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	<title>Comentários sobre: Jogo 10</title>
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		<title>Por: Fernando Torres</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6902</link>
		<dc:creator>Fernando Torres</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 16:55:23 +0000</pubDate>
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		<description>Vanessa e Emilio, 

Sem muitas pretensões de acrescentar seriedade à discussão. Depois, um dia, quiçá, vou escrever algo sobre o as questões aqui tratadas sobre linguajar de personagens em contraposição à voz do autor. O tema é interessante, mas preciso pensar mais sobre ele.

Mas acho importante ressaltar que se alguém aqui entrar para comentar que o &quot;Emilio é gatinho&quot; ou que a &quot;Vanessa é bonita e muito jóia&quot;, estarei finalmente convencido que o escritor é o novo rockstar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vanessa e Emilio, </p>
<p>Sem muitas pretensões de acrescentar seriedade à discussão. Depois, um dia, quiçá, vou escrever algo sobre o as questões aqui tratadas sobre linguajar de personagens em contraposição à voz do autor. O tema é interessante, mas preciso pensar mais sobre ele.</p>
<p>Mas acho importante ressaltar que se alguém aqui entrar para comentar que o &#8220;Emilio é gatinho&#8221; ou que a &#8220;Vanessa é bonita e muito jóia&#8221;, estarei finalmente convencido que o escritor é o novo rockstar.</p>
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	<item>
		<title>Por: Emilio</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6898</link>
		<dc:creator>Emilio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 14:56:03 +0000</pubDate>
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		<description>Povo do Jogo 10, câmbio.

Puxa, quanta coisa. Não vou dar conta de comentar tudo, nem de desviar de todas latas, mas, hm, penso o seguinte: sobre as considerações mais subjetivas, não há o que discutir. Quando a Simone fala sobre falta de brilho e ausência de um certo ingrediente secreto, essa foi a experiência dela como leitora. É um terreno pouco palpável. Outro leitor pode ter uma experiência completamente diferente por um milhão de motivos. Respeito muito. 

Mas há as questões objetivas -- e que às vezes (nem sempre) podem explicar o porquê gostamos ou não de um livro. Pra não me alongar muito, e correr risco de levar lata, o que parece mesmo causar desconforto no juiz e na arquibancada, desde o primeiro jogo, é o vocabulário do narrador, o “encaixe forçado”, a falta de verossimilhança do menorzinho. 

A Vanessa levantou um ponto que acho bem importante:

“Pq é que, na literatura, uma criança teria que narrar necessariamente com a linguagem de uma criança? Pq não podemos usar outros expedientes menos óbvios para dizer que aquilo ali falando é, sim, uma criança, embora ela não use ‘tipo assim’ e ‘né’?”

É o que eu acho. Do contrário, ficaríamos reféns de uma espécie de naturalismo rasteiro. O que sinto, às vezes, é que se faz uma separação radical entre realismo e artifício (entendido como série de procedimentos formais que o escritor usa). Acho que os dois não andam separados. Penso nos livros do Coetzee (podemos pensar em, hm, “Juventude”) que são cheios de invenções sintáticas e vocabulares que não estão em desacordo com o realismo, pelo contrário.

Como é que uma criança com síndrome de Asperger fala? 

Nós não sabemos (eu, pelo menos, não sei). Mas o Mark Haddon, através de certos procedimentos, inventou uma forma. Gostei muito do livro, mas, sei lá, o pai de uma criança com a tal síndrome pode achar completamente absurdo aquilo tudo.

O que acho é que pode-se discutir se a série de procedimentos usados no “Verão” (para dar a ideia da imaginação desenfreada desta criança muito específica) funciona ou não, claro. Para a Simone, o Lucas, o pai da Vanessa e o Gusmão não funcionaram. Mas pensamos nisso tudo, uma forma inventada de falar, que se conjuga a essa imaginação e a essa maneira enviesada de ver o mundo, está lá. 

Há uma série de procedimentos que criam esse narrador muito específico e criança e com uma lógica muito específica, que talvez até dificulte um pouco a leitura, no início. Nossa criança pensa como uma criança, mas como a criança que NÒS inventamos. Cada um pode fazer a sua. O que penso, e não tenho pretensão de que isso seja verdade (é a minha leitura), é que o livro começa turvo (o narrador é pequeno, não entende as coisas direito, ou como o Plausível falou: “coloca a criança como seriamente imersa em seu mundo, assim como o adulto tá seriamente imerso no seu”), depois, nos capítulos que a Simone gosta mais, o livro vai ficando mais claro (alguma coisa acontece com esse narrador, ele muda). 

Foi o que buscamos, se conseguimos ou não, se fracassamos ou não, isso, claro, é totalmente discutível.

Sobre o autor sumir diante da história: eu não penso nem falo da maneira que o narrador menorzinho pensa e fala. Eu nunca usei a palavra “coleóptero” na vida, mas entendo que ela faça todo sentido, para mim pelo menos, na boca do narrador. (Escrevi um treco a esse respeito, sobre autor sumir, mas a reflexão continuar dentro do que é contado: http://emiliofraia.blogspot.com/2008/07/crupis-de-um-cassino-desonesto.html)

E, Vanessa, já acionei minhas tias para inclusão de comentários elogiosos em geral (“gatinho” etc). Tem uma tia minha que te acha “bonita e muito joia”. Vou entrar em contato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Povo do Jogo 10, câmbio.</p>
<p>Puxa, quanta coisa. Não vou dar conta de comentar tudo, nem de desviar de todas latas, mas, hm, penso o seguinte: sobre as considerações mais subjetivas, não há o que discutir. Quando a Simone fala sobre falta de brilho e ausência de um certo ingrediente secreto, essa foi a experiência dela como leitora. É um terreno pouco palpável. Outro leitor pode ter uma experiência completamente diferente por um milhão de motivos. Respeito muito. </p>
<p>Mas há as questões objetivas &#8212; e que às vezes (nem sempre) podem explicar o porquê gostamos ou não de um livro. Pra não me alongar muito, e correr risco de levar lata, o que parece mesmo causar desconforto no juiz e na arquibancada, desde o primeiro jogo, é o vocabulário do narrador, o “encaixe forçado”, a falta de verossimilhança do menorzinho. </p>
<p>A Vanessa levantou um ponto que acho bem importante:</p>
<p>“Pq é que, na literatura, uma criança teria que narrar necessariamente com a linguagem de uma criança? Pq não podemos usar outros expedientes menos óbvios para dizer que aquilo ali falando é, sim, uma criança, embora ela não use ‘tipo assim’ e ‘né’?”</p>
<p>É o que eu acho. Do contrário, ficaríamos reféns de uma espécie de naturalismo rasteiro. O que sinto, às vezes, é que se faz uma separação radical entre realismo e artifício (entendido como série de procedimentos formais que o escritor usa). Acho que os dois não andam separados. Penso nos livros do Coetzee (podemos pensar em, hm, “Juventude”) que são cheios de invenções sintáticas e vocabulares que não estão em desacordo com o realismo, pelo contrário.</p>
<p>Como é que uma criança com síndrome de Asperger fala? </p>
<p>Nós não sabemos (eu, pelo menos, não sei). Mas o Mark Haddon, através de certos procedimentos, inventou uma forma. Gostei muito do livro, mas, sei lá, o pai de uma criança com a tal síndrome pode achar completamente absurdo aquilo tudo.</p>
<p>O que acho é que pode-se discutir se a série de procedimentos usados no “Verão” (para dar a ideia da imaginação desenfreada desta criança muito específica) funciona ou não, claro. Para a Simone, o Lucas, o pai da Vanessa e o Gusmão não funcionaram. Mas pensamos nisso tudo, uma forma inventada de falar, que se conjuga a essa imaginação e a essa maneira enviesada de ver o mundo, está lá. </p>
<p>Há uma série de procedimentos que criam esse narrador muito específico e criança e com uma lógica muito específica, que talvez até dificulte um pouco a leitura, no início. Nossa criança pensa como uma criança, mas como a criança que NÒS inventamos. Cada um pode fazer a sua. O que penso, e não tenho pretensão de que isso seja verdade (é a minha leitura), é que o livro começa turvo (o narrador é pequeno, não entende as coisas direito, ou como o Plausível falou: “coloca a criança como seriamente imersa em seu mundo, assim como o adulto tá seriamente imerso no seu”), depois, nos capítulos que a Simone gosta mais, o livro vai ficando mais claro (alguma coisa acontece com esse narrador, ele muda). </p>
<p>Foi o que buscamos, se conseguimos ou não, se fracassamos ou não, isso, claro, é totalmente discutível.</p>
<p>Sobre o autor sumir diante da história: eu não penso nem falo da maneira que o narrador menorzinho pensa e fala. Eu nunca usei a palavra “coleóptero” na vida, mas entendo que ela faça todo sentido, para mim pelo menos, na boca do narrador. (Escrevi um treco a esse respeito, sobre autor sumir, mas a reflexão continuar dentro do que é contado: <a href="http://emiliofraia.blogspot.com/2008/07/crupis-de-um-cassino-desonesto.html)" rel="nofollow">http://emiliofraia.blogspot.com/2008/07/crupis-de-um-cassino-desonesto.html)</a></p>
<p>E, Vanessa, já acionei minhas tias para inclusão de comentários elogiosos em geral (“gatinho” etc). Tem uma tia minha que te acha “bonita e muito joia”. Vou entrar em contato.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Dr Plausível</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6896</link>
		<dc:creator>Dr Plausível</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 12:27:17 +0000</pubDate>
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		<description>Acho q gostei tanto de OVdC pq me lembrou de minha infância semi-rural. Vi alguém bem próximo ao q eu era. Curiosamente, a infância retratada no livro parece uma infância mais antiga, o tipo de infância q se tinha antes – antes da tv, dos super-heróis e do &lt;i&gt;marketing&lt;/i&gt;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho q gostei tanto de OVdC pq me lembrou de minha infância semi-rural. Vi alguém bem próximo ao q eu era. Curiosamente, a infância retratada no livro parece uma infância mais antiga, o tipo de infância q se tinha antes – antes da tv, dos super-heróis e do <i>marketing</i>.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vanessa Barbara</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6892</link>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 03:33:21 +0000</pubDate>
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		<description>Eu só queria que alguém fizesse uma intervenção agora dizendo que &quot;o Emilio é gatinho&quot;. Desmoralização total.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu só queria que alguém fizesse uma intervenção agora dizendo que &#8220;o Emilio é gatinho&#8221;. Desmoralização total.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vanessa Barbara</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6891</link>
		<dc:creator>Vanessa Barbara</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 03:32:00 +0000</pubDate>
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		<description>Lucas, a gente justamente tentou fazer o leitor sentir que aquilo era uma criança, mesmo sem o vocabulário de uma. Tentamos usar outros expedientes que não esse aí, entende? Aparentemente não deu tão certo quanto a gente queria. Meu pai também reclamou. Ele é dolorosamente sincero e disse que não gostou mto do livro, achou confuso e não entendeu a coisa das galochas. A torcida vaiou. 

No próximo, vamos chutar canelas indiscriminadamente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas, a gente justamente tentou fazer o leitor sentir que aquilo era uma criança, mesmo sem o vocabulário de uma. Tentamos usar outros expedientes que não esse aí, entende? Aparentemente não deu tão certo quanto a gente queria. Meu pai também reclamou. Ele é dolorosamente sincero e disse que não gostou mto do livro, achou confuso e não entendeu a coisa das galochas. A torcida vaiou. </p>
<p>No próximo, vamos chutar canelas indiscriminadamente.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Simone</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6890</link>
		<dc:creator>Simone</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 02:03:35 +0000</pubDate>
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		<description>Ei, com as latas que me atirarem construirei meu trailer.
Se prestarem atenção, não ataquei o vocabulário em si, mas a forma como a mistura entre vocabulário avançado/infância idílica não deu liga (e dou exemplos de obras onde isso aconteceu). Os comentários à crítica já são outra história.

Lucas, concordo: o livro do Mark Haddon é mais um bom exemplo de obra ficcional em que uma criança não fala/age como criança - mas aquilo me entreteve e, se não dá pra dizer que &quot;aprendi alguma coisa&quot;, pelo menos senti que entrei em contato com um ser vivo (o menino, não o Haddon), não um amontoado de palavras. Em &quot;Ranxerox&quot;, HQ sobre um androide que tem uma menina de 12 anos como amante e em que grassam perigosas gangues de pirralhos de 2 a 4 anos, o buraco é mais embaixo: é um exercício evidentemente estilístico, que transporta o leitor pela sua bizarrice, perícia e coerência interna.

Também sou autora e já recebi críticas de todos os tipos. Algumas são completamente tolas - o sujeito escreveu a crítica correndo, ou me atribuiu erroneamente características da &quot;geração&quot; a que &quot;pertenço&quot;... Mas as que mais me atingem são 1) as que falam bem mas são ferinas (&quot;nem parece que foi ela quem escreveu&quot;) e 2) as que têm razão. Não dá para agradar a todo mundo; e se o crítico não gostar das suas opções conscientes naquele livro, acho que o melhor a fazer é escrever outro. Não pelo crítico, claro; para ampliar nossas possibilidades, para ir em frente, tudo isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ei, com as latas que me atirarem construirei meu trailer.<br />
Se prestarem atenção, não ataquei o vocabulário em si, mas a forma como a mistura entre vocabulário avançado/infância idílica não deu liga (e dou exemplos de obras onde isso aconteceu). Os comentários à crítica já são outra história.</p>
<p>Lucas, concordo: o livro do Mark Haddon é mais um bom exemplo de obra ficcional em que uma criança não fala/age como criança &#8211; mas aquilo me entreteve e, se não dá pra dizer que &#8220;aprendi alguma coisa&#8221;, pelo menos senti que entrei em contato com um ser vivo (o menino, não o Haddon), não um amontoado de palavras. Em &#8220;Ranxerox&#8221;, HQ sobre um androide que tem uma menina de 12 anos como amante e em que grassam perigosas gangues de pirralhos de 2 a 4 anos, o buraco é mais embaixo: é um exercício evidentemente estilístico, que transporta o leitor pela sua bizarrice, perícia e coerência interna.</p>
<p>Também sou autora e já recebi críticas de todos os tipos. Algumas são completamente tolas &#8211; o sujeito escreveu a crítica correndo, ou me atribuiu erroneamente características da &#8220;geração&#8221; a que &#8220;pertenço&#8221;&#8230; Mas as que mais me atingem são 1) as que falam bem mas são ferinas (&#8220;nem parece que foi ela quem escreveu&#8221;) e 2) as que têm razão. Não dá para agradar a todo mundo; e se o crítico não gostar das suas opções conscientes naquele livro, acho que o melhor a fazer é escrever outro. Não pelo crítico, claro; para ampliar nossas possibilidades, para ir em frente, tudo isso.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: luizgusmao</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6888</link>
		<dc:creator>luizgusmao</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 23:07:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://copadeliteratura.com/?p=854#comment-6888</guid>
		<description>vanessa [30]: &quot;a todos é legítimo recorrer ao &lt;em&gt;ius esperniandi&lt;/em&gt;, principalmente em se tratando de autores, justa ou injustamente, criticados ou incompreendidos.&quot;

d resto, endosso completamente a resposta o lucas. 

mais sorte na próxima, vanessa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>vanessa [30]: &#8220;a todos é legítimo recorrer ao <em>ius esperniandi</em>, principalmente em se tratando de autores, justa ou injustamente, criticados ou incompreendidos.&#8221;</p>
<p>d resto, endosso completamente a resposta o lucas. </p>
<p>mais sorte na próxima, vanessa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Torres</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6884</link>
		<dc:creator>Fernando Torres</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 13:23:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://copadeliteratura.com/?p=854#comment-6884</guid>
		<description>Vanessa, fico aliviado que não paitei seu jogo. Não quero receber latadas de autor nenhum (olha o risco que corri, o Paulo Coelho anda com espada e adora atirar com arco!).

Não fique chateada com o resultado do Jogo, mesmo! O interessante da Copa de Literatura para mim é existir esse espaço de reflexão de literatura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vanessa, fico aliviado que não paitei seu jogo. Não quero receber latadas de autor nenhum (olha o risco que corri, o Paulo Coelho anda com espada e adora atirar com arco!).</p>
<p>Não fique chateada com o resultado do Jogo, mesmo! O interessante da Copa de Literatura para mim é existir esse espaço de reflexão de literatura.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lucas Murtinho</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6883</link>
		<dc:creator>Lucas Murtinho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 11:47:22 +0000</pubDate>
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		<description>Ah, esqueci: a torcida do Olaria pode tacar latas em quem quiser, Vanessa. Só não vale ficar chateada pela eliminação num torneio tão pouco preocupado com o resultado dos jogos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, esqueci: a torcida do Olaria pode tacar latas em quem quiser, Vanessa. Só não vale ficar chateada pela eliminação num torneio tão pouco preocupado com o resultado dos jogos.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lucas Murtinho</title>
		<link>http://copadeliteratura.com/2009/jogo10/#comment-6882</link>
		<dc:creator>Lucas Murtinho</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 11:46:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://copadeliteratura.com/?p=854#comment-6882</guid>
		<description>30: Vanessa, para mim basta saber que as palavras que me pareceram deslocadas não estão ali por acaso. Que eu não tenha concordado com o efeito delas é questão de gosto, do meu humor no momento da leitura, da posição do Flamengo no Campeonato naquela rodada. Você e o Emilio pensaram sobre o assunto e decidiram que seria assim, e muitos leitores entenderam da mesma forma: isso é o que vale. (Menos as ênclises. Ênclise não vale.)

Sobre as ideias de que &lt;i&gt;O verão do Chibo&lt;/i&gt; pode ser sobre uma das talvez raras crianças que usam termos difíceis [28] e de que uma criança não precisa narrar necessariamente com linguagem de criança [30], concordo com as observações. Mas pergunto do meu lado da quadra: se a criança narradora não vai narrar como uma criança, por que colocar uma criança como narradora? &lt;i&gt;The curious incident of the dog in the night-time&lt;/i&gt; poderia ser um livro sobre o único indivíduo com síndrome de Asperger no mundo capaz de exprimir sentimentos como uma pessoa saudável, o que facilitaria muito o trabalho do Mark Haddon e tornaria o livro bem menos interessante para mim.

Claro que reproduzir exatamente a forma como uma criança encadeia suas ideias pode ser sacal. Mas para mim o grande desafio é justamente fazer o leitor sentir que o narrador é uma criança ainda que uma análise ponderada mostre que não pode ser o caso. Ou, se a criança não for escrever como uma criança, que haja um bom motivo para isso (meu único exemplo no momento é o Stewie de &lt;i&gt;Family Guy&lt;/i&gt;). Foi desse motivo que senti falta em &lt;i&gt;O verão do Chibo&lt;/i&gt;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>30: Vanessa, para mim basta saber que as palavras que me pareceram deslocadas não estão ali por acaso. Que eu não tenha concordado com o efeito delas é questão de gosto, do meu humor no momento da leitura, da posição do Flamengo no Campeonato naquela rodada. Você e o Emilio pensaram sobre o assunto e decidiram que seria assim, e muitos leitores entenderam da mesma forma: isso é o que vale. (Menos as ênclises. Ênclise não vale.)</p>
<p>Sobre as ideias de que <i>O verão do Chibo</i> pode ser sobre uma das talvez raras crianças que usam termos difíceis [28] e de que uma criança não precisa narrar necessariamente com linguagem de criança [30], concordo com as observações. Mas pergunto do meu lado da quadra: se a criança narradora não vai narrar como uma criança, por que colocar uma criança como narradora? <i>The curious incident of the dog in the night-time</i> poderia ser um livro sobre o único indivíduo com síndrome de Asperger no mundo capaz de exprimir sentimentos como uma pessoa saudável, o que facilitaria muito o trabalho do Mark Haddon e tornaria o livro bem menos interessante para mim.</p>
<p>Claro que reproduzir exatamente a forma como uma criança encadeia suas ideias pode ser sacal. Mas para mim o grande desafio é justamente fazer o leitor sentir que o narrador é uma criança ainda que uma análise ponderada mostre que não pode ser o caso. Ou, se a criança não for escrever como uma criança, que haja um bom motivo para isso (meu único exemplo no momento é o Stewie de <i>Family Guy</i>). Foi desse motivo que senti falta em <i>O verão do Chibo</i>.</p>
]]></content:encoded>
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