o AS, jogou o livro fora, abdicou de comentar e conversar, e ainda saiu chamando todos de dadaístas. Francamente.

    Agora, o que me ocorreu, além da gargalhada que dei assim que li a resenha do AS – e que foi ótima – é que isso aqui, acho, é ficção, criação de personagem: que AS ficcionalizou isso aqui, que nem sei mesmo se ele gostou do Cuenca ou não porque *não creio que é ele que fala aqui*, mas sim um personagem forjado justamente para tentar dar conta desse problema da gestão personalista da crítica aqui, da fisionomia que isso tem, pra escancarar uma criteriologia que, conquanto utilizada a torto e a direito, nunca se manifesta publicamente.

    Funciona essa tese? Se funciona, acho que permite que a gente valorize o texto do AS *e* continue valorizando e acreditando na Copa como uma ágora sui generis, como um foro provilegiado do debate e da vida literária no Brasil no séc XXI. Ou não?

    E a graça desse negócio aqui, acho, é esse caráter público e algo caótico mesmo – são os anônimos na caixa de comentário, vituperando e lançando chamas; são as prima-donnas que se arvoram a comentadores de literatura mas alegam ter trajetórias que não permitem que eles sujem as mãos em negócios tão vis quanto esse; são os comentadores nas caixas que desejam a conversa, e querem debater; são os resenhistas que se dirigem aos outros nas caixas de comentários; são os autores que aparecem e se expõem (um traço que foi mais saliente na anterior, cabendo inquirir pq desapareceu nessa edição); é o organizador do negócio sempre presente e próximo, publicizando suas posições tb, se implicando nos processos. Isso, do ponto de vista da sociologia da literatura, é um sucesso – e faço votos de que continue assim. Agora, bater o martelo do juízo final, não posso eu nem pode ninguém.

    Que se manifeste o AS, implicado e co-resposnsável pelo bruhahá!

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  • Aposto meu pacovas que este Sérgio Rodrigues é outro enrustido. Tenho a certeza que passará o livro ruim de Cuenca, e vem neste espaço dar lição. Olhe, lá Serginho, estás comprometido com a m… até o pescoço e vens aqui tirar o corpo fora. Ora, estás todoprosa? O colibri está todo papagaio gritando da gaiola…mil beijos da terrinha,

    Joaquim da Mercearia

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  • Antes que me acusem de não ter lido direito o texto de André Sant’anna, quero deixar claro que acho que sei, sim, identificar ironia quando vejo uma. Meu problema todo é com essa ironia estéril que busca pôr o emissor do discurso além do alcance da crítica dos pobres mortais, na medida em que ele, dizendo várias coisas (engraçadinhas e divertidas, até), não nos deixa ver o que é que ele está querendo dizer de verdade; um texto que fica de ;) o tempo todo.

    Quer fazer isso em sua ficção, na mesa do bar com os amigos? Beleza, vai lá e faz. Mas esse aqui é (ou era pra ser) um espaço público de debate, e no espaço público é preciso respeito. Vou continuar disputando esse fórum, porque acho que vale a pena. Na qualidade de ágora, para usar o termo de AMP, a Copa não é; a Copa é um eterno estar sendo. Continuo crendo que é possível fazer disso aqui algo distinto da Turma do Didi.

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  • Antônio Marcos: que ali está um personagem não duvido; mas insisto que a cidadela que ele ataca ruiu faz tempo. Confundir pode ser uma atitude bacana, mas não quando já reina a confusão.

    Joaquim, meu filho: não deu pra perceber que o nível do papo subiu bastante nos últimos comentários? O livro do Cuenca passará se eu julgá-lo melhor que o do adversário, ora pois. Aguarde roendo as unhas.

    Importante: quando lamento o fracasso da Copa, não passo nem perto de me misturar ao corinho infantilóide de “marmelada”. O pessoal que desde o início está louco para furar a bola é parte importante do fiasco.

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  • Isto, Sério, caríssimo nada muda. Porque se é para falar de nível deveria começar a puxar a orelha de André que entrega-nos suas m…e nos quer contente. Participando da dita inteligência dessa terra que é sua. Pois, se me dizes, que o livro de Cuenca é melhor que o desta Carola é duro e deverias abandonar o que fazes.

    E, segundo suas palavras, entrevisto estás mesmo a tirar corpo fora. Culpa tua não é. Porque o que se pode fazer? Sanear o país, ser um herói? Acho que ninguém aqui deverá querer tal coisa. Porque se assim o fosse o tal Lucas, organizador, teria dado um tiro na botija e deixado escorrer o liquido pelo chão.

    O Claudio Faria não seria um autista, por exemplo. Isto é mau para os autistas. O que de fato ele se nega a ver é mau sintoma. Desculpo-me já por chamá-lo desta forma, Sr. Claudio Faria, porque pareces mesmo ser boa gente e com intenção de crença, mesmo que em coisas impossíveis.

    E,tu, Sérgio, o foco principal de minha observação partida do baixo ventre como esta resenha de André: diga me, lá, mesmo antes de escrever sua participação neste espaço com a bendita resenha. Passarás ou não o livro de Cuenca? Porque nisto o gajo André foi duro, mas coerente, entrou de sola e disse aos amigos tudo, aos inimigos a forca.

    De que lado mesmo estás? Não melindres,nem todoprosa fique com palavras tão despretenciosas.

    Mais uma vez com respeito a todos que citei, mas se me manter imparcial que graça terá? Ou não se quer ver o circo pegar fogo? Ver ir para os céus a lona?

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  • Mas, Tiago, eu tb “Continuo crendo que é possível fazer disso aqui algo distinto da Turma do Didi” – eu levo isso – i.e., literatura – a sério.

    Agora, sua entrada via ironia é rentável: é a saída fácil (aliás, como vc muito bem explicitou em um post bom pacas em seu blog há um tempo).

    Vou pensar mais e vejo o que dizer a respeito. Continuo numas de achar interesse, e não descartar a priori.

    E qual é a sua, Joaquim, com seu comentário homofóbico? Aliás, acho que nem como homofóbico qualifica: é só triste mesmo. Putz.

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  • Bumeba! Buemba!

    Perigosos e perigosas num mundo grotesco brigam em site que era para ser sério.
    Hahahaha!!!

    Até blogueiro profissional saiu do sério para emitir opinião sobre escritor que faz tagarelice/tolice no lugar de escritor que fazcriticidade/criatividade.
    Buemba!

    Tem árvore que é “crítico” triste porque o mundo desabou em sua cabeça.

    Pois aguardem, no próximo ano sairá o livro dele. Tomara que venha alguma coisa importante, caso contrário a árvore centenária estará em maus lençóis.

    Agora, só um recado do Macaco Simão para vocês:
    Essa Copa de Literatura está parecendo o Congresso Nacional e suas perfeições em dia de votação de MP no plenário.

    Perfeito. Discutam a literatura, em sua amplitude, e ponham-se a refletir o processo que levou a Copa a passar por essas coisas e não se prender a discussões levianas, pois isso é tarefa da Caras e da Contigo.
    Hahaha!

    Pareceu mais a Política e a Turma do Mensalinho contra a turma que já roubou preocupada em voltar ao trono.

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  • A resenha do André é excelente: ela colocou em xeque a própria idéia mofada e beletrista de resenha, e toda a estrutura da Copa. A mentalidade conservadora está esbravejando? Claro que está. Desde os idos de 22.

    André demonstrou que a transgressão ainda é possível. Vejam só o que ele fez: subverteu as regras do jogo e deixou a patuléia irritada, alvoroçada. Exatamente como na Semana.

    A Copa não está fracassando. O problema é que, por alguma razão que desconheço, os boçais têm freqüentado em peso este espaço. Os boçais, os doutores da lei.

    Repito: a resenha do André é excelente. Assim como sua literatura. Demolidora. Irreverente. Como a de Marcelo Mirisola e Nelson de Oliveira.

    Xô boçalidade!

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  • [O comentário #14269 será citado aqui]

    O AS não fez uma resenha totalmente irônica, ele realmente acredita nesse sistema resumido pelo Bufão. É só ver comentaristas como Joca Trajano abaixo, os cara se levam a sério. Mirisola, Joca Terron, AS, etc. são o tio bêbado em festa da família, dizendo palavrão para criança. Não tem nada de transgressão, são apenas um pé-no-saco.

    E usando como passagem uma idéia antiquada de transgressão, eles conseguiram quase tudo: capas do Prosa&Verso, bolsas, curadorias, viagens para congressos de escritores, um Jabuti, livros adotados pelo governo federal, teses da universidade… Sim, tem uma tese sobre o Joca Terron! E não vão parar por ai. São iguais ao MST, sempre como uma exigência a mais. E o que eles dão em troca é uma literatura de mediana para medíocre.

    Mas como disse outro comentarista, a vida literária brasileira não é diferente da vida brasileira. Quando melhorarmos como país, aí os cara vão ter menos chance.

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  • [O comentário #14270 será citado aqui]

    É esse comentário a que eu estava me referindo.

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  • [O comentário #14334 será citado aqui]

    Ele está tentando ser engraçado, é isso? Ou provavelmente vai taxar aqueles que não acham graça (ou seja, todos) de autistas também?

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  • eu acho que tudo é válido, e continuo achando isso apesar de toda gritaria contrária, apesar de todos os moralistas e doutores ficarem gritando e quererem formar uma consciência literária para a raça humana que fala português e vive nesse país chamado brasil.

    o que andré fez foi uma ficção, e usou o espaço que era destinado para uma resenha para espalhar seu pensamento, para criar discussão, para gerar tudo isso que nós estamos vendo: a pessoas que querem tolir e as que não querem tolir esse direito de liberdade para fazer qualquer tipo de literatura.

    esse é o ponto chave: o andré não fez uma resenha, fez uma ficção, para gerar todo esse protesto e esse pensamento. foi uma cartada de mestre.

    o único problema é que as pessoas não querem ver dessa forma. e para as pessoas com esse pensamento, o andré conseguiu o seu objetivo.

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  • Lucas, taí o Sérgio Rodrigues e o Plausível para te explicar que este seu tal de laxismo foi longe demais e perdeu os critérios. O exemplo sobre tirar os calções dos jogadores é ótimo. Dizer que todos os pontos de vista são válidos, ou que devem ser respeitados, é muito correto. Mas cada indivíduo deve fazer escolhas, não pode defender todos os posicionamentos excêntricos que apareceram nas resenhas – e, sim, o direito de serem expressos, que é outra coisa – porque quem em tudo acredita não acredita em nada. Alguns de seus resenhistas simplesmente decidiram sem razões literárias, se omitiram de julgar e, portanto, seus textos não podem ser tratados com pontos literários. Se omitiram de julgar… Só que aceitaram posição de juízes, não há algo errado nisto? Deste modo, como pode se dar seu argumento de que a Copa é um pretexto para se falar de literatura. Se o pré texto é a amizade com outros escritores, o assunto que estará corrente é sobre a amizade entre crítico e autor. Sei que o Caetano Veloso se orgulharia de seu pensamento, onde tudo vale, tudo é muito mais, onde é proibido proibir, meu rei. Mas ninguém quer proibir nada, apenas dizer que até o lúdico precisa de embasamentos. O “tudo vale”, leva ao nada, embora você mostre sua enorme sofisticação de raciocínio em compreender tudo, em ser sensível a todo o tipo de novidade, perspicaz em captar cada nuance do novo e do irônico, como esta sutilíssima idéia revelada na resenha do André Santanna. Óle, meu rei, gostei muito desta idéia nó…víssima de que tudo é permitido, de que arte é hiper-infra-meta-intepessoal! Vou levar este menino (do Rio?) André, retropicalista porreta! E viva Cacilda Becker! Ou não?

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  • AM e isaac

    Bobagem. Alguém aí disse que o Santana entrou num jogo amistoso e ficou baixando os calções dos outros jogadores. Disse bem.

    “kkkk pelados na pelada! kkkkk”

    Vamos então todos aqui “provocar discussões”… subverter a ordem… parem com as resenhas, criem ficções… não tenham opiniões, tenham personagens.

    E ninguém está tolhendo de ninguém “esse direito de liberdade para fazer qualquer tipo de literatura”. Escreva o livro que quiser, só aprenda a aguentar o tranco da crítica.

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  • Sérgio Rodrigues escreveu:

    “Caros,

    Enquanto minha resenha não vem (o que fazer, se já tinha me comprometido?), ”

    Me engano, ou o SR gostaria de Jatobar? Abandonar a CLB? Um abandona porque não concorda com os resultados, outro gostaria, porque não aceita os comentários… Que gente!

    Fiquei assustado também com a sintonia mental entre Jatobá e André Santanna. O Lucas escreveu para o VJ:

    “Mas me lembro de que você previu com acurácia qual seria o voto do André, e disse que ele votaria no Cuenca por razões extra-literárias – no que você estava, é claro, absolutamente certo.”

    O AS não só votou no Cuenca, mas fez uma resenha para deixar claro que votou por motivos não-literários. Como o VJ e AS se conhecem tanto intimamente? O cara é vidente.

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  • Olá,

    A polêmica é de fato muito interessante. Achei o texto do AS de fato um desrespeito a todos que se deram ao trabalho de fazer uma boa crítica. Mas acho que cumpre o papel da Copa de ser uma decisão de morte súbita, com critérios não uniformes de julgamento.

    Eu não concordo com o critério dele, mas acho que ele tem o direito de escolher o critério que ele achar melhor.

    Uma menção mais que honrosa ao Lucas, pela classe que poucos na internet possuem. O que não falta hoje são pessoas histéricas com Caps Lock e palavrões. Fico impressionado como o Lucas consegue sempre passar a sua mensagem ácida e direta, sem perde a classe.

    Parabéns pela iniciativa, acho que a Copa está entregando exatamente o que ela se propôs e só alguém com a paciência do Lucas pode lidar com todas essas pessoas.

    Abs
    A

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  • Caramba, nunca imaginei que uma boçalidade tão primária como a do Sant’anninha fosse provocar tal discussão. Era pra ser desprezada, no máximo. o cara soltou um pum na mesa do boteco e outros aplaudem porque “gera polêmica”. Era só o que faltava…
    Se toda a formação literária do cara ( e seus defensores) não tivesse se baseado em leituras, indicações e críticas ditas “sérias”, do que ele estaria falando agora?
    Por que está tentando ser escritor? Vá escrever em porta de banheiro público, liberdade total! Pra que publicar livro, este objeto comercial, de consumo, sujeito a regras de mercado?
    É bom posar de “inconformado com o sistema”, dentro do sistema. Estratégia meio velhinha, mas que ainda engana muito trouxa.
    Enfim, voltando à Copa. Não é por causa da péssima atuação de um juiz que futebol deixa de ter sua graça. Perna de pau existe em todo lugar, jogando ou apitando.
    Vá em frente, Lucas, e melhor escolha dos apitadores na próxima. Ter um árbitro reserva é uma boa sugestão.

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  • Isto é verdade?

    “Vinicius Jatobá disse:
    10/11/08 – 11:35 pm
    57
    Lucas,
    Essa é a primeira e última vez que me manifesto aqui. Primeiro, você não respeita meu pedido de saída da Copa e expõe meu nome rasurado na página para todos o verem (e despertar a curiosidade, claro). Depois, passa por cima da minha vontade de não ter meu nome envolvido com a Copa e escreve uma ‘resenha’ em que me pinta, publicamente, como uma pessoa desequilibrada. E, num ato misterioso, me envia essa resenha antes para que a lesse e soubesse o que me esperava. E agora, para terminar, afirma que não conhecia os resultados e minha decisão foi anterior quando você mesmo escreveu na tal ‘resenha’ que tínhamos conversado pessoalmente e por telefone. Afirmar que não conhecia os resultados quando foi justamente esse o motivo que me fez sair da Copa? Sei os resultados até a final. Você sabe disso. Você mesmo me contou, “pessoalmente e por telefone”. Ou vai ficar sustentando que não sabia de nada? Lucas, vou pedir mais uma vez: me esqueça. Eu não sou importante. O importante são os bons livros, e você os negligenciou.
    Passar bem,
    { Citar este comentário } { Comentar }”

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  • O SR sempre volta a esse assunto de critérios comuns. Acho que ele quer preparar o terreno para algum livro dele ser elogiado em consenso. Mas, num fórum aberto da internet, achar que critérios comuns vão ser provados e usados é utópico. Acho que ele não entendeu o funcionamento da Copa, igual ao Jatobá.

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  • Interessante o que ele, Sant´anna, fez. Aqui estamos todos nós discutindo crítica literária, o que é válido ou não. Ele provocou isso, espertamente. Agora, cuidado para não virar uma discussão besta. Lógico que nem tudo é válido em arte. Já imaginaram um cara que estupra criancinhas e acha lindo, uma obra de arte? E, claro, não existem regras para boa literatura. Quem tenta achá-las só faz perdê-las.

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  • “não existem regras para boa literatura”

    Vc nunca deve ter visitado os fundos de um sebo.

    You assume too much; you take too much for granted. (desculpe, não sei dizer isso em português) Não existem regras prà literatura. Mas prà *boa* literatura, o fato de haver miríades de princípios, alguns contraditórios, não quer dizer q não haja princípios.

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  • [O comentário #14337 será citado aqui]

    A mentalidade conservadora é a da própria vida. Nos reproduzimos e escrevemos livros para conservar algo. Se todo mundo sair por aí só destruindo o que existe não sobra nada, nem a língua, nem papel ou computador, nem seu comentário. Se não gosta de regra você não pode jogar nem palitinho, filho. Só se cria algo novo se existe o antigo como referência, é o que aprendemos com o início do século, se é assim que você quer por. Porque hoje em dia a estética do choque é tão reacionária quanto eram os academicistas do século XIX. O dadaísmo serve pra vender relógio. Esse discurso da revolução pela revolução se tornou o sapo-tanoeiro parnasiano nato. E esse apadrinhamento e nepotismo e etc é a estrutura do brasil colonial.

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  • “Mas me lembro de que você previu com acurácia qual seria o voto do André, e disse que ele votaria no Cuenca por razões extra-literárias – no que você estava, é claro, absolutamente certo.” Lucas Murtinho

    A impressão é que o Dedé Santanna sabia que sua decisão seria acusada de ser de compadre e aí resolveu tirar sarro de tudo e todos.

    O problema é que não teve graça. Um dica: na dúvida finja ser sério. Para ser engraçado e irônico, precisa ter talento genuíno. Seriedade dá para copiar mais fácil. Esse diabrite sem graça é um bom espelho da geração pum da literatura brasileira.

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  • Juliana,

    Esse trecho de seu comentário:

    “Porque hoje em dia a estética do choque é tão reacionária quanto eram os academicistas do século XIX”

    é realmente definitivo. Concordo plenamente com você. O pessoal tenta ser “muderno” enchendo um trecho de “caralhos” (ô, fixação!) e acha que é vanguarda. A estética da porrada, da pornografia, da falta de elegância, está associada ao que julgam ser “vanguarda”, ao que é “atual”.

    O que o André fez foi trair a confiança nele depositada. Simples. Será raivinha pela péssima repercussão de seu livro na 1ª Copa? Seja qual for o motivo, ele sacaneou a todos nós, e principalmente ao Lucas. Por sua qualidade literária ele não será lembrado, com certeza. Mas pela babaquice, sim.

    Sem mais blá-bla-blá: esperava-se que os jurados julgassem e tivessem caráter (palavra fora da moda, segundo alguns) ou ao menos boa vontade. Nelson Oliveira, André Sant’anna e Alex Castro, de diferentes formas, não cumpriram o acordado.

    E não vale nem mais a pena citar o famosíssimo Jatobá

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  • é por isso que a copa é importante.
    e eu torço que ela exista por vários anos além desses dois que já existiram/existem.
    e torço para que o vinícius e andré e todos que participam com argumentos e defesas sensatas e também contrárias apareçam (por que não?!?!) agora e sempre. a melhor coisa que existe é uma discussão. todos emitem uma opinião e recuam sobre pontos que achavam errado, assim como solidificam o que já achava certo antes da discussão.
    eu mesmo não concordo que a saavedra tenha perdido. o universo da saavedra me soa bem mais interressante do que o universo de cuenca. mas, e daí? o universo de saavedra nunca será maior ou melhor que o universo de cuenca e seus respectivos livros. eles apenas partem para polos opostos, para caminhos diversos, e é isso que é mais fabuloso.e é essa liberdade de que eu falo. e o andré, na minha humilde opinião, fez isso, cercado de deboche e ironia( por que não?!?!), utilizando um espaço para resenha e fazendo uma baita ficção, dando uma rasteira em todo mundo. os palavrões é ficção, a escolha pelo cuenca por simplesmente ter passeado com ele e o ter conhecido em portugal ao invés de ter caminhado com a saavedra em portugal, também é ficção, toda a resenha não é uma resenha: é ficção.
    eu continuo achando que tudo é válido. o que não é válido é ficar preso em um sistema e não modificar uma opinião por mero preconceito, não conseguir ouvir o outro porque não interressa ouvir o outro, apenas a si mesmo, porque a si mesmo é sempre mais interressante do que qualquer outra pessoa. isso sim, é falta de inteligência e estupidez.
    tudo mundo mereçe respeito: o crítico “ruim” ou “genial” , o escritor “ruim” ou escritor “genial”.
    eu mesmo disse bobagens sobre o nelson de oliveira e sobre o alex castro, mas peço desculpas novamente e admito meu erro e preconceito de analisar as suas respectivas resenhas. voltei atrás (por que não!?!?) e não me arrependo.

    eu espero que a ficção que o andré fez não mate a copa, e que todos participem. omitir-se ou fugir, isso sim, é ignorância. e eu pelo comentários que li aqui ninguém é ignorante, muito pelo contrário.
    abraços para todos.

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  • [O comentário #14346 será citado aqui]

    Este quer ser juiz ou jogador de uma próxima vez.
    Joaquim da mercearia

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  • [O comentário #14354 será citado aqui]

    E este cá acordou da letargia.

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  • [O comentário #14353 será citado aqui]

    Este comentário está muito bom. Recebe meu apoio.

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  • Prezados,

    A resenha está ótima. Incomodados é que se mudem. Ou permaneçam mudos; a Clarice mostrou o funcionamento do Brasil – isto desde nossas fundações – quem tem padrinho não morre pagão. Ética bosta nenhuma, isto rende dinheiro, viagem ao exterior, exposição a mídia? Resposta:NÃO. Por favor, recalcados não mexam no meu pirão. Podem se fartar de babar quando me verem comendo em alguma Praça do mundo, tirando uma de cosmopolita, etc e tal. O André está coberto de razão. Aí pinta um monte de politicamente corretos trouxas para safar a sardinha de arder no inferno? Olhe, se o Lucas é laxista, não esquentem. Ele já tem o que precisa: a atenção dos participantes, o respeito pela turma angariada para julgadores e quando for a vez do livro dele – ele até escreveu um livro de ficção, não me recordo se de contos, salvo o engano, me corrija Lucas – eu, o André e todos deveremos elogiar. Por que? É como diz o André – acima – o cara é irmão. Então, quem está em cima pode tudo, os que estão embaixo; imploram para tacar os ovos junto com os outros na cobertura nos passantes; os que se manifestam contrário, prestigiam a Copa errada, crendo que o resultado será o do melhor livro. Gastam internet, tempo e lábia para converter o Brasil em um rascunho melhor. É uma pena! O mundo já tem dono. E os nomes – pelo menos em cultura – cada um dos “ingênuos” pode soletrar.

    Então, gente, deixa de histeria.

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  • Alguém viu um filme chamado 11′9″01, com onze curtas de onze minutos, nove segundos e um frame? O último curta, de Shohei Imamura, é sobre um soldado japonês que retorna à sua pátria no fim da Segunda Guerra e decide se tornar um homem-cobra, rastejando e comendo ratos. Dentro do contexto, o enredo é um ataque metafórico aos terroristas do 11 de setembro. Mas, se a idéia era falar dos atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, Imamura não teria ido longe demais e quebrado as regras do jogo? Independente da opinião que se tem sobre a qualidade do curta do Imamura (eu não gostei, mas muita gente boa gostou), a resposta é não: o filme dele tem a duração certa e pode ser interpretado como um comentário ao 11 de setembro, e era isso o que se exigia dele.

    Algo parecido acontece no caso da resenha do André Sant’Anna. Deixando mais uma vez considerações qualitativas de lado, Sant’Anna não quebrou as regras: ele escreveu um texto sobre os dois livros que lhe coube ler, anunciou um vencedor e explicou o motivo. No contrato implícito dos resenhistas comigo não há mais do que isso.

    Não acho, portanto, que seja justo comparar o André a um peladeiro abaixando as calças dos adversários. Como o Doutor Plausível já lembrou algumas vezes, do ponto de vista do jurado a Copa se assemelha mais ao Calvinball do que ao futebol: o jurado inventa a regra enquanto escreve. Isso não quer dizer que a resenha do André seja boa (embora eu observe que o julgamento sobre ela está longe de ser unânime: a quantidade de pessoas que defendem o texto é razoável, e maior do que eu esperava); mas quer dizer que ele estava no seu direito ao usar o critério que usou para decidir o jogo.

    Isso é justo? Eu poderia dizer aos resenhistas que o vencedor deve necessariamente ser o livro que eles consideram o melhor. Três coisas me fazem hesitar em fazê-lo: a primeira é meu já famoso laxismo; a segunda é o fato de que em alguns casos, como no jogo apitado pelo Doutor Plausível na primeira Copa, escolher um melhor pode parecer impossível a um jurado; e a terceira é a impressão de que nenhuma imposição minha terá tanta força quanto a consciência do jurado de que o seu texto se tornará público e será analisado, esmiuçado e (frequentemente) trucidado pelos comentaristas. Exatamente como acontece com romancistas – mas melhor, porque a discussão sobre o texto, que às vezes é mais interessante do que o texto em si, está logo abaixo dele.

    Abraços,

    Lucas

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  • [O comentário #14359 será citado aqui]

    Olavo, de fato há um livro de contos com o meu nome que pode ser encontrado em alguns sebos, especialmente os que primam pela variedade em detrimento da qualidade. Ele se chama Relato dos vencidos e foi editado pelo meu pai como um presente de aniversário para os meus, salvo engano, quinze anos. Uma década de perspectiva é o bastante para eu recomendar aos estimados leitores da Copa que comprem o livro apenas se quiserem estudar os efeitos maléficos da leitura obsessiva de um determinado autor (no caso, Rubem Fonseca) sobre a prosa de um pré-adolescente. Se há algo digno de nota no livro, aliás, é isso: toda aquela sangria e pornografia começou a ser escrita quando eu tinha não mais do que doze anos.

    Sobre a obrigação de elogiar, acho que nem nos comentários nem nas resenhas ela se verifica. Sobre os que crêem que o resultado da Copa será o do melhor livro, sugiro a leitura desse texto, que explica justamente por que não se deve esperar isso.

    Abraços,

    Lucas

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  • Você já disse isto, Lucas, pelo menos duas vezes… Plausível, Sérgio Rodrigues e Juliana já rebateram o ponto. Fico com eles, mas com sincero respeito à sua posição, meu caro curador, e de todos os outros comentaristas. A coisa se torna repetitiva e, para não contribuir com isto, paro por aqui.

    Com estima

    Rodrigo

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  • AS’A disse:

    “O que faz Toda terça ser um livro tão bom é que Carola, do jeito único dela, faz a gente entrar naquele universo, ficar pensando naquelas propostas filosóficas, sexuais, propostas de encontros multiculturais e acaba entrando em um outro universo.”

    A Carola não precisava ter se incomodado. Pra isso existe o Sex Guide to Europe. Altamente filosófico.

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  • [O comentário #14362 será citado aqui]

    Rodrigo, contribua à vontade: a discussão é assim mesmo, um diz uma coisa, o outro rebate, o um contra-rebate e assim por diante. No caso, eu queria explicar porque não concordava com a analogia do peladeiro tarado, que era nova na conversa. E explicar, até para mim mesmo, porque acho que dar o máximo de liberdade possível a resenhistas e comentaristas é a melhor política para um site como a Copa.

    Aliás, uma idéia que não sei se é factível mas me parece interessante: criar um “camarote” para os melhores comentários de cada resenha, sem eliminar a “geral” para os comentários mais ou menos estapafúrdios. É um pouco elitista, mas o que vocês acham?

    Abraços,

    Lucas

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  • Ê, Lucas, lá vamos nós outra vez. Você diz:

    Deixando mais uma vez considerações qualitativas de lado, Sant’Anna não quebrou as regras: ele escreveu um texto sobre os dois livros que lhe coube ler, anunciou um vencedor e explicou o motivo.

    Eu não discuto o fato de que o dono da bola, aqui, é você, mas tenho a firme certeza de que as regras não são só essas, não. Não basta escrever um texto sobre os dois livros, anunciar um vencedor e explicar o motivo. Importa muito o modo como isso é feito. O modo de elaborar comentário sobre literatura não surgiu com a Copa de Literatura Brasileira. No próprio texto de apresentação da Copa, está dito que “cada jogo é decidido por um jurado, que escreve uma resenha para anunciar e justificar sua decisão” (grifei). Eu posso até não conseguir definir o que vem a ser uma resenha, mas parafraseando o Justice Potter Stewart, “I know it when I see it”, e esse texto de André não é.

    Se a regra pudesse ser enunciada num singelo “escrever um texto sobre os dois livros, anunciar um vencedor e explicar o motivo”, estaria legitimado um texto que simplesmente dissesse:

    “O livro de Cuenca tem figura na capa; o de Carola, não. Por causa disso, vence o primeiro.”

    Ora, isso não é comentário sobre literatura. E o texto de André Sant’anna é quase isso aí–aliás, é menos que isso–e merece mesmo ser trucidado, pelo bem da literatura e pelo bem do comentário sobre literatura.

    Tenho visto um argumento sedutor tentando reabilitar essa patacoada de André, o qual busca qualificá-la de irônica ou emprestar-lhe valor ficcional, mas não tem jeito: leio e releio e releio esse texto e só consigo valorizá-lo quando o trato como piada.

    O que é deprimente. A hora não é de piada. O país é o Brasil, estamos cercados de analfabetos por todos os lados, a literatura não recebe aqui o respeito que recebe alhures. Nós estamos aqui para celebrar a produção contemporânea nacional e para falar de literatura, e limitar-se a fazer piada sobre essas coisas é, de uma certa maneira, dar a elas a importância que piadas têm. Só que já tem muita gente achando isso da produção contemporânea nacional; não é necessário que a gente, o punhado de filha da puta que lê e escreve livro, fique atacando uma cidadela que já ruiu faz tempo, para usar a expressão de Sérgio Rodrigues.

    É interessante que André Sant’anna não tenha aparecido para defender sua resenha até agora. Falem o que quiser de Nelson de Oliveira, mas este, pelo menos, veio aqui, dar a cara pra bater depois de ter aprontado o que aprontou. É ainda mais interessante lembrar que, no ano passado, quando André estava do lado de lá, do lado dos que têm seus livros resenhados, ele veio freqüentar a caixa de comentários e até se disse muito feliz com as opiniões críticas do Antônio Marcos sobre o livro dele, O Paraíso é Bem Bacana. É mesmo uma pena que André não tenha dado o gostinho dessa felicidade a João Paulo e a Carola.

    E sou obrigado a ficar pensando com meus botões nas razões por que André resolveu fazer isso. Por que é que André Sant’anna, em vez de dirigir os holofotes aos livros que leu (?), faz tanta questão de ocupar o centro do palco em sua resenha? Essa ironia toda é dirigida a quem? Aos críticos brasileiros? Então por que não comprar um debate sério sobre a crítica que se faz no Brasil hoje? Por que não dizer com todas as letras o que se quer dizer? Por que deixar de falar de literatura para fazer fofoca e intriga besta? Por que não utilizar a sua resenha para mostrar a maneira como, em sua opinião, os autores brasileiros contemporâneos mereciam ser tratados pelos críticos brasileiros contemporâneos? Se Antônio Marcos Pereira tivesse escrito a resenha do ano passado nos moldes dessa sua, André, você teria ficado tão satisfeito? Você se sente respeitado quando alguém, ao analisar seus livros, fica apenas repetindo que eles são do caralho? Dizer que um livro é do caralho é argumento?

    No ano passado, a gente estava conversando sobre a resenha sobre O Paraíso é Bem Bacana que saiu na Veja e você me perguntou se aquilo era uma crítica literária. Agora sou eu que te pergunto: isso aí em cima é?

    { Comentar }

  • Trilha sonora para ler a resenha do Santan´´´´ana

    http://www.youtube.com/watch?v=UU57dgqHV94&feature=related

    Arte nesse texto, Issac? A cambalhota do Didi Mocó tem mais.

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  • Tiago, tentando explicar melhor a idéia: pense na Copa como um estudo sobre a influência da peer pressure sobre os jurados. Como a consciência de que o seu texto será analisado pelos seus pares afeta o esforço que você está disposto a gastar para escrevê-lo? Para mim ela deveria aumentar significativamente esse esforço. Por isso acho desnecessário criar regras mais rígidas para os resenhistas da Copa – o que implica, em tese, aceitar até a não-resenha de uma frase que você escreveu, apostando no fato de que nenhum jurado será cara-de-pau o bastante para escrever algo parecido com ela.

    Eu não contava com um segundo peer pressure: o do escritor diante da tarefa de criticar o trabalho dos seus colegas. É aqui, na minha opinião, que o André falhou, querendo “ficar bem com todo mundo” – e concordo com boa parte do que você disse no comentário 115 sobre a resenha dele. Mas também acho que o debate que estamos tendo nesta caixa de comentários é promissor, e que ele não existiria se eu tivesse exigido do André uma resenha diferente.

    Não sei se já explicitei essa idéia aqui, mas o sucesso da Copa passa muito mais pela caixa de comentários do que pelas resenhas. O que aconteceu nos comentários ao jogo 1 desta Copa, por exemplo, foi muito bacana: um puxão de orelhas brabo no Nelson de Oliveira; a aparição do próprio Nelson para discutir, e para ser criticado de novo; e uma resenha alternativa que você mesmo escreveu e deu margem a mais debate sobre o assunto que continua, apesar de tudo, no centro do palco: literatura.

    Aqui, como o texto do André foi bem mais polêmico e a minha moderação aos comentários continua sendo quase nula, o debate está meio disforme. Mas há boas idéias sendo lançadas por aí. O Sérgio Rodrigues, por exemplo, deu um golpe duríssimo no uso da ironia pelo André com a imagem da cidadela que já ruiu faz tempo. O Antonio Marcos Pereira (AM), por outro lado, apresentou uma boa defesa dessa mesma ironia. E o Doutor Plausível e eu falamos um pouco sobre a afirmativa de que autor bom é o que mostra seu “mundo interno”. Acho que seria uma boa, depois de dois dias de intensos debates sobre a qualidade do texto do André, passar o resto da semana falando de um ou vários desses assuntos, ou até – já ia esquecendo – dos livros que competiram neste jogo.

    Para quem se interessar por uma mudança apenas parcial de assunto, uma pergunta: por que as resenhas consideradas ruins quase sempre atraem mais comentários? A qualidade de uma resenha não está de alguma forma relacionada ao debate que ela suscita?

    Abraços,

    Lucas

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  • A imagem da cidadela é boa, mas a do peladeiro tarado, que na verdade, Lucas, é a de um perna-de-pau estraga prazeres, é melhor.

    De fato, uma não exclui a outra.

    Na primeira Copa, se não me engano, havia uma certa cumplicidade entre você, Lucas, e os resenhistas, não? No sentido de que você lia as resenhas e conversava com o juíz antes de colocar o material no site. Tenho uma vaga lembrança disso, me corrija se eu estiver errado.

    Penso que se nesta edição você tivesse se posicionado com o AS, não com o intuito de modificar o resultado, mas pelo menos para que ele se desse ao trabalho de comentar mais minuciosamente ambos os livros, então, ele poderia decidir o seu vencedor pelo motivo que ele quisesse, mesmo o motivo alegado, que o dano seria menor.

    Assim como está, ficou ruim. André Sant’Anna virou um Edílson Pereira de Carvalho, árbitro estraga prazeres. Poderia ser diferente.

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  • “por que as resenhas consideradas ruins quase sempre atraem mais comentários? A qualidade de uma resenha não está de alguma forma relacionada ao debate que ela suscita?”

    Sei não, Lucas. Da mesma forma, ¿por que crimes hediondos dão mais audiência e vendem mais jornal? Exceto pro caixa do jornal, audiência não é argumento a favor de crimes hediondos. Não tou equiparando a resenha aí a crimes hediondos, mas bem q minha patroa equiparou o AS’S àquele cara q pichou a Belas Artes. Entre os q não se abismam, discute-se durante um tempo o valor intrínseco e relativo da arte, alguns se exaltam, outros relativizam, &c &c. Enquanto isso, quem tá ali elaborando minuciosamente uma visão de mundo nova, um olhar dedicado e surpreendente, fica a ver navios. Ah, então ¿era só pichar umas paredes?

    Foi q nem na Copa passada em q um dos jurados declarou ter lido apenas 5 páginas de cada livro e aí, apesar de estar em seu direito, metade da discussão foi sobre alguém q sequer leu os livros. Ninguém consegue ignorar. É o pânico permanente.

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  • Eu tenho interesse nessa sua última pergunta, Lucas.

    Sim, a qualidade de uma resenha está de alguma forma relacionada ao debate que ela suscita. Minha resposta ligeira é: se a resenha é boa, a gente se põe a debater sobre os livros; se a resenha é ruim, a gente fica estupefacto com a cara-de-pau do resenhista, e o foco do debate passa longe dos livros.

    E para lembrar o nome de um escritor que se desincumbe da tarefa de criticar o trabalho dos seus colegas do jeitinho como as coisas devem ser, não é preciso pensar muito. É só clicar aqui.

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  • Deixa eu ver se entendi, Lucas: agora você está inventando uma teoria para justificar o injustificável? Se no centro do palco está a literatura, como explicar a resenha acima? Ela não fala de literatura. Ela fala de amizade. E até onde sei, essa copa é de literatura: “Copa Brasileira de Literatura”. Não é a “Copa Brasileira de Afinidades” ou “Copa Brasileira de Camaradagem”. Porque é isso que ela se transformou. E foi por isso que a abandonei. Ninguém é obrigado a participar de algo cujo convite inicial rapidamente muda de rumo para se transformar num espetáculo de afinidades eletivas e segundas e terceiras intenções.

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  • Rodrigo, de fato, na outra Copa eu agia também como editor das resenhas, dando pitacos relativamente importantes. Desta vez, por falta de tempo, não rolou. Mas mesmo na primeira Copa eu tentava evitar questionar os argumentos dos jurados e apenas buscava tornar o texto mais claro e/ou coerente. Não acho que eu teria modificado muito a resenha do André.

    Doutor e Tiago, têm razão: a pergunta não era tão boa assim.

    Vinicius, de que injustificável você está falando? A pergunta é séria – há muito em toda essa história que alguém poderia considerar injustificável. No caso, o que tento justificar é a decisão de publicar a resenha tel quel – para que a decisão do André pudesse ser vista e debatida por todos. Pelo mesmo motivo, aliás, solicitei a você que escrevesse um texto que explicasse ao público sua decisão de se retirar da Copa.

    Quanto à “Copa Brasileira de Camaradagem”, repito a pergunta: a acusação se estende aos jurados cujas resenhas foram publicadas antes desta? Se sim, gostaria que você especificasse quais, e por quê. Se não, fica difícil entender como esta resenha o levou a abandonar a Copa antes de ter sido escrita. (Para constar: o seu email anunciando a retirada foi mandado dia 27 de agosto; o André me informou o resultado do jogo dele no dia 31 de agosto, e mandou a resenha no dia 16 de setembro.) Além disso: a sua rusga com o Cuenca não foi uma razão, talvez entre muitas, para você ficar tão decepcionado com o avanço de O dia Mastroianni na Copa?

    Finalmente, sobre a sua retirada da Copa, concordo que era um direito seu. Mas quando me vi preso ao resultado de um jogo sem resenha decidi escrever um texto explicando e comentando a situação.

    Abraços,

    Lucas

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  • [O comentário #14371 será citado aqui]

    Eta mala!! Ele não ia ficar calado??

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  • 10/10, Santana.

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  • Venho carregando uma dúvida há alguns anos: o André Sant’Anna é imbecil ou está apenas tirando um sarro imenso da cara de todos nós? Com esta resenha, minha dúvida começa a se desmanchar. O cara é imbecil mesmo. Bem fez o cara da Veja que detonou aquele calhamaço insuportável que ele escreveu e os otários da Companhia das Letras publicaram.

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  • [O comentário #14375 será citado aqui]

    Patruc, eu valorizo muito O Paraíso é bem Bacana – o calahamaço ao qual vc se refere. E argumentei a favor desse juízo em minha resenha pra Copa do ano passado, aqui, ó:

    http://copadeliteratura.com/2007/jogo5

    Vc leu essa resenha? Sei, pelo seu post, que leu a do Teixeira – mas quem sabe seja legal ver uma segunda opinião? E pensar qual argumento lhe convence mais, que tal?

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  • Há muita energia e argumento nesses comentários, e não vou dar conta de metacomentar nem metade do que queria.

    Mas quero sim registrar um lamento: por que cargas d’água André Sant’Anna, que participou tanto da edição passada aqui nos comentários, não deu um pio? Que ele pode abdicar, claro – e isso por mil razões, que podem não ter nada a ver com a Copa. Mas que seria bom pro debate o implicado estar de fala presente, ah, isso seria.

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  • Jatobá,

    Primeiro você diz que vai escrever a resenha, mas desiste porque o Cuenca avançou.

    Depois você escreve:

    “Lucas,

    Essa é a primeira e última vez que me manifesto aqui.”

    mas volta, para o quê mesmo?

    Também você se comprometeu a perder aqueles quilos a mais e não cumpre.

    Assim para os outros você parece meio…desequilibrado.

    Relaxa e esquece, meu caro.

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  • [O comentário #14356 será citado aqui]

    Caro Joaquim da Mercearia,

    Acho que vc se enganou. Eu não tenho a audácia de achar que posso comentar sobre um livro na profundidade que acho apropriada para o Fórum. Acompanho a copa desde o ano passado e de fato fico apenas impressionado com a paciência do Lucas, era apenas isso.

    Eu sou um economista que trabalha no mercado financeiro, no melhor das hipóteses, atualmente, escrevo um relatório sobre como ainda vamos mais perder dinheiro. No entanto, acho que isso não impede que eu reconheça educação, já boa literatura eu deixo para os Dr. Plausíveis da vida que são muito mais capacitados.

    O único tempo que me sobra, eu me divirto com meu humilde blog de crítica de restaurante. E garanto a vc, se as pessoas fossem tão críticas e acídas quanto aqui, eu já tinha fechado os comentários. Como vc pode notar meu caro, eu não tenho o estomago para escrever um livro ou uma resenha neste fórum.

    Abs e boas vendas na merceraria.

    A

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  • Uma coisa é certa: é a resenha que gerou os melhores comentários até agora. Nisto, tenho de tirar o chapéu para o André, ele sabe provocar. Se vc comentou aqui, quer dizer q o André conseguiu mecher contigo. Tenho certeza que a resenha dele vai bater o recorde de comentários de todas as edições. Bem diferente da minha resenha comportadinha da Copa passada: míseros 22 comentários, kkkk.

    E daí que o juiz foi comprado? Não vemos isso o tempo todo no futebol? Quando é com o nosso time ficamos bravos, xingamos, distribuímos sopapos por aí, mas no final, temos que engolir o resultado com uns goles de cerveja. Mas você não vai deixar de torcer para o seu time por causa disso. O resultado não dependia de nós, nunca dependeu, e agora, depois do jogo, esbravejar só vai te gastar à toa.

    1 abraço.

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  • Criticamos o passado, para que não vire presente, JLM. Não falamos da travessura nem do travesso, mas nos debatemos para o que foi não seja A quantidade de polêmica gerada nunca mostrou a qualidade do polemista. A polêmica em si é quase sempre infantil e só vale quando cria pólemizados.

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  • Essa história não está bem contada. Carola Saavedra foi “descoberta” (alguns dizem “apadrinhada”) por Sérgio Sant’Anna, pai de André Sant’Anna. Isso traz de imediato à mente algumas perguntas:
    1 Carola e André se conhecem pessoalmente?
    2 Houve um pudor de André em dar a vitória a Carola, já que poderia ser acusado de reforçar o apadrinhamento do pai?
    3 André tirou Carola da Copa por ciúme ou revolta incosciente ou consciente contra o pai?
    4 André tirou Carola da Copa por antipatia, despeito, vingança ou outra emoção impublicável contra ela pessoalmente, se os dois mais do que apenas se conhecem?

    A presença de André Sant’Anna nesta Copa e em particular apitando este jogo não sugere, por parte do próprio André, nem “full disclosure” nem “fair play”, e isso dá margem a suspeitas de uma falta de ética ainda maior do que já outros suspeitaram (ou, no caso2, uma falta de bom-senso). Eu preferia ter passado sem toda essa polêmica.

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  • PS: Desculpem o comentário anterior: “mecher” é indesculpável. Nunca mais comentarei aqui.

    kkk

    Abri uma banquinha de apostas na entrada do prédio da CLB, e tô coletando os palpites para a repescagem. Toda Terça tá com a cotação alta. Alguém arrisca uma fezinha?

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  • [...] os aspirantes aos cadernos literários, uma boa escola é essa ótima resenha do André Sant’Anna para a Copa da Literatura. Entre as várias passagens que me tiraram o fôlego enquanto eu lia, destaco uma, em que todo o [...]

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  • [O comentário #14376 será citado aqui]

    Viste coisas demais em um livro que é menos – isto em um mal sentido. O rapaz tem razão. Não é porque é filho de Sérgio que merece indulgência. A única expressão correta é Mané-Sant`Anna, isto sim. Verdadeiro ato profético sobre si mesmo. Em verdade, em suas palavras, a história de um fudido que acabou-se por se fuder. Isto, para não dizer o mal que nos fez com tantas fudeções de paciência…

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  • Nossa, como esse tal de Joaquim é engraçado…

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  • Sei não. O Jatobá deve se sentir mais à vontade conversando com seu amigo Atum sobre como o terrorismo islâmico é compreensível. Mas gostei dele ter vindo dar a sua opinião. Na verdade, ele não precisava ter saído da Copa. Era só mostrar a sua discordância depois.

    Esse texto do Santanna é ruim. Mesmo como gracinha. Mas não diminui os outros caras que fizeram boas resenhas.

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  • também concordo com o antônio marcos e o tiago a.
    cadê o andré santana?
    andré, apareçe aí!!
    isso é só uma sala de comentários, ninguém vai te xingar ou fazer macumba e jogar em cima de você. queremos discutir numa boa, ninguém vai perder a educação contigo(pelo menos eu acho, eu falo somente por mim). você não aparecer é errado. você sabia o que a sua resenha(ficção) iria provocar. quem está levando tiros no seu lugar é o lucas.
    eu se fosse o lucas já teria pulado fora há muito tempo…
    um abraço.

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  • [O comentário #14390 será citado aqui]

    Mas vc é ingênuo, isaac? Parece-me óbvio que o sujeito já apareceu aqui, com qualquer outro nome. Inclusive (é possível) como “isaac” ou “Prefiro Não Dizer”.

    Mudando, mais não muito, de assunto, fiquei curioso para saber se existe uma só pessoa aqui que, depois desta palhaçada, ficou com vontade de ser o livro do sujeito, também conhecido como “O Filho do Escritor”.

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  • nada disso.
    eu sou eu mesmo. não sou o andré.
    mas depois desse não-aparecimento dele, com o seu verdadeiro nome, eu retiro o que eu disse.
    de que adianta criar todos esses mecanismos que geraram tantas discussões se não tem peito para augumentar depois?
    e com o seu verdadeiro nome?
    eu continuo achando que o que ele fez foi uma ficção para gerar isso tudo: argumentos exaltados, educados, sem- educação, argumentos tentando entender o que ele fez(eu).
    acho que ele deu uma rasteira em todo mundo e quiz passar uma mensagem. e não vejo problema algum nisso. o único problema é que ele pagou o pato sozinho. mas ele deveria aparecer e esclareçer tudo, não se esconder em nomes falsos, ou não aparecer. isso sim é anomia babaca, como disse o sergio.
    coragem apenas pela metade?
    vou embora, frustrado.
    um abraço.

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  • [O comentário #14392 será citado aqui]

    Isaac,

    Fica aí a dica para o Nelson de Oliveira organizar uma coletânea: Geração Coragem pela Metade.

    abs

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  • Vamos para o próximo jogo? Esta discussão é tão inútil, tão cansativa, tão chata…

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  • [O comentário #14370 será citado aqui]

    Tiago, segui o link sugerido e fiz uma averiguação rápida e superficial apenas das resenhas sobre livros brasileiros contemporâneos. Posso ter me enganado, e se for o caso peço desculpas antecipadas pelo que segue abaixo; mas não encontrei uma que fosse menos do que elogiosa. Mesmo quando há ressalvas – e nem sempre há – o balanço é positivo.

    Pode ser uma escolha do Tezza: a de falar apenas de livros e autores que ele acredita valerem a pena para os seus leitores. Mas também pode ser uma forma de ficar bem com todo mundo.

    Aliás, só ontem fui pensar melhor na frase que fecha a resenha do André e no que ela tem de incongruente. A resenha, ao contrário, provavelmente faz o André ficar mal com todo mundo: com os leitores da Copa, por motivos óbvios; com a Carola, que vê seu livro apressadamente elogiado e posteriormente preterido por um motivo fútil; e com o Cuenca, que fica na situação desagradável de só ter ganhado porque era amigo do dono da bola. André, se você estiver por aí: ficaste bem com quem?

    Abraços,

    Lucas

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  • Alô, todos. Alô, Lucas. Não apareci até agora por falta de tempo. Vida dura. E vai ser duro ler tudo o que escreveram até agora. Mas é que não pude entrar na internet desde domingo… Problemas… Problemas… Mas a minha resenha não foi uma piada. Lucas, eu já te disse isso: não é justo que um único juiz decida entre dois livros, completamente diferentes, qual é o melhor deles. Acho também que a minha decisão (não foi uma piada, mas uma provocação mesmo – motivos políticos sérios – viu, Jatobá?) deve ter incomodado bastante, já que um escritor jovem como o Cuenca, curador do difamado Amores Expressos, fazendo sucesso, deve incomodar demais… Soube desse tititi todo pelo blog do Sérgio Rodrigues… Acabo de reler minha resenha e gostei muito dela… Fui sincero do começo ao fim… É o meu direito escolher o livro que quiser, já que não recebi nenhuma instrução dos critérios a serem adotados na escolha. De fato, não acho um livro melhor do que o outro. Num concurso com vários livros, a gente acaba escolhendo por empatia, ou por identificação, como fez o Nelson… Talvez eu não tenha ficado bem com ninguém mesmo, você tem razão, Lucas…. Que pena! Já que eu gosto de ter amigos. Mas a minha crítica maior mesmo é à crítica, como ela é feita na imprensa e, principalmente na internet, incluindo meus colegas da Copa. Vocês, meus colegas (há exceções, claro) são muito tacanhas para o elogio. Teve alguém aí, não me lembro bem, acho que alguém que usa pseudônimo, só para não aderir totalmente ao livro que escolheu, Toda Terça, chegou a dizer a enorme bobagem que o livro da Carola não era literatura brasileira. Fora uns caras que chegam a xingar os autores (desculpe, isso foi na Copa passada, um cara faltando ao respeito de maneira sórdida com o Vilela etc.. etc.. Me digam unma coisa: por que a minha resenha incomodou tanto? Por que o Cuenca incomoda tanto? Por que o Rato incomodou tanto? Não acho que arte seja auto-expressão, como disse o Sérgio Rodrigues. Acho que arte é um jogo, um jogo quase sem sentido. Deveríamos nos divertir, aprender, fazer amigos, jogar, através da arte. Todo mundo fala mal da Veja, mas estão todos escrevendo como os resenhistas da Veja, cheios de auto-importância. Mas voc6es não têm importância alguma, esta Copa não tem importância alguma e, fiquem tranquilos, eu também não tenho importância alguma. Mas de qualquer forma, a minha resenha e o meu voto botaram muita gente pra pensar, não foi? Bem… Só li, até agora, 3 comentários e imagino o que deve vir por aí… Provavelmente vou dormir com a orelha quente… paro por aqui, por enquanto. Vou ler o resto e depois escrevo mais…

    Abraços,

    André

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  • Prefiro Não Dizer, não sou covarde, não. Só fiquei sabendo disso tudo hoje. E pode ficar tranquilo, que vou argumentar demais até o fim…[O comentário #14387 será citado aqui]

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  • Não uso pseudônimos.

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  • Ainda tá nessa de Geração 90?

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  • Estou indo, estou indo… É impressionante como as pessoas ficam revoltadas por eu não ter falado mal de ninguém…

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  • Tentei colar meus comentários diretos junto às mensagens… Mas eles estão aprecendo isolados… Não sei como fazer isso… Mas também está na hora de nanar… Nos próximos dias, vouler tudo e, no final, responder mais ou menos a tudo… Mas como tudo isso é chato e deselegante…

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  • Filho do Escritor? Coragem pela metade?

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  • Imbecil?

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  • Lucas, sobre isso aqui:

    “Pode ser uma escolha do Tezza: a de falar apenas de livros e autores que ele acredita valerem a pena para os seus leitores. Mas também pode ser uma forma de ficar bem com todo mundo.”

    Uma vez perguntei ao Tezza (em um colóquio, no Itaú Cultural, em SP, em Nov/ Dez 2007) se ele falava contra: se ele assumia um lugar de crítico para antagonizar um produto literário e ele disse que não: caso julgasse o produto ruim, o devolvia ao editor, recusava o lugar de juizo.

    Isso importa para mim e, por isso, não o tenho em alta conta como crítico. Eu quero sempre poder falar contra sim – no mínimo para que alguém, ao falar contra o meu falar contra, me leve a aprender alguma coisa, a sair do lugar onde estou.

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  • [O comentário #14371 será citado aqui] Jatobá, você, de fato, está preocupado é com o resultado da Copa? Você acha que quem ganhar esta Copa é melhor escritor do que os outros? Você acha que o escritor que você acha o melhor é mesmo o melhor?

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  • [O comentário #14372 será citado aqui]
    Lucas, quando escrevi a resenha, eu não sabia que a pinimba do Jatobá era com o Cuenca. Mas, agora, fico duplamente feliz por ter votado em O Dia Mastroianni…

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  • [O comentário #14254 será citado aqui] O meio literário, todos esses “meios” são feitos de compadrio. Não sabia, não, é? É um nojo mesmo… E acho que deixei mais ou menos claro isso na minha resenha. Mas parece que a gente tem que ser mais óbvio, não é?

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  • [O comentário #14299 será citado aqui] Pois é… O resultado, pelo menos na minha resenha, era o menos importante. É impressionante como o que de fato era importante na resenha foi deixado de lado por todo mundo (quer dizer, quase todo mundo). O pessoal só quer saber quyem é o melhor, se o Cuenca, ou a Carola, como se houvesse um melhor.

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  • Querido, você sabia que a orelha de Toda Terça foi escrita pelo meu pai? Compadrio por compadrio, eu teria votado em Toda Terça. E pode anotar aí: nem o Cuenca, nem a Carola, estão preocupados com o resultado da Copa. O que importa mesmo, acho que para o Lucas também. é o movimento, a troca de idéias, a literatura… Não as medalhas…

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  • Caro André,

    Ainda não foi devidamente dicionarizada a exemplar incompetência e ínfima destreza com que você pensa e escreve.

    Abs,

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  • [O comentário #14411 será citado aqui]

    André, concordo que o que importa é mesmo a troca de idéias e a literatura. E também acho que nem a Carola nem o Cuenca – nem o Tezza, nem o Garcia-Roza, nem o Backes, nem o Bernardo Carvalho… – ligam para o resultado da Copa.

    Mas acredito que eles sempre queiram conhecer novas opiniões sobre os seus trabalhos. E, como eu e outros já observamos nos comentários, é por isso que a sua resenha foi tão criticada: no meio da polêmica – possivelmente bem-vinda – criada pelo critério usado para decidir o jogo, perdeu-se uma boa chance de discutir os livros.

    Em retrospecto, acho que eu deveria ter falado sobre isso antes da resenha ter sido publicada. Não para você mudar o seu critério, mas para reforçar a primeira parte da resenha. O resultado talvez fosse um texto tão polêmico quanto o que foi publicado, mas com mais substância. Infelizmente, deixei a oportunidade passar.

    Mas uma das vantagens da caixa de comentários é oferecer sempre uma nova chance. Então, faço hoje a sugestão que deveria ter sido feita antes: se você puder e quiser, aproveite este espaço para falar um pouco mais sobre O dia Mastroianni e Toda terça. Quais são as propostas “filosóficas, sexuais” e “de encontros multiculturais” que tornaram o livro da Carola tão rico? Por que o despojamento do Cuenca é tão prazeroso, quando uma armadilha evidente para alguém que simplesmente vai “escrevendo e pronto” é terminar com uma obra sem pé, cabeça nem interesse? O que você teria a responder ao comentário 61, do Doutor Plausível, sobre a sua afirmativa de que boa literatura “é quando um autor revela seu mundo interno e externo para nós”? Seu texto sugere muitas outras perguntas, e seria ótimo você nos responder algumas delas.

    Abraços,

    Lucas

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  • Esse Vinícius diz que nunca voltará aqui, mas mal é citado e já coloca um comentário. Esse Vinícius não percebe o próprio lugar. Vinicinho: todo mundo já sacou a sua, puxa saco bobo. Perto de André Santanna você é só um adulador. Fim.

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  • Bacana que o André apareceu – nem pelo caso de defender, a si mesmo ou sua resenha, mas para engrossar o caldo com mais uma posição, e evitar a acusação de covardia. Vamos aos duelos no serpentário! :)

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  • [O comentário #14412 será citado aqui] Ah! Meu camarada…

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  • [O comentário #14406 será citado aqui]

    Antonio, entendo bem a posição do Tezza. Por uma questão de economia: diante de um romance ou escritor julgado irremediavelmente ruim, calar-se é a melhor garantia de que o seu público não aumentará. Lembro, por exemplo, de um texto que publiquei no meu blog sobre dois romances de Jonathan Coe, com uma frase – menos do que isso – extremamente negativa sobre o Michel Houellebecq. E não é que um comentarista veio dizer que aquela menos-do-que-frase o tinha deixado interessado na obra do francês?

    Há um caso, porém, em que a crítica negativa tem razão de ser mesmo levando em conta o raciocínio acima: quando o escritor é julgado remediavelmente ruim. Nesse caso o crítico pode escolher atacar o moinho de vento e explicar o que na sua opinião está errado com a obra daquele escritor e como consertá-la. Não é razoável presumir que o escritor irá ler a análise, concordar com ela e mudar seu jeito de escrever, mas suponho que aconteça de tempos em tempos (talvez seja o caso da Zadie Smith diante das críticas do James Wood, por exemplo) – e quando acontece o crítico tem direito a volta olímpica.

    Outra razão para escrever críticas ruins de vez em quando é estratégica: se você só elogia, o elogio periga ficar vazio. E o crítico corre o risco de um mané como eu ler meia dúzia de exemplos do seu trabalho e ficar duvidando da sua integridade profissional.

    Abraços,

    Lucas

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  • André, sério mesmo que você vai responder um por um? Meu amigo…

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  • O que não está escrito, não está escrito.
    Escrevam vocês.

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  • O Jatobá resolveu por a fantasia que usou no carnaval passado.

    André S, na boa, muita gente achou que seu texto era piada, porque era o único jeito possível de entendê-lo. Levando a sério, é um texto ridículo e comprometedor. Você parece o seu personagem de O Paraíso..

    As resenhas da Veja são meio superficiais, mas muito melhores que esse seu texto.

    Para terminar, você e Cuenca não incomodam. Isso seria o sonho pum transgressor. Vocês são apenas alvos fáceis. Escritores fracos que ganham espaço que não merecem. Quem deseja que o Brasil tenha um pouco de meritocracia claro que vai pegar no pé de vocês. Entendeu? Nada pessoal.

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  • Pô, Lucas. Onde é que você foi me meter? Olha só, eu tenho um monte de coisa pra resolver na vida etc. etc. De verdade, eu não abria meus e-mails desde domingo. Hoje, já de noite, abri e encontrei uma carta aberta do Sérgio Rodrigues, dizendo sobre a decepção que ele sentiu com a minha resenha etc. etc.. Claro, fui correndo pro site da Copa e o que vi foram aqueles comentários agressivos, aliás, com pouquíssimo interesse pelos livros, pela literatura ou coisa do gênero. Parece que estão todos preocupados com a legitimidade do voto. De fato, não fiz uma resenha profissinal, esmiuçando detalhes dos livros, citando passagens, apontando defeitos e qualidades… Fiz um texto político, meio que para provocar o Jatobá com aquela afetação dele e para a crítica em geral. E falei, na resenha, daquela história da “arte X cultura” – a “cultura” exigindo críticas rigorosas – o cuidado que os críticos têm para fazer elogios X a naturalidade com que ironizam e ofendem etc.. Eu quis dizer que os dois livros eram muito bons, mereciam mais elogios do que análises pernósticas e que escolher um dos dois era uma bobagem (embora sirva de pretexto para que a Copa aconteça). Na verdade, eu, de fato, não estudei os livros, não preparei a resenha. Fui escrevendo as minhas impressões – políticas e estéticas – apenas impressões. Aliás, adoraria discutir essas impressões. Por exemplo: acho Toda Terça um livro mais consistente do que O Dia Mastroianni. A Carola tem muito mais domínio sobre a literatura dela do que o Cuenca. A Carola fica ali no mundo ao redor dela, escrevendo sobre pessoas que ela conhece e, aí, aquela história: “um pequeno mundinhozinho contém o Universo”. A Carola sabe do que está falando e, fora, isso tem originalidade na linguagem, tem linguagem própria. Já o Cuenca é um diletante. E eu gosto muito disso. Ele é um escritor que cai na aventura. Na verdade, O Dia Mastroianni é cheio de defeitos dos quais também gosto muito.O Cuenca começa a escrever sem saber aonde vai dar. Aquela “consciência” que aparece no livro é meio ingênua. É um defeito. O resenhista chamaria o João Paulo Cuenca de imaturo. Eu chamo de irresponsável. E irresponsabilidade é grande matéria prima para a criação. E a crítica em geral, os resenhistas todos, são muito caretinhas, seriozinhos, cheios de nome e reputação a zelar. Bem… O Jatobá tem razão: para mim, o voto em O Dia Mastroianni é político, uma política contra essa caretice toda, essa seriedade babaca, essas formulazinhas de se fazer resenhas babacas – só não me venha pedir para dizer se O Dia Mastroianni é PÉSSIMO/RUIM/REGULAR/BOM/ÓTIMO. E esses merdas todos aí, debaixo desses pseudônimos babacas aí, deviam era ter mais respeito aos livros, à literatura e a quem faz os livros e a literatura. Mas se não quiserem ter respeito, também, chuchu-beleza!!!!

    Abraços,

    André

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  • Eu de novo, Lucas. É que^agora reli seus comentário, pedindo para que eu respondesse ao lance 61, do Dr. Plausível e já vi também que tinha gente me xingando e reclamando que eu estava respondendo um por um e eu não domino muito esse negócio de ficar de madrugada na internet, trocando agressões com gente que me odeia só porque eu escrevi uma resenha, e eu não faço a menor idéia de onde está o comentário 61 e eu tenho muitas coisas para fazer na vida e isso era para mim só uma brincadeira e eu nunca pensei que eu fosse uma pessoa tão sem ética, não… Pô, Lucas, eu não gosto desse pessoal…

    Abraço,

    André

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  • Luciano, na boa, o que que é meritocracia?

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  • Bem, acho melhor deixarmos o Sant´a´n´n´a sossegado, que deu para perceber que ele é meio doidão.

    E talvez ele responda:

    “Mas louco é quem me diz
    Que não é feliz
    Eu sou
    feliz.”

    Eu li o livro do Cuenca. E discordo que o autor “saiu e foi escrevendo”. É um livro enxuto e de prosa cuidada. Cada frase está ali com consciência.

    Por causa do humor, fica difícil comparar com romances “sérios”. Achei legal o Cuenca sair daquela seriedade do Corpo Presente, meio afetada, para algo mais livre.

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  • De fato a melhor crítica que eu já li. Mesmo porque eu não gosto de crítica, quase nunca as leio, é um saco ficar lendo o que um outro achou do livro do cara lá. A sua crítica é uma CRÍTICA à CRÍTICA CULTURAL.

    Sinceramente
    me deixou curioso para ler os livros.

    abks.

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  • Taí, André, teu comentário (n.167) foi muito melhor, mais honesto e mais informativo sobre os dois autores que a tua “resenha”.
    Tivesse postado este, em vez d’aquele, a discussão estaria girando muito mais sobre literatura e menos sobre o caráter das pessoas.
    E, creia, você não parece mais “conservador” por causa disso. Parece melhor.

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  • 10 COISAS QUE APRENDI SOBRE/COM A COPA DE LITERATURA BRASILEIRA

    Não devo esperar que todos os jurados se portem da mesma maneira, pois apesar de a única regra da brincadeira ser “Escreva uma resenha”, nem todos eles farão resenhas: quem sabe escrever resenhas (como, v. g., Nelson de Oliveira–que, noutros lugares, até ensina como fazê-las) pode muito bem escolher não fazê-lo; quem não sabe (como, v. g., André Sant’anna–que assumiu o fato) também, obviamente, não vai fazer.

    Lucas não é um editor. Ele não vai separar, previamente, o joio do trigo. Esse trabalho cabe aos comentaristas, que nem sempre estão dispostos a tanto. E por falar nos comentaristas: É triste, mas a falta de moderação da caixa de comentários leva à falta de moderação de alguns comentários. Muita gente ainda não aprendeu a conversar pela Internet.

    A Copa de Literatura Brasileira não é uma Copa da Crítica Literária Brasileira. Não devo alimentar a expectativa de que os votos dos jurados sejam análises dos livros concorrentes que discutam sua importância imediata mas que também tratem de pô-los em perspectiva, relacionando-os ao resto da produção contemporânea e oferecendo ao leitor comum aquilo que ele não ia poder construir sozinho, já que não tem tempo pra ler tudo o que deseja. Ou pelo menos não devo esperar que textos assim apareçam sempre.

    Embora alguns críticos e resenhistas façam parte de seu corpo de jurados, haverá também votos incongruentes, preguiçosos, bêbados etc.

    É boba a expectativa que eu tinha de as pessoas levarem o espaço mais a sério, considerando a escassez de fóruns públicos de debate sobre literatura no país. Também é boba a expectativa que eu tinha de a Copa ter algum papel pedagógico, no sentido de ensinar o que é Crítica Literária, a importância dos críticos na formação da cultura de um país etc. É melhor não ter expectativa alguma.

    Para muita gente, autores inclusive, o termo CULTURA não tem o mesmo significado que costumo construir a partir dele.

    A Copa será um bom retrato da cena literária brasileira. O que esta tem de bom vai ter espaço, assim como o que tem de infantil. Se alguns autores brasileiros não sabem se relacionar com a crítica, se são homens cordiais que não conseguem separar a persona de dentro-de-casa da persona pública, isso também vai ficar patente na Copa.

    Nem todo mundo pode/quer ser Crítico Literário. Pouca gente entende para que serve um Crítico Literário (essas porra). Muita gente acha que Críticos Literários são ressentidos que não conseguem ser ficcionistas e, portanto, por maldade/mesquinhez/espírito de porco, encontram incomensurável satisfação na atividade de apontar defeitos no trabalho dos outros, enquanto sorriem Mutley-style.

    É quase nula a chance de acontecer nos comentários da Copa de Literatura Brasileira um encontro similar a este que aconteceu nos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano: James Wood e Jonathan Franzen conversando sobre As Correções. Assim como no resto da Internet, a maioria das pessoas não vai levar caixa de comentários a sério.

    Nem todo mundo dá o mesmo valor à literatura. Nem todo autor dá o mesmo valor à literatura. Nem todo mundo gosta de literatura brasileira.

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  • André, topando então o desafio que você alega ter sido a sua intenção desde o início,sobre artexcultura, eu gostaria de te dizer o seguinte: isso já era!

    Cara, você está sessenta anos atrasado! Esse argumento, só que com um pouco mais de cerveja e palavrões, é o mesmo de Lukàcs defendendo o realismo no teatro contra Brecht. Ou seja, a arte como transcendência da história.

    O que você não percebe é que ao fazê-lo, você é o careta!

    O que move a todos aqui? Isso que você só percebe sob a ótica da falta de educação, da agressividade, do conservadorismo tacanha. O que é isso?

    A construção de um “comum” na literatura. Um afecto de compartilhar, de estar “ao lado” de outros leitores, escritores, etc. E sabe quem você é, nisso tudo?

    Você é o carinha da prograganda da Nextel, que fica andando sozinho – eu sociedade anônima, eu sou um cara livre, eu sou porra-louca, eu e minha arte, eu que estou aquém e além da cultura, eu, eu , eu, eu….Tanto eu é muito careta e conservador, você não percebe? Isso já foi contestador, agora, isso vende celular, refrigerante, carro…

    Sabe o que é realmente foda e do caralho? Topar o desafio de habitar esse campo do comum, recheado de afectos de todos os tipos, bom-mocistas e selvagens, eruditos e porra-loucas, num exercício de construir um comum com os outros. Mas você está mais interessado em você transcendendo a apenas suposta mesquinharia dos seus semelhantes através da sua arte.

    Por isso que ficou chato, estragou a brincadeira, e incomodou.

    Mas talvez a Copa seja uma oportunidade para você! aprender algo, e não apenas passar seu recado.

    Abraços.

    Rodrigo

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  • Culpa da escolinha que o André Sant’Anna e seus comparsas freqüentaram quando crianças. Não ensinaram a eles sobre uma tal Semana de 22, nem sobre movimentos anteriores a ela, como o surrealismo e o dadaísmo. Não lhes ensinaram sobre aquele cara das latas de sopa e nem sobre o concretinismo. Sem contar nos homos que saíram pela América pedindo carona, tomando LSD e escrevendo poemas péssimos.

    Agora neguinho tá aí, querendo ser transgressor, rebelde, revolucionário. E com mais de quarenta anos na cara! Se isso não for deficiência intelectual, é mental.

    Mas é a tal coisa: no Brasil, o cara lê um tiquinho de Machado Aqui, talvez Graciliano – e se acha gênio. Lá fora (alguém citou Woods e Frazen) eles lêem Shakespeare, claro, e Austen, Dickens, Twain, Wilde,…

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  • Gente, pelo amor de deus. Foi só uma provocação do André Sant’anna. Ele não tava querendo fazer um tratado sobre crítica cultural. Essa Copa é uma brincadeira: uma brincadeira séria, sim, como toda brincadeira que se preze, mas, no fim das contas, só uma brincadeira. Tem gente tratando o coitado como se ele tivesse desviado dinheiro público, sei lá.

    A impressão que eu tenho é que quase ninguém aí leu livro nenhum, e como não tem o que falar sobre o que não leu resolve mostrar os músculos descendo a lenha nos resenhistas. Eu simplesmente não entendo essa indignação toda. Entenderia a discordância, mas essa virulência… Nem sou particularmente fã dos teus textos, André, mas tô contigo e não abro: esse pessoal aí, viu!

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  • eu não vou argumentar mais nada. é uma gritaria de inteligência contra inteligência, uma gritaria de babaquices contra babaquices, é uma gritaria que não chega à lugar algum, a não ser a própria babaquice de cada um e ao próprio umbigo. todo mundo tem razão menos o outro, ninguém quer articular um dialógo preciso sobre algo e saber ouvir. pareçe um jardim de infância sem professor por perto.

    eu falei que andré tinha apenas meia coragem para fazer o que fez e não aparecer, mas ele apareceu. então retiro o que disse. andré tem total coragem. e isso é admirável. e a resenha/ficção dele foi fabulosa, deu uma rasteira em todo mundo. pelo menos para mim, ampliou o que é literatura, o que é a liberdade da literatura. e, principalmente, demoliu o que é crítica “boa” e crítica “ruim”. isso não existe. cada um tem seu gosto e acabou. dane-se o outro. mas esse “dane-se o outro” também deve ser libertário, o outro também deve ter o direito de dizer a mesma coisa. foi isso, pelo menos no que eu entendi, que o andré quiz dizer.

    um abraço para todos.

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  • [O comentário #14424 será citado aqui]

    Simples, mesmo que horrível, meu caro André. Meritocracia – cultura do mérito – pelo menos acho eu, mesmo discordando do meologismo. E aliás, é tudo o quanto de acusam de não ter. Ou tem demais, porque realmente você você não fala mal de ninguém, talvez nem mesmo de você diante do espelho. Por camaradagem, politica é claro. Quem diria o contrário?

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  • [O comentário #14433 será citado aqui]

    neologismo. Corrijo.

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  • Simples, mesmo que horrível, meu caro André. Meritocracia – cultura do mérito – pelo menos acho eu, mesmo discordando do neologismo. E aliás, é tudo o quanto de acusam de não ter. Ou tem demais, porque realmente você você não fala mal de ninguém, talvez nem mesmo de você diante do espelho. Por camaradagem, politica é claro. Quem diria o contrário?

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  • [O comentário #14397 será citado aqui]

    Oi, Lucas, sobre as resenhas do Tezza, você leu esta sobre Contos e novelas reunidos do pai de André? Essa resenha tem trechos como este:

    Mas, no momento seguinte, O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro, de 1982, como que respondendo a uma generalizada falta de rumos do país inteiro (estávamos com Figueiredo e seus cavalos), Sérgio Sant’Anna, na esteira aliás das reflexões estruturalistas que contaminaram o pensamento lingüístico e literário ao longo dos anos 70, parece confundir crise da linguagem com crise da narrativa. E, agora sim, podemos falar em “experimentalismo”, no que essa palavra tem de descartável: ao perder o senso de unidade e ao trazer para os textos a linguagem crua do ensaio não transpassada pelo ponto de vista de alguém que não é o autor, o texto se dilui em coisa nenhuma – como ensaio, não fica em pé, vítima da frase-feita; como ficção, não toma corpo.

    Não concordo e gosto muito desse livro. A ressalva aqui é bem dura, eu diria. Mas acho que você tem razão quando diz que sobressai o comentário elogioso. E engraçado: ontem à noite eu estava conversando justamente sobre isso com AMP, que me contou essa mesma estória que ele te contou. E eu dizia a ele que não é necessariamente falta de ética adotar essa postura de calar sobre o que é ruim. Pode ser que o crítico escolha fazer isso porque o livro é irrelevante mesmo ou porque ele tem que lidar com a economia de seu (o do crítico) próprio tempo e prioridades e tal. Não é necessariamente uma vontade de ficar bem com todo mundo, tampouco um receio de acabar fazendo propaganda involuntária, eu acho. Ou pelo menos, no caso de Tezza, duvido muito que seja isso. Mas posso estar errado, também.

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  • Isaac,

    Acho interessanes essas opiniões, mas mais devagar com o andor, por favor. Não é justo dizer q “ninguém quer articular um dialógo preciso sobre algo e saber ouvir.” Tanto o Lucas qto o Sérgio Rodrigues, eu e outras pessoas aqui abrimos frestas de diálogo q ninguém quis escancarar, sobre questões reais tanto dos dois livros qto da crítica, da autoria, &c.

    Devagar tbm com outro andor, por favor. Primeiro deixe haver crítica no Brasil pra depois contestar o papel da crítica. A grande parte da literatura brasileira tem relevância risível, tanto aqui qto fora, em grande parte pq a crítica brasileira é irrelevante. Nenhuma literatura nacional forte é um bando conexo ou desconexo de autores vertendo idéias e um público apreciativo bebendo extasiado toda aquela genialidade. Só há literaturas nacionais fortes, criativas, importantes, inteligentes e… lucrativas onde há uma crítica forte, importante e inteligente. As opiniões do André sobre a crítica são besteiras sem tamanho, tal como as de alguém q pretendesse abolir a produção de vinhos no Brasil pq só bebeu Sangue de Boi na vida.

    Acho q foi a Renata Miloni q disse na primeira Copa q no Brasil de hoje o debate e a crítica literária mais interessante tá na interneta. Digo isso pra sublinhar minha opinião agora de q foi um erro o Lucas ter convidado um escritor (e um crítico…) obviamente cambembe na interneta. Um dia André aprende a encontrar comentários numerados (não o condeno: em meu browser os números tampouco aparecem), a entender protocolos de comentários, a não se impressionar com pseudônimos e a dar a atenção devida a um acordo feito por email. No começo, todo mundo leva umas pauladas qdo começa a interagir na interneta, e aí vai aprendendo.

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  • O Rodrigo falou um negócio que achei muito bacana:

    “Sabe o que é realmente foda e do caralho? Topar o desafio de habitar esse campo do comum, recheado de afectos de todos os tipos, bom-mocistas e selvagens, eruditos e porra-loucas, num exercício de construir um comum com os outros.”

    Assino embaixo, Rodrigo. Criar formas de freqüentação de um espaço comum, utilizar um tênue interesse comum para conviver e conversar com pessoas eventualmente divergentes – isso dá trabalho, dá pano pra manga, isso é um desafio, mas quando rola pode ser legal e “realmente foda e do caralho”. Pode gerar muito aprendizado – estético, moral, existencial. Pode ser divertido pacas tb.

    Isso é uma das razões que me levam a acreditar que esse espaço aqui é sui generis na exploração das possibilidades de discurso crítico no Brasil hoje. A estrutura da coisa; a mistureba de autores, críticos, e comentadores de literatura em vários graus de profissionalização, entusiasmo e primadonnismo; a possibilidade do zoneamento e da provocação pela via do anonimato – de maneiras diferentes, todos esses elementos contribuem para a produção ou gestação de um negócio que, acho, tá mais pro bom que pro ruim.

    E bola pra frente.

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  • Pérola do dia, do quase sempre infalível Dr Plausível:

    “…besteiras sem tamanho, tal como as de alguém q pretendesse abolir a produção de vinhos no Brasil pq só bebeu Sangue de Boi na vida.”

    Rapaz, vai ser difícil bater essa analogia hj.
    :)

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  • Vai ser difícil pro André rebater, comentar, mesmo se situar no que rolou antes dele aparecer. Paciência: o esquema tem dessas coisas tb, e nem acho que é o caso de uma redução do interesse disso aqui às respostas do André.

    Como é de se esperar de alguém interessado em sociologia da literatura, claro que uma situação como essa em torno da resenha do André me interessa. Do mesmo jeito que me interessam as omissões de críticos mais “canônicos”, que chegam aqui, exibem seu juízo e depois ligam o foda-se pro que acontece na caixa de comentários (lembro de solicitar implicação de uns e ser solenemente ignorado). Do mesmo jeito que me interessam os que aparecem aqui nos comentários pra espalhar o rumor (tipo “O Nelson de Oliveira e o Bernardo carvalho são desafetos”), e a medida de implicação variável de todos, todos os envolvidos nesse negócio aqui (vejam o tentáculo que se estendeu no blog do Sérgio Rodrigues, já com o André respondendo ao Sérgio lá e com gente que produziu resenha pra Copa do ano passado, e que não aparece, que me lembre, por aqui – o Rafael Rodrigues – se manifestando, lá, sobre isso aqui), que indica, entre outras coisas, que há muitas maneiras de “levar a sério” literatura, como há muitas maneiras de savoir faire na crítica e de fazer disso algo da ordem de uma gaia ciência.

    Um sucesso. Ou não?

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  • doutor,
    é disso que eu falo.
    o andré não fez uma resenha. ele passou uma mensagem. só isso. vocês é que estão articulando em cima de um erro: se ele fez resenha ou não, se isso é lixo ou não, se ele tem caráter ou não.
    é por isso que ele passou uma rasteira em todo mundo.
    ele fez uma confissão/ficção em um espaço destinado à resenha. esse é o ponto.
    então nunca houve uma crítica forte, inteligente, criativa e importante nesse país?
    é claro que eu não quero o andré como crítico. e é claro que ele não é um crítico.
    mas você viu quantos comentários geniais, quantas mentes cheias de teorias e fórmulas fabulosas? por que esses mentes então não ocupam um espaço e ficam isentas em seu pedestal: não tem contato nenhum com autor nenhum a não ser crítico, imparcialidade, nenhum gosto ou critério a não ser a análise da obra. esquecer que é humano como todo mundo e não se permitir preconceitos e conceitos, mas sim a análise fria e objetiva.
    doutor,
    isso não existe aqui, nem nos euas, nem na china, nem na frança e nem em lugar algum. por que esse aura de perfeição e essa busca pela perfeição absoluta?
    é claro que a boa literatura se articula com bons críticos, e existe um desenvolvimento unilateral em ambas as partes. uma parte alimenta a outra. o que não pode existir é a falta de liberdade e critérios rígidos, a falta de diálogo com autor e essa auto-presença que existe por parte da maioria da crítica nesse país. esse é o outro ponto: falta de educação para saber ouvir, sem preconceitos. e saber voltar atrás caso tenha errado. tanto o crítico, como o autor.

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  • Esse negócio de “meritocracia” é engraçado. O que foi que o André Sant’anna recebeu pra se falar em “mérito”? Alguma recompensa? Alguma promoção? Não. Ele simplesmente sentou na cadeira e escreveu uns livros. Foi alvo de resenhas, algumas positivas, outras negativas – e só. Não me lembro de tê-lo visto sendo favorecido por alguém, ou se locupletando de alguma coisa.

    Por favor, gente. Vamos nos ater ao que interessa, à literatura, ao que se escreve e se publica. O resto – essa personalização, essa ânsia de “denunciar” e “desmascarar” – me parecem apenas estratégias meio neuróticas p/ esconder o ressentimento.

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  • Isaac,
    Não entendi este parágrafo:
    “mas você viu quantos comentários geniais, quantas mentes cheias de teorias e fórmulas fabulosas? por que essas mentes então não ocupam um espaço e ficam isentas em seu pedestal: não tem contato nenhum com autor nenhum a não ser crítico, imparcialidade, nenhum gosto ou critério a não ser a análise da obra. esquecer que é humano como todo mundo e não se permitir preconceitos e conceitos, mas sim a análise fria e objetiva.”

    Parece q tem uma segunda interrogação, mas não sei onde ela está.
    _______

    AM,
    “Pérola do dia, do quase sempre infalível Dr Plausível:”

    ¿QUASE sempre?

    ;•p

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  • [O comentário #14443 será citado aqui]

    doutor, esquecer uma interrogação faz parte do processo. e, você, como homem inteligente que é, sabe muito bem onde ela está, basta seguir pela entonação da leitura. além do mais, não vou perder tempo com brigas. argumentar é uma coisa, gargalhar no vazio é outra. você entendeu perfeitamente o que eu disse.
    espero que argumente como resposta. e não ocupe apenas espaço.
    !grande abraço, de seu fã!

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  • Marina, tb achei demasiado o papo sobre meritocracia, e distribuiria as mesmas questões que vc distribuiu aqui:

    [O comentário #14442 será citado aqui]

    Mas acho que isso, essa menção ao juízo de mérito, é uma mostra de sucesso da resenha do AS: de fato, se há um ponto elaborado pela resenha, tem a ver com a variabilidade desse juízo *e* com o fato de ser inevitável, se temos que ajuizar e distribuir diferencialmente o valor, atribuir mais ou menos mérito. No caso do AS, o sistema ficou: Cuenca é meu chegado, mérito dele, gol pra ele, vitória pra ele.

    Como já disse antes, li isso como um gesto satírico. Como se o AS, pela via do recurso ficcional (e eu cheguei a pensar que ele ficcionalizou tudo, pois achei improvavel que ele não conhecesse a Carola justamente por essa história toda do SS ter descoberto a Carola no concurso de contos do Globo etc) buscava dizer “Vejam, meus caros, não há objetividade em juízo algum de valor nesse nosso métier – vejam aqui o que farei: na dúvida, dou a vitória a quem tomou um espresso comigo em Lisboa!” O Isaac, ao que parece, foi por essa via tb, a valorizou a resenha ao percebê-la como provocação.

    Claro, isso não destitui quem o critica por ter perdido a chance de argumentar: pois essa resenha-ficção poderia ter sido tudo isso que foi, com a fibra polêmica que teve, e ainda assim apresentar algo mais sobre a consistência da leitura de AS, sobre a maneira como ele lê seus pares, seus contemporâneos. Lá, no debate com o Sergio Rodrigues, este último avançou em um esbocinho de auto-análise do rendimento dos dois, qua ficcionistas, na Copa passada: que me ocorra, não há foro que permita esse tipo de reflexão e conversa entre nós fora do puro e estrito beija-mão. Isso, creio, tem valor.

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  • Caro Dr,

    Perdão, mea maxima culpa: vc é Magister Maximus, Cordon Bleu – e Edmund Wilson a seus pés chora.

    [:D]

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  • Desculpe-me a intromissão. Eu também não entendi.

    1 não sei se você foi sarcástico ou não na pergunta inicial, já que não vi ninguém propondo teorias ou fórmulas
    2 a segunda pergunta tem duas leituras:
    2.1 “por que essas mentes então não [ocupam um espaço e ficam isentas em seu pedestal]?”
    2.2 “por que essas mentes então [não ocupam um espaço] e [ficam isentas em seu pedestal]?”
    3 que significa “ocupar um espaço”?
    4 a pergunta continua ou não continua? inclui ou não inclui o que se segue? “não tem
    4.1 [contato nenhum com autor nenhum a não ser crítico]
    4.2 [imparcialidade]
    4.3 [nenhum gosto ou critério a não ser a análise da obra]”
    5. a frase “esquecer que é humano como todo mundo e não se permitir preconceitos e conceitos, mas sim a análise fria e objetiva” é uma receita ou uma crítica?

    Não vi agressividade na pergunta do Dr. Plausivel.

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  • Meritocracia não é neologismo,

    “Houaiss

    meritocracia
    Datação
    d1958

    3 sistema de recompensa e/ou promoção (p.ex., num emprego) fundamentado no mérito pessoal ”

    É uma idéia básica, mas que não funciona muito bem no Brasil, como sabemos. E apenas sendo exigentes, podemos esperar que tenhamos bons professores ou bons escritores.

    André, sobre o seu texto, em qualquer lugar da rede podemos ler:

    O Homem-de-ferro é do caralho.
    Não, esse filme é uma bosta.
    MIA é do caralho.
    Não, ela é feia e p*.

    O que você diz lá e em seus comentário apenas justufuca o mainstream atual: profundidade, argumentos articulados, atenção com detalhes, tudo isso é chato, “coisa de veado”, pernóstico e arrogante. O certo mesmo é , bem, “ter atitude”, “ter marra”, “dizer na lata”. A segunda opção já ganhou, o Brasil é um grande boteco. Mas em certos lugares, como na conversa sobre literatura, alguns ainda esperam algo diferente.

    Mas no fundo, caras como você já ganharam, faz tempo. E isso é meio chato.

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  • “justifica”

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  • Eu tb não entendi várias coisas na réplica do Isaac, Carlene, mas não dá pra entender tudo mesmo e, bom, bola pra frente. Sua análise ponto a ponto está muito boa: é sempre bacana quando alguém faz isso com seus textos.

    Acho que a parte que insinua agressividade do Dr é piração do Isaac – o Dr sempre agiu aqui e alhures de boa fé. Pode crer, Isaac, o Dr é Bona Fide.

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  • Concordo, AM. Vejo as mesmas potencialidades que você nesta Copa. O problema é quando se foge do beija-mão e se entra num terreno oposto e igualmente nocivo, algo como, digamos, um “arranca-mão”. Aí não tem debate que se sustente.

    Na base dessa confusão toda, acredito, está o simples fato de que pouquíssimos dos comentadores deste espaço leram os livros que estão sendo criticados. Muitos, inclusive, não me parecem o tipo de gente que realmente curte literatura. A personalização é prova disso: o sujeito é incapaz de pegar um texto nas mãos e dizer, com base apenas nas palavras impressas ali, se aquilo presta ou não – e então substitui os argumentos por agressões ao autor e teorias conspiratórias. Haja paciência.

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  • Somos todos acordes sobre o péssimo nível da cultura; sobre a importância da educação para a emancipação dos países pobres; a relevância do conhecimento para tornar o homem mais valoroso; a urgência de criar um público leitor menos alienado; a manipulação do Sistema para entravar as políticas culturais; o refinamento da sensibilidade quando exposta ao espírito crítico. Somos todos bem intencionados e guardamos no coração o desejo sincero e premente de mudança do mundo. E, não há dúvida, representamos a fração da sociedade mais preparada, mais instruída e, sobretudo, a de melhores sentimentos no sentido ver um dia a cultura e o país melhores. Somos todos um em mesmo princípio e anseio.
    Mas não conseguimos levar a cabo um raciocínio sobre qualquer das perspectivas de cultura.

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  • A propósito – e à guisa de descontração – gostaria de dedicar uma tirinha a algum dos masculinérrimos comentadores deste certame:

    http://g1.globo.com/Noticias/Quadrinhos/0,,MUL856293-9662,00-MUNDINHO+ANIMAL.html

    E assim me retiro. Um beijo, queridos.

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  • ei pessoal,
    não precisamos brigar. doutor, perdão se eu fui agressivo.
    eu estou cansado, na verdade. e disse que não voltaria, mas o doutor fez algumas considerações, acabei voltando. o pensamento acabou meio confuso mesmo. mas eu não posso reformular agora. o que eu disse sobre o andré e sobre o que ele fez eu já comentei antes da resposta dada ao doutor. não vou ficar repetindo isso.

    felicidades para todos!!!!!!
    e brigar é coisa de criança.

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  • Ja que ninguém se habilitou, fico com o comentário 200. Será um recorde?

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  • [O comentário #14431 será citado aqui]

    O único mérito, dessa resenha (feito sem querer, claro) é que
    deixou a dúvida no ar né? Será que não tem gente (até nessa brincadeira aqui) puxando saco em troca de “$incentivos culturais$”? Eu não acho que seja o caso DESSA resenha, mas…
    Quanto as divergências eu proponho a TGVC (Teoria Geral do Valor do Cafezinho):
    Se eu gosto de café, vou no Starbucks e pago o preço que eu quiser por ele. Se não, eu economizo. É um problema de mau gosto, nesse caminho as pessoas vão virando fãs da Ivete Sangalo.
    Logo, se eu gostar de livros, pelamordedeus, não vou tentar elogiar um dizendo que foi feito “de improvisação” e “não tentando escrever o troço mais maravilhoso do mundo.”

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  • Num debate com Wood (ao qual cheguei pela intervenção do intrépido tiago a., que linkou isso ali embaixo), Franzen disse que “I think the worst phenomenon, the most upsetting thing nowadays, is the feeling that there’s no one out there responding intelligently to the text.”

    E eis aqui a questão: o que é uma “resposta inteligente” a um texto de ficção? Acho que, ao fazer sua resenha, o André julgou sua resposta inteligente – era, a assumir sua boa fé (e eu assumo sem medo, sei que ele é um cara de boa fé). E, ao julgá-la inteligente, creio que ele pensou que a resenha faria quem a lesse pensar sobre isso ou aquilo. Foi, pelo menos, isso o que tentei fazer ao lê-la, e já expus o resultado da empreitada aqui em outros comentários.

    Agora, pra todos os envolvidos nesse negócio, fica a questão do dito pelo Franzen: ao escrever sobre literatura, o que significa se exigir uma resposta inteligente? Vejam bem: não é uma resposta esperta o que esta em jogo, ou não apenas isso. Acho que o que mais importa é que seja uma resposta que mostre que vc pensou sobre o assunto, e que exponha pra quem lê esse pensamento.

    Costumo me cobrar essa coisa pela via da franqueza do fruidor. Assim, toda vez que comento literatura, penso na experiência que tive como leitor, e é essa a fonte principal do que tenho a dizer no comentário, sempre. Leio muito comentário sobre literatura e sei que, em certa medida, essa resenha do AS não está distante de muita produção intelectual contemporânea: houvesse ele salpicado Blanchot e DeMan aqui e ali (ao dizer, p ex, que O Dia Mastroianni “É um livro vazio. [...] É um livro que não quer dizer nada.”), o impacto seria outro – e por quê? Por que, creio, isso estaria dizendo a quem o lê “Vejam: pensei sobre isso, ralei, e ainda cito baluartes, que pensam no mesmo bloco que eu”.

    Tudo isso aparece porque levei a sério – e continuo levando a sério – o que o AS, que julgo um narrador admirável, disse aqui. E levar a sério, nesse caso, quer dizer entender o negócio como blague, o que me permitiria evitar ler o texto como, no dizer de um amigo meu, “uma iconoclastia tosca e vazia”. Como provocação à idéia de que há uma criteriologia pura, funciona, creio. O Sergio Rodrigues aludiu ao fato de que fazer isso seria um pouco como matar um cachorro morto – o que é uma observação boa, e talvez seja mesmo correta (mas creio que o bruhahá em torno da resenha diz que não, que o cachorro tá vivo). E, com isso, com seu comentário sério e de boa fé sobre a resenha do AS e sobre a Copa como um todo, malgrado nossas discordâncias, ele dignificou o negócio. Isso é, creio, bom, e isso resume o que quero dizer cm levar a coisa a sério: dignificar isso, prestar atenção no negócio, atentar para os compromissos e conseqüências do que a gente faz.

    Isso, é claro, faz de mim um cara meio chato e mais pro conservador. Paciência.

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  • Eu discordo do Bozo: se eu gosto de café, eu não vou ao Starbuck’s que o café de lá é uma bosta. Existem inúmeras cafeterias melhores!

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  • Não estranho que alguém tenha essa opinião.
    Estranho é que sabendo disso alguém tenha convidado o autor.

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  • eu iria reformular meu pensamento que ficou confuso(obrigado doutor, obrigado carlene, obrigado am), mas se eu fizer isso vou apenas repetir tudo novamente e ocupar espaço desnecessário.

    concordo completamente com o que o am falou.
    o andré trouxe relevância para tudo isso: colocou todo mundo para falar, para opinar. mas fez isso na maneira dele. não escreveu como um “crítico” correto faria. e isso é errado? isso é suficiente para diminuir a sua importância? o valor do que ele fez?
    não acho. ele trouxe a discórdia da maneira mais chula e fez todo mundo pensar e opinar e espalhar isso aos quatro ventos: sobre o mundo literário e seus valores, sobre os valores da liberdade para a arte, sobre os valores do que pode ser considerado bom ou ruim e, principalmente, se isso existe e deve ser levado tão a sério.
    não pretendia formar opinião, mas criar questões sobre isso tudo.
    isso, pelo menos para mim, teve mais importância do que qualquer outra coisa.
    um abraço.

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  • Acho uma falta de considerção para com os leitores.
    A copa de literatura está virando uma palhaçada, juiz que abandona o campeonato e outro que vota no amigo, portanto, para mim a copa de literatura perdeu a credibilidade.

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  • [O comentário #14461 será citado aqui]

    Apoiado!Apoiado!Mas…credibilidade, isto tinha? Porque o gajo já tinha dito que o negócio deste livro iria até a final da Copa, só não seria campeão porque tem o livro do Tezza para empatar. Vasculhem os comentários e acharão a pérola. Como se sabia?

    O Sérgio Rodrigues apareceu para puxar a orelha, mas não vai se indispor contra a industria cultural da camaradagem. Afinal, o lugar ao sol e a janela do ônibus todo mundo quer.

    André Sant`Anna não deveria ter se pronunciado sem antes lavar-se dignamente, porque a resenha feita acima ainda fede – a não sei quantas coisas, mas fede.

    Lucas Murtinho não interferiu nem quando Jatobá abandonou nem quando percebeu a nuance do vencedor por brodagem.

    Enfim, a coisa perdeu o prumo e o sentido.

    A COPA está falida. Tanto é que se pode ver por esta caixa de comentários que é mais interessante e mais rica que o resenhista e com alguns que escrevem até mesmo melhor.

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  • Olavo Garatuja, Pedro Paz, Eric Novello: isso tá parecendo a galeria de personagens de um livro de Pynchon!
    :D

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  • Com o fito de esclarecer melhor a presente Copa – complexa devido às brilhantes metáforas do resenhista – vamos compará-la a evento igualmente cultural e instrutivo que correu na mídia por esses dias: a perda da virgindade de Carol Miranda. Como aqui, a pseudo-sobrinha da Gretchen causou polêmica ao afirmar-se virgem, mesmo depois de protagonizar um filme pornô. Como? Ela fez apenas sexo anal – no filme. Causou um debate inacabável, programas televisivos discutiam à exaustão o conceito de virgindade e, no final das contas, evidentemente, o filme fez um sucessão. E, por isso, lançou um outro, onde perdia o famigerado hímen. Já entenderam, mas não custa nada esmiuçar, porque sempre aparece por aqui, alguém de cultura inferior, mais lentinho, menos douto. O Lucas é o dono da produtora. O Santanna é o diretor. Os entusiastas são aqueles que saíram edificados pela riqueza himidiática da discussão. E a atriz? Todos nós (no primeiro filme, sem cachê e sem prazer).

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  • [O comentário #14458 será citado aqui]

    Taí um comentário que, contra todas as expectativas, me fez pensar. “O café de lá é uma bosta” é uma afirmação vazia, porque não nos dá nenhuma informação útil sobre o café do Starbuck’s. Ficamos sabendo que a Bozolina não gosta do café de lá – mas e daí? De repente ela gostaria do líquido fétido que depositam num canto do meu escritório duas vezes por dia. Eu não tenho como saber, e sem saber qual é o seu gosto eu não tenho como avaliar o que significa para mim o fato de ela não ter gostado de um café que eu nunca tomei.*

    Mas se a Bozolina tivesse escrito “eu não vou ao Starbuck’s porque os grãos de lá são moídos cedo demais, o que deixa o café com pouca personalidade e gosto fraco”**, seria outra história. Eu aprenderia algo tanto sobre o café do Starbuck’s quanto sobre o gosto da Bozolina; e, se eu entendesse de café, poderia decidir por mim mesmo se o café do Starbuck’s me agradaria ou não.

    A idéia da Copa é essa: abandonar a dicotomia bom/ruim para chegar aos porquês. O que deveria ser cobrado dos jurados são argumentos para o seu voto, e não que o voto esteja certo – até porque não há voto certo quando se trata de literatura.

    Não penso nesse comentário como uma defesa ou uma crítica a esta resenha ou aos comentários que se seguiram a ela. Mas o comentário da Bozolina me fez pensar nessas coisas, e aí estão elas.

    Abraços,

    Lucas

    *Digo isso hipoteticamente: já tomei o café do Starbuck’s – e gostei.

    **Como a Bozolina certamente diria, se eu gostei do café do Starbuck’s é porque não gosto de café – e portanto essa argumentação é baseada em conceitos totalmente furados que acabei de inventar.

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  • [O comentário #14464 será citado aqui]

    Rodrigo, adoro raciocínios por analogia, e este foi particularmente feliz – menos na parte sobre a atriz, em que você não resistiu a um trocadilho gasto e perdeu o rumo. A atriz, claro, é o André: foi ele quem se expôs e é ele quem está sendo acusado tanto de calhordice quanto de estupidez. Quanto a mim, só gostaria que um site mambembe sobre literatura desse tanto lucro quanto um filme pornô.

    Abraços,

    Lucas

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  • Ah, ah, ah, ah, esta foi boa, Lucas! O problema é que o Santanna pode não gostar da metáfora do jeito que você dispõe.
    Abraço

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  • André,

    Talvez vc tenha mesmo sido mal entendido, talvez sua ausência aqui tenha feito a discussão se alongar demasiadamente.

    Mas, convenhamos, já dizia minha vovó – quem fala o que quer, ouve o que não quer.

    Publicar um livro e reclamar da(s) crítica(s)? Lançar uma “resenha política” e se doer pela repercussão?

    Tem algo errado nessas posturas. Não acha não?

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  • Isso aqui é um zoológico. O André Sant’Anna escolheu o papel do macaco velho e desdentado que caga na mão e esfrega na testa…

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  • O livro do Cuenca é muito bom, um dos melhores que foi publicado no Brasil no ano passado – muito superior ao O filho eterno, por exemplo. O problema é que a resenha infantil do Dedé Sant’Anna avacalha com o livro mesmo elogiando-o. Ridículo.

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  • [O comentário #14465 será citado aqui]

    Então, Lucas, em mínimas palavras: aí está a sua contradição. Se você acredita tanto em subjetividade, várias vezes disse isso, terá que perceber que “bosta” tem o mesmo valor analítico do qualquer outro argumento.
    um abraço.

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  • Prezado Vinicius Jatobá: devo dizer que estou muito decepcionado com você. E faço questão de deixar público que não concordo com o que você diz sobre Andre Santanna, grande escritor e filho de Sergio Santanna, grande escritor também. Mais do que isso: todos os escritores dessa copa são grandes escritores, inclusive o Cuenca.

    Quando você começou a me procurar, primeiro por email e depois pessoalmente, achei que você fosse um jovem angustiado pela falta de espaço. Por isso resolvi te promover, além de ter gostado, claro, do que voce escreveu sobre o meu livro. Todo mundo sabe que fui eu. Agora você faz isso e joga meu nome na lama?! Que decepção.

    Eu prefiro ficar na minha. E depois, O Andre Santanna pode ser jurado de algum premio. O pai dele é muito influente. E somos os tres da mesma editora. Como você faz isso comigo? Posso perder o voto de dois potenciais jurados. EU GOSTO DE ESTAR BEM COM TODO MUNDO. Você sempre soube disso.

    Por isso, em público, venho dizer que me enganei sobre Vinicius Jatobá e volto atrás em tudo o que disse sobre ele. Desculpe, querido André Santanna. Minhas melhores estimas ao seu pai.
    Um abraço, M. Atum.

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  • [O comentário #14475 será citado aqui]

    É exatamente isso que eu chamo de pegar na veia.

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  • [...] o escritor André Santanna justificou sua opção na Copa de Literatura Brasileira. E poucas vezes a blogosfera literária pareceu tão [...]

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  • No pingback do comentário 219 o Flávio Moura menciona o post do Paulo Roberto Pires sobre o jogo do André Sant’Anna, que conta com comentários do Cuenca: http://bravonline.abril.com.br/blog/paulorobertopires/128782_comente.shtml.

    Abraços,

    Lucas

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  • O sujo falando do mal lavado que é amigo do encardido: o ciclo se fecha com admirável perfeição.

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  • VJ está jogando as tamancas, rodando a baiana, cuidado.

    Quem não leu O dia Mastroianni, pode ter uma boa idéia da prosa do Cuenca aqui:

    http://coisasdeidiota.blogspot.com/2008/10/prmio-post-mais-idiota-de-outubro.html

    Depois releiam o comentário dele no link que o Lucas pôs.

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  • [O comentário #14468 será citado aqui]

    Drex, por favor, me mostre um trecho de qualquer texto meu, em qualquer veículo de comunicação, reclamando de qualquer crítica que tenha sido feita a um livro meu. Plisi…

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  • [O comentário #14460 será citado aqui]

    Isaac, caro. Fiquei até emocionado (e isto não é uma ironia). É preciso sabedoria para enxergar o óbvio (apud Nelson Rodrigues). E você enxergou o óbvio. Eu não poderia mesmo ficar me defendendo, explicando o beabá da minha resenha, no estilo “quando eu disse isso, eu estava dizendo aquilo”.
    Obrigado por me ajudar nisso.

    Abraço,

    André

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  • [O comentário #14475 será citado aqui]

    Isto foi escrito pelo autor de Cinzas do Norte?

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  • [O comentário #14457 será citado aqui]

    Pois é Antônio, já batemos um papo sobre essas coisas e eu gostaria de lembrar que acho essa crítica literária que se faz no Brasil muito ruim. E a maior parte dos pretendentes a críticos, tentam se adequar a essas formulazinhas, sonhando em algum dia entrar para uma “mídia” importante e ficar cagando regras sobre o que é bom e o que é ruim. Não adianta esperar de mim uma resenha nesses moldes, onde tenho que justificar cada opinião de modo óbvio para ser entendido, ou ficar procurando defeitos nos livros, só para não parecer puxa-saco, ou parecer “compadre”. Quem me conhece, de fato, sabe que não sou compadre de ninguém, que fujo de panelinhas, mas acho um saco os recalcados que estão sempre prontos para ver panelinha em toda parte. Tem gente que escreve aí como se eu fosse uma celebridade literária, na grande editora, participando de mamatas, grandes eventos literários, ganhando dinheiro e comendo as menininhas. Pô, sou um cara que trabalha em escritório, que ganho a vida escrevendo merda. Mas, você sabe, não há nada de especial na minha vida de escritor, mesmo na Companhia das Letras. Não sou escritor profissional, muito menos resenhista profissional. Aliteratura, arte etc. continua sendo, para mim, um jogo… Bem… Entro pouco na internet e nem consegui ler todos os comentários… Vou adiante, ver se consigo responder a algumas questões… ê dureza…

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  • O resultado é realmente decepcionante. Pena que a maioria dos novos escritores não se posicionem por medo ou por omissão ou por terceiras intenções.

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  • [O comentário #14456 será citado aqui]

    Prestem bem atenção: o Bozo está dizendo que tem gente escrevendo, na Copa, em troca de incentivo$ culturai$.

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  • [O comentário #14486 será citado aqui]

    Isto mesmo? Será? Aparências, sem uma guerra cultural a mediocridade?

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  • [O comentário #14451 será citado aqui] Umas comadres…

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  • [O comentário #14448 será citado aqui] Luciano, eu não sou a pessoa que você acha que eu sou. A sua opinião foi formada pela Veja ( o Jerônimo Teixeira e o Mário Sabino, aqueles caras que pagam resenhistas para escreverem elogiando os livros deles na própria revista onde trabalham, que fazem caricaturazinhas tentando ridicularizar os escritores brasileiros, enquanto botam fotos com ótima iluminação deles mesmos, o Mário Sabino de perfil e gola rolê), que também não me conhece. Eu sou uma pessoa livre e escrevo o que quero e publica o que escrevo quem quer. É você que está tentando me ofender, tentando reforçar um perfil a meu respeito, que não tem nada a ver com a realidade. Reafirmo o que reafirmei na resenha: essas comadres da internet estão revoltadas justamente porque não falei mal de ninguém da resenha. E, claro, fiz a minha provocação e imaginava que a reação seria essa. A sua reação é totalmente previsível. Não sou muito modesto, não, mas eu ficaria meio envergonhado de dizer aqui como me tornei escritor, como fui parart na Companhia das Letras etc.. Mas, deixa pra lá. Deve ter sido o Sérgio Sant’Anna que descolou uma bocada para que eu me desse bem…

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  • [O comentário #14445 será citado aqui]

    Eureka!!!

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  • [O comentário #14490 será citado aqui]

    Não, não.

    Defendo o que eu disse apenas baseado em seu texto e nos seus comentários. (Também li o seu último livro).

    Você pede respeito e que evitem ofensas. Mas você, com certa obsessão, quer ofender a todos que se dêem o trabalho de escrever um texto minimamente elaborado. Ou que ousem apontar defeitos num livro. Tudo tem que ser “do caralho”, ou cai fora das suas especificações do que é falar de literatura.

    Segundo o preconceito que você está querendo defender aqui, quem não se porta tal qual a senhoria nessa resenha, está querendo espaço na mídia e quer se achar importante. (Pior quer cargo na Veja, a maledita, vamos ler apenas Carta Capital e Caros Amigos).

    Você já parou para pensar que também podem gostar de discutir livros além desses termos: caralho, cagar, filha-da-puta?

    Mas a conversa já cansou. Espero que o próximo jogo seja melhor.

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  • [O comentário #14490 será citado aqui]

    Não somente ele, meu caro André, mas todos aqueles que desde a 7 Letras…não se esqueça esse inesquecível percurso.
    Não seja ingrato, pode abaixar a cabeça. Com meritocracia é que não foi. Aliás, em uma editora como a Cia você tem que ser filmado, ser filho, ser indicado pela namorada do beltrano, ou ter sido a namorado do sicrano. Um sururu. Da pilha de originais que chegam nem mesmo sei se olham algo…mas isto é outra história. A nossa é : não seja ingrato. Você , se realmente, não fosse modesto teria que desfilar uma série agradecimentos…e a lista seria enorme e veríamos os méritos – como podemos ver nesta resenha.

    Agora eu havia gostado do que você tinha escrito. Você foi abrir a boca, deu nisso. Se eu não morasse no Jardim Botânico…André se defenda de outra forma. Porque o negócio é maçonaria de famílias mesmo, tem muito sujeto ruim que está onde está por causa de pai, porque estudou no mesmo colégio da zona sul ou foi da mesma turma de marombeiros ou praticantes de jiu-jitsu. Então, André, quanto mais você se defende, mas está se esvaziando.

    Por favor, não seja modesto…Ah, passo temporadas nos Jardins, frequento a Vila Madalena e tenho trânsito na sociedade. Então, Pinóquio, não é porque você e eu somos alfabetizados que estamos nos lugares porque merecemos…Eu tenho a coragem de dizer isso, agora só falta você. Desculpe a referência a canção.

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  • [O comentário #14490 será citado aqui]
    AS,
    Não gostei da resenha (o que não diminui o valor dela), mas gostei deste comentário a respeito da Veja e de suas Horas Podres.

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  • André,
    Veja bem, disse que desconfio, não que tem. Não conheço ninguém que escreveu resenha aqui, mas sei que a rede de lambeção de saco é grande e a grana pouca.
    É algo que nunca tinha pensado na Copa e que essa discussão toda me remeteu.

    O que eu não entendo é por que tanta revolta sua contra ninguém ou nada que seja importante.
    Eu acordo de manhã e dou bom dia para o meu cachorro. Ele responde: Au Au Au. As vezes eu imagino que o fdp esteja falando algo tipo: “Os livros do Cuenca são do caralho!” ou “Não julgue a arte dos outros pelos seus critérios”.
    No fundo é só Au Au Au mesmo.

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  • [O comentário #14484 será citado aqui]

    não superestime o hatoum

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  • Esse link do Coisas de Idiota é sensacional! E quem precisa de Jerônimos ou de “críticas negativas” quando a geração 00 tem blogs? Depois de ler o do jp cuenca, joguei-o com louvor no meu galpão de leituras pra lá de dispensáveis.Sim, eu confio no meu taco. O Dedé Santana, já tinha feito isso há tempos, desde os chiliques deles no blog do Bruno Garschagen.

    E esse trecho de um comentário do Cuencão de Couro num blog lá da revista Bravo sobre esse incidente que foi a reação à resenha do Dedé Santana?: “É, sim, triste, porque demonstra que não há estofo no Bananão para uma brincadeira dessas.”
    Parem a lotação que eu quero descer: e um dos sintomas dessa “falta de estofo” não seria a prosazinha chinfrim e altamente inepta dele, dos Santanas e cosplayers de concretista e Rubem Fonseca da vida? Stálin manda um abraço: Acuse-os do que você é.

    O livro da Carola… verei, verei.

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  • [O comentário #14484 será citado aqui]

    Isto é uma injúria e uma mostra de um mal caráter escrevendo.

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  • [O comentário #14493 será citado aqui]

    Eis que novamente surge…

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  • [O comentário #14504 será citado aqui]

    Este comentário expõe com crueza uma verdade incômoda. Feliz aquele que leu o Grande Gatsby.

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  • Essas citações de comentários de comentários de comentários ad infinitum já estão enchendo o saco. Daqui a pouco vai sair um comentário quilométrico (se já não saiu), para no final se ler um “Gostei do comentário acima”.

    Por isso, vamos colarborar, pessoal, prefiram citar oq gostaram ou oq não gostaram entre aspas, senão muitos não vão mais conseguir acompanhar mais nada por aqui.

    1 abraço.

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  • Olavo, um comentário sobre a “pilha de originais” da Companhia das Letras ou de qualquer editora grande: já fiz um estágio como leitor desses originais não solicitados e, sinceramente, não vale a pena. Éramos três pessoas para fazer a primeira leitura e ainda assim não dávamos conta, porque chegavam pelo menos dez manuscritos por dia em média; o trabalho só era possível porque na imensa maioria das vezes bastava ler cinco páginas para saber que o texto não prestava. (Muita gente responde a essa minha afirmação dizendo que não, de jeito nenhum, para avaliar uma obra ficcional é preciso lê-la por inteiro. Em geral são pessoas que não trabalham com livros e só conhecem os textos que já passaram pelo filtro das editoras, e que por isso são alegremente ignorantes da capacidade humana de escrever coisas horripilantemente ruins.) O sistema de recomendações não é o ideal, mas é bem melhor do que ficar procurando agulha em palheiro.

    Abraços,

    Lucas

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  • [O comentário #14507 será citado aqui]

    Lucas,

    Meu bem, sei muito bem disto. Trabalhei como leitor profissional também para uma grande editora. E, mesmo que houvesse ali uma grande descoberta, esta era entravada porque nossa grade editorial estava repleta de favores. Darei uma pista do macaco velho que sou eu – Caio Graco…Brasiliense…Então, meu caro Lucas, não é por nada, mas…sempre se pode ler e econtrar algo. Mesmo que se grame muito, porque concordo com o nível de originais que chegam. Um abraço pela gentileza

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  • Fica óbvio que é que Jerônimo Texeira deixou marcas profundas no André. Ele quer reverter aquela crítica fazendo uma campanha contra comentários negativos a qualquer livro. Meio louco. O bom da Copa e dos blogs é que não há controle. Vai ter gente falando mal, bem. Nao adianta pregar uma bandeira dessas. O efeito é nenhum.

    Eu gostei de O dia… mas não quer dizer que o livro é perfeito. Recomendo que as pessoas dêem uma chance, sem pensar nessa discussão toda.

    Mas se esses caras adoram falar de gola-rolê. Que tal cachecol do amiginho?:
    (no fim da página)
    http://coisasdeidiota.blogspot.com/2008/10/prmio-post-mais-idiota-de-outubro.html

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  • Olavo, a questão não é se se pode encontrar algo ou não. É quanto tempo e esforço se leva para se encontrar esse algo. Uma análise rápida de custos e benefícios mostra que avaliar 4 ou 5 mil textos para chegar a um ou dois bons o bastante para ser publicados (essa era a proporção na editora onde trabalhei) não pode servir de base para uma editora que pretenda se sustentar sozinha.

    Abraços,

    Lucas

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  • [O comentário #14511 será citado aqui]

    Esta análise é possível. Porque se pode perceber aqueles com maior embocadura. O preço não é tão caro como você diz. O que existe é má vontade. É mais fácil publicar alguém escolhido em um concurso que movimenta muito mais grana do que ter em casa este autor que se quer publicar.

    Lucas, você mesmo o disse, em cinco mil exemplares não existirem pelo menos 100 aproveitáveis, com possibilidades de discussão, faça- me um favor. Não existe a figura do editor, agora o cara é somente o empresário e a editora um botequim onde coloca-se apenas a cachaça que vende mais.

    Muitas das vezes estas ficam nas prateleiras…

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  • Lucas,

    Perdoe-me, mas no cenário atual carioca existe bons autores?
    Indicaram-me Antônio Dutra, Ana Paula Maia, Mara Coradello – esta com ressalvas por não ser carioca, Leonardo Vieira,Carola Saavedra, Altamir Tojal, Mariel Reis, Saint-Clair (não sei se a grafia está correta), Francisco Slade – este recentemente em uma viagem a Portugal comprei um livro dele intitulado:Domingo., folheei e me pareceu interessante.

    Conhece alguns destes? Excetuando a Carola que participa do evento da Copa. Gostaria que o espaço voltasse a prestar serviços sobre literatura desta natureza, indicando, comentando, com resenhas fortes. Justas. Não isto que está acontendo. Somos privilegiados, viu André, mérito será um dia Antônio Dutra – porque dei um google agora, descobri que ele ganhou premiações importantes – estiver na Cia das Letras. Aí teremos uma novidade.

    Lucas, meu caro, se puder me ajudar a angariar informações.

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  • Mudem o disco. Chega de André Santanna. Que venha a próxima resenha.

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  • [...] hinos para ditadores militares, diretores de cinema adaptaram seus discursos de acordo com o tempo; ficar bem com todo mundo  parece uma necessidade que se impõe a qualquer vontade: o único inimigo comum é a [...]

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