Copa de Literatura Brasileira

Jogo 8

Dizem que esse é um dos jogos mais esperados da copa. Com certeza, é o mais difícil.

Temos dois autores veteranos e conhecidos (ainda que Calligaris seja estreante na ficção), com dois romances curtos e enxutos, corretos e sofisticados, lançados pela mesma editora de primeira linha, centrados na questão da paternidade, e com a mesma “surpresa” no final. Aliás, são tão parecidos que liguei pro Lucas, o organizador da Copa, e perguntei se tinha sido coincidência estarem no mesmo jogo.

Impossível escolher entre eles.

Em O conto do amor, de Contardo Calligaris, um psicanalista italiano radicado em Nova Iorque (como o autor) começa a tentar reconstituir a vida do pai recentemente falecido. Descobre que na década de 30, antes da guerra, seu pai vivera um caso de amor com uma mulher mais velha. Descobre, mais ainda, que seu pai se imaginava a reencarnação de um pintor renascentista menor. Tentando retraçar os passos do pai e entender suas obsessões, o narrador volta à Itália, acaba se envolvendo com uma jovem pesquisadora e, no fim, desenterra uma surpresa.

O livro é bom. Não empolga em momento algum, mas também nunca erra. É uma tentativa correta, mas fria, de unir erudição e sentimento e me fez, mais do que tudo, ter vontade de reler Aqueles cães malditos de Arquelau, de Isaías Pessotti, que atingiu com genialidade tudo o que O conto do amor alcançou com competência.

Em Órfãos do Eldorado, de Milton Hatoum, temos a história da decadência de Armindo Cordovil, filho de um rico empresário da borracha de Manaus, desde seu nascimento em berço de ouro até a velhice miserável. Assim como em O conto do amor, a figura do pai também é fundamental: é em relação ao pai que Armindo sempre se define. Destaque também para Estiliano, melhor amigo do pai e que cuida de Armindo até sua velhice; Florita, sua empregada-concubina-escrava; e Dinaura, uma efêmera amada, uma mulher fugidia que atormenta Armindo por toda sua vida, da riqueza à pobreza. No final, desenterra uma surpresa.

O livro é bom. Não empolga em momento algum, mas também nunca erra. De fato, não tenho críticas.

Impossível escolher entre ambos. São corretos, sem erros, sem empolgação. Obras maduras de autores maduros. Histórias de homens que se voltam ao passado e aos seus pais, na tentativa de descobrir quem são, e acabam tendo… a mesma surpresa.

Não sei escolher. Gostaria que a Copa permitisse empates. Na obrigação de escolher um, escolho O conto do amor, do Calligaris, pelo simples fato de eu ter me envolvido mais com a história – provavelmente porque me sinto mais próximo da Itália renascentista do que da Amazônia fin de siècle.

Mas é uma vitória por pontos. Pouquíssimos pontos.

Vencedor

O conto do amor

Você concorda com o resultado do jogo 8?

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73 comentários

    com todo respeito, não sei porque tanta gente se disponibiliza a escrever críticas sem ter o que dizer. sei que é, supostamente, o ‘ponto’ da resenha, que não há o que dizer. mas é a segunda vez que se faz isso na Copa, e não passa muito de preguiça, ou falta de capacidade. se Hatoum e Calligari não despertam muita coisa, tente nos explicar porque, dê exemplos da prosa, delimite um pouco melhor a falta-do-que-se-falar.

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  • Quero parabenizar o Alex Castro por ter conseguido se aproximar do recorde imbatível que foi a resenha do Nelson de Oliveira na Copa do ano passado: vc quase consegue produzir uma resenha tão lamentável quanto a do Nelson, Alex.

    Nada sei dos livros após ter lido seu texto, nada sei de como você os leu, nem do que efetivamente você utilizou em seu juízo decisório. Não há nenhuma traquinagem estilística ou argumentativa curiosa ou inovadora na resenha – é, nesse sentido, um milagre: rien de tout!

    E ainda acontece que vc é ficcionista. Ora, o que seria para vc ouvir de um comentarista de literatura – talvez outro autor, que calha de ocupar a função leitor naquele momento (quero crer que autores lêem), talvez um professor e eventual comentador de literatura como eu, talvez um jornalista interessado em acompanhar os movimentos da cultura contemporânea expressos ou traduzidos na ficção que ora produzimos – o que seria pra vc ouvir desse personagem que estamos inventando agora que “O livro é bom. Não empolga em momento algum, mas também nunca erra. De fato, não tenho críticas” com referência ao *seu* livro?

    Fala sério!

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  • Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by thiagocandido_: jogo 8 da #clb2009 http://bit.ly/30FGUh...

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  • “O livro é bom. Não empolga em momento algum, mas também nunca erra.”

    Cá para mim acho que não empolgar é um grande erro.

    Juiz péssimo, mas pelo menos não cometeu o erro fatal de arbitragem. De fato “O conto do amor” merecia ganhar esse jogo.

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  • Esta Copa está chata. No geral está agradando aos comentaristas, pelo jeito, que querem argumentos profundos (ui!) e referências bibliográficas e certificado de pedigree para cada opinião proferida. Fico pensando que esse povo da literatura é muito chato mesmo, pq nem chamando o negócio de Copa e tendo a proposta obviamente lúdica de selecionar o melhor livro em um mata-mata as pessoas se tocam que não é preciso levar tudo (muito menos a literatura) tão a sério 100% do tempo.

    Aí aparece uma resenha diferente do molde mas mesmo assim ela não tem nada de divertida. Tudo bem, suponho que era a idéia, os livros são mornos. Mas, ainda assim, gostaria de poder ter esperança. Quem sabe os comentários ficam divertidos?

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  • Só faltou o café no Starbucks…

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  • Sinceramente, estou muito surpreso com o resultado e reitero as críticas feitas à resenha. Li o livro do Hatoum e vi nele uma série de qualidades: a concisão da linguagem, a mistura entre o mito e a história amazônica, a capacidade que Hatoum tem de construir personagens esféricos em tão pouco espaço e, principalmente, a capacidade de fazer o leitor elaborar hipóteses sobre aquilo que não está escrito. De modo que a primeira pergunta que me vem à mente é: afinal, que livro é esse capaz de bater um livro tão bom? E essa pergunta a resenha não responde. Não sei nada sobre o livro do Calligaris e não fiquei com vontade de lê-lo.

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  • como dito, a resenha é morna e sem vida pois os livros me pareceram mornos e sem vida, apesar de corretos.

    aos que reclamaram que saíram da resenha sem saber do que tratam os livros: meu trabalho para a copa é escolher um vencedor e justificar essa escolha, não necessariamente descrever os enredos dos romances.

    e sim, se eu tivesse sido chamado pra apitar ESSE jogo, entre ESSES dois livros, eu não teria aceito, pois sabia exatamente o que iria acontecer. infelimente, a gente primeiro aceita ser jurado e, depois, descobre os livros que vai ler. como não quis jatobar, respirei fundo e escrevi a resenha da forma mais honesta e sincera possível.

    quem não gostou, por favor, passe no caixa e eu devolvo o dinheiro. agradecido.

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  • livros mornos, crítica morna. espelho.

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  • Alex, falar do que não gosta é menos importante do que falar do que gosta?

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  • Oi, Alex. Acho que o “falar dos livros” que eles estão cobrando não é o “descrever o enredo”, até porque descrição do enredo você fez.
    Mas realmente, entrei sem saber muito do Conto do Amor e saí sem saber muito. A sinopse eu posso ver no site da editora. Faltou saber de que maneiras o livro repercutiu em ti, o crítico. “Bom, correto, não empolgou” é dizer pouco, só isso.

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  • como assim?! esperava mto, mto mais de vc, alex. e não é só pq este foi o único jogo do qual li os dois livros.

    nenhum comentário sobre a a belíssima metáfora do título? sobre a forma como hatoum aborda religiosidade e superstição popular? nem uma palavra a respeito dos mitos indígenas sobre o desejo erótico destruidor que abrem logo de cara o livro? puxa, cara, lévi-strauss morreu um dia desses…

    nada a dizer sobre o estilo de romance policial que o calligaris parece ter procurado imitar? sobre o providencial encarte com a reprodução das obras de arte que são o ponto de partida para o quebra-cabeça que o tiozão terá de resolver, assim, meio q à la “código da vinci”?

    nenhuma divagação sobre a forma como um psicanalista profissional conta uma história sobre o amor de salvação e da busca do pai ausente a forma como um escritor tradicional conta uma história sobre amor de perdição e da luta contra um pai tirânico?

    nenhum contraste do “cosmopolitanismo” moderno de calligaris [cuja história se passa inteiramente entre nova iorque e milão] e o “neoregionalismo” decadentista de hatoum [q já dá mostras de um certo fastio por repisar os mesmos temas e cenários]?

    concordo que o empate seria o resultado mais justo: órfãos não é o mlehor de hatoum e o conto é uma ótima surpresa para estreia na ficção [aliás, calligaris é bem superior ao veterano paulo coelho, já resenhado nesta copa, oq por si só já daria oq falar]. essa surpresa poderia poderia justificar uma escolha, melhor doq o mero sentimento de proxmidade da itália renascentista, assim.

    tsc, tsc, tsc… seu comentário não é morno pois nem chegar a esquentar, alex. sua leitura, sim, éq foi ou desinteressada ou desatenta. passa até a impressão de que não leu nenhum dos dois livros, oq particularmente acredito ser o pior pecado do resenhista.

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  • “Submeta-se a qualquer feitiço, fraco ou forte, que esteja sendo lançado. Melhor elogiar e compartilhar do que acusar e banir. A comunhão entre o resenhista e seu público se baseia na presunção de certos prazeres possíveis da leitura, e todos os nossos juízos devem se curvar a esse fim.”

    Vale lembrar de novo o Updike, que já andou sendo citado por aqui. Faltou essa generosidade aí, no mínimo.

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  • não acreditei no resultado. falar que o hatoum não chega a empolgar é, no mínimo, um disparate. o que é literatura, afinal? qual autor nacional contemporâneo empolga, sr. alex?
    péssimo!

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  • Como apareceu no Gusmão [12] “passa até a impressão de que não leu nenhum dos dois livros, oq particularmente acredito ser o pior pecado do resenhista.” Concordo com isso: tudo que está na resenha, está em qqer release dos livros, e a saída de distribuir elogios aos dois e reiterar dificuldades na tomada de decisão é a melhor pra quem não quer desafetos.

    E, como o Alex não respondeu a simples questão que coloquei (e sei, Alex, que vc não tem obrigação de responder nada, claro), aproveito e coloco outra, pra todos: o que pode levar alguém a vir a público e cometer um negócio desses? Pois não há aqui nem ludicidade nem seriedade. Não parece coisa que pode ter sido produzida por um autor e acadêmico – supostamente, alguém que aprecia, admira, e investe seu tempo e projetos de carreira em literatura.

    E, respondendo ao ri.ventura [13], eu me empolgo com vários autores nacionais contemporâneos. Não necessariamente do mesmo jeito como me empolgo com, digamos, Saer – mas tem razão pra empolgação na ficção brasileira contemporânea sim, acho.

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  • Isso já aconteceu na Copa passada, e lembro que o Alex e o Lucas foram grossos para responder às críticas.

    Nesta Copa, o Polzonoff cometeu esse pecado de não falar nada, mas só com um dos dois livros pelo menos. (Teve gente que falou sobre a profundidade de não ter o que comentar).

    Agora vem esta “resenha”.

    Lucas, a Copa é uma idéia muito boa e você está de parabéns. Mas você deveria nos poupar dos seus ídolos.

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  • Não gostei da resenha.
    Mas reconheço que, a partir do momento em que o Resenhista explicitou o seu critério – o qual entendi ser: Cada Livro Tem A Resenha Que Merece – , no que me diz respeito, a mesma cumpriu sua função de forma satisfatória: é a partir da resposta (comentário 8 ) que, a meu ver, o Resenhista desce do muro e revela o quão decepcionante foi sua experiência com ambos os livros.

    De certa forma, isso melhora em muito a resenha.

    (Ok, qualquer um pode alegar que não sou lá muito exigente, mas isso também não seria da conta de ninguém, oras)

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  • Não se reconhece o alfabeto cirílico nessa joça ?

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  • O resenhista é o Carlos Eugênio Simon da CLB, não apita nada contra time grande.

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  • O Alex nos mostrou como foram boas as resenhas que o precederam. Apesar disso, ainda acho que esta será a melhor CLB em matéria de jurados.

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  • Obrigada, luizgusmao, fiquei curiosa com relação ao Calligaris, vou provavelmente ler esse livro em algum momento.

    Quanto à resenha do alex, é uma pena que ele pareça não ter tido paciência de ler nem vontade de comentar os livros, isso pode acontecer…

    um abraço,
    clara

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  • existe uma teoria que moby dick tem longos trechos parados, tediosos e chatos, intercalados por rapidos e subitos momentos de acao, pq essa foi a melhor maneira que melville arrumou para fazer com q os leitores experimentassem na pele o tedio das longas viagens baleeiras.

    isso dito, espero ter conseguido transmitir na frouxidao morna e decepcionante da resenha exatamente a minha impressão sobre ambos os livros… se ao ler as resenhas vcs sentirem o mesmo q eu ao ler os livros, entao a transmissao da empatia estará completa.

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  • justificativa esdrúxula para resenha abaixo da crítica… a melhor partida da copa foi prejudicada!

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  • putz, alex [22]: comparar moby dick com sua resenha é mta pretensão. seu comentário fracassa justamente em trasmitir qquer impressão dq os livros foram devidamente lidos. sua resenha não é morna e frouxa. é insípida e vazia. td oq não são trechos como estes:

    1. lembranças dentro de lembranças:


    Num dia de julho, um mendigo da praça entregou um envelope para Florita. Era um bilhete de Dinaura:
    Festa da Santa Padroeira. Vamos? A festa é na noite de 16 de julho e até hoje afogueia a cidade. Vinham romeiros do interior do Amazonas e do Pará. Lembro que meu pai trazia muito fiéis de Manaus. Dormiam e comiam no barco; à noite, pediam à Virgem proteção para Amando. Eu ouvia as preces, e via os fiéis no convés com uma vela acesa na mão. Parecia um barco em labaredas, uma cobra gigante iluminada na margem do Amazonas. Em julho o homem esbanjava mesmo. Pagava os enfeites da praça, a pintura da igreja do Carmo, dos mosteiros e paróquias, a roupa nova dos leprosos, a capa e o cordão dos devotos à Virgem. Depois da missa ele oferecia uma tartarugada para o povo.

    Ainda era menino quando Amando me arrastou duas vezes para a festa. Na segunda, fugi. Ele e o caseiro, Almerindo, me caçaram pela cidade, e só me encontraram de manhã cedo, deitado com Florita na rede do quarto dela. Quando ele entrou, fechei os olhos. Florita levantou e abriu a janela para afrouxar o ódio de Amando. Disse que eu estava com enjôo e desarranjo.

    Sai dessa rede, ele ordenou.

    Obedeci, sem abrir os olhos. O primeiro tabefe esquentou meu rosto e me jogou de volta para a rede; ele se curvou, deu outro de mão aberta na minha orelha. O estalo chiava como um inseto preso na minha cabeça. Impossível reagir: meu pai era um Cordovil pesado, od dedos grossos nas mãos grandes. Então Florita confessou que tinha mentido. Amando ameaçou expulsá-la de casa, e me forçou a morar um mês com os caseiros, a comer a comida deles, a limpar o quintal. Na primeira noite dormi no porão; quer dizer: não consegui dormir de tanto calor. Nas outras noites deitei numa rede, ao relento. No ano seguinte, Amando me obrigou a ira à festa da Virgem.

    Lembrei disso quando li o convite de Dinaura. Eu já era um homem, e Amando Cordovil estava morto.

    [Órfão de Eldorado, pp. 42-43]

    2. descobrindo o passado:

    Voltei à leitura dos diários.

    Avançava a um bom ritmo, um ano e meio por noite. Além disso, de setembro de 1943 ao verão de 1945, as entradas eram escassas e secas, sem a retórica de amor “sublime” que transfigura, ilumina e coisa e tal.

    Infelizmente, meu pai não contava quase nada sobre o começo de sua clandestinidade e sobre a fuga para as montanhas. O nascimento de meu irmão, que aconteceu em meio ao estorvo da Segunda Guerra, também não figurava em lugar nenhum (com isso, ao menos, eu não tinha por que [sic] me enciumar).

    A maioria das entradas desses anos eram reflexões sobre a guerra, quase sempre amargas. Freqüentemente, apenas citações de Tácito e Sêneca. Deviam ser os únicos autores que ele carregara consigo na mochila.

    Algumas pérolas me recompensavam pelo esforço.

    No inverno de 1944:

    Montanhas da Grigna. Não sei se sairemos vivos daqui. Pelo que todo indica ganharemos, os aliados já estão chegando. Mas ganharemos mortos.

    Só gostaria que quem contasse nossa história, depois, não nos tornasse melhores do que somos ou éramos, sei lá. O frio, a sujeira e a fome são pouca coisa comparados com este fato estranho: já não sei bem por que [sic] estou aqui. Na ação, o sentido se perde. O sentido se mantém mais facilmente nos sonhos.

    Depois da libertação:

    18 de maio de 1945. Tenho nojo da vingança de quem ganhou. Éramos melhores só antes de ganhar.

    [O conto do amor, pp. 70-71]

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  • Alguém aí em cima disse que o Alex Castro também escreve, é um ficcionista.

    A resenha ao menos teve o mérito de me despertar a vontade de ignorar seus livros.

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  • Ah.
    Com certeza foi intencional. A resenha é pobre mas foi feita com a finalidade de nos proporcionar uma experiência de empatia. É quase uma obra de arte moderna o que Alex fez, algo sobre o qual nós devemos nos perguntar, que nos desafia, que deve aguçar nossa curiosidade e iniciativa de leitura. Afinal, que queríamos nós? Uma opinião formada e embasada, assim prontinha?? Que cada um formule a sua.

    Não faltou apenas substância à resenha, faltou humildade a este resenhista, que parece ter sua vaidade ferida com as críticas e responde com a indelicadeza sem sentido “devolvo o dinheiro na saída”.

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  • Excelente resenha, acho que foi a melhor que li até agora! Abrangente, sensível, com trechos escolhidos maravilhosos. Me deu muita vontade de ler os dois livros. Continue assim, Luiz Gusmão.
    Ah, as notas de rodapé feitas pelo Alex também me deram vontade de ler. O Moby Dick.
    PS – Alex, pode deixar o cheque com o Gusmão que salvou a disputa.

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  • A resenha tá um pouco seca, sim. Mas não vejo problema em cada um ser cada qual. Se nenhum dos dois livros inspirou o jurado a escrever mais do q isso, só há q lamentar o fato, e não censurar o jurado – q aliás já deu mostras na Copa passada de q pode sim se entusiasmar com um livro. Aqui ele reclama da mornez de OdE e oCdA. Posso mudar de idéia se ler os livros mas, pra mim, os trechos citados pelo Luiz Gusmão só confirmam aquela impressão.

    Na primeira noite dormi no porão; quer dizer: não consegui dormir de tanto calor. Nas outras noites deitei numa rede, ao relento. No ano seguinte, Amando me obrigou a ira à festa da Virgem.”

    “O nascimento de meu irmão, que aconteceu em meio ao estorvo da Segunda Guerra, também não figurava em lugar nenhum.”

    (Falando nisso, os “por que”s separados tão corretos ali. Vc pode usar o inglês pra tirar a dúvida: se é ‘because’, é ‘porque’ junto; se é ‘why’, é ‘por que’ separado; ‘porquê’ junto com acento é outra história.)

    Apesar de eu entender e/ou dar risada com todos as críticas (em particular com a penetrância de 26 e 27), acho q não se pode esperar q todo jogo seja fascinante, ou igualmente fascinante pra todos. Digo isso pra evitar q surjam exigências de controle editorial na CLB. Quem sempre teve certo aqui é o Lucas, q deixa cada jurado ser quem ele é. A Copa TAMBÉM é os comentários.

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  • Gente, não é levar muito a sério a metáfora futebolística do site? Tá parecendo torcida organizada, pô. E como se algum romance brasileiro tivesse o mesmo fôlego que a seleção de futebol tem mesmo nos seus piores momentos.

    Alex, o seu único erro foi não ter botadoprafuder falando MAL desses livros. A gente tem que ser menos condescendente, pelamordedeus, dar nome aos bois. Esses dois livros são chatos, previsíveis, mortos e literatura não deveria se sustentar por release de imprensa e figurões editoriais. Muito menos por boa vontade e espírito esportivo!

    Mas não é só falar mal por falar mal. Aqui eu posso, porque é só um comentário, não um texto crítico. O que a gente tem que entender é porque diabos a fina flor do romance brasileiro é tão sem sal sem açúcar não fede e não cheira. É culpa da Companhia das Letras? Do Lucas Murtinho? Da Constituição de 89? Alguma hipótese, pelo menos.

    De resto, o Plausível no 28 disse tudo.

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  • A resenha é realmente muito ruim. Vou te contar, a comparação com o Moby Dick foi fora de série, muito engraçada, estou rindo até agora.

    Uma coisa me chamou atenção, o juiz deve apitar segundo o seu gosto pessoal? Alex Castro diz: “Na obrigação de escolher um, escolho O conto do amor, do Calligaris, pelo simples fato de eu ter me envolvido mais com a história”. Eu achei patético escolher o vencedor com o argumento de que o tal livro foi mais “envolvente”. Simplesmente decepcionante. Argumento de aluno de segundo grau.

    Alex Castro, volte para o seu blog.

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  • obrigado, clara [21] e rodrigo [27]. meus comentários exasperados terão alcançado seu objetivo se vcs realmente não perderem o interesse em ler os dois livros por causa da resenha do alex.

    e obrigado doutor [28]: acolho suas correções e agradeço pela dica do “por que/porque”. concedo que o juiz é soberano no jogo q apita: diz oq quer. como quer, qto quer. as linhas citadas, assim isoladamente, podem passar impressão de mornidão pq se tratam de (a) o anticlímax de uma cena [hatoum] e (b) a preparação de outra.

    mas, independentemente do entusiasmo ou tédio q possam despertar num leitor em particular, espero ter deixado claro com meus comentários q os livros têm mtos aspectos a explorar, comentar ou apresentar para o debate público.

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  • “A Copa TAMBÉM é os comentários” : e heresias à parte, com a nova Resposta (Comentário 22) o Jurado dá mais alguns passos pra longe do Muro.
    Mais alguns comentários, e é capaz dele ir comprar um podrão, na calçada oposta.

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  • Resenhas fracas, reflexos de livros fracos. É sério, ao fim do primeiro turno, só me deu vontade de ler um livro, o Verão de Chibo. Todos os outros me passam a idéia de que posso continuar a minha vidinha fuleira ignorando a existência deles.

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  • e ainda acha gente para defender!

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  • Doutor, o resenhista pode escrever o que quer e como quer, assunto pacificado. Porém, os comentadores devem ter a mesma liberdade de comentá-lo: o que querem e como querem sobre a resenha (com respeito, claro). Um peso e uma medida. Ou: nenhum dos dois lados põe critério algum por que (separado) tudo pode, nada é certo, that’s the question, e tudo é lindo e maravilhoso! Eleger critérios é autoritário ou é condição para continuidade de raciocínio? Ou talvez devemos deixar falar a obra aberta, onde tudo se liga a tudo, tudo é associativo, a metáfora engloba tudo, acertamos sempre, e saímos embevecidos com nosso brilhantismo, como sabia fazer tão bem o bardo de Stratford, reencarnação do Caetano, que não teve tempo de temer a morte (e tudo que fez, foi tentar enganá-la)?

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  • Sim, o que é perfeitamente normal.

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  • Rodrigo,
    Escrevi o 28 pra me posicionar contra somente o controle editorial q sói ser cogitado em casos como este.

    “Eleger critérios é autoritário ou é condição para continuidade de raciocínio?”
    Pluralidade. Os critérios acadêmicos, editoriais e críticos já são conhecidos. São bons e/ou sadios. Mas quero saber TAMBÉM o q têm a dizer pessoas inteligentes e articuladas fora do circuito profissional, inclusive os comentaristas aqui. Uma das coisas q iniciativas como a CLB evidenciam é q o mundo é muito mais variado do q querem os profissionais. A internet é o bicho, como diz o AM.

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  • O “por que” do comentário 35 sói (rsrs) ser junto segundo a norma culta, posto que não pode ser substituído por: por que motivo. É plausivelmente um “porque” do tipo because.

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  • “A internet é o bicho, mas só o Bola é show, show de Bola.”

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  • Eh bien, soi, plausible intelligent.
    Seulement maintenant, je vous entend.

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  • Que pena, o tema da paternidade volta e o juiz não teve capacidade de desenvolver um bom texto sobre.

    Nesta mesma Copa, o livro do Mutarelli aborda, mesmo que secundariamente, a relação pai-filho. Houve até um campeão que abordou o referido assunto, o do ano passado, o Tezza. E o juiz poderia ter desenvolvido boas ideias, questionado o porquê do interesse dos escritores por esta relação, se é algo da época, uma necessidade, citar Freud, sei-o-lá, etc. Mas não, ele não disse.

    Que pena.

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  • o lance da paternidade [41] é plutão em capricórnio.

    http://www.constelar.com.br/constelar/134_agosto09/plutaocapricornio1.php

    Quanto aos critérios, concordo com o [35], que sejam condição pra continuidade do raciocínio. Então a gente podia continuar o raciocínio (já que parece ser consenso que a resenha do Alex está insossa) discutindo o que seria uma resenha boa.

    Porque eu discordo da ideia de que uma boa resenha tenha de encontrar qualidades num texto ou dissecá-lo pra gente ver as entranhas (como está lá nos primeiros comentários desse jogo). No comentário 13 tem a citação do Updike e dos “prazeres possíveis da leitura” compartilhados entre crítico e leitor. (Segundo esse critério, a resenha do Alex até que não está ruim, os prazeres é que são impossíveis.)

    No caso deste jogo, chama a atenção que “dois autores veteranos e conhecidos” tenham escrito dois romances absolutamente insignificantes, publicados por uma das editoras mais conceituadas do país, e a resenha não cavoque os porquês (junto? separado?) disso. Neste caso uma boa resenha encontraria, nos livros, o denominador comum da mesmice. Não se detendo na “construção dos personagens”, necessariamente, mas analisando os livros historicamente, pondo na mesa os pressupostos da coisa.

    Ou não?

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  • Ajuda dos universitários, você falou besteira. O “por que” ali é separado. Não há dúvidas quanto a isso.

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  • O comentário 2 de AM já diz tudo. E faz Alex imaginar como seria se fosse o contrário, se Alex recebesse uma avaliação assim O livro é bom, Nunca erra, Não empolga etc. Muitas vezes, só trocando de lugar será possível entender com exatidão o que foi dito (escrito).

    Na copa do ano passado acertei o vencedor antes dos jogos começarem. Agora, não tenho ideia. Com Scliar e Hatoum de fora…
    Palpite: o título do livro que vencerá é Galiléia.

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  • Conselho: não aposte dinheiro.

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  • Ah, vai, “Órfãos do Eldorado” é um baita livro.

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  • a) Perguntei por que Zagreb falou besteira.
    b) Perguntei porque Zagreb falou besteira.

    Em a), A pergunta foi “Por que Zagreb falou besteira?”
    Em b), O motivo da pergunta (não informada) foi que Zagreb falou besteira. Zagreb falou besteira e por isso perguntei, por exemplo, qual gramática ela estudou.

    O inglês já foi usado como comparação. Comparo com o francês:
    a)J’ai demandé pour quoi Zagreb a dit une bêtise.
    b)J’ai demandé (cela) parce que Zagreb a dit une bêtise.

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  • Por que, porquê, porque, por quê…nossa, amo muito tudo isso! Mas na verdade é muito fácil aprender

    como usar os porquês

    Comecemos pelo porquê separado e sem acento, o qual pode ser usado em duas ocasiões. A primeira: quando, ao fazer uma pergunta, o porquê não estiver colado num ponto de interrogação; porque, neste caso, ele também será separado, mas terá acento. Por quê? Não sei. É assim. Também usa-se o porquê separado e sem acento quando se quer falar o motivo, o modo, a maneira, o caminho etc. por que algo acontece etc. suprimindo a palavra motivo, modo, maneira, caminho etc. Também não sei por que (motivo) é assim. Mas é; continuemos. Use o porquê junto com acento sempre que ele for antecedido pelo artigo o–sozinho, ou numa contração, como na primeira frase do post. Já o porquê junto e sem acento, escreva-o quando quiser explicar uma coisa, ou quando quiser mostrar a causa de uma coisa. No primeiro caso, há vírgula; no segundo, não. Espero que você tenha acompanhado o raciocínio, porque fui o mais didático que pude. E só fi-lo porque kg. No próximo post, como fazer miojo.

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  • Zabreb, além de não conhecer a regra dos “porquês”, você quer conversar sobre essa agressividade mal contida?

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  • Zagreb, digo…eu juro que não foi um trocadilho e sim um ato falho.

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  • porque temer os porquês? por quê?
    por que não usar pq? pqp?

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  • ops, errei dnovo nesse negócio! desisto.

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  • menti: desisti, não. agora vai:

    porque temer os porquês.
    por quê?
    por que não usar pq?
    pqp!

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  • putz! “por que (motivo)” é separado! q joça…

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  • Carlene, seu francês é ótimo. Meus parabéns.

    Mas em português aquele “por que” é separado mesmo.

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  • Carlene e Tiago a. – posts ótimos, excelente humor, nem me perguntem por quê. ::))
    abraço,
    clara

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  • No 29, visnadi indaga (itálico meu): “O que a gente tem que entender é porque diabos a fina flor do romance brasileiro é tão sem sal sem açúcar não fede e não cheira. É culpa da Companhia das Letras? Do Lucas Murtinho? Da Constituição de 89? Alguma hipótese, pelo menos.”

    Hipótese: a culpa é dos porquês.

    Digo isso há anos.

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  • A literatura brasileira está morta
    e juro que não fui eu

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  • e o alex sumiu mesmo, né?

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  • 57

    só se for mesmo.

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  • Não sei quem vai ganhar a Copa, mas voto em “Só fi-lo porque Kg” para melhor expressão empregada em todas as caixas de comentários.

    Parabéns, Tiago A.

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  • Já que a resenha virou mero pano de fundo pra discussão gramatical, venho por meio desta informar que o francês do comentário 40 parece tradução google do português “somente agora, eu entendi”. Poucas vezes eu vi tanto sotaque brasileiro numa frase tão curta.

    E no comentário 47: pourquoi como pergunta de uma causa é junto, e não separado.

    belle bagarre mes amis

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  • Eu estou aqui, lendo tudo e achando muita graça.

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  • Uso um porquê separado, e vêm com português castiço. Escrevo um francês avacalhado e observam o francês de cartilha. Muito bem, passaram em gramática. Agora falta passar na aula seguinte: figuras de linguagem: ironia. Acho que, em termos de interpretação de texto, the cow went to the swamp, como dizia o Millôr.

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  • Aprovo essa distinção entre ‘porque’ e ‘por que’, mas não aprovo não acentuar ‘por quê’ no meio da frase. Em resposta à pergunta, ¿Por que ele partiu?, a “regra” do separado faz:

    •Ele não disse por que partiu.
    •Ele não disse por quê.

    Mas sempre escrevo a primeira:

    •Ele não disse por quê partiu.

    Só um aparte.

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  • Esta não é a Copa de Literatura Brasileira? Parece a Copa de Lingua Portuguesa.

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  • Por falar em porquês, bem que a reforma ortográfica podia ter cortado este maldito acento.

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  • Encerrado o primeiro turno da CLB, eu gostaria de fazer uma pesquisa: Qual o melhor título da CLB?
    1. Areia nos Dentes
    2. O Vencedor está só
    3. Fazedor de Velhos
    4. A arte de produzir efeito sem causa
    5. Acenos e Afagos
    6. outro…
    Qual?

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  • sugiro ‘pq’ como forma correta para todas as ocasiões.

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  • Alex disse que seu único critério na escolha do Calligaris foi a identificação…acho que esse critério fica no mesmo nível daquele usado já qui: estranhamento. Portanto, não acho que o Alex esteja tão distante assim de outras resenhas já feitas.E sim, os comentários são tão bons quanto a copa em si- é a torcida vibrando ou vaiando,:)

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  • na dúvida, use pq.

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  • Ficou bem fraquinha essa resenha-voto. Ficou mesmo. Ficou mesmo. Ficou mesmo.

    É repetitivo, mas ficou bem fraquinha essa resenha-voto.

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  • Por que o uso do porquê adquiriu tamanha importância aqui?

    Velhaca manobra diversionista? Munição discreta para convencer os refratários remanescentes de que a gramática é o primeiro e único refúgio dos medíocres?

    Voltando ao ponto, literatura morna (segundo afirma o – valha o termo – resenhista (e árbitro, suponho) não é justificativa para crítica literária morna. Você aceitou a encomenda, meu caro. Tratasse de entregar algo que não parecesse preguiçoso, escorregadio ou desinformado (segundo julgamento da maioria dos comentaristas e o meu, engrossando o coro dos descontentes).

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