Copa de Literatura Brasileira

Quartas de final

Rato jogo 10 Toda terça

Jurado: Vinicius Jatobá Lucas Murtinho

O crítico literário Vinicius Jatobá, que havia concordado em apitar o jogo 10 desta segunda edição da Copa de Literatura Brasileira, decidiu se retirar do torneio após haver anunciado o vencedor do seu jogo mas antes de escrever a resenha do mesmo. Jatobá explicou num email que se retirava porque alguns jurados estariam decidindo seus jogos por motivos políticos e não estéticos.

Jatobá não é o primeiro jurado a desistir de participar da Copa. Rodrigo Gurgel foi substituído por Nelson de Oliveira no apito do primeiro jogo desta segunda edição; na primeira edição, Paulo Polzonoff e Francisco José Viegas foram substituídos por Simone Campos e Luiz Biajoni. Mas Jatobá é o primeiro a desistir após ter anunciado a decisão do jogo, o que criou um problema logístico: quando ele me informou da sua desistência, o resultado já havia sido informado ao árbitro da semifinal, e reverter o processo seria trabalhoso e demorado. Além disso, o motivo alegado por Jatobá merece ser discutido aqui, por mim, pelos jurados e pelos leitores. Por isso, decidi manter a decisão de Jatobá — Toda terça passa para as semifinais — e convidar os leitores da Copa a usar a caixa de comentários deste jogo para conversar sobre os dois livros que deveriam ter sido analisados por ele na sua resenha. Antes, porém, algumas considerações sobre a situação.

O mais curioso sobre a atitude de Jatobá é que ele não lera nenhuma das resenhas que foram e serão publicadas nesta Copa antes de decidir que os critérios usados por alguns jurados eram políticos e não estéticos: sua conclusão foi baseada exclusivamente nos resultados dos jogos e não nos argumentos apresentados pelos juízes. Ou seja, de acordo com Jatobá os critérios estéticos poderiam levar a apenas um resultado, e quando este resultado não se verificou a única explicação possível era que alguns jurados estavam usando outros critérios.

A idéia de que critérios estéticos são objetivos me parece profundamente errada, mas respeito os que a advogam. Só que não é difícil entender que a Copa é um prêmio literário baseado justamente na negação dessa idéia: é por isso que diversos jurados lêem e falam de um mesmo livro, para podermos ver e discutir como diferentes valores estéticos podem levar a diferentes apreciações de uma obra. E se Vinicius Jatobá pensa que critérios estéticos são objetivos é difícil entender não por que ele saiu da Copa e sim por que ele aceitou participar dela.

Isso, do meu ponto de vista confessadamente parcial, torna Jatobá culpado de falta de reflexão no momento de decidir participar da Copa e de falta de generosidade no momento de julgar as decisões dos outros jurados. Mas há outra acusação que pode ser feita contra Jatobá, mais grave do que as duas primeiras segundo os seus próprios padrões. Nos bastidores da Copa, pessoalmente e por telefone, Jatobá se mostrou muito insatisfeito com o fato de O dia Mastroianni, de João Paulo Cuenca, estar avançando na competição. E a leitura dos comentários a esse texto de Sérgio Rodrigues, publicado no blog Todoprosa, mostra que Jatobá e Cuenca tiveram rusgas no passado. O que me leva a pensar que ao acusar “outros jurados” de decidir seus jogos por razões “políticas” Jatobá talvez estivesse apenas tentando mascarar suas próprias motivações não estéticas.

***

Apesar de entender a tentação das intrigas de bastidores e de acreditar que a análise dos livros será eclipsada pela discussão sobre a decisão de Jatobá, gostaria de dar o pontapé inicial na conversa que deveria ser a protagonista da Copa, sobre os romances que competem nela.

Concordo com a decisão do ex-jurado. Embora Toda terça não tenha me encantado como ao Doutor Plausível, sua resenha me fez pensar que talvez eu não tenha lido o livro com a atenção que ele merecia; e mesmo entre almoços apressados e viagens de metrô o estilo de Carola Saavedra (que, full disclosure, é amiga da minha sogra; também andei trabalhando para a Companhia das Letras e para a Rocco) tem um charme que raramente se encontra na literatura brasileira contemporânea. Meu problema com o livro foi que a grande pergunta implícita ao longo da narrativa — por que duas histórias tão díspares estão na mesma grande história — recebe uma resposta vaga que deixa muitos fios soltos e muitas questões em aberto. A angústia de sentir nos dedos da mão direita a finura do número de páginas a ler e concluir que a história não terá um desfecho satisfatório é minha velha conhecida, e raras vezes ocorre sem me deixar um pouco decepcionado. Para alguns é um defeito menor; meu gosto pela arte de contar histórias faz com que eu o considere relativamente grave. Mas, como já disse, de repente o fim do romance simplesmente foi mais inteligente do que eu.

Meu problema com Rato foi parecido, mas num nível mais profundo. O romance de Luís Capucho começa com uma descrição lenta e detalhada da cabeça-de-porco onde o narrador vive e dos seus outros moradores, um dramatis personae prolixo inserido no corpo do texto. É um recurso que deixa o leitor com água na boca esperando para saber o que acontecerá com aqueles personagens; e quando quase nada acontece a decepção é grande. Há alguns conflitos, claro, mas em geral o romance fica preso demais ao seu narrador e às reflexões algo repetitivas sobre sua homossexualidade, deixando um ótimo elenco cozinhando em banho-maria, perdendo o gosto. Além disso, o não-evento que encerra a história, embora seja uma decisão narrativa interessante, acaba caindo no vazio, como se sua ocorrência fosse a decisão de um escritor desinteressado ou temeroso de abordar conflitos capazes de gerar uma voltagem dramática mais elevada. E a lírica de Capucho, embora tenha seus momentos, é menos original e por isso menos interessante do que a de Saavedra.

Esses são meus dois tostões. Mas quem acompanha a Copa sabe que Capucho tem uma legião fiel de fãs e que Toda terça recebeu uma boa quantidade de elogios nos comentários. Portanto, quem se habilitar a matar no peito e dar prosseguimento à jogada será bem-vindo.

Toda terça
Toda terça
de Carola Saavedra

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72 comentários

    Querem uma premonição? Esta caixa de comentários vai bater o recorde de participação das Copas. Vai virar uma lavagem de roupa suja sem tamanho, descambando para assuntos beeeeem distantes da literatura. Será mesmo, Lucas, que o torneio precisava disso?

    Antes que a coisa descambe, gostaria de manifestar meu apoio à decisão do(s) jurado(s): Toda terça é um belo livro, e merece estar nas semifinais da Copa. E agora dá licença que vou sair de fininho, antes que os leões (?) assomem à arena.

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  • Eu concordo com a Marina.
    Acho que todo mundo já sabia que o Jatobá era/é um bolha. Por vezes, os bastidores têm que ficar nos bastidores para não estragar o espetáculo.
    Apoio a decisão
    Um abraço

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  • Lucas,

    Muito serena e firme suas observações sobre a atitude do Jatobá. Elegante, mas não omissa. Acho mesmo que é uma demonstração de como se tocar em assuntos delicados, críticar contundentemente e manifestar repúdio, sem perder a elegância.

    Sobre o resultado da partida em si, gostei, assim como também das suas impressões sobre os dois livros, os quais só reforçam as minhas próprias.

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  • [O comentário #13219 será citado aqui]

    Como explicar q o maior escritor do Brasil perdeu uma reles partida?

    Mundo cruel e injusto?

    Boicote do Jatobá?

    Uma desorganização olimpicamente chinesa da competição em perder varas e jurados na hora H?

    Ou a justificativa do próprio Capucho &cia, a boa e velha ladainha da homofobia? Afinal, não vi nenhum homossexual achando o livro ruim, só heteros. E isso só pode ser discriminação!

    Vai saber.

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  • E completando, apóio integralmente sua decisão de detalhar os fatos por trás da saída do Jatobá.

    As alegações dele se perderiam no vazio, com a maioria provavelmente discordando delas. Mas ao sermos informados de alguns detalhes interessantes e que não viriam à tona, podermos ter uma visão mais clara do imbroglio como um todo.

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  • Agora a parte séria.

    Apesar de não ter gostado do livro do Capucho, acho injusta a partida. Apesar dos pesares tão bem explicados pelo Lucas, houve tempo suficiente e jurados muito mais competentes q o Jatobá para assumirem a vaga sem precisar nem mesmo levantar o voto do ex-juiz.

    Para mim, esta partida é nula. Deveria ser refeita, ou os competidores trocarem de adversários, para não soar injusto nem para o perdedor nem para o vencedor.

    Mudar as regras do jogo durante a partida é algo q pega muito mal, principalmente pq mtos irão repercutir isso ad eternum pela internet.

    Vale a pena repensar a validade deste jogo, Lucas. Eu torço pelo Toda Terça, mas q ele ganhe de um modo incontestavelmente imparcial e justo.

    1 abraço.

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  • Poxa, esse Jatobá fez um estrago mesmo. Irresponsável.

    Eu olhei o blog dele e não me surpreendi. Ele faz questão de usar “estadonidense” e tem um post a favor da CPMF do Lula. No Todoprosa, ele defende o bloqueio do material biográfico dos autores. O que eu quero dizer é que ideólogos de esquerda (e de direita) são geralmente autoritários.

    Outro candidato à autoritário é esse JML, sugerindo que quem não ache Rato melhor é homofóbico. Assim não dá!!

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  • O Rato não é meu preferido, mas acho que seria importante que ele voltasse na repescagem para deixar as coisas bem claras. Talvez o Sol se põe em São Paulo também.

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  • A deselegância de Lucas Murtinho em revelar motivações particulares de um de seus criticos ter saído ao invés somente de substitui-lo, pretendendo render com isso uma polêmica estúpida é lamentável.

    As pessoas chamarem um critico que escreve no Estadão de bolha é algo que confirma o grau de estupidez e corporativismo. E, mostra, além disso que não sabem julgar por si mesmas as decisões tomadas pelo organizador de expor aquilo que só a ele interesssaria, portanto há uma intenção nisto. Denegrir e não querer entender as causas.

    Me posicionei contra o livro de Cuenca ter ganhado do de Ana Paula Maia, vi nisto que a Copa poderá – isto hipoteticamente – ser dusputada na final entre Carrero e Cuenca – com grandes chances do último ser o vencedor do embate.

    Em isto acontecer haverá qualidade literária ou comprometimento politico? Me digam.

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  • Protesto! Jogo sem juiz é pelada!
    Essa partida tem que ser reavaliada por um outro jurado.

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  • Lucas,

    Andei visitando os jogos da Copa. Discordei de alguns resultados, verifiquei as observações das caixas de comentários e concordo com o distinto que não era necessário a exposição de sua parte dos motivos de desistência de um dos jurados. Você cita outros dois que também desistiram de apitar jogos. Seja lá qual for o motivo não interessa ao grande público. Só a você o organizador que convidou e gentilmente o resenhista convidado acata ou não. Achei deselegante, como o Almeida Junior falou aí em cima. Parece motivo para comprar briga, menos do que julgar se eram válidos as razões alegadas por ele, Vinicius.

    Bolha é demais. O Vinicius Jatobá é um crítico elogiado, escreve para o Estado de São Paulo, teve um ensaio publicado no Portal Literal sobre Faulkner muito bom. As pessoas quando se esquecem de como argumentar partem para ofensas. Lucas não permita isso, censure coisas desse tipo, torne sua vigilância mais direta para que coisas assim não aconteçam. Tudo pode ser dito de maneira civilizada e em se tratando da Copa, temos que julgar os livros e as idéias dos resenhistas, limitando-se a isto já incorremos em erros. Imagine se perpetrarmos ofensas pessoais.

    A partida tinha que ser julgada por um outro designado pelo Lucas ou o Lucas poderia ter feito a resenha sem essa menção ao fato que somente interessa a ambos, Lucas e Vinicius.

    Se o livro do Cuenca ir além, enfrentar o Tezza e perder – porque não poderá ganhar, mostrará não só o contrasenso como também a questão politica aludida por Lucas aqui, só que não da parte do Vinicius, mas da Copa. Tantos livros que mereceriam estar no segundo lugar…Mas é pagar para ver.

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  • agora repitam comigo:

    o solsepõe
    o solsepõe
    o solsepõe

    o solsepõe em são paulo

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  • Partida sem jurado? O jurado é o Lucas, caramba. Qual é exatamente a parte difícil de entender?

    Lucas, parabéns pelo texto equilibrado. Também acho que a Copa não precisava desse tipo de discussão, que contribui para desviar as atenções – que em grande parte andam passando longe demais dos méritos literários, diga-se – daquilo que interressa. Mas a confusão chegou a um ponto em que varrê-la para baixo do tapete seria pior.

    Será impressão minha ou ano passado as discordâncias vinham mais bem servidas de argumentos literários, sem que se tentasse o tempo todo furar a bola ou xingar os juízes? Os livros supostamente injustiçados teriam muito a ganhar com defesas menos pueris – em primeiro lugar, alguém poderia levá-las a sério.

    Abraços.

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  • [O comentário #13855 será citado aqui]

    Maldosa e incorreta a crítica.

    As motivações são particulares por serem exclusivamente dele, Jatobá? Só se for isso, porque ele as tornou pública em seu blog. E ao fazê-lo, lançou suspeita sobre toda a Copa, cabendo ao Lucas a missão de contestá-lo (ou calar-se, se fosse o caso).

    Interessante: escrever no Estadão isenta o cara de ser tachado de bolha. O Paulo Coelho escreve n’O Globo, e por isso não posso tachá-lo de ser uma fraude?

    E a arrogância suprema ao criticar aqueles que concordam com o organizador? E como ele pode afirmar que o organizador expôs somente “aquilo que só a ele interesssaria”, e portanto “havendo intenção nisso”?

    E qual seria a intenção por trás de tanta agressividade, lançamento gratuito de suspeitas e arrogância?

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  • Muito engraçado e recorrente esse “protecionismo intelectual”. O Jatobá quase compromete um projeto coletivo, lele coloca em suspeita a honestidade dos outros participantes sem ler as resenhas e quem é deselegante é o Lucas?

    Só porque escreveu sobre Faulkner no Portal Literal, o Jatobá está acima do bem e do mal? Eu não estranho: a mesma coisa acontece na Universidade: professores de renome podem humilhar alunos, quebrar regras – inclusive no que diz respeito à finanças – e escapar pela autoridade.

    Gosto da CLB por causa de transparência e o Lucas fez certo em dizer o que aconteceu e a sua verdadeira opinião. Quem quer esconder informações são, como disse o Inácio, autoritários.

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  • Duvido dos argumentos técnicos e teóricos nessa análise feita de forma superficial, se é que os motivos para desclassificar RATO são apenas estéticos. Mas homofobia é uma palavra proibida e causa guerra, então, não foi por isso…

    Quanto “às reflexões algo repetitivas sobre sua homossexualidade, deixando um ótimo elenco cozinhando em banho-maria, perdendo o gosto. Além disso, o não-evento que encerra a história, embora seja uma decisão narrativa interessante, acaba caindo no vazio, como se sua ocorrência fosse a decisão de um escritor desinteressado ou temeroso de abordar conflitos capazes de gerar uma voltagem dramática mais elevada.”

    Talvez não tenham notado a importância do fluxo de consciência sobre o narrador-personagem. É um jovem à procura de sua própria identidade. Assim, realmente, a importância dos outros personagens se torna periférica.

    O tema da obra é atualíssimo mas elege seus leitores. Afinal, quem se interessará por horas lendo acerca da subjetividade homoerótica?

    Agora, se o questionável juiz espera alta-voltagem dramática, talvez seja melhor ler uma narrativa de enigma ou suspense, a la Conan Doyle ou Rubem Fonseca.

    RATO foi injustiçado, sem juízo!

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  • Ainda precisam tirar do foco de discussão esse estranho troca-troca de juízes. Voltemos a teclar sobre literatura, por favor!

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  • Hélvio:
    “Duvido dos argumentos técnicos e teóricos nessa análise feita de forma superficial, se é que os motivos para desclassificar RATO são apenas estéticos. Mas homofobia é uma palavra proibida e causa guerra, então, não foi por isso…”

    Engraçado como se diz que os outros são preconceituosos com tamanha facilidade. Claro, a vitimização e o politicamente correto não podiam deixar de aparecer na CLB, já que dominam a nossa política e cultura.

    Vou tocar nesse assunto apenas mais uma vez: Se “Toda Terça” tivesse perdido qual seria a causa: machismo (escritora e protagonista mulheres)? Heterofobia? Ou xenofobia, pois a autora chinela emprega aqui e ali construções claramente emprestadas do espanhol?

    Esse chororô não leva a nada, mas não adianta dizer, não é?

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  • Se alguém é uma fraude ou um bolha – distinções desrespeitosas deste nível não merecem estar em um espaço para discussão. Somente o livro deveria estar no foco e sua qualidade. Quando não acreditamos em uma pessoa não a atacamos dessa forma, simplesmente a ignoramos e prosseguimos com aquilo que desejamos.

    Com uma atitude dessas não estamos dando vazão ao nosso senso de justiça, mas de vingança. Mas contra o quê ou quem?Que tipo de relevância isto pode ter? Ou, mais fundo, será que a desistência tem mais importância que a Copa?

    E ainda, por que todos querem carona nos expressos que passam pelo nossa cultura, ignorando até mesmo posições razoáveis em relação ao julgamento de livros e não de individualidades? Será que estamos todos comprometidos?

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  • [O comentário #13865 será citado aqui]

    Hélvio, peço desculpas por concordar com você e ainda assim não seguir seu conselho, mas é só para esclarecer – no próximo comentário volto à literatura.

    A solução sugerida pelo JLM, pelo Mariel e por outros – substituir o Jatobá nos bastidores – seria a escolhida não fossem dois detalhes. O primeiro, como já escrevi, é que Jatobá anunciou o resultado primeiro e sua retirada depois. Por culpa minha, a Copa já estava atrasada àquela altura do campeonato, e mudar um jurado – e talvez o resultado de um jogo – das quartas de final quando as semifinais já estavam rolando seria complicado e demorado. O segundo detalhe é que o Jatobá pôs em dúvida os critérios de todos os jurados, indistintamente, e achei que era o caso de responder publicamente. Por isso, a decisão do Jatobá ficou, mas o texto foi escrito por mim.

    Abraços,

    Lucas

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  • Aos livros, então: Hélvio, de fato o livro do Capucho se concentra mais na vida interna do seu narrador do que nos acontecimentos externos da sua vida. Mas, se era essa a idéia, por que aquela apresentação demorada de todos os moradores da cabeça-de-porco? Não sei se eu gostaria mais do livro se ele não incluísse aquela apresentação, mas pelo menos eu entenderia melhor os objetivos do autor. Do jeito como o livro está estruturado, fiquei esperando por algo que acabou não me sendo oferecido.

    Abraços,

    Lucas

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  • Até entendo pq vc achou q Toda terça deixa fios soltos. É um livro mais sobre a vida interior das personagens do q sobre suas ações; mais q isso, é sobre a relação entre a vida interior de um lado e, do outro, como essa vida interior é expressa tanto pelos personagens como por terceiros (filmes, livros, ideologias &c).

    Deixa fios soltos pq a realidade só tem fios soltos.

    Se vc tá falando de fios narrativos soltos, não concordo. Laura desde o começo se mostra ao mesmo tempo carente, manipulativa e desesperada, usando qqer coisa à mão pra realizar-se numa sedução – ainda q mal percebendo tudo q revela sobre si mesma qdo mais esconde. Sugar de Sandra a história de Javier mostra tbm q Laura não tem vida própria, q vive a partir dos outros. Javier tbm se sente assim, anulando aos poucos sua latinidade na Alemanha. Os dois não querem “voltar”.

    Talvez a cronologia de Toda terça confunda um pouco. A cronologia “real” é: (1) a narrativa de Javier, (2) a de Sandra e (3) a de Laura – percorrendo a fita de Möbius, por assim dizer, com (1) e (3) narrados simultaneamente.

    A próxima vez q ler o livro, vou fazer um teste. Vou ler (1) tal como está no livro, depois (2) e então (3) de trás prà frente.

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  • Não estou entendendo nada nessa segunda Copa. A do ano passado foi bem interessante, com ótimas discussões sobre os livros, boas interpretações, debates acalorados mas sempre respeitosos. Nessa, até agora, com poucas exceções, só vi claque, pessoas querendo inventar regras (o jogo deve ser anulado, o juiz é inimigo do autor, etc.) e, pior de tudo, ofensas. Se não estou enganado, a idéia da Copa é discutir a produção literária brasileira, ajudar na divulgação das publicações mais recentes. Enfim, é uma possibilidade de troca intelectual. Ou não é isso? Ou a Copa é uma competição irracional, com torcidas organizadas e agressões diversas? Imaginem, na final do prêmio Nobel os torcedores do Roth, Oz e Munro tacando tomates, xingando e vaiando o discurso do vencedor? Ou chamando o presidente da academia sueca de ladrão?

    Chamar o Vinícius Jatobá de bolha é uma falta de respeito, que não justifica a falta de respeito dele de abandonar a copa acusando os jurados de utilizar critérios políticos e não estéticos em suas resenhas. Isso seria um bom tema pra discussão: quais as fronteiras da crítica? O que o crítico deve buscar? Existem critérios estéticos puros? Existe escolha que não seja política?

    Voltando ao Nobel: os critérios ali não são fundamentalmente políticos? Talvez mais políticos que o critério de todos os jurados dessa copa. Também não deixam de ser estéticos. O problema é deslocar o critério estético para um essencialismo quase objetivista, como se fosse possível criar uma hierarquia universal da Grande Arte, e cada produto literário tivesse um lugar nesse mega edifício. A Estética, nesse sentido, é um ramo da filosofia, que nasceu com os alemães e teve seu auge em Hegel, que com o Dedo Absoluto do Espírito apontava e dizia: isso é ruim, isso é bom. (Embora eu não negue que suas análises específicas nos cursos de estética e na Filosofia da História me fascinem, e que por vezes ele quase me convença de que o Espírito está retornando a si em sua alteridade… mas depois vou ao supermercado e vejo que não tem nada disso).

    Eu que não sou filósofo vejo o critério estético como fundamentalmente subjetivo, o que não implica um relativismo absoluto de posições. Acho que consensos provisórios sobre obras de arte podem ser produzidos, como produtos do debate, da troca de pontos de vista, da argumentação. Digo provisórios porque podem ser rompidos a qualquer momento, porque nem sempre, ou quase nunca, os debates convergem para um mesmo ponto. Mas é possível delimitar balizas, fronteiras, e é nesse campo que vejo a atividade do crítico.

    O crítico, para mim, não é alguém que vá apontar o dedo de Hegel nem alguém que vá se justificar o tempo todo dizendo “mas é só minha opinião, outros podem pensar o oposto”. Isso é o óbvio, e a crítica deve tentar fugir do óbvio, mediando as impressões subjetivas em um texto que seja capaz de abrir caminhos, de propor idéias, de dialogar com outros textos, outros autores e outros críticos. O texto pode até parecer objetivo, mas esse é um vício de elegância, uma ficção, um “como se”. Particularmente, prefiro esse tipo de crítica àquela que explicita todos os seus pormenores, apresentando todas as dúvidas, vazios e “full disclosures”. O texto tende a ficar chato, mas ainda assim concordo que esse “modelo” é mais coerente e rigoroso com as expectativas contemporâneas pós declínio das metanarrativas.

    Finalmente, os livros. Já disse nos comentários à resenha do Dr. Plausível. Toda Terça é um livro bem interessante. Não posso dizer que a vitória tenha sido justa pois não li Rato, mas a resenha do Lucas explicita claramente suas motivações como jurado. As propostas de virada de mesa estão enfadonhas… Muitos aqui estão sendo literais demais. Estamos voltando ao século XVI? As palavras não são as coisas, metáforas são só metáforas, e a Copa é um pretexto pra discutir livros.

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  • Merece bis:

    “As propostas de virada de mesa estão enfadonhas… Muitos aqui estão sendo literais demais. Estamos voltando ao século XVI? As palavras não são as coisas, metáforas são só metáforas, e a Copa é um pretexto pra discutir livros.”

    Simples assim.

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  • Caros,

    É tentador apontar o dedo para Jatobá. Mas acho que há uma questão interessante proposta, ainda que tangencialmente, pelo Lucas: a da incapacidade que muitos integrantes desta “seita” literária tem de aceitar o contraditório.

    Que literatura é diálogo, todo mundo sabe. Mas alcançar este diálogo interiormente é um processo por vezes sofrido e demorado. Para alguns demora mais.

    O caso também deixa clara uma confusão triste, mas onipresente, entre autor e obra. Às vezes esta contaminação é positiva. O autor é simpático e a simpatia “polui” a obra. E isso, aparentemente, é bom para todo mundo. É raro ouvir alguém dizendo que Fulano só elogiou a obra de Sicrano porque Sicrano se veste assim, toca guitarra, freqüenta o mesmo bar/mercearia ou gosta de meninos e meninas. Mas acontece. Veladamente.

    O problema é quando há uma discrepância entre as duas partes. Então, curioso, a obra SEMPRE perde espaço para a autor. E o rei sempre fica nu. Ressentimentos vëm à tona. E tudo cheira muito mal.

    Não há como mudar esta situação – nem proponho uma loucura destas. Mas é preciso, sim, pensar que esta confusão está presente em cada leitor, para o bem ou para o mal. É uma variável a mais na interminável equação das análises subjetivas.

    O autoritarismo de Jatobá é reprovável? Eu diria que sim, se não tivesse um mínimo de superego. Proponho às pessoas que encarem a situação menos como uma mostra de fraqueza, e sim como um momento de reflexão em frente ao espelho. Se não for pedir demais.

    Abraços e perdão pelo anonimato,

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  • Se o Jatobá está correto ou não é melhor esperar o resultado da Copa. Minha aposta é a seguinte e a deixo registrada aqui;

    Cristovão Tezza – Filho Eterno – vencedor da Copa;
    JP Cuenca – O Dia Mastroianni – segundo lugar da Copa.

    Se isso for contrariado, quebrei a cara; falei demais e pimba paguei por tornar público. Caso não, entreolhem-se…

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  • [O comentário #13877 será citado aqui]

    E se não for esse o resultado você poderá dizer que ia ser, mas como você descobriu essa trama sórdida, resolveram mudar o resultado…

    ai, ai…

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  • O grande problema dessas teorias conspiratórias, em relação à Copa, é o bom e velho cui bono. A Copa, como foi dito e redito, é uma desculpa para se falar de livros, e um torneio extremamente injusto. Para não ser pura perda de tempo, uma conspiração para determinar quem chegaria à final demandaria que se desse ao resultado da Copa uma importância muito maior do que a que ele tem.

    Eu mesmo, organizador da bagunça, discordo do resultado de quatro dos dez jogos publicados na segunda edição até agora, e discordei de outros vários da primeira. Mas não penso em razões escusas para explicar por que os jurados discordam de mim: simplesmente acho que eles têm outros interesses e preferências, e que isso não é mal. Como o Felipe e outros disseram, e tentei explicar o meu texto, o mais importante não é a decisão de um jurado e sim como ele a justifica.

    Abraços,

    Lucas

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  • Mariel,
    Sei não. Li Toda terça e O dia Mastroianni. Os dois vão disputar o jogo 13. Toda terça é obra de gente adulta. O Mastroianni vencendo, fico muito chocado.

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  • [O comentário #13872 será citado aqui]

    Doutor, falo de fios narrativos mesmo – aliás, quais seriam os outros tipos de fios soltos? Mas, de fato, a limitação ali pode ter sido a minha: suspeito que a narrativa de Toda terça mereça mais atenção do que pude lhe dar à época da leitura. A estrutura em fita de Möbius, por exemplo, passou batido por mim. Enfim, sua resenha foi um bom argumento a favor de uma releitura mais atenta.

    Abraços,

    Lucas

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  • [O comentário #13853 será citado aqui]
    Antigamente o povo costumava entender quando eu usava e abusava da ironia. Mas fazer oq, ninguém é perfeito!

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  • [O comentário #13884 será citado aqui]

    Não havia entendido assim, peço as minhas desculpas, JLM.

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  • Caríssimos senhores,

    Acompanho a Copa e fiquei feliz com as duas vitórias de “O dia Mastroianni”.

    Até agora achei que seria de bom tom ficar quieto e receber os resultados das partidas discretamente, comemorando com rodadas de dry martini para as moças no meu iate, hoje ancorado cá na Côte d´Azur. Bem longe, aliás, dos subúrbios calorentos do planeta de onde algumas moscas de padaria soltam traques em caixas de comentários.

    Tenho resistido à tentação de interagir com os leitores aí do país das Havaianas, mas agora sinto não ter opção. Só uma mente paranóica e delirante poderia insinuar que “O dia Mastroianni” passou a frente nos dois jogos da Copa por interesse “político”. Sem entrar nos indiscutíveis méritos da obra, que tipo de interesses seriam esses?! Sequer conheço os dois árbitros que já julgaram o romance, e não sei que pendor ideológico ou escusa troca de favores poderia ter motivado seus votos. Ainda mais numa copa tão divertida e despretensiosa.

    Dou minha versão desse patético mimimi de bastidores: o problema é que o ápice de toda a “carreira” de Jabotá foi uma resenha negativa (não vamos falar da tentativa de assassinato da língua) que publicou num defunto site sobre o primeiro livro do Cuenca. E aí ficou assim: o autor, talentoso beletrista reconhecido por atrizes e manequins em todo o planeta, ganhou um carrapato vilipendiador. Mas o pior de tudo isso não é a opinião do jovem crítico de que Cuenca é o anti-cristo das letras brasileiras – opinião que respeito, e que ele tem todo o direito de reproduzir por aí.

    O pior é o pendor anti-democrático desse rapaz: acha que se alguém discorda dele, é porque é um vendido. Típico pensamento de alguém que está pronto para se corromper.

    E o pobre nem isso consegue.

    Enfim: falem dos livros. E os leiam antes, se possível for. As meninas precisam dos cheques que, às vezes, demoram a chegar.

    Boa sorte, fé no veneno,

    Pedro Cassavas

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  • E quem encontra a melhor forma pra comentar é um personagem. Fique, Cassavas.

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  • Muito simpática a aparição de Pedro Cassavas. Ainda bem que ele que veio, não o cara da CAIXA ALTA.

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  • [O comentário #13872 será citado aqui]

    Sandra????? A narradora da terceira parte é a Camilla! Ela é que é brasileira e que era a única que ficava no apartamento às terças com o Javier, não é isso? Se não me engano, ela até fala o nome na última página. Não estou com o livro comigo, mas depois vou confirmar.

    Mas, enfim, sobre os fios soltos, eu queria questionar o “problema” do Lucas com o Toda Terça: será que é mesmo um problema as histórias não se fecharem no final? Será que contar duas histórias em paralelo que mostrem coisas parecidas em dois narradores completamente diferentes não cria um efeito interessante, que poderia até ser derrubado por um final todo inteligente? Não sei ao certo, mas fiquei pensando nisso, achei interessante.

    Eu sinceramente estava gostando muito do livro enquanto lia as partes 1 e 2, porque a narrativa é muito boa e os personagens são ótimos, mas quando comecei a terceira parte, fiquei estupefato: achei tão inteligente e original a estrutura que ela criou, que por mais vaga que a ligação das histórias seja, acho que o livro funciona e muito bem.

    Só pra constar, achei Rato um bom livro, com alguns problemas mais ou menos sérios e uma proposta interessante. Mas competir com Toda Terça realmente não é qualquer coisa. Muito justa a escolha

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  • Olá, como vão? Estamos todos bem? Vou contribuir com os meus dois centavos para puxar a discussão para os livros. Para um deles na verdade — li apenas o “Toda Terça”. Vi muitos pontos positivos no romance, mas também não cheguei ao mesmo nível de entusiasmo que o Dr. Plausível demostrou na sua resenha — aliás, bem interessante. A principal qualidade de “Toda Terça” é conseguir em apenas 150 páginas criar efetivamente um micro-universo e dá-lo uma dinâmica própria. Para chegar a isso, Saavedra conta com o paralelismo das narrativas e com o espaço oferecido ao leitor, como bem apontou Plausível. Claro que com esse espaço em aberto, criam-se muitas ambigüidades e fios soltos, mas não considerei isso um defeito.

    Achei curioso que o Dr. tenha se lembrado de Cortázar. Para mim, se a linguagem da Saavedra tivesse de fato a flexibilidade daquela do autor argentino, a leitura teria sido mais prazerosa. Há vários momentos bem escritos, mas em geral é uma narrativa de um encadeamento modular, que me exasperava às vezes.

    “Full disclosure”: nas minhas leituras, estou cada vez com menos paciência para obras baseadas na auto-indulgência emocional dos personagens. (Um contra-exemplo é o citado conto “Ulrica”, de Borges, em que a matéria da prosa é toda feita da subjetividade do narrador, mas, ao mesmo tempo, não se tem aquela carga de psicologismo gelatinoso). Quase desisti de “Toda Terça” por conta dessa impaciência, mas o meu juízo se inverteu ao notar justamente que a autora estava explorando as limitações desses discursos que fazemos sobre nós mesmos, a começar pelos que articulamos para o analista. Mesmo balizados pela psicanálise e/ou por ícones da alta cultura — filmes de arte, literatura –, esses discursos mezzo existenciais, mezzo amorosos, acabam sendo recriados indefinidamente, sem se chegar a qualquer centro, daí a figura apropriada da fita de Möbius (mais uma vez, destacada lá na resenha do Dr. Pl.) — também se poderia falar de Sísifo.

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  • Tiago Savio,
    “A narradora da terceira parte é a Camilla!”

    ¡Isso, isso, isso!

    Me enganei, pq pra mim Camilla e Sandra podem ser a mesma pessoa…

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  • Vocês ficam falando de fio solto, fio solto, e eu, embora não entenda direito (porque não li o Toda Terça), me pergunto o que é que vocês dizem/disseram/diriam de Infinite Jest ou desses livros de Pynchon que terminam de uma forma algo–

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  • [O comentário #13909 será citado aqui]

    Tiago A, eu adoro o Pynchon, é um dos meus escritores favoritos. Mas ali, sei lá, não tem como o fio não estar solto. O Pynchon é um cara que me convence a aceitar fios soltos usando um argumento que o Doutor Plausível usou para defender o Toda terça: os fios estão soltos porque a realidade é feita de fios soltos. Muito embora as obras de Pynchon tenham muito pouco a ver com a realidade. Enfim, sinto-me tentado a usar a defesa “O cara é um gênio”, que justifica tudo sem explicar nada.

    Tiago Savio, pois é, fios soltos em si não são um problema. O que aconteceu em Toda terça foi que eu esperei que os fios se juntassem no fim, e fiquei decepcionado quando isso não aconteceu (enquanto o Pynchon, para reforçar o argumento, em nenhum momento te dá a menor esperança de que a história vá fazer sentido). Só que, pelo que estou lendo, os fios se juntam sim, ou pelo menos mais do que eu achei: eu é que não soube ver. Definitivamente, vale a pena tirar um sabado chuvoso para reler Toda terça com calma e à luz de tudo o que foi discutido por aqui.

    Abraços,

    Lucas

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  • [O comentário #13910 será citado aqui]

    Geralmente me decepciono qdo inicio a leitura de um livro com alguma expectativa. Isso pq não contaram pro livro qual é a minha expectativa, e dae fico frustrado. Como não é uma boa receita, procuro então fazer o inverso, penso q aquele será o pior livro q vou ler no ano. Pessimismo ao extremo. Às vezes acerto, mas qdo erro é uma maravilha!

    1 abraço.

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  • Marco,
    Desculpe, não tinha notado teu comentário.

    Vejo Cortázar (especialmente o de Bestiario) em TT – apenas nas narrativas de Javier e Camilla – não como estilo ou estruturação mas como tom, andamento e contraponto entre narrador e fato narrado: é uma voz reminiscente à de Cortázar contando outra história. Não é de maneira alguma um ventriloquismo: é apenas o q saiu de Carola Saavedra ao contar aquela história; influência é isso, acho.

    Vale dizer q a narrativa de Laura é, pra mim, sem dúvida a parte mais criativa, sensível e inteligente de TT. VERY clever. Por si só já valeria o livro. Não sei nada sobre Saavedra além do q aparece em releases, mas tive a nítida impressão de q ela cresceu entre psicólogos ou psiquiatras, desde criança ouvindo e processando aquelas maluquices todas.

    Lucas,
    ¿Como tá a previsão do tempo pra amanhã aí no Rio? Espero q chova. :•)

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  • JLM, queria eu controlar minhas expectativas assim. Mas acho que me expliquei mal: não comecei a ler Toda terça com a expectativa de que falei – até porque não sabia que o livro contava duas histórias em paralelo – ela foi se construindo ao longo da leitura. E pelo que andam dizendo por aqui, ela tinha sua razão de ser, pois aparentemente os fios não ficam soltos, eu é que achei que eles ficavam.

    Doutor, nem que caia uma tempestade amanhã, preciso trabalhar. Mas em novembro, pode me cobrar.

    Abraços,

    Lucas

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  • Li os dois livros. Toda Terça goleia Rato de lavada. Detalhe chocante: sou gay. Serei eu homofóbico de mim mesmo?

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  • Bom, mas que influência política tem J P Cuenca? O cara é um nada.
    Open your eyes: quem é Vinícius Jatobá, do mesmo jeito? O que ele já fez? Ora, o cara faz isso para aparecer, já chamou atenção mais do que os livros da Copa…

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  • O juíz que debandou podia discordar dos outros resultados, mas poderia dizer e argumentar sobre isso nas caixas de comentários das outras partidas e na final. Simples.

    Essa coisa de desistir tarde demais, atrapalhando a organização é uma falta com compromisso firmado por causa de capricho. Coisa de diva. (Se a diva não podia “suportar” um livro de que não gosta avançando, por que entrou na copa?).

    Mas concordo com o Juka abaixo, não devemos dar muita importância a isso. É só olhar os barracos do VJ no Todoprosa. Em um ele responde: “estou tendo aula com a sua mãe.” Enfim, o sujeito não se qualifica ainda para um debate democrático. A copa não perde nada com ele. Jatobei. Os livros são mais importantes.

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  • Pensem bem: qual é a diferença entre Jatobá e Cuenca? Os dois puxam sacos distintos, é verdade, mas podem crer: sempre estão pendurados em um. Vai ver que é por isso que se detestam…

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  • A polêmica é boa, pessoal, e as ofensas pessoais, inevitáveis. O que esperar de um jogo em que o juiz decide o vencedor? Quando isso acontece numa partida de futebol (já que estamos comparando), fica todo mundo louco, e tem até clube que tira o time de campo, como o Jatobá fez (o Flamengo reinvindica há 20 anos um título de cuja final ele se recusou a participar).

    Eu imagino que a maioria dos frequentadores da Copa não mantenham muito contato com o futebol, mas, para mim, que acompanho tanto a literatura quanto o esporte bretão com alguma intensidade, ler essas resenhas e comentários é uma experiência curiosíssima.

    Acho ingênuo exigir algum tipo de isenção crítica a juízes que não têm (e nem precisam ter) comprometimento com verdades artísticas irrefutáveis. Não vi alusões a algo que se assemelhe com essa pretensão até agora.

    A Copa, inclusive, tem servido para expor as entranhas de um concurso literário. E, se a muitos olhos essas entranhas não parecem agradáveis, talvez essas pessoas estejam confirmando nossos preconceitos acerca do assunto (“a premiação é política”, “são os amigos dos jurados que ganham”, essas coisas).

    Outro pedido estranho é esse de “vamos nos ater à literatura e coisa e tal”. Isto aqui é um campeonato ou o quê? Torcida tem que cornetar mesmo. Eu sei que a decisão é do juiz (e do cartola Lucas no final das contas), mas não vou deixar de reclamar do resultado, apelar para o tribunal superior de justiça literária ou tentar desqualificar o juiz.

    Quem quiser critérios rígidos que vá procurar na academia. Estejam avisado, contudo, de que a coisa por lá é muito mais chata do que por aqui. Abraço!

    ps: E, nada contra o autor, que me parece ser um cara muito simpático, mas O dia Mastroiani é time de peladeiro!!

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  • Eu sou leitora e admiradora profunda do Vinicius Jatobá. E sinto vergonha por vocês pelo papel mesquinho e persecutório que estão impingindo a ele. Qual é o objetivo desta exposição do nome dele? No mínimo o objetivo é nefasto e pequeno. Assim devem ser suas cabeças, povoadas por problemas irrisórios e picuinhas. É revoltante ver esta segregação e luta de poder que há neste meio literário. Que vergonha nacional!!!

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  • Quando o seu querido Jatobá acusa os outros jurados de serem políticos sem ao menos ler as resenhas deles, está tudo bem. Quando os outros questionam isso é uma vergonha nacional? Conduta nada admirável a dele.

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  • Ursula.
    Bom, seu motivo é pífio. Na verdade eu o vejo como alguém preferiu seguir os próprios valores ao invéz de comungar com idéias que não acredita. A isto eu chamo de honra e coragem.

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  • Carolina, invés é com “s”… O Jatobá que te ensinou a escrever? Ou você está lendo o Cuenca demais?

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  • …”com idéias NAS QUAIS não acredita.” Se fosse copa de publicidade tudo bem, mas é literatura, né?

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  • ei, até dá para ser homofóbico de si mesmo.
    veja o kassab.
    ;>)

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  • 1 – Por que o “Mastroianni” é time de pelada? Acho que tem gente que acha que literatura tem que ser algo sisudo e confunde profundidade com seriedade.

    2 – A briga Jatobá-Cuenca é boa, porque deixa à vista como funciona o mundinho literário brasileiro, nos bastidores de resenhas, repostagens e mesmo livros: uma briga de egos, que muitas vezes se resume a criticar (ou elogiar) certo autor tendo como álibi seu livro.

    3 – Minha aposta tb. é TT e Filho Eterno na final.

    abraço,
    Lucas

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  • Me diz uma coisa: como é feita a seleção desses livros? Sim, por que os melhores parecem estar de fora desde o começo… Por isso talvez sobre tanta baixaria.

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  • [O comentário #14037 será citado aqui]

    Mariana, os livros foram escolhidos pelos jurados com base numa enquete feita aqui no site da Copa. Mas quais livros você acha que deveriam estar entre os concorrentes e não estão?

    Abraços,

    Lucas

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  • Aviso rápido: a publicação do jogo 11 está atrasada por conta de atividades extra-cópicas. Mas daqui a pouco ele aprecer.

    Abraços,

    Lucas

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  • Querido, concordo com a Mariana. E eu acho que falta o único escritor de verdade desse país. Ricardo Lisias. O cara já foi comparado com o Coetzee por Leila Perrone Moises. Só isso. E só bate com elegancia. já colocou no chão muita gente badaladinha por aí. bjs.

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  • [O comentário #14040 será citado aqui]

    Marli, confesso minha ignorância: até agora desconhecia o nome de Ricardo Lísias. Mas uma pesquisa na Livraria Cultura me informa que o livro que ele lançou e 2007 é de novelas – e na Copa, pelo menos por enquanto, só entram romances.

    Abraços,

    Lucas

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  • Nossa, é para rir. Quando as pessoas não possuem argumentos, elas se prendem a forma. Tudo o que li foi uma série de críticas a respeito da escrita e nada de opinião. Apenas provei, mais uma vez, o quão medíocres vocês são. Será que alguém tem ao menos a sensibilidade para a literatura? Ou a literatura se reduziu a sua forma? rs

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  • [O comentário #14051 será citado aqui]

    Oi, Carol, quer tc?

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  • Lucas, então como voce quer falar de literatura? O cara recebeu um monte de premios, tem gente fazendo tese sobre ele na USP, Unicamp, UFRJ e UFMG, está em todas, já afundou muito badaladinho e voce não conhece? Agora ficou feio. Segundo Leila Perrone Moises é a única voz radical e que inventa algo de mesmo novo no Brasil atual. Ela diz que ele se diferencia de toda a coisa aqui.

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  • [O comentário #14080 será citado aqui]

    Realmente, Marli. Fica difícil discutir literatura com quem não discute, apenas aponta o dedo acusador porque alguém não conhece o seu autor preferido (e bota preferido nisso, dado seu trabalho de “cabo eleitoral”). Você não quer discutir literatura, quer empurrar seu gosto goela abaixo, citando fontes (naquelas, porque você não cita a fonte, cita a autoridade da fonte) e desdenhando os que não são de sua igrejinha. Feio é isso.

    Em tempo: li Anna O. e outras novelas e achei o chato, o tipo de matéria pretensiosa que abunda (ops) na nossa literatura em que todo mundo é gênio e se leva mortalmente a sério.

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  • É, Marli, essa foi bola fora total.

    Que história é essa de ser pecado do Lucas ignorar o Lísias? Acaso vc conhece tudo?

    E o Trezentos tem razão: ou vc expõe um argumento, situando sua opinião e mostrando suas razões para destacar o Lísias, ou fica entre o cabo eleitoral/ militante e o escolar em sua remissão à autoridade da Perrone-Moisés. É curioso que não aparece nada do que leva a P-M a dizer o que diz – só que ela diz o que diz. Ora, ora. Ou, para citar o Dr Plausível, “HAHAHAHAHAHA” (ouça-se um riso de pança).

    Quero saber por que o Lísias – ou qualquer outro autor – interessa. Quero saber por que devo investir tempo da vida curta em lê-lo. Quero ouvir uma experiência de leitura que me diga como, por que, em que ler um livro dele transformou ou transtornou quem leu. É isso ou vc está aquém da crítica, creio eu.

    Em tempo: conheço o Lísias da internet, ele participa de uma comunidade que modero no Orkut. Suas manifestações lá são todas no regime da civilidade e da gentileza. Já até debatemos lá – eu em defesa do Santiago Nazarian – e em momento algum ele recuou para o ad hominem. Nada de calhordice que eu tenha percebido até agora. E, numa boa, o sujeito pode ate ser calhorda, eu não quero ser amigo de todos os autores. Eu quero é ler boa literatura. Em qualquer lugar as pessoas vão divergir a respeito de figuras públicas. Isso é bom. Ruim é o juízo senhor de tudo, que quer apenas que os outros se curvem a ele. O Poder divino dos Reis caiu faz tempo, sabia? :P

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  • Prezado senhor moderador: acabo de saber que fui premiado aqui no seu evento. Não vou ler todos esses comentários porque se não vou perder a manhã inteira. Do mesmo jeito, acho que as pessoas devam ter a liberdade de falar o que bem entenderem. Mas convenhamos, se vocês pretendem fazer um site de discussão literária, há aqui um comentário que talvez merecesse uma moderação: o que me chama de “calhorda”.
    Os outros me parecem normais, inclusive o que critica o meu texto sobre Vargas Llosa ou o outro que diz que meu livro é chato. Esse sobre o “jogo sujo” me parece sair dos limites.
    Pois bem, não vejo como alguém possa fazer “jogo sujo” no que se conhece por discussão literária. O máximo que se pode fazer é um mau texto. Daí as pessoas podem discordar, argumentar etc. Não acho que um autor de um mau texto seja um calhorda. Jmais publiquei qualquer texto fazendo qualquer tipo de alusão pessoal a quem fosse – cheguei no máximo à questão política.
    De resto, se provavelmente as pessoas que estão aqui tenham certa idade, elas deveriam no mínimo saber que ao tornar um livro público, você está mesmo à deriva de todo tipo de paixão. Mas quando elas viram mero ataque pessoal, essa paixão saiu dos limites do ambiente público.
    Dessa forma, faço questão de registrar meu mais veemente protesto contra essa agressão.
    Ricardo.

    PS: quanto seria o orçamento para pagar alguém para me elogiar aqui? Que coisa mais tola…

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  • Ricardo, meu pendor liberal e libertário (embora não libertino) faz de mim um moderador bastante laxista, mas de fato aquele comentário passou dos limites. Foi deletado, e convido o Marcelo a retornar à discussão em outros termos.

    Abraços,

    Lucas

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  • Caro Lucas, obrigado. Se quiser, pode deletar meu protesto também. São Paulo é uma cidade um pouco difícil: ou as pessoas imediatamente aderem ao consenso, ou se tornam tudo aquilo que a pessoa me qualificou. Como há muitos interesses (muita politicagem e pouca política), logo o negócio desbanca para o que vimos. Não é possível realmente deixar passar, pois aquele tipo de ofensa me parece o contrário da democracia. O consenso paulistano é muito autoritário…
    De resto, parabéns pela iniciativa. Eu, é claro, não resisti e li as resenhas. Concordo com umas e com outras, não. Mas a idéia me parece muito boa e bastante descontraída. Talvez seja disso que estejamos precisando: descontração e entusiasmo.
    Um abraço,
    Ricardo.

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  • Esse Ricardo Lísias conseguiu uma participação e tanta na Copa. Uma fã saca de repente um “mestre Ricardo Lísias”. Outra, sem muita educação ridiculariza o evento por não ter um livro dele, e traz um cadastro de informações que comprovariam a qualidade do escriba, quase um currículo Lattes, e fala que ele “detonou badaladinho”. E o próprio Ricardo vem para pedir a censura a um comentário. Depois ele fala estranhamente de consenso paulistano. Até esqueci do Vinícius Jatobá.

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  • Censura? Uma pessoa é insultada sem mais nem menos e ainda está errada por expressar sua insatisfação? Meu Deus, parem esse mundo que eu quero descer.

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  • Bá, entrei só agora e perdi a repercussão.

    O fato é que eu fiquei sem entender nada, alguém aproveitou o gancho e xingou o autor, é isso?

    Achei engraçado, só, a referência elíptica a um “consenso paulistano”, já que eu, que sou o autor dos outros dois comentários que o Lísias cita, não sou de São Paulo, não moro em São Paulo, faz mais de ano que não piso em São Paulo e nem conheço o Lísias pessoalmente – apenas por escrito, e por isso sustento o que eu disse: seu livro me entediou e sua resenha sobre Vargas Llosa misturou política com literatura com prejuízo desta última.

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  • [...] O jogo mais polêmico da Copa de Literatura Brasileira – O crítico literário Vinicius Jatobá, que havia concordado em apitar o jogo 10 desta segunda edição da Copa de Literatura Brasileira, decidiu se retirar do torneio após haver anunciado o vencedor do seu jogo mas antes de escrever a resenha do mesmo. Jatobá explicou num email que se retirava porque alguns jurados estariam decidindo seus jogos por motivos políticos e não estéticos [...]

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