Quartas de final

Jurado: Alex Castro
Para a Copa de Literatura, fui escalado para ler O filho eterno, de Cristovão Tezza, e Rakushisha, de Adriana Lisboa. Dois autores que eu nunca tinha lido escrevendo sobre assuntos que não me interessavam: síndrome de Down e Japão. Pensei: vejamos se um deles consegue me interessar.
***
Rakushisha foi escrito com o auxílio de uma bolsa Fellowship, da Fundação Japão, que permitiu à autora viajar a este país. A trama é simples: Haruki, desenhista nissei sem vínculos afetivos ou linguísticos com a terra de seus ancestrais, encarregado de ilustrar a tradução brasileira do diário do poeta Basho, é enviado ao Japão para se inspirar. No metrô do Rio, conhece uma moça, Celina, que lhe pergunta sobre o livro japonês que está carregando. Num impulso, Haruki a convida para ir ao Japão com ele e ela, num impulso, aceita — torrando assim todas as suas economias. Tantos impulsos parecem excessivos e o leitor mais safadinho pode imaginar que estamos prestes a entrar em “nove semanas e meia de amor no Japão”, mas a autora cedo deixa claro que a relação entre os personagens é puramente platônica. Chegando lá, Haruki e Celina logo se separam, e ele some um pouco da trama, que se centra nas andanças da moça em Kyoto, intercalada com trechos dos diários e poesias de Basho.
A partir daí, nada mais acontece, o que não é problemático por si só. Meu romance preferido é Água viva, de Clarice Lispector, e quero ver alguém descrever sua “trama”. Mas, em geral, nos romances em que nada acontece, as personagens embarcam em poderosas viagens internas que lhes causam toda sorte de revelações até que, ao final, literalmente não são mais as mesmas. Não é o caso em Rakushisha: Celina, por exemplo, não muda, não conclui nada. A progressão de sua narrativa é uma revelação de fatos do seu passado para o leitor, mas não uma revelação para si mesma. À medida que Celina andava por Kyoto, nós, os leitores, fomos conhecendo mais sobre seu passado mas ela mesma não mudou, não cresceu, não descobriu nada sobre si mesma. Para Celina, o livro começa como termina.
Existe certa indecisão entre surpresa e não-surpresa que, a meu ver, esvazia o livro de tensão. No começo das reminiscências de Celina, somos apresentandos a Marco e Alice: fica imediatamente claro que são a filha e ex-marido de Celina, e que ambos não estão mais em sua vida; como não existe ex-filha, a hipótese mais provável é a menina ter morrido ou, no mínimo, estar sob a tutela exclusiva do pai em algum local distante. À medida que o romance progride, Celina continua pensando em Marco e Alice, mas sempre em termos vagos e algo misteriosos. No finalzinho do livro, vem a revelação completamente anticlimática: Alice tinha morrido num acidente de carro em que Marco era o motorista!
Confesso que fiquei perdido quanto às intenções da autora. Já me parecia tão óbvio que a menina estava morta que isso ser oferecido como grande revelação surpreendente me soou quase como que um menosprezo à percepção do leitor. Das duas uma: se a autora quisesse que a morte de Alice fosse a grande revelação do final do romance, deveria ter dado menos pistas. Por outro lado, se não era para ser surpresa, o melhor provavelmente teria sido deixar as pistas e eliminar a grande revelação bombástica: os leitores perceptivos preencheriam as lacunas e concluiriam que a menina estava morta. Como está, o final tem gosto de decepção: “era isso o grande mistério? Mas isso eu já sabia desde o meio do livro!”
A narrativa é intercalada com poesia e trechos do diário de Basho. Reli o livro especificamente para encontrar pontes ou conexões entre as citações e a trama do romance, e não consegui: elas me pareceram tão aleatórias quanto à primeira leitura, aumentando assim a impressão amorfa do romance.
Por fim, algumas lições de moral me pareceram um pouco dispensáveis e bastante óbvias até, dignas de um livro de auto-ajuda mas não de um romance. Já na terceira página, quase que dando tom ao livro, podemos ler:
Essa é a verdade da viagem. Eu não sabia.
A viagem nos ensina algumas coisas. Que a vida é o caminho e não o ponto fixo no espaço. Que somos feito a passagem dos dias e dos meses e dos anos, como escreveu o poeta japonês Mitsuo Basho num diário de viagem, e aquilo que possuímos de fato, nosso único bem, é a capacidade de locomoção. É o talento para viajar.
Nada poderia ser mais brochante do que esse parágrafo. Além de ser claramente uma tentativa do autor de impor ao leitor a moral da história, é brega.
Uma das minhas regras de revisão é: quando encontrar um trecho particularmente bom, corte-o: os trechos que os autores mais gostam em geral são os piores, os que mais destoam do resto do trabalho. Mas tudo bem, eu penso: todo mundo sempre acaba esquecendo um ou outro. Vai ver esse foi o da Adriana.
Infelizmente, não foi descuido de revisão. No último parágrafo da última página, literalmente fechando o livro, o trecho acima está reproduzido de novo. Ou seja, houve dolo. Única coisa grosseira em um texto tão sutil, a dispensável mensagem foi novamente martelada na cabeça do leitor, para garantir que ninguém saia do livro sem saber que a “verdade da viagem” é que o nosso “único bem” é o “talento para viajar”. Ok, entendi.
***
A princípio, confesso, O filho eterno, de Cristovão Tezza, não me apeteceu. Não conheço ninguém com síndrome de Down e o assunto não me interessa. Previa um romance demagogo e apelativo, cheio de momentos “chora agora”: aquelas longas cenas em que você sente que o autor está preparando o terreno e minando sua resistência, até culminar em uma frase de efeito absolutamente brega mas que ainda assim, para seu imenso ódio, te faz chorar.
Ao final de O filho eterno, realmente, sentado sob o sol na varanda de um Starbuck’s de Nova Orleans, eu estava às lágrimas: não por causa de uma cena específica construída pra me fazer vazar, mas por estar na presença de um dos poucos romances realmente grandiosos escritos no Brasil nos últimos anos. E fiquei grato à Copa de Literatura, pois sem ela eu jamais teria tido essa experiência.
Não darei muitos detalhes sobre O filho eterno. É daqueles livros gigantescos e gigantescos que, tomando qualquer tema como mote, seja a caça a uma baleia branca ou a destruição de um arraial no interior da Bahia, rapidamente alçam vôo e abarcam o bem, o mal, a condição humana, a inteligência, a autoria, a paternidade, a masculinidade e tudo o mais.
Um trecho preferido: um dia, o menino se perde. Ao lado do desespero de pai buscando pelo filho, o narrador tem um drama adicional linguístico: depois de anos sistematicamente negando a condição do filho e somente se referindo a ela por eufemismos e tergiversações, ele precisa finalmente… descrevê-lo! Não vai mais poder se enganar ou negar a verdade: se não descrever o filho com precisão, ele jamais será encontrado. Mas como articular o que ele mesmo ainda não aceita completamente?
Teria de achar a palavra certa para explicar, as pessoas não sabem — talvez dizer “você viu meu filho? Ele é um menino com problema”, ou “ele é meio bobo”; ou “ele é deficiente mental”, e tudo aquilo não corresponde nem ao filho nem ao que ele quer dizer para definir o seu filho; ele é uma criança carinhosa mas meio tontinho, talvez assim ficasse melhor; não pode dizer “mongolóide”, que dói, nem “síndrome de Down”.
Freud disse uma vez, sobre Nietszche, que nenhum outro homem tinha tamanho auto-conhecimento. Pensei bastante nisso enquanto lia O filho eterno. Nunca vi nenhum autor (nenhuma pessoa, na verdade) se expor tanto. Jamais, em nenhuma autobiografia, o narrador se mostrou tanto em suas fraquezas, em suas vacilações, em seus pequenos pensamentos mesquinhos. Somente sob o fino véu da ficção isso seria possível.
***
O filho eterno, de goleada. Provavelmente vai ganhar a Copa. Feliz do Brasil se produzisse dois livros do nível desse no mesmo ano.

O filho eterno
de Cristovão Tezza



Não há muito o que comentar, exceto o título da Ilustrada de hoje que também serve para o título de uma copa (para assinantes):
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0311200807.htm
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Sem comentário
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Alex Castro, Simone Campos e o Eduardo Nasi sabem se expressar, mas não acho que esses textos são exatamente resenhas ou críticas. É que os três estão preocupados demais consigo mesmos, umbigismo demais, é como se a MariMoon partisse para a crítica literária.
Menos intimidade, por favor. Eu quero saber do livro, não que alguém chorou em New Orleans. Eu li os textos, mas fiquei com quase nada de material para discutir.
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Bom, o cara faz questão de dizer que está em Nova Orleans tomando café no Starbuck’s e aí quer falar dos clichês da autora?
Meu Deus!!
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Não li “Rakushisha” (e até acho que o trecho destacado pelo resenhista depõe muito contra o livro), mas é um equívoco esperar que um personagem cresça ou conclua alguma coisa, como queria Alex Castro, para quem a literatura em que “nada acontece” precisa de “poderosas viagens internas que lhes causam toda sorte de revelações até que, ao final, literalmente não são mais as mesmas”.
Que medo!
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Resultado justo.
Li “O filho eterno”. Não li “Rakushisha”.
O primeiro é efetivamente grandioso e Alex precisaria de laudas e laudas para descrever um livro como muito, muitíssimo material humano. Evitou este erro, mas disse tudo: o livro é excelente e é brutal em sua sinceridade. O trecho que ele destaca qualquer escritor destacaria, é duríssima a passagem semântica de algo que faz parte de nós mas que é negado. É dilacerante.
A comparação com Moby Dick e Os Sertões não significa que Tezza tomará o lugar de Melville ou Euclides, mas que o pedigree de “O filho eterno” deixa-o na turma dos livros que falam da condição humana. Quando li, pensava num ser humano comum e fraco, inteiramente inadequado para fazer o trabalho de Sísifo, arrastando a sua pedra montanha acima, pensando que talvez, quem sabe, pudesse livrar-se dela. Ou que ela não fosse uma pedra.
Abraços.
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[O comentário #14156 será citado aqui]
Hmm, o q vc chama exatamente de “fazer questão de dizer”? Aliás, só por curiosidade, qual é a diferença entre “dizer” e “fazer questão de dizer”? Eu moro em Nova Orleans, vc queria q eu lesse o livro aonde? Em Pirapora do Norte? Se eu falasse que terminei o livro, digamos, sentado num quiosque na praia de Copacabana ou numa mercearia em São Paulo, faria alguma diferença? Juro que não entendi a lógica…
Abraços,
Alex
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Não tinha lido que a coisa estava agressiva…
Então, antes que apareça alguém para me chamar de qquer coisa, digo que isso aqui:
“Resultado justo.
Li “O filho eterno”. Não li ‘Rakushisha’.”;
foi proposital. O que quis significar é que não preciso ler o segundo para saber que é justo, OK?
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Eu terminei de ler o livro na varanda do Quiosque do Alegrete. Espero que isto não seja um clichê. Devo dizer que eu fiquei com inveja do Tezza. O tema prometia um livro piegas, mas o cara soube lidar com isso e usou ao seu favor (um golpe de judô). Tenho observado que muitas pessoas estavam iniciando a leitura com um certo preconceito como o próprio juiz confessou e isto faz com que o texto nos surpreenda ainda mais.
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“Alex Castro, Simone Campos e o Eduardo Nasi sabem se expressar, mas não acho que esses textos são exatamente resenhas ou críticas. É que os três estão preocupados demais consigo mesmos, umbigismo demais, é como se a MariMoon partisse para a crítica literária. ”
Acho o comentário injusto com Alex Castro e Simone Campos – gostei de ambas as resenhas (a do Nasi foi mesmo um lixo).
E li os dois livros. Embora não tenha visto tantos problemas quanto Alex em Rakushisha, concordo com seu julgamento, o Filho Eterno era melhor e sua classificação foi justa.
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Triste o país onde os melhores leitores lêem O Filho Eterno como um livro sobre Síndrome de Down.
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[O comentário #14166 será citado aqui]
Me parece que não foi isso o que o Alex afirmou. Segundo entendi, ele tinha essa impressão do livro, a qual se desfez à medida em que ia lendo.
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eu gosto muito da copa. é algo fabuloso, em que se discute dois livros distintos ou parecidos e um parecer é dado por um julgador(crítico ou resenhista, os dois ao mesmo tempo? )
mas o resenhista é alguém. é uma pessoa. e como todo leitor, tem a sua visão de mundo e perspectivas, não somente sobre a literatura, mas sobre tudo que ele acha agradável ou lhe agrada até certo ponto, ou sobre tudo que não lhe agrada em parte ou de forma total.
o mundo de adriana lisboa talvez soe muito feminino, muito brega. será que tantos defeitos assim fossem encontrados se o jurado fosse uma mulher? será que todos os defeitos, “as frases feitas” e as perspectivas com relação ao andamento da trama e o revelação dos personagens “ocultos” seriam vistos por uma jurada mulher?
o mundo de destruição e auto-punição de tezza(pelo menos nesse livro), com todas as suas afirmações de paternidade e masculinidade não teriam ocultado os mesmos defeitos que poderiam haver no livro da adriana lisboa?
eu mesmo não vi muitos fundamentos para os elogios feitos a tezza. o que eu vi foram os defeitos mostrados de adriana lisboa com grande “perfeição”.
ou seja: a vitória de tezza era óbvia ou não?
caso eu venha a entrar em uma livraria, com certeza vou pegar o livro da adriana primeiro para constatar ou perceber todos os defeitos mencionados e ver se eles existem de fato, do que pegar o de tezza e ver se os elogios qualificam o livro a tal ponto que os elogios não precisam nem ser mencionados com mais profundida, pelo menos por aqui.
grande abraço para todos.
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Eu li Rakushisha e acho que eu senti a mesma coisa que o Alex. Tanto que eu mal lembrava da história, lida no início do ano. De todos os livros de Adriana Lisboa, acho que ela foi feliz mesmo mesmo em Os Fios da Memória. Mas, enfim. Quanto ao O Filho Eterno, eu não pretendia ler, mas a resenha foi a gota d’água. Vou ter que ler esse livro que está alvoroçando todo mundo.
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Bem interessante seu ponto de vista, Issac. Eu não sabia explicar exatamente do que eu senti falta ao ler a resenha do Alex, mas concordo contigo no que se refere à “Filho Eterno”. Os elogios são poderosos, mas acho que a análise do livro ficou meio… rasteira.
Quanto ao livro da Adriana, por tê-lo lido posso opinar que não tem nada de “literatura feminina”, ou algo parecido. Penso que a análise do Alex diz bem o que é o livro, e sua opinião foi bem parecida com a minha.
Um abraço.
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Um aspecto interessante de O filho eterno é a influência de Kenzaburo Oe e suas obras Uma questão pessoal e Jovens de um novo tempo, despertai! O proprio Tezza reconhece e aceita a “inspiração”.
Li esses dois livros de Oe. São terrivelmente dolorosos, autobriográficos e muito conectados (na falta de palavra melhor) ao trabalho de Tezza. Chegou-se a falar de plágio, mas passa longe disso. O filho eterno tem vida própria e é de uma coragem assombrosa. Parabéns ao Tezza, que conseguiu ficar ombro a ombro com Kenzaburo Oe. Coitadinha da Adriana Lisboa. E de todos os outros que cruzarem seu caminho.
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[...] uma partida” entre duas obras e decidem qual passará para a próxima fase do torneio. _____Na última partida – em que Alex Castro foi o juiz da disputa entre O filho eterno, de Cristovão Tezza, e [...]
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Você viram a coluna do Vinicius Jatobá no TerraMagazine? Aquilo que é resenha. Não esses textos egocêntricos e de auto-promoção. Ele estava certo de largar um circo desses. E fui dar uma olhada no livro do Cuenca e é uma droga mesmo.
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[O comentário #14183 será citado aqui]
E o que a senhora é neste circo?
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[O comentário #14186 será citado aqui]
E qual era o espetáculo do VJ neste circo?
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[O comentário #14183 será citado aqui]
Carolina, fico feliz de você ter gostado do texto do Jatobá, que apesar do que aconteceu aqui na Copa merece respeito e não conquistou admiradores à toa. E espero que você consiga dar o próximo passo e aprender algumas lições a partir da obra do Jatobá – como, por exemplo, a de fundamentar uma análise com argumentos. “Aquilo que é resenha”, “um circo desses” e “é uma droga mesmo” são elogios e xingamentos vazios; aposto que com um pouco mais de tempo e esforço você seria capaz de fundamentá-los, e aí sim poderíamos ter uma discussão interessante. Pena que não foi esse o caminho que você escolheu.
Abraços,
Lucas
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[O comentário #14188 será citado aqui]
Lucas, não peça o que ela não tem para oferecer.
Que ao menos tenha coerência e mantenha sua sofisticação (haha), verve (hahaha), e capacidade de se expressar (hahahaha) bem longe daqui.
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Lucas, que “obra do Jatobá”?
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Carolina Silva,
Mas será que o VJ vai ficar muito tempo lá no “Terra Magazine”? (acho que ele deveria forçar um Revista Terra Brasil). E se alguém do Terra elogiar um autor que ele não gosta, ele vai sair e não entregar os textos já agendados?
Pergunto também: se a Copa remunerasse os juízes, ele teria saído?
Tinha esquecido do mico Jatobá, mas você fez questão de trazer de volta.
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Creio que a final vai ser entre o livro do Cuenca e o do Tezza. Não acho que o livro do Cuenca é melhor que o da Carola, mas… Depois explico por que penso assim.
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Também achei o texto de Alex Castro superficial. Fui visitar o blog dele e não me surpreendi: o cara fala do seu café da Starbucks em Nova Orleans e tem um blog de propaganda a favor da ditadura de Cuba. Poxa, estamos em 2008, não na década de 70!
Tirando o texto honesto do Leandro Oliveira, essas quartas-de-final foram meio perdidas. Mas parece que a coisa vai melhorar daqui para frente. Ainda gosto da iniciativa.
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[O comentário #14195 será citado aqui]
Propaganda de Cuba? No meu blog? Onde? Tem certeza que vc foi no blog certo?
Não me importo nem um pouco com as críticas ao conteúdo e método da minha resenha, mas alguém me explica pq todos os comentadores ficaram obcecados com esse negócio do Starbucks?
Dez minutos antes, eu estava em um restaurante árabe. Se eu tivesse lido um pouquinho mais rápido, teria acabado o livro no árabe. Faria alguma diferença se a frase fosse: “sentado sob o sol na varanda de um restaurante árabe de Nova Orleans” (também tinha varanda pq eu gosto de comer ao ar-livre pra poder fumar…)
Sério, alguém me explica? Por que juro que não estou entendendo….
Pelos comentários, esse parece ser o ponto central da resenha…. É isso mesmo?
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HAHAHA… Alex, releia o fim do livro em outros restaurantes e cafés e depois relate o efeito…
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Alex, é que simplesmente a frase poderia cair. De fato ela é irrelevante para qualquer coisa sobre os livros. Como o seu texto critica muito um e fala do outro de passagem, fica mesmo a impressão de que você se ocupou de aspectos laterais. Se não faz mesmo diferença onde você terminou a leitura, simplesmente identificar o lugar demonstra que você não estava interessado em falar o que importa. Aí resta a pergunta: por quê?
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Adulto Cansado,
A mim tbm a resenha sobre o livro vencedor desapontou, depois de ler a excelente resenha sobre o perdedor. Mas a parte sobre o Starbucks não me pareceu irrelevante. Se um livro te faz chorar em público num lugar tão impessoal e açodado como um fast-food numa cidade cheia de afazeres mais prementes como deve estar Nova Orleans agora, acho digno de menção. Talvez houvesse outras coisas mais dignas de menção do q essa, mas até aí, outros galos já cantaram.
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“…o cara fala do seu café da Starbucks em Nova Orleans e tem um blog de propaganda a favor da ditadura de Cuba.”
Hilário… Com certeza a Clarice passou longe dos textos onde o Alex diz que o Saramago é uma besta comunista, ou do que diz que ele tinha um pé atrás com o Górki porque este apoiou uma das mais perversas ditaduras da história, etc.
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[O comentário #14197 será citado aqui]
É isso mesmo, vamos trocar o lugar onde o livro foi lido. Aproveitando a deixa, mudemos também o juiz. Aliás – pra quê parar? – vamos escolher outro livro. Daí sim, a resenha vai ficar diferente.
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[O comentário #14199 será citado aqui]
Sim, a idéia da menção ao lugae era justamente essa: enfatizar que, mesmo eu estando em um lugar público e cercado de gente, eu não aguentei e me debulhei em lágrimas. Além disso, tb foi um momento bonito, eu fiquei emocionado, liguei pra namorada no Brasil, celular, a celular e gastei mais ou menos trinta dólares em dois minutos pra dizer que tinha acabado de acabar um livro incrivel e estava emocionado…
Mas acho que tem um pessoal meio deslumbrado com os EUA, e com as coisas euaenses, que deve achar Starbucks o máximo, então parece que pensar que alguém diz que estava no Starbucks para (pasmem!) se mostrar ou pra dizer “olha como sou cool, estou no Starbucks!” Era só o que me faltava!
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Caro Alex, talvez seja você que esteja se escorando no tal Starbuck’s para se esquivar. Para mim, tanto os EUA quanto a cafeteria adolescente são só um clichê. Talvez mude agora, mas estou velho demais para acreditar.
O caso é que você precisava ter explicado porque se emocionou. Essa é a questão. O que há no livro que fez você se emocionar em um lugar público? Quais os precedimentos? Esteja atento para outra coisa: livros podem nos emocionar e serem literariamente ruins. Ou seja, você ficou no achismo e não foi capaz de criar um argumento de tom literário. Repare, por fim, em como você está ansioso para dizer as próprias reações diante do livro: agora apareceu a namorada e o preço da ligação. O próprio livro está muito, muito distante de você. Talvez você não seja maduro o suficiente para se descolar um pouco de si mesmo. Vai ser necessário.
No mais, parte grande dessas resenhas aqui demonstram de fato muita ansiedade para criticar os livros, e parte grande das críticas são extra-texto, por exemplo quando alguém declinou a biografia do autor de cão de cbelo. Indica ressentimento dos autores.
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[O comentário #14203 será citado aqui]
Eu acho mais importante justificar porque eliminei um livro do que explicar porque o outro ganhou, ainda mais quando esse outro já foi o mais votado da seleção da Copa, ganhou o Jabuti, ganhou o Portugal Telecom, etc etc. Não vou ser eu a tentar convencer ninguém que O Filho Eterno é um grande livro. Não é esse o objetivo da resenha. O objetivo do texto é dizem quem ganhou e porquê. Se quiserem saber mais, leiam o livro.
como o milton concordou lá em um dos primeiros comentários, O Filho Eterno é um livro realmente enorme, difícil de abarcar.
É mais prático explicar porque Rakushisha perdeu.
De mais a mais, toda resenha é achismo – algumas somente são achismo com palavras mais bonitas. Não tem como não ser. Me mostre uma que não seja. Existe método científico de resenha?
E, por fim, eu não consigo ver o que referências pessoais tanto incomodam esse povo. Em qualquer resenha, aliás, o narrador e o leitor é parte importante do processo. Hoje em dia, não é a toa que teoria da recepção é um dos campos mais importantes da teoria literária. Não existe resenha sem o processo de leitura e sem a figura do leitor. O livro só existe no *ato* de uma leitura sendo feita por *aquela* pessoa, então esses dois elementos, o ato da leitura e a pessoa que lê, *tem* que fazer parte da resenha. Não existe leitura isenta, imparcial, no vácuo, feita por um leitor médio ou imaginário. Não existe resenha sobre um livro ideal, abstrato.
Essa resenha é sobre um livro que EU li sentado num Starbucks de Nova Orleans, num dia de sol de abril de 2008. E isso é importante pq, se eu tivesse lido em outro lugar, em outra época, eu seria outra pessoa, a leitura seria outra, e a resenha seria outra.
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Caro alex, sua mensagem anterior é a decisiva: você se deixou levar pela ostensiva aceitação do livro O filho eterno, e chega a dizer realmente que os prêmios todos dizem tudo. Então, de consciência e cara limpa, você se anula diante deles e acha que por conta disso não tem mais nada a dizer! É esse o motivo, portanto, para você preencher o texto com detalhes menos importantes. Ficou melindrado. Vou te dar um conselho: você se expõe muito quando escreve. Se esconda mais, isso deixará os seus textos mais interessantes.
De resto, você está errado quaando à teoria da recepção. Além de ela já não ser mais tão importante assim, creio que não seja importante para alguém como Jauss e o resto a cafeteria onde o autor frequenta, mas sim as condicionantes históricas que o levam a ler dessa forma e não de outra. Ou seja: você simplifica muito tudo, age com muita rapidez.
Sem dúvida nenhuma, crítica literária não tem nada a ver com achismo. A teoria da recepção não permite essa conclusão.
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Quando a resenha foi escrita, em abril, o livro ainda nao havia ganho nenhum premio. Mas era tão claramente um livro fenomenal que não há pq gastar páginas e páginas comprovando sua genialidade. Quem quiser, que leia.
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E Alex Castro então leva um nocaute fulminante e beija a lona!!
Querido, pare de falar por que está ficando cada vez pior.
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[O comentário #14207 será citado aqui]
Eu já comprei, ontem, de promoção na internet e com frete grátis. Chega semana q vem. Daí vou mostrar o meu achismo também. Mas a resenha do Alex foi os 20% q faltava para me convencer a comprar o dito cujo.
1 abraço.
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criancas, criancas,
literatura é arte, é achismo, é opinião, e cada um tem a sua. essa é a beleza da coisa. não é ciencia, não é engenharia, não é medicina. se não gostamos de um prédio, não podemos construir o nosso – nao sem ter crea. se achamos que um médico operou mal, não podemos fazer a cirurgia nós mesmos, etc.
mas, quem não gosta de uma resenha, que escreva a sua. quem discorda do resenhista, que leia o livro e tire suas próprias conclusões.
como falou o lobo antunes (que deveria ter ganho o nobel ao invés do saramago, aliás) nenhum leigo sabe quem deve ganhar o nobel de medicina ou economia, mas todo mundo sempre sabe quem deveria ter ganho o de literatura. essa é a beleza da coisa.
quem acha que resenha não é achismo, q escreva uma resenha cientifica pra mostrar como é…
e maracujina para todos os que ainda se estressam com literatura… estresse é para quem fica engarrafado na marginal, literatura é pra relaxar, divertir e provocar reflexão…
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Menos, pessoal, por favor. Bem menos. Como explicar que a resenha honesta e até espirituosa de Alex Castro motive esse linchamento do resenhista? Jaguncismo? Alguém tem outra teoria?
Castro deixa claro que considera o livro de Cristovão Tezza monumentalmente superior ao de Adriana Lisboa. Dá boas pistas sobre o que o leva a pensar assim. Por acaso, a última pesquisa Datafolha indica que esse juízo é compartilhado por 98,8% dos leitores brasileiros. Mas Castro deve pagar!
Na boa, tá ficando muito chato acompanhar as discussões da Copa. Uma pena.
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91% concordam com o resultado da resenha que Alex Castro escreveu em abril (Adriana Lisboa se classificou em 13/10 e o Tezza 16/10). A maioria concorda porque Filho Eterno é imensamente superior. Quem não concorda, tem que apresentar argumentos. A infelicidade de Alex Castro ter mencionado o café de Nova Orleans definitivamente não é um bom argumento (só serve de lição para todos nós: Tome café no Starbucks, mas não conte para niguém). Rakushisha (que eu não vou comprar porque não sei nem pronunciar o título) sabe que grande parte de sua derrota se deve a ela mesma e penso que isto o juíz deixou bem claro. Filho Eterno é um daqueles livros que te deixam sem plavras (penso que foi por isso que Alex Castro escreveu tão pouco a respeito do romance). É um daqueles livros que merece uma segunda leitura. É um livro que agente indica para os amigos (o meu já está prometido a duas amigas). Eu fico muito feliz em saber que este livro ganhou os principais prêmios da nossa litertura, pois mostra que “o sonho não acabou”. É bom ver o autor da resenha entrando na discussão e por vezes o autor do livro, pena que seja sempre para se defender de picuinhas.
Alex,
Eu gostei da resenha. Os “defeitos” encontrados pelo pessoal fazem parte, mas não desmerecem o teu trabalho e nem sequer merecem tua defesa. Esta votação é prova disto.
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[O comentário #14212 será citado aqui]
Esse negócio de ficar sem palavras é engraçado. Afinal, a função de um escritor (e um resenhista é um escritor) não seria justamente descrever aquilo que os demais não conseguem, justamente porque vivem ficando sem palavras?
Tudo é muito simples. A resenha é ruim. Por isso os leitores se fixaram no lance do Starbucks. Se fosse um pintor, o Libertário teria composto um quadro com um ponto-de-fuga péssimo. Onde, aliás, se vende um ótimo café.
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“Essa resenha é sobre um livro que EU li sentado num Starbucks de Nova Orleans, num dia de sol de abril de 2008. E isso é importante pq, se eu tivesse lido em outro lugar, em outra época, eu seria outra pessoa, a leitura seria outra, e a resenha seria outra.”
Uma coisa não se pode negar: o cara é honesto com sua incapacidade de julgar uma obra literária. Afinal, leu o livro em apenas um dia e já saiu por aí falando besteira. Quero dizer, elogiou o livro. Mas falou besteira.
E no blog do cara ele se vangloria de ser um criador de polêmicas!
Depois desta, vou voltar a assistir à pelada do momento: Vasco x Santos.
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Alex,
A questão não é “achismo” contra “ciência”, mas de ter um pouco de generosidade com os leitores da resenha. Você podia ter escrito mais, explicado melhor. E mesmo nos comentários, poderia ter aproveitado para falar mais da sua visão sobre a obra. Mas preferiu fica com essa de “crianças, crianças…”.
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eu me vanglorio de criar polemica? onde? onde?
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[O comentário #14215 será citado aqui]
hahaha, fiquei com essa de “criancas criancas” depois de uma semana dos comentaristas se comportando como criancas, ue…
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[O comentário #14217 será citado aqui]
Não tem como o negócio render mesmo, vamos para o próximo jogo.
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[O comentário #14207 será citado aqui]
Ou seja, tudo poderia ser resumido em: meu voto é para “O Filho Eterno”. Leiam-no para saber o porquê.
Mas você não foi convidado exatamente para opinar sobre OS LIVROS que lhe coube julgar?
Sinceramente acho uma certa babaquice essa implicância dos outros com sua exposição sobre o local onde terminou a leitura, mas essa de achar desnecessária a resenha sobre o livro do Tezza por ele ser maravilhoso ou por ser o grande livro do ano segundo diversos juris abalizados… é incongruente.
Creio que os jurados se comprometeram a ler, julgar e expor os motivos de seu julgamento, não é isso? Simplemente dizer “julguei assim e se quiser saber o porquê, vá ler o livro”, é broxante.
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Disso tudo conclue-so:
1 – O Filho Eterno resiste até aos maus leitores
2 – O resenhista frequenta o Starbucks, ou seja, se dispõe a pagar caro por café ruim e cheio de frescura.
3- Quem escalou essa Copa andou escalando muito mal
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Pessoal:
“Freud disse uma vez, sobre Nietszche, que nenhum outro homem tinha tamanho auto-conhecimento. Pensei bastante nisso enquanto lia O filho eterno. Nunca vi nenhum autor (nenhuma pessoa, na verdade) se expor tanto. Jamais, em nenhuma autobiografia, o narrador se mostrou tanto em suas fraquezas, em suas vacilações, em seus pequenos pensamentos mesquinhos. Somente sob o fino véu da ficção isso seria possível.”
Depois de ler os comentários fiquei com a impressão de que a maior parte dos leitores só leu os três primeiros parágrafos da parte da resenha relativa a O filho eterno. E a discussão ficou girando em torno da falta de argumentos da resenha, quando o penúltimo parágrafo dá um argumento fortíssimo para explicar por que Alex gostou tanto do livro.
Tudo bem, é um parágrafo só. Mas reparem na quantidade de conversa que ele pode render. Qual é a importância do auto-conhecimento para a literatura? Por que se expor é tão valioso assim? E o “fino véu da ficção”, o que ele esconde e o que ele mostra? Mas em vez disso o pessoal acusa o Alex de gostar de café ruim. E o resenhista incompetente é ele.
Abraços,
Lucas
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HAHAHAHAHAHAHAHA
Dr. Plausível não teria adotado um antiamericanismo de butique ao criticar o Starbucks? Ou criticar o infantilismo da comida americana não é criticar os EUA?
Achar que o Alex ufana-se de estar no Starbucks é pra lá de estranho. O Alex não é um tosco. Eu chutaria que ele estava apressado, queria um lanche rápido, leu o parágrafo e emocionou-se. Chorou no Starbucks. E daí? Vamos esquecer a humanidade da coisa?
Espero que nenhum resenhista leia seus livros naquela lancheria tipicamente escocesa, o MacDonald`s. Vai dar rolo.
Mas, sabe? E os livros, hein?
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Quando escrevi o comentário 52 não tinha lido o 51, cujo conteúdo é análogo ao da intenção que manisfestei em minha última frase.
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[O comentário #14221 será citado aqui]
Ué, mas estimular a discussão neste sentido não era tarefa do próprio resenhista, aprofundando-se nestas questões?
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discordo. o café do starbucks é caro, mas é ótimo.
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Lucas, não seja tão corporativo, você está forçando: o texto á criticamente catastrófico, como já foi mais do que demonstrado.
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Julia, de jeito nenhum: é dos piores. O Suplicy, por exemplo, dá de dez.
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Suplicy? Sério que existe um Splicy? Ainda nao tinha ouvido falar… Mas continuo adorando o satarbucks e morrendo em muita grana quando viajo por causa disso.
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“Criticamente catastrófico?” Imagino que isso torne o texto do Nelson Oliveira, vamos ver, vamos ver, pior que o Holocausto? Ou não, nada disso, apenas comprova que o Adulto Totalmente Exangue é jagunço? Resta saber se pago ou voluntário. Que saco.
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não sei porque o corte a discussão.
a copa não permite isso?
e não é por isso que ela é tão especial(pelo menos para aqueles que comentam e acompanham)?
o resenhista fez uma argumentação “perfeita” de todos os defeitos da adriana. sobre o tezza simplesmente não teve argumentação nenhuma, nem “perfeita”, nem “imperfeita”.
é isso que a maioria aqui está reclamando.
e falar que leu o livro no euas tomando cafezinho de bosta custeando $200$ duloreis é babaquici de altíssimos nivieis. todos nós sabemos que o café nos euas é um cocô, o melhor café é o nosso e que custa apenas $2$ ou $3$ reais(bem barato e bem bom, não?). e defender isso em vez de argumentar sobre o livro é revelar todos os defeitos bem visíveis que tenta esconder com argumentos sobre café (prefiro café maratá).
grande abraço para todos.
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[O comentário #14231 será citado aqui]
hahahhahaha, tá vendo pq eu digo “crianças, criancas”? esse cara agora inventou toda uma historia na cabeca dele de que eu estava “defendendo” o café americano em oposição ao brasileiro…
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Acho que o Alex Castro se contradiz um pouco. Primeiro escreve:
“Eu acho mais importante justificar porque eliminei um livro do que explicar porque o outro ganhou, ainda mais quando esse outro já foi o mais votado da seleção da Copa, ganhou o Jabuti, ganhou o Portugal Telecom, etc etc.
”
E depois
“Quando a resenha foi escrita, em abril, o livro ainda nao havia ganho nenhum premio.”
Com a resenha sendo escrita antes dos prêmios, a melhor votação na seleção da Copa apenas não justifica o tratamento curto na resenha, apesar do entusiasmo. Acho, por outro lado, que ficou um pouco negativo isso de elaborar mais a resenha do livro que perdeu. Geralmente fala-se mais do vencedor, não é mesmo?, já que o público quer conhecer ângulos novos e análises novas sobre o que vence. Analisar mais o que perde é quase que rodar a faca depois de enfiar. Mas achei bacana o Alex ter contado sobre o vexame público… Não deixa de ser um ângulo novo.
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[O comentário #14234 será citado aqui]
Oi Carlene.
A gente tem um entendimento diferente. Eu acho que justificar a derrota ou a recusa é um ato de educação e gentileza. Muito pior é dizer: “Perdeu” e pronto. Como receber aquelas cartas negativas de editoras que não dizem nada. Se meu livro perdeu num concurso, ou não foi aceito pra publicação, etc, o mínimo que espero de quem tomou essa decisão é que demonstre que leu o trabalho com cuidado e carinho, e que a decisão foi tomada com reflexão. Quem ganhou, e ainda mais quem ganhou e está sendo elogiado por literalmente deus e o mundo, não *precisa* ouvir mais um tonel de elogios.
Enfim, como eu disse, eu acho mais importante, mais relevante, mais importante, e mais delicado, justificar a eliminação de um livro do que a vitória do outro.
Abraços,
Alex
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Lucas e Alex, melhor vocês irem tomar um cafezinho em New Orleans ou no Champs Élisée para discutirem melhor qual vai ser o próximo argumento a fim de defender o indefensável. Ou, tomem um cafezinho na Vila Madalena mesmo (ou, se for pedir muito, tomem no Suplicy) e voltem assumindo que a segunda parte da resenha foi péssima, a despeito da crítica do livro derrotado ser ótima.
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Lucas,
Quais são os livros que vão para a respecagem?
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Escuta, como é que o tal Alex escreveu esse texto, segundo ele diz, há muito tempo, se os resultados dos livros que ele resenharia são de outubro?
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rsrsrsrrsrsrsrrsrsrsrsrrsrs
agora eu estou rindo da sua falta de argumento e da sua fuga metafísica para o cafezinho dos euas…
a sua resenha foi mais tosca que a resenha do nelson de oliveira.
e assim como o nelson se entregou toscamente nos comentários o motivo dele por escolher o livro do carrero ao invés do livro do carvalho, você se entrega fugindo para o cafezinho dos euas. eu apenas estou rindo da sua cara já que você não é nem um pouco sério. e não levou a sério a copa, o que é pior.
depois ainda sonha no final da resenha que livros como o do tezza apareçam todo o ano na literatura nacional.
eu mesmo sonho que a cada ano suma do jornalismo nacional gente que faz o tipo de resenha que você fez (ou faz pela internet afora? jornal também? não sei…).
eu recomendo que você vire animador de palco com a cara vermelha para crianças sem cérebro ou então vá plantar café nos euas(ou aqui mesmo, por que não!).
felicidades e muita paz!!!
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Ao da pergunta importante:
A maior parte das resenhas já está pronta há meses. Fazer as resenhas simultaneamente à copa não seria possível pois não haveria tempo hábil pra esperar os resultados dos jogos e então encomendar os livros vencedores, lê-los, escrever as resenhas, revisá-las, &c. Acho q as únicas resenhas q ainda não estão prontas são as da final.
Fazer assim tbm é bom por outro lado: nenhum resenhista ninguém leu as resenhas de outros; assim as leituras foram feitas sem influência de resenhas prévias.
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Isaac, você é o cara! O povo aqui é dureza, meu chapa! Se o futuro do nosso jornalismo é esse, ainda bem que eu estou velho!! Um abraço do velho.
PS: pois é, alguém conseguiu superar o Nelson de oliveira. a gente pensa que não dá, e aí chegam mais fundo!!
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Por isso que os comentários são a parte mais divertida dessa copa. Gente ficando ofendida por causa da menção a tomar um café no Starbucks em Nova Orleans (queria ver se ficariam ofendidos se fosse numa cafeteria São Braz em Recife), ou até concluir que o resenhista estava “defendendo o café americano” (!!!?).
Essa caixa de comentários é um verdadeiro circo.
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Acho que o bacana da Copa é descobrir esses textos. Ano passado li Música Perdida e quase tive um surto psicótico, adorei horrores.
Fiquei bastante curiosa com esse livro que pelo jeito te impactou tanto, vou ler.
Abç,
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